quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pensamento do dia
17 de Junho de 2009

"
Na vida de oração vemos que o Infinito é a nossa Morada."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
SE você quiser encontrar paz e alegria neste mundo, espalhe em torno de si otimismo e bondade.
Não se deixe ficar inativo na comodidade que nada produz.
É pelo trabalho em benefício do próximo que armazenamos energias, a fim de vencer os embates da vida.
Não pare jamais, não perca as oportunidades que se apresentam diariamente de fazer o bem, para que o bem venham abundante sobre você.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO

OS MÉDIUNS INTERESSEIROS

Terceira Parte

A.K. – Em primeiro lugar, é no interesse da causa que ele o faz ou é no seu próprio interesse? Se mudou a sua posição, é que não estava satisfeito e que esperava ganhar mais ou ter menos trabalho nesse novo ofício. Não há nenhum devotamento em dar seu tempo quando é para dele tirar proveito. É como se se dissesse que o padeiro fabrica o pão no interesse da Humanidade. A mediunidade não é o único recurso; sem ela eles seriam obrigados a ganharem a vida de outra maneira. Os médiuns verdadeiramente sérios e devotados, quando não tem uma existência independente, procuram os meios de vida em seu trabalho normal, e não mudam sua posição. Eles não consagram a mediunidade senão o tempo que podem dar-lhe sem prejuízo e se o tomam do seu lazer ou do seu repouso, espontaneamente, então são devotados e se os estima e respeita mais por isso.

A mediunidade de médiuns nas famílias, aliás, torna os médiuns profissionais inúteis, mesmo supondo-se que eles oferecem todas as garantias desejáveis, o que é muito raro. Sem o descrédito que se atribui a esse gênero de exploração, do qual me felicito de ter contribuído grandemente, ver-se-ia pularem os médiuns mercenários e os jornais se cobrirem dos seus anúncios. Ora, para um que tivesse podido ser leal, haveria cem charlatães que, abusando de uma faculdade real ou simulada, teriam feito o maior mal ao Espiritismo. É, pois, como principio que todos aqueles que vêem no Espiritismo alguma coisa além de exibição de fenômenos curiosos, que compreendem e estimam a dignidade, a consideração e os verdadeiros interesses da doutrina, reprovam toda espécie de especulação, sob qualquer forma ou disfarce que ela se apresente. Os médiuns sérios e sinceros, e eu dou esse nome àqueles que compreendem a santidade do mandato que DEUS confiou, evitam até na aparência o que poderia fazer pairar sobre eles a menor suspeita de cupidez. A acusação de tirar um proveito qualquer de sua faculdade seria para eles uma injúria.

(continua amanhã)

terça-feira, 16 de junho de 2009


Pensamento do dia
16 de Junho de 2009

"Na vida de oração voltamos a fronte ao nascente e deixamo-nos transformar pela Luz."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
NÃO seja impaciente!
Não tenha pressa em chegar ao fim.
Deixe que o tempo amadureça os frutos, de modo que possa colhê-los amadurecidos.
Caminhe com segurança e constância, porque tudo nos chegará na hora exata e mais oportuna.
Os frutos amadurecidos à força não são tão saborosos quanto os que amadurecem naturalmente.
Saiba esperar com paciência e não desanime.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO

OS MÉDIUNS INTERESSEIROS

Segunda Parte

A natureza da faculdade mediúnica se opõe, pois, a que ela se torne uma profissão, uma vez que depende de uma vontade estranha ao médium, e ela poderia faltar-lhe no momento que dela tivesse necessidade, a menos que ele a supra pela agilidade. Mas, em se admitindo mesmo uma inteira boa fé, desde que os fenômenos não se obtém à vontade, seria um efeito do acaso se, na sessão que se tivesse pago, se produzisse precisamente aquilo que se desejaria para se convencer. Daríeis cem mil francos a um médium e na o faríeis obter dos Espíritos o que estes não quisessem fazer. Essa paga, que desnaturaria a intenção e a transformaria em um violento desejo de lucro, seria mesmo, ao contrário, um motivo para que este não tivesse sucesso. Se se está bem compenetrado dessa verdade, que a afeição e a simpatia são as mais poderosas motivações de atração dos Espíritos compreender-se-ia que eles não podem ser solicitados com o pensamento de os usarem para ganhar dinheiro.

Aquele, pois, que tem necessidade de fatos para se convencer, deve provar aos Espíritos sua boa vontade por uma observação séria e paciente, se quer por eles ser secundado. Mas, se é verdadeiro que a fé não se impõe, não o é menos dizer-se que ela não se compra.

VISITANTE – Eu compreendo esse raciocínio sob o ponto de vista moral; entretanto, não é justo que aquele que dá seu tempo no interesse de seu ideal, dele seja indenizado, se isso o impede de trabalhar para viver?

(continua amanhã)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pensamento do dia
15 de Junho de 2009


"Quando a vida de oração nos toca, nada nos faz retroceder."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
NÃO existem pessoas realmente más.
Ou são enfermas ou não têm conhecimento da grande lei de que recebemos exatamente aquilo que damos.
Quem é enfermo precisa ser curado.
Quem pratica o mal precisa ser elucidado.
Mas de modo algum podemos agir com ódio e maldade.
Procure ensinar aos outros pelo seu próprio exemplo, compreendendo que a maldade é uma situação transitória do homem.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

OS MÉDIUNS INTERESSEIROS

Primeira Parte

VISITANTE – Antes de se entregarem a um estudo de fôlego, certas pessoas gostariam de ter certeza de não perderem o seu tempo, certeza que lhes daria um fato concludente, mesmo obtido ao preço do dinheiro.

A.K. – Naquele que não quer se ao trabalho de estudar, há mais de curiosidade que o desejo real de se instruir. Ora, os Espíritos não gostam mais de curiosos que eu próprio. Aliás, a cupidez lhes é, sobretudo, antipática, e eles não se prestam a nada que possa satisfazê-la. Seria preciso ter deles uma idéia bem errada para crer que os Espíritos superiores, como Fenelon, Bossuet, Pascal, Santo Agostinho, por exemplo, se colocassem às ordens do primeiro que os solicitasse, a tanta por hora. Não, senhor, as comunicações de além-túmulo são uma coisa muito grave e exigem muito respeito, para servirem de exibição.

Aliás, sabemos que os fenômenos espíritas não se desenrolam como as engrenagens de um mecanismo, uma vez que dependem da vontade dos Espíritos. Mesmo admitindo-se a aptidão medianímica, ninguém pode responsabilizar-se de obtê-los em tal momento dado. Se os incrédulos são levados a suspeitarem da boa fé dos médiuns em geral, seria bem pior se estes tivessem um estimulante interesse; poder-se-ia suspeitar, com todo direito, que o médium retribuiria com simulação, porque ele precisaria, antes de tudo, ganhar seu dinheiro. Não somente o desinteresse absoluto é a melhor garantia de sinceridade, como repugnaria à razão evocar a peso de ouro os Espíritos de pessoas que nos são caras, supondo que eles a isso consentissem, o que é mais que duvidoso. Não haveria, em todos os casos, senão espíritos inferiores, pouco escrupulosos quanto aos meios, e que não mereceriam nenhuma confiança. Estes mesmo, ainda, freqüentemente, agem com um prazer maldoso, frustrando as combinações e os caçulos de seus evocadores.

(continua amanhã)

domingo, 14 de junho de 2009


Pensamento do dia
14 de Junho de 2009

"Quando a vida de oração nos toca, tudo acolhemos com júbilo."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
“QUEM alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração” escreveu André Luiz.
Se alguém o magoou, se o ofendeu com calunias, não o imite, repetindo os mesmos erros.
Coloque-se acima dele, sabendo relevar.
E procure esquecer, porque o pensamento negativo da raiva atrai, para nós, a onda de maldade que nosso infeliz adversário lança contra nós.
Para ser feliz, saiba relevar e esquecer.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Quarta Parte

Seria, pois, um erro crer-se que todo Espírito pode atender ao apelo que lhe é feito e se comunicar pelo primeiro médium que encontra. Para que um Espírito se comunique, é preciso primeiro que lhe convenha fazê-lo; em segundo lugar, que sua posição ou suas ocupações lhe permitam; em primeiro lugar, que ele encontre no médium um instrumento propicio à sua natureza.

Em principio, pode-se comunicar com os Espíritos de todas as ordens, com seus parentes e seus amigos, com os Espíritos mais elevados, como com os mais vulgares. Mas, independentemente das condições individuais de possibilidade, eles vêm mais ou menos voluntariamente segundo as circunstâncias e, sobretudo, em razão de sua simpatia pelas pessoas que os chamam, e não pela requisição da primeira pessoa que tenha a fantasia de evocá-los por um sentimento de curiosidade; em caso semelhante eles não se importariam quando vivos e não o fazem mais depois da sua morte.

Os Espíritos sérios não vêm senão nas reuniões sérias, onde são chamados com recolhimento e por motivos sérios. Eles não se prestam a nenhuma questão de curiosidade, de prova, ou tendo um objetivo fútil; nem a alguma experiência.

Os Espíritos levianos vão por toda parte; mas nas reuniões sérias se calam e se afastam para escutar, como faria um escolar em uma douta assembléia. Nas reuniões frívolas eles se divertem, distraem-se com tudo e, freqüentemente, zombam dos assistentes, e respondem a todos sem se inquietarem com a verdade.

Os Espíritos ditos batedores, e geralmente todos aqueles que produzem manifestações físicas, são de uma ordem inferior, sem, por isso, serem essencialmente maus; eles têm uma aptidão de alguma sorte especial para os efeitos materiais. Os Espíritos superiores não se ocupam dessas coisas que nossos sábios de fazerem exibição de força; se disso tem necessidade, servem-se desses Espíritos de ordem inferior, como nós nos servimos de serviçais para o trabalho pesado.

(continua amanhã)

sábado, 13 de junho de 2009


Pensamento do dia
13 de Junho de 2009

"Atentos e orantes, com a consciência renovada, vivemos a alegria de sempre aprender."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
CONTRIBUA, com sua parcela, para tornar mais belo este mundo.
Um pequenino gesto, uma ação insignificante, pode melhorar muito o ambiente em que nos encontramos, elevar o entusiasmo de quem está desanimado, reanimar aquele que está desiludido.
Um simples aperto de mão confiante faz renascer, por vezes, a coragem de quem estava por fraquejar.
Então! Contribua com algo de seu, para tomar mais belo este mundo!

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Terceira Parte

VISITANTE – O procedimento me parece dos mais simples. Ser-me-ia possível experimentá-lo em mesmo?

A.K. – Perfeitamente: eu digo mesmo que se estiverdes dotado da faculdade medianímica, esse seria o melhor meio de vos convencer, porque não poderíeis duvidar de vossa boa fé. Só que vos exorto vivamente a não tentar nenhum ensaio antes de ter estudado com atenção. As comunicações de além-túmulo estão cercadas de mais dificuldades do que se pensa; elas não estão isentas de inconvenientes, e mesmo de perigo, para aqueles a quem falta à experiência necessária. Ocorre aqui como ao que quisesse fazer manipulações químicas sem saber química: correria o risco de queimar os dedos.

VISITANTE – Há algum indício pelo qual se possa reconhecer essa aptidão?

A.K – Até o presente não se conhece nenhum diagnóstico para a mediunidade; todos os que se acreditou reconhecer, não tem nenhum valor. Ensaiar é o único meio de saber se se é dotado. De resto, os médiuns são muito numerosos e é muito raro que, quando não sejamos, que não encontremos entre os membros da família e das pessoas que nos cercam. O sexo, a idade e o temperamento são indiferentes; são encontrados entre os homens e entre as mulheres, as crianças e os velhos, as pessoas que se portam bem e as que estão doentes.

Se a mediunidade se traduzisse por um sinal exterior qualquer, isso implicaria na permanência da faculdade, ao passo que ela é essencialmente móvel e fugidia. Sua causa física está na assimilação, mais ou menos fácil, dos fluidos perispirituais do encarnado e do Espírito desencarnado. Sua causa moral está na vontade do Espírito que se comunica quando isso lhe apraz, e não na nossa vontade, do que resulta, em primeiro lugar, que todos os Espíritos não podem se comunicar indiferentemente por todos os médiuns e, em segundo lugar, que todo médium pode perder ou ter suspensa sua faculdade no momento em que menos o espera. Essas poucas palavras bastam para vos mostrar que há todo um estudo a fazer para poder se inteirar das variações que esse fenômeno apresenta.

(continua amanhã)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pensamento do dia
12 de Junho de 2009


"Quem opta pelo caminho da oração sabe ver em todas as coisas a instrução para os próximos passos."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA

DOMINE sua agitação!

Só as criaturas calmas podem ser totalmente eficientes.

A agitação cansa e produz tudo mal feito.

A pressa é inimiga da perfeição.

A calma é o segredo daqueles que realizam tudo bem feito.

Quanto mais trabalho, maior deve ser a nossa calma.

Domine sua agitação, permaneça sereno, e tudo lhe sairá bem.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Segunda Parte

Os Espíritos se manifestam ainda, e podem transmitir seus pensamentos, por sons articulados que repercutem, seja no vago do ar, seja no ouvido, pela voz do médium, pela vista, por desenhos, pela música e por outros meios que um estudo completo faz conhecer. Os médiuns têm, para esses diferentes meios, aptidões especiais que se prendem ao seu organismo. Temos, assim, os médiuns de efeitos físicos, quer dizer, os que estão aptos a produzir fenômenos materiais como as pancadas, o movimento dos corpos, etc.; os médiuns audientes, falantes, videntes, desenhistas, musicistas, escreventes. Esta última faculdade é a mais comum e se desenvolve pelo exercício; é também a mais preciosa, pois é a que permite comunicações mais freqüentes e mais rápidas.

O médium escrevente apresenta numerosas variedades, das quais muito distintas. Para entendê-las é preciso inteirar-se da maneira pela qual se opera o fenômeno. O Espírito, algumas vezes, age diretamente sobre a mão do médium à qual imprime um impulso, independentemente da sua vontade, e sem que este tenha consciência do que escreve: é o médium escrevente mecânico. Outras vezes o Espírito age sobre o cérebro; seu pensamento atravessa o do médium que, então, embora escrevendo de uma maneira involuntária, tem uma consciência mais ou menos nítida do que obtém; é o médium intuitivo. Seu papel é exatamente o de um intérprete que transmite um pensamento que não é o seu e que, todavia, deve compreender. Ainda que, neste caso, o pensamento do Espírito e o do médium se confunda algumas vezes, a experiência ensina a distingui-los facilmente. Obtêm-se, igualmente, boas comunicações por esses dois gêneros de médiuns; a vantagem dos que são mecânicos é, sobretudo, para as pessoas que ainda não estão convencidas. De resto, a qualidade essencial de um médium está na natureza dos Espíritos que o assistem e nas comunicações que ele recebe, bem mais que os meios de execução.

(continua amanhã)

quinta-feira, 11 de junho de 2009


Pensamento do dia
11 de Junho de 2009

"Em oração vemos que cabe ao Ser Interior a tarefa de guiar a vida exterior."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
NÃO deixe de manifestar gratidão aos membros de sua família, aos amigos e conhecidos.
Não é, porém, da gratidão comum, que consiste em dizer “muito obrigado”, que estamos falando.
È de gratidão continuada, demonstrada em nosso exemplo, pelo fato de eles nos cercarem com seu afeto e contribuírem para nosso aperfeiçoamento, com sua ajuda e até com suas incompreensões.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

PRIMEIRA PARTE

VISITANTE – Falastes de meios de comunicação; poderíeis dar-me uma idéia deles, porque é difícil compreender como esses seres invisíveis podem conversar conosco?

A.K. – De bom grado, todavia, o farei ligeiramente porque isso exigiria um desenvolvimento muito grande, que encontrareis notadamente em “O Livro dos Médiuns”. Mas o pouco que vos direi bastará para vos colocar a par do mecanismo e servirá, sobretudo, para compreenderdes melhor algumas experiências às quais poderíeis assistir até vossa iniciação completa.

A existência desse envoltório semi-material, ou perispírito, é já uma chave que explica muitas coisas e mostra a possibilidade de certos fenômenos. Quanto aos meios, eles são muito variados e dependem, seja da natureza mais ou menos depurada dos Espíritos, seja das disposições particulares às pessoas que lhes servem de intermediárias. O mais vulgar, aquele que se pode dizer universal, consiste na intuição, quer dizer, nas idéias e pensamentos que eles nos sugerem, mas esse meio é muito pouco apreciável na generalidade dos casos. Há outros mais materiais.

Certos Espíritos se comunicam por pancadas, respondendo por sim ou por não, ou designando as letras que devem formar palavras. As pancadas podem ser obtidas pelo movimento basculante de um objeto, de uma mesa, por exemplo, que bate o pé. Freqüentemente, eles se fazem ouvir na própria substância dos corpos, sem movimentos destes. Esse modo primitivo é demorado e dificilmente se presta ao desenvolvimento de idéias de uma certa extensão. A escrita a substituiu, obtendo-se esta de diferentes maneiras. Primeiro serviu-se, e algumas vezes se usa ainda, de um objeto móvel, como uma pequena prancheta, uma cesta, uma caixa, à qual se adapta um lápis cuja ponta repousa sobre o papel. A natureza e a substância do objeto são diferentes. O médium coloca as mãos sobre esse objeto, transmitindo-lhe a influência que recebe do Espírito, e o lápis traça os caracteres. Mas esse objeto não é, propriamente falando, senão um apêndice da mão, uma espécie deporta-lápis. Reconheceu-se depois a inutilidade desse intermediário, que é apenas uma complicação do processo, cujo único mérito é de constatar, de uma maneira material, a independência do médium, que pode escrever tomando ele próprio o lápis.

(continua amanhã)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pensamento do dia
10 de Junho de 2009


"Três preceitos fazem parte da vida dos que oram: perdoar, reconciliar e elevar."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
NÃO se queixe contra a vida.
Se estiver sofrendo, lembre-se de que ninguém passa por esta terra isento de dores, da mesma forma que um aluno não pode fazer o seu curso sem submeter-se aos exames de fim de ano.
Prove que está preparado, suportando com paciência e resignação os exames a que é submetido.
Tudo o que nos acontece tem sua razão de ser, e dos males surge sempre um bem.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

MEIOS DE COMUNICAÇÃO


PRIMEIRA PARTE

VISITANTE – Falastes de meios de comunicação; poderíeis dar-me uma idéia deles, porque é difícil compreender como esses seres invisíveis podem conversar conosco?

A.K. – De bom grado, todavia, o farei ligeiramente porque isso exigiria um desenvolvimento muito grande, que encontrareis notadamente em “O Livro dos Médiuns”. Mas o pouco que vos direi bastará para vos colocar a par do mecanismo e servirá, sobretudo, para compreenderdes melhor algumas experiências às quais poderíeis assistir até vossa iniciação completa.

A existência desse envoltório semi-material, ou perispírito, é já uma chave que explica muitas coisas e mostra a possibilidade de certos fenômenos. Quanto aos meios, eles são muito variados e dependem, seja da natureza mais ou menos depurada dos Espíritos, seja das disposições particulares às pessoas que lhes servem de intermediárias. O mais vulgar, aquele que se pode dizer universal, consiste na intuição, quer dizer, nas idéias e pensamentos que eles nos sugerem, mas esse meio é muito pouco apreciável na generalidade dos casos. Há outros mais materiais.

Certos Espíritos se comunicam por pancadas, respondendo por sim ou por não, ou designando as letras que devem formar palavras. As pancadas podem ser obtidas pelo movimento basculante de um objeto, de uma mesa, por exemplo, que bate o pé. Freqüentemente, eles se fazem ouvir na própria substância dos corpos, sem movimentos destes. Esse modo primitivo é demorado e dificilmente se presta ao desenvolvimento de idéias de uma certa extensão. A escrita a substituiu, obtendo-se esta de diferentes maneiras. Primeiro serviu-se, e algumas vezes se usa ainda, de um objeto móvel, como uma pequena prancheta, uma cesta, uma caixa, à qual se adapta um lápis cuja ponta repousa sobre o papel. A natureza e a substância do objeto são diferentes. O médium coloca as mãos sobre esse objeto, transmitindo-lhe a influência que recebe do Espírito, e o lápis traça os caracteres. Mas esse objeto não é, propriamente falando, senão um apêndice da mão, uma espécie deporta-lápis. Reconheceu-se depois a inutilidade desse intermediário, que é apenas uma complicação do processo, cujo único mérito é de constatar, de uma maneira material, a independência do médium, que pode escrever tomando ele próprio o lápis.

(continua amanhã)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pensamento do dia
09 de Junho de 2009


"Orar expande-nos o coração para que nele caiba amor infinito."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
AJUDE a todos os que estão enfermos.
Amanhã talvez deseje que alguém o visite em sua enfermidade.
Procure doentes solitários, que aspiram por uma palavra de conforto e de carinho.
Não apenas seus parentes e amigos, mas até os pobres conhecidos e abandonados, que não encontram um sorriso de incentivo, e que estão famintos de solidariedade humana e de amor.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

ORIGEM DAS IDÉIAS ESPÍRITAS MODERNAS

Terceira Parte

Que eram os habitantes desse mundo? Eram seres à parte, fora da Humanidade? Eram bons ou maus? Foi ainda a experiência que se encarregou de resolver essas questões. Mas, até que numerosas observações deitaram luz sobre esse assunto, o campo das conjecturas e dos sistemas estava aberto, e DEUS sabe quantas surgiram! Alguns acreditaram serem os Espíritos superiores a tudo, outros não viam neles senão demônios. Foi por suas palavras e seus atos que se pôde julgá-los. Suponhamos que entre os habitantes transatlânticos desconhecidos, dos quais falamos, uns tivessem dito coisas boas, enquanto outros fossem notados pelo cinismo de sua linguagem, ter-se-ia concluído que haveria bons e maus. Foi a isso que se chegou com os Espíritos, reconhecendo-se entre eles todos os graus de bondade e de maldade, de ignorância e de saber. Uma vez sabedores dos seus defeitos e qualidades, cabe à nossa prudência distinguir o bom do mau, o verdadeiro do falso em suas relações conosco, absolutamente como nós fazemos com respeito aos homens.
A observação não só nos esclareceu sobre as qualidades morais dos Espíritos, mas também sobre sua natureza e sobre o que poderíamos chamar seu estado fisiológico. Soube-se, pelos próprios Espíritos, que uns são muito felizes e outros muito infelizes; que eles não são seres à parte, de uma natureza excepcional, mas que são almas daqueles que viveram sobre a Terra, onde deixaram seu envoltório corporal, que povoam os espaços, nos cercam e nos acotovelam sem cessar, e, entre eles, cada um pôde reconhecer, por sinais incontestáveis, seus parentes, seus amigos e aqueles que conheceram neste mundo. Pôde-se segui-los em todas as fases de sua existência de além túmulo, desde o instante em que deixaram seus corpos, e observar sua situação segundo o gênero de morte e a maneira pela qual viveram sobre a Terra. Soube-se, enfim, que não são seres abstratos, imateriais, no sentido absoluto da palavra, eles têm um envoltório, ao qual demos o nome de perispírito, espécie de corpo fluídico, vaporoso, diáfano, invisível em seu estado normal, mas que, em certos casos, e por uma espécie de condensação ou de disposição molecular pode tornar-se momentaneamente visível e mesmo tangível e, desde então, foi explicado o fenômeno das aparições e dos toques sobre elas. Esse envoltório existe durante a vida do corpo e é o laço entre o Espírito e a matéria; na morte do corpo, a alma ou o Espírito, o que são a mesma coisa, não se despoja senão do envoltório grosseiro, conservando o segundo, como quando nós tiramos uma roupa de cima para conservar apenas a de baixo, como o germe de um fruto se despoja do envoltório cortical e não conserva senão o perisperma. É esse envoltório semi-material do Espírito o agente dos diferentes fenômenos por meio do qual ele manifesta sua presença.
Tai é, em poucas palavras, senhor, a história do Espiritismo; vedes e o reconhecereis ainda melhor, quando o tiverdes estudado a fundo, que tudo nele é o resultado da observação e não de um sistema preconcebido.

(continua amanhã)

segunda-feira, 8 de junho de 2009


Pensamento do dia
08 de Junho de 2009

"A oração nos esvazia de nós mesmos e nos prepara para estender a mão aos demais como puro auxílio."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
NÃO se aborreça com seu amigo, só porque ele está mal humorado.
Saiba desculpar.
Quantas vezes também você está irritado, e responde mal a seus amigos... e no entanto gosta que eles o desculpem.
Você não sabe o que lhe aconteceu, desconhece seus problemas íntimos... desculpe, então!
Não leve a mal, releve, e continue a querer-lhe bem.
É a melhor maneira de mostrar sua amizade e compreensão.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

ORIGEM DAS IDÉIAS ESPÍRITAS MODERNAS

Segunda Parte

Fenômenos espontâneos se produziram, tais os ruídos estranhos, pancadas, movimento de objetos, etc., sem causa ostensiva conhecida, e esses fenômenos puderam ser reproduzidos sob a influência de certas pessoas. Até ai nada autorizava a procurar a causa além da ação de um fluido magnético ou outro cujas propriedades eram ainda desconhecidas. Mas não se tardou em reconhecer, nesses ruídos e nesses movimentos, um caráter intencional e inteligente, do que se concluiu, como já disse, que: se todo efeito de uma causa, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. Essa inteligência não poderia estar no próprio objeto, porque a matéria não é inteligente. Era o reflexo da Inteligência da pessoa ou das pessoas presentes? Assim se pensou primeiro, como eu disse igualmente. Só a experiência poderia se pronunciar, e a experiência demonstrou, por provas irrecusáveis, em muitas circunstâncias, a completa independência dessa inteligência. Ela estava, pois, fora do objeto e fora da pessoa. Quem era ela? Foi ela mesma quem respondeu, declarando pertencer à ordem de seres incorpóreos, designados sob o nome de Espíritos, pois, não preexistiu nem foi mesma consecutiva; em uma palavra, ela não saiu do cérebro, mas foi dada pelos próprios Espíritos, e tudo o que soubemos depois a seu respeito, foram eles que nos ensinaram.

Uma vez revelada a existência dos Espíritos e estabelecidos os meios de comunicação, pôde-se ter conversações seguidas e obter esclarecimentos sobre a natureza desses seres, as condições da sua existência, seu papel no mundo visível. Se se pudesse interrogar assim os seres do mundo dos infinitamente pequenos, que coisas curiosas não se aprenderia sobre eles!

Supondo-se que, antes do descobrimento da América, existisse um fio elétrico através do Atlântico, e que na sua extremidade européia fossem notados sinais inteligentes se poderia concluir que, na outra extremidade, havia seres inteligentes procurando se comunicar; ter-se-ia podido questioná-los, e eles teriam respondido. Adquirir-se-ia assim, a certeza da sua existência, o conhecimento de seus costumes, dos seus hábitos, da sua maneira de ser, sem jamais tê-los visto. Ocorre o mesmo nas relações com o mundo invisível; as manifestações materiais foram como sinais, meios de advertências, que nos colocaram na trilha de comunicações mais regulares e mais continuadas. E, coisa notável, à medida que os meios mais fáceis de comunicação estão à nossa disposição, os Espíritos abandonaram os meios primitivos, insuficientes e incômodos, como o mudo que recupera a palavra e renuncia à linguagem dos sinais.

(continua amanha)

domingo, 7 de junho de 2009


Pensamento do dia
07 de Junho de 2009

"A oração nos encoraja a levar a tocha que antecede o amanhecer da Nova Terra."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
SAIBA dominar-se e vencer-se a si mesmo.
Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando os seus vícios e superando seus defeitos.
A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil, e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói.
Aprenda a dominar-se e jamais desanime.
Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso!

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

ORIGEM DAS IDÉIAS ESPÍRITAS MODERNAS

Primeira Parte

VISITANTE – Uma coisa que eu desejaria saber, senhor, é o ponto de partida das idéias espíritas modernas; elas são o resultado de uma revelação espontânea dos Espíritos ou o resultado de uma crença anterior à sua existência? Compreendeis a importância da minha pergunta, porque, neste último caso, poder-se-ia crer que a imaginação não pode ser posta de lado.

A.K. – Esta questão, senhor, como o dissestes, é importante neste ponto de vista, embora seja difícil admitir-se, supondo-se que essas idéias tenham nascido de uma crença antecipada, que a imaginação tenha podido produzir todos os resultados materiais observados. Com efeito, se o Espiritismo estivesse baseado sobre o pensamento preconcebido da existência dos Espíritos, poder-se-ia, com alguma aparência de razão, duvidar da sua realidade, porque se a causa é uma quimera, as próprias conseqüências devem ser quiméricas. Mas as coisas não se passam assim.

Anotai primeiro que essa seqüência seria completamente ilógica. Os Espíritos são causa e não efeito; quando se vê um efeito, pode-se procurar a sua causa, mas não é natural imaginar uma causa antes de ter visto os efeitos. Não se poderia, pois, conceber o pensamento dos Espíritos se não estivessem presentes os efeitos que encontrassem sua explicação provável na existência de seres invisíveis. Pois bem, não foi assim que esse pensamento surgiu, quer dizer, não foi uma hipótese imaginada para explicar certos fenômenos; a primeira suposição que se fez deles foi de uma causa inteiramente material. Assim, longe de os Espíritos terem sido uma idéia preconcebida, partiu-se do ponto de vista materialista, o qual sendo incapaz de tudo explicar, a própria observação conduziu à causa espiritual. Eu falo das idéias espíritas modernas, uma vez que nós sabemos ser essa crença tão velha quanto o mundo. Eis aqui a seqüência das coisas.

(continua amanhã)

sábado, 6 de junho de 2009


Pensamento do dia
06 de Junho de 2009

"Em oração podemos conectar-nos com a Fonte do Amor Supremo e irradiá-lo para as criaturas."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
FAÇA da leitura um hábito diário.
Acostume-se a ter sempre um bom livro à mão, e verificará que é seu melhor amigo, que conversará com você somente quando você o desejar.
Escolha livros instrutivos, interessantes, sadios.
Tanto quanto o corpo, o Espírito também necessita de alimentar-se.
Faça da leitura um hábito tão indispensável quanto a respiração.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPÍTULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

BOA A MÁ VONTADE DOS ESPÍRITOS PARA CONVENCEREM.

PRIMEIRA PARTE
VISITANTE – Os Espíritos devem ter interesse em fazer prosélitos. Por que não consentem, mas do que o fazem, nos meios para convencer certas pessoas, cuja opinião seria de uma grande influência?
A.K – É que, aparentemente, no momento, eles não têm interesse em convencer certas pessoas, cuja importância não medem como elas mesmas o fazem. É pouco lisonjeiro, eu convenho, mas nós não comandamos suas opiniões, pois os Espíritos têm um modo de julgar as coisas que não é sempre o nosso. Eles vêem, pensam e agem segundo outros elementos, enquanto nossa visão está circunscrita pela matéria, limitada pelo círculo estreito no meio do qual nos encontramos, eles abarcam o conjunto. O tempo, que nos parece tão longo, para eles é um instante, assim como a distância, que não é senão um passo; certos detalhes, que nos parecem de uma importância extrema, para eles são pueris; em compensação, acham importantes, coisas das quais não compreendemos a importância. Para compreendê-los, é preciso se elevar pelo pensamento acima do nosso horizonte material e moral,, e nos colocar em sua posição; não cabe a eles descerem até nós, mas cabe a nós nos elevarmos até eles, e é isso que nos conduz o estudo e a observação.
Os Espíritos apreciam os observadores assíduos e conscienciosos, para os quais multiplicam as fontes de luz; o que os afasta não é a dúvida que nasce da ignorância, mas a fatuidade desses pretensos observadores que, nada tendo observado, pretende colocá-los na berlinda e manobrá-los como marionetes; é, sobretudo o sentimento de hostilidade e de difamação que carregam consigo e que está em seu pensamento, se não está em suas palavras. Para estes, os Espíritos nada fazem e se inquietam muito pouco com aquilo que eles possam falar ou pensar, porque sua vez chegará. Por isso eu disse que o necessário não é a fé, mas a boa fé.
(Continua amanhã)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pensamento do dia
05 de Junho de 2009


"Em oração ficamos disponíveis para ingressar no templo de sabedoria que vive em nosso interior."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
NUNCA se irrite!
Se a condução custa a chegar, tenha paciência.
Se o vizinho o incomoda, suporte-o
Se sua esposa o perturba, suporte-a.
Sua irritação não pode melhorar as coisas e... faz mal ao seu fígado.
A irritação causa mais sofrimentos a nós que aos outros, ao passo que a paciência é um bálsamo, sempre pronto a suavizar as feridas próprias e alheias.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPÍTULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

OS INCRÉDULOS NÃO PODEM VER PARA SE CONVENCEREM

SEGUNDA PARTE

É um erro crer que a fé seja necessária; mas a boa fé é outra coisa. Ora, há cépticos que negam até a evidência, e que os prodígios não poderiam convencer. Quantos há que, depois de terem visto, não persistem menos em explicar os fatos à sua maneira, dizendo que isso não prova nada! Essas pessoas não servem senão para levar a perturbação às reuniões, sem proveito para elas mesmas,: é por isso que as repelimos e não queremos perder tempo com elas. Ocorre o mesmo que ficariam bem irritadas de serem forçadas a crer, porque seu amor próprio sofreria em concordar que estavam enganadas. Que responder a essas pessoas que não vêem por toda parte senão a ilusão e o charlatanismo? Nada; é preciso deixá-las tranqüilas e dizer, tanto como querem que elas nada viram, e mesmo que não se pôde ou não se quis fazê-las ver.
Ao lado desses cépticos endurecidos, há aqueles que querem ver à sua maneira; que tendo formado uma opinião, querem com ela tudo relacionar; eles não compreendem que os fenômenos não possam obedecer à sua vontade; eles não sabem, ou não querem, se colocar nas condições necessárias. Aquele que quer observar de boa fé – não digo crer sob palavra, mas se despojar de toda idéia preconcebida – não querer comparar coisas incompatíveis. Deve esperar, continuar, observar com uma paciência infatigável; esta condição mesma está a favor dos adeptos, uma vez que ela prova que sua convicção não se formou levianamente. Tendes essa paciência? Não, dizeis eu não tenho tempo. Então não vos ocupeis com os fenômenos, nem deles faleis; ninguém a isso vos obriga.

(continua amanhã)

quinta-feira, 4 de junho de 2009


Pensamento do dia
04 de Junho de 2009


"Pela oração assumimos a parte que nos cabe em nosso renascer."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
CULTIVE a Verdade em todos os momentos de sua vida, e a Verdade o levará triunfalmente ao progresso.
Seja verdadeiro em todos os pensamentos, ações e emoções, e nada lhe ocorrerá de mal.
Deixe que a Divindade se manifeste por seu intermédio, e procure ouvir a voz silenciosa que lhe fala do fundo do seu coração, por meio de sua consciência.
Obedeça aos conselhos que ela lhe der!

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPÍTULO PRIMEIRO

PRQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO

OS INCRÉDULOS NÃO PODEM VER PARA SE CONVENCEREM.

Primeira Parte

VISITANTE – São os fatos positivos que os incrédulos querem ver, que eles pedem e, na maioria das vezes, não se pode lhes fornecer. Se todo mundo pudesse testemunhar esses fatos, a dúvida não seria mais permitida. Como ocorre, pois, que tanta gente nada tenha podido ver, malgrado sua boa vontade? Se os contesta dizendo faltar-lhes fé, a isso respondem, com razão, que não podem ter uma fé antecipada, e que se quer que eles creiam é preciso dar-lhes os meios de crerem.

A.K. – a razão é bem simples. Eles querem os fatos sob seu comando e os Espíritos não obedecem a eles; é preciso esperar a sua boa vontade. Não basta, pois, dizer: mostre-me tal fato e eu crerei; é preciso ter vontade e perseverança, deixar os fatos se produzirem espontaneamente, sem pretender forçá-los ou dirigi-los. Aquele que desejais, talvez seja precisamente o que não obtereis; mas se apresentarão outros, e aquele que quereis virá no momento em que menos esperais. Aos olhos do observador atento e assíduo, os fatos se somam e se corroboram uns aos outros, mas aquele que crê bastar virar uma manivela para mover a máquina se engana extraordinariamente. Que faz a naturista que quer estudar os costumes de um animal? Leva-o a fazer tal ou tal coisa para ter todo o tempo de observação à sua vontade? Não, porque sabe bem que não será obedecido; ele espreita as manifestações espontâneas do seu instinto; espera-as e as aprende quando ocorrem. O simples bom senso mostra que, por mais forte razão, deve ocorrer o mesmo com os Espíritos, que são inteligências com independência bem diversa da dos animais.

(continua amanhã)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pensamento do dia
03 de Junho de 2009


"Enquanto oramos, somos convidados para a ceia da devoção."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
LEMBRE-SE de que o amor ao próximo é o segredo de nossa felicidade.
Não fale mal de ninguém, não tenha raiva, não cultive ódio em seu coração.
A irritação e o ódio são venenos que atacam o fígado e descontrolam o sistema nervoso.
Aprenda a relevar e esquecer, para ter o seu coração em paz e não sofrer em sua saúde.
A serenidade é o segredo das vidas longas e felizes.
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Décima Nona Parte
FALSAS EXPLICAÇÕES DOS FENÔMENOS
VISITANTE – Não se poderia admitir, segundo a opinião de alguns, que o médium está em um estado de crise e goze de uma lucidez que lhe dá uma percepção sonambúlica, uma espécie de dupla vista, o que explicaria a extensão momentânea das faculdades intelectuais? Por que, diz-se, as comunicações obtidas pelo médium não ultrapassam a importância daqueles que se obtém pelos sonâmbulos?
A.K. – é isso, ainda, um desses sistemas que não suporta um exame aprofundado. O médium não está em crise, nem em sono, mas perfeitamente desperto, agindo e pensando como todo o mundo, sem nada ter de extraordinário. Certos efeitos particulares puderam dar lugar a esse equívoco. Mas, qualquer um que não se limite a julgar as coisas por um único aspecto, reconhecerá, sem esforço, que o médium é dotado de uma faculdade particular que não permite confundi-lo com o sonâmbulo, é a completa independência do seu pensamento é provado por fatos da máxima evidência. Abstração feita das comunicações escritas, qual é o sonâmbulo que fez brotar um pensamento de um corpo inerte? Que produziu aparições visíveis e mesmo tangíveis? Que pode manter um corpo pesado no espaço sem ponto de apoio? Foi por um efeito sonambúlico que um médium desenhou, um dia, para mim, em presença de vinte testemunhas, o retrato de uma jovem que morreu dezoito meses antes e que jamais havia conhecido, retrato reconhecido pelo pai presente a sessão? É por um efeito sonambúlico que uma mesa responde com precisão às questões propostas, mesmo mentalmente? Seguramente, se se admite que o médium esteja em um estado magnético, me parece difícil crer-se que a mesa seja sonâmbula.
Diz-se, ainda, que os médiuns não falam claramente senão as coisas conhecidas. Como explicar o fato seguinte e cem os outros do mesmo gênero? Um de meus amigos, muito bom médium escrevente, perguntou a um Espírito se uma pessoa, que ele havia perdido de vista há quinze anos, estava ainda neste mundo. “sim, ela vive ainda, respondeu-lhe; ela mora em Paris, à rua, número tal” Ele vai e encontra a pessoa no endereço indicado. É isso ilusão? Seu pensamento poderia tanto menos sugerir-lhe essa resposta, pois, em razão da idade da pessoa, havia toda possibilidade de que ela não existisse mais. Se, em certos casos, viram-se respostas concordarem com o pensamento, é racional concluir daí que isso seja uma lei geral? Nisso, como em todas as coisas, os julgamentos precipitados são sempre perigosos, porque podem estar enfraquecidos pela não observação dos fatos.
(continua amanhã)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pensamento do dia
02 de Junho de 2009


"Na oração o pequeno eu se transforma e serve ao Plano Divino."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
SE VOCÊ não sabe perdoar sem esquecer, é sinal de que não compreendeu ainda
a Verdade e o Caminho a seguir.
Procure perdoar e esquecer as mágoas e ofensas, as intrigas e calunias.
Mantenha-se em tal atitude, que nenhuma calunia o possa atingir.
Perdoe e siga o seu caminho.
Quando o caluniador abrir os olhos, você estará tão distante dele, que não poderá mais ouvir sua voz cheia de veneno.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPITULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

FALSAS EXPLICAÇÕES DOS FENÔMENOS

Décima oitava parte

VISITANTE – A isso responde-se que se há um efeito inteligente ele não é outra senão a própria inteligência, seja do médium, seja do interrogante, seja dos assistentes: porque, diz-se, a resposta está sempre no pensamento de alguém.
A.K. – Isso é ainda um erro, conseqüente de uma falsa observação. Se aqueles que assim pensam tivessem se dado ao trabalho de estudar o fenômeno em todas as suas fases teriam, a cada passo, reconhecido a independência absoluta da inteligência que se manifesta. Como essa tese poderia se conciliar com respostas que estão fora da capacidade intelectual e de instrução do médium? Que contradizem suas idéias, seus desejos, suas opiniões, ou que confundem completamente as previsões dos assistentes? De médiuns que escrevem em um idioma que não conhecem, ou em seu próprio idioma, quando eles não sabem nem ler nem escrever? Essa opinião, á primeira vista, não tem nada de irracional, eu convenho, porém, ela é desmentida pelos fatos de tal modo numerosos e concludentes, dos quais não é mais possível duvidar.
De resto, admitindo-se mesmo essa teoria, o fenômeno, longe de ser simplificado, seria bem mais prodigioso. Ora, o pensamento se refletiria sobre uma superfície como a luz, o som e o calor? Na verdade, haveria nisso motivo para exercer a sagacidade da ciência. Aliás, o que se adicionaria ainda ao maravilhoso, é que, sobre vinte pessoas reunidas, seria precisamente o pensamento de talou tal que seria refletido, e não o pensamento de tal outra. Um semelhante sistema é insustentável. É verdadeiramente curioso ver os contraditores se esforçarem em procurar causas cem vezes mais extraordinárias e difíceis de compreender do que as que se lhe fornece.

(continua amanhã)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pensamento do dia
01 de Junho de 2009

"A oração constrói trilhas de Luz para o pequeno eu."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
Procure corrigir com calma aqueles que erraram, e saiba relevar as imperfeições dos outros, da mesma forma que espera a compreensão dos outros para os seus erros.
A vida é um intercâmbio de boa vontade mútua, em que recebemos aquilo que damos.
Dê tolerância, e receberá compreensão e amor, tornando-se sua vida um paraíso sem dores nem sofrimentos.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPÍTULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

Décima Sétima Parte

FALSAS EXPLICAÇÕES DOS FENÔMENOS

Alucinação – Fluido magnético – Reflexo do pensamento – Super excitação cerebral – Estado sonambúlico dos médiuns.

VISITANTE – É contra os fenômenos provocados que se exerce, sobretudo, a crítica. Coloquemos de lado toda suposição de charlatanismo, e admitamos uma inteira boa-fé; não se poderia pensar que eles próprios são joguetes de uma alucinação?

A.K. – Não é do meu conhecimento que se tenha, ainda, explicado claramente o mecanismo da alucinação. Tal como é entendida, é, todavia, um efeito muito singular e digno de estudo. Como, pois, aqueles que, através dela, pretendem explicar os fenômenos espíritas podem explicitar sua explicação? Aliás, há fatos que escapam a essa hipótese: quando uma mesa, ou outro objeto, se move, se eleva ou bate; quando ela passeia à vontade num quarto sem o contacto de alguém; quando ela se desprende do solo e se sustém no espaço, sem ponto de apoio; enfim, quando ela se quebra caindo, certamente isso não é uma alucinação. Supondo-se que o médium, por efeito de sua imaginação, creia ver o que não existe, é provável que todo um grupo esteja tomado da mesma vertigem? Que se repita por todos os lados, em todos os países? A alucinação, nesse caso, seria mais prodigiosa que o fato.

VISITANTE – Admitindo-se a realidade do fenômeno das mesas girantes e batedoras, não é mais racional atribuí-lo à ação de um fluido qualquer, o fluido magnético, por exemplo?

A.K – Tal foi o primeiro pensamento e eu o tive como tantos outros. Se os efeitos tivessem se limitado aos efeitos materiais, ninguém duvida que poder-se-ia explicar assim. Mas quando esses movimentos e golpes deram provas de inteligência, quando se reconheceu que respondiam ao pensamento com inteira liberdade, tirou-se esta conseqüência: se todo efeito tem causa, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. É isso o efeito de um fluido, a menos que se diga que esse fluido é inteligente? Quando vedes o manipulador do telégrafo fazer os sinais que transmitem o pensamento, sabeis bem que não são esses braços de madeira ou de ferro que são inteligentes, mas dizeis que uma inteligência os faz mover. Ocorre o mesmo com a mesa. Há, sim ou não, efeitos inteligentes? Esta é a questão. Aqueles que a contestam, são pessoas que não puderam ver tudo e se apressam em concluir segundo suas próprias idéias e sob uma observação superficial.

(continua amanhã)

domingo, 31 de maio de 2009

Pensamento do dia
31 de Maio de 2009


"A oração tem o poder de abrir frestas nas ilusões."

Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
ENQUANTO você espera pelo céu, não esqueça de que a terra está esperando por você.
Mantenha seus pés fixos no chão, mas eleve sua cabeça para o céu.
Ajude a estrada que você palmilha, tornando-a mais confortável para todos aqueles que lhe seguem os passos.
Dê trabalho a seus braços, leve consolo aos aflitos, enxugue as lágrimas dos que choram...
Você poderá caminhar sozinho.
Ajude a todos os que caminham a seu lado para o mesmo objetivo: a perfeição.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPÍTULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

Décima Sexta Parte

VISITANTE – Sem dúvida; mas o fato de uma coisa ser possível, não se segue que ela exista.

A.K. – De acordo; mas convireis que já é uma grande coisa desde que ela não é impossível, porque não tem nada que repugne à razão. Resta, pois, constatá-la pela observação dos fatos. Essa observação não é nova; a História, tanto sacra como profana, prova a antigüidade e a universalidade dessa crença, que se perpetuou através de todas as vicissitudes do mundo, e se encontra entre os povos mais selvagens, no estado de idéias inatas e intuitivas, gravadas no pensamento, como a do Ser Supremo e da existência futura. O Espiritismo, portanto, não é criação moderna, muito longe disso; tudo prova que os antigos o conheciam tão bem e talvez melhor que nós. Somente ele não foi ensinando senão com precauções misteriosas que o tornaram inacessível ao vulgo, deixado propositadamente na difícil situação supersticiosa.
Quanto aos fatos, eles são de duas naturezas: espontâneos e provocados. Entre os primeiros, é preciso situar as visões e aparições, que são muito freqüentes; os ruídos, barulhos e movimentação de objetos sem material, e uma multidão de efeitos insólitos que se consideravam como sobrenaturais, e que hoje, nos parecem muito simples, porque, para nós, não há nada de sobrenatural uma vez que tudo se esconde nas leis imutáveis da Natureza. Os fatos provocados são aqueles que se obtêm por intermédio dos médiuns.

(continua amanhã)

sábado, 30 de maio de 2009


Pensamento do dia
30 de Maio de 2009

"O Espírito, em silêncio, faz germinar os potenciais do ser que ora."
Anônimo
MINUTO DE SABEDORIA
LOGO que o sol despontar no horizonte, saúde-o com um pensamento de louvor ao PAI e Criador, levantando-se também e iniciando seu trabalho.
Mantenha firme em sua mente o desejo de ajudar a todos e de cumprir com perfeição todas as suas obrigações.
E, assim, poderá deitar-se, ao finalizar o dia, com a consciência feliz, por haver cumprido seu dever.

O QUE É O ESPIRITISMO

CAPÍTULO PRIMEIRO

PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA

SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO

Décima Quinta Parte

Que pode dela jorrar! Quantas coisas misteriosas seriam explicadas! Aqueles que crêem nisso, são ridicularizados; mas o que isso prova? Não ocorreu o mesmo com todas as grandes descobertas? Cristovão Colombo não foi repelido, coberto de desgostos e tratado como insensato? Essas idéias, diz-se, são tão estranhas que nelas não se pode crer. Mas, àquele que tivesse dito, há somente meio século, que em alguns minutos poder-se-ia corresponder de uma parte à outra do mundo; que em algumas horas, atravessar-se-ia a França; que com o vapor de um pouco de água fervente um navio avançaria contra o vento; que se tiraria da água os meios de se iluminar e aquecer; que tivesse proposto iluminar toda Paris em um instante com um só reservatório de uma substância invisível, teria sido caçoado. É, pois, uma coisa mais prodigiosa que o espaço seja povoado por seres pensantes que, depois de terem vivido sobre a Terra, deixaram seus envoltórios materiais? Não se encontra nesse fato a explicação de uma multidão de crenças que remontam a mais alta antigüidade? Semelhantes coisas bem que valem a pena serem aprofundadas.”

Eis as reflexões de um sábio, mas de um sábio sem pretensão, e que também o são de uma multidão de homens esclarecidos que viram, não superficialmente e com prevenção, e estudaram seriamente sem tomarem partido, mas que tiveram a modéstias de não dizer: eu não compreendo, portanto, isso não é verdade. Sua convicção formou-se pela observação e pelo raciocínio. Se essas idéias fossem quiméricas, pensais que todos esses homens de elite as teriam adotado? Que tivessem estado muito tempo vitima de uma ilusão?

Não há, pois, impossibilidade material à existência de seres invisíveis para nós e povoando o espaço, e só essa consideração deveria levar a uma maior circunspecção. Há pouco tempo, quem poderia pensar que uma gota de água límpida poderia encerrar milhares de seres de uma pequenez que confunde nossa imaginação? Ora, eu digo que era mais difícil à razão conceber seres de uma pequenez, providos de todos os nossos órgãos e funcionando como nós, que admitir aqueles que nós nomeamos Espíritos.

(Continua amanhã)