quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

REENCONTRO - LIVRO DE CHICO XAVIER - CAPÍTULO 19/20

CONTINUAÇÃO

DESFAZENDO UMA DÚVIDA CRUEL


No mês seguinte ao recebimento de uma carta do filho desencarnado, o sr. José Lúcio de Oliveira compareceu novamente ao Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, para mostrar a Chico Xavier as cópias xerográficas do Processo instaurado em decorrência do fato que motivou a morte do jovem Benedito Souza de Oliveira. Ele irradiava felicidade, pois as declarações do autor do disparo e das testemunhas concordaram plenamente com o que seu filho havia escrito através do lápis mediúnico!
Os familiares de Benedito – residindo em Pontes Gestal, SP, localidade muito distante da capital paulista, onde ocorreu o fato a 24 de julho de 1977 – ignoravam, até então, o que a Justiça havia registrado da triste ocorrência. Aceitaram as interpretações da causa da morte como acidente, embora guardassem no íntimo uma dúvida cruel: acidental, mesmo?
Assim, as informações vindas do Mundo Espiritual proporcionaram, além do esclarecimento, muito consolo e muita paz à família e aos amigos do jovem.
Na reunião pública de 14 de julho de 1978, em que o sr. José Lúcio, reencontrou-se com Chico Xavier, também lá estávamos, ocasião em que tivemos o prazer de conhecê-lo e de ler a carta de seu querido filho, impressa pela família e distribuída a todos os presentes. Expondo-lhe nossa intenção de divulgá-la pela imprensa espírita – na esperança de que o conteúdo da mesma venha beneficiar outros corações sedentos de consolo e de elucidação para situações semelhantes -, colocou-se ao nosso dispor, prazerosamente, permitindo-nos alinhar estes apontamentos e as notas esclarecedoras do próximo Capítulo. (*)

(*) Esta matéria foi publicada primeiramente no Anuário Espírita 1979, IDE, Araras, SP, pp. 13-19.

“SEREI PARA OS MEUS PAIS UM ABRAÇO
INVISÍVEL NA TERRA DOS HOMENS”


Querido Papai José Lúcio, querida mãezinha, rogo-lhes para que me abençoem.
Em meu abraço reúno ambos, com o nosso Osmar, com o Newton Carlos, com a Eliane e com todos os nossos do coração.
Tenho dificuldade de exprimir-me com a fidelidade que desejaria manter. Não sei se escrevo ou se choro, se exponho minha alma ou se agradeço a Deus o momento em que nos vemos aqui reunidos, com a possibilidade de entregar-lhes as minhas notícias, como quem se utiliza de uma agência dos correios, para tranquilizar os entes amados que ficaram distantes.
Neste ponto de minhas palavras, ignora-se o afastamento, está do meu lado outra parte da família querida. A desencarnação nos atira num mundo completamente novo. No íntimo estamos conscientizados quanto à volta ao lar verdadeiro, porquanto retornamos à paisagem de que um dia nos retiramos para configurarmos de novo no plano físico, à maneira de quem veste uma roupa pesada de trabalho; no entanto, regressamos para cá demasiadamente condicionados. Sei que todos somos filhos de Deus, mas ainda não consigo renunciar à certeza de que sou filho de meus pais terrestres e irmão dos meus irmãos acima de tudo.
Creio que Deus nos permite essas situações para que o amor prossiga por luz, inapagável a clarear-nos o caminho, porque, em verdade, pertencemos a Deus, mas Deus nos aproximou um dos outros para escorarmos mutuamente na caminhada para diante.
Sinto meus irmãos todos aqui: João, Oswaldo, Maurílio, José e Amélia, estão na tela de minhas lembranças com a mesma consistência da imagem no nosso querido Osmar aqui à frente de meus olhos.
Mãezinha querida, meu Pai, estou com o meu avô José Rodrigues de Souza, que me auxilia a endereçar-lhes esta carta. Foi ele o benfeitor de sempre, quem me recolheu naquelas horas de julho, há quase um ano...
Certamente não me preparara ante a prova que me exigia compreensão e solidariedade para com o amigo que não teve qualquer culpa no acidente que me provocou a passagem de um estado de vida para outro.
Peço aos pais queridos e a todos os familiares não julguem o nosso caro Roque – o amigo Aladeir – culpado pelo desastre.
É preciso lhes fale assim claramente, porquanto não devo incriminá-lo e nem a pessoa alguma com relação ao acontecido.
Realmente, não era meu jeito experimentar qualquer arma de fogo e muito menos brincar com semelhante perigo. Estava seriamente interessado na realização de meu cursinho e para isso o trabalho no Banco era sagrado.
Entretanto, creio que os amigos são partes de nós mesmos. Nosso companheiro, de longe, apenas demonstrando como manejava uma arma, segundo o que deduzi no impacto da ocorrência, mas asseguro-lhes que o resultado como a operação de limpeza não estava de modo algum nos intuitos dele. Meu avô me fez observar que eu resgatara uma dívida e que fui realmente muito feliz por não empenhar-me a débitos novos.
Caí no solo desamparadamente, quanto a mim mesmo por dentro de mim; no entanto, por mais que levasse as mãos ao peito na tentativa de escapar ao fim do corpo, notei que minhas forças esmoreciam...
Meu Pai, creio que seja necessário que eu diga que o Senhor e minha mãe estavam em meu pensamento... Entendi quanto haveriam de chorar, tanto quanto eu mesmo tombava com lágrimas diante do inevitável... Na cabeça as idéias conflitavam. Aquele anseio de falar sem poder e aquele desejo de sobreviver, os gritos dos amigos que chegavam e as providências de que me via objeto a fim de que uma hospitalização inútil me devolvesse a vida física.
Nesse emaranhado de pensamentos que se embatiam uns contra os outros, notei que um sono pesado me cerrava as pálpebras ou que alguém me cerrava as cortinas dos olhos para que eu encontrasse o descanso.
Quanto tempo estive assim, no limiar de uma vida diferente da nossa, não sei dizer...
Posso informar, no entanto, que acordei com meu avô José Rodrigues e com uma benfeitora de nome Rosa, que vim a saber posteriormente... Ainda assim, embora soubesse de improviso que estava em companhia do vovô que não mais pertencia a existência física, acreditei-me alucinado pela dor da ferida que ressurgia com o meu despertamento... Julgava-me num Instituto de Tratamento, mas, a breves instantes, meu avô carinhosamente me convidava à aceitação da realidade... Bastou reformar as sensações do corpo denso, que permaneciam comigo, para que ouvisse no recôndito de meu próprio ser as vozes de casa... Eram as lágrimas do Senhor, Papai, e o choro de Mamãe, indagando o porquê do acontecimento... Graças a Deus, em meio do sofrimento nosso, tão profundamente nosso, luzes brilhavam... Eram as orações com que se dirigiam a Deus pedindo por minha paz. Eu sabia... Minha obrigação era igualmente conformar-me, ser digno dos pais, amigos e cristãos aos quais a Bondade Divina me confiara...
Recordei, então, que nada estava em meu coração contra ninguém... Desenhei na mente a figura do amigo Roque que deveria estar igualmente lutando com a nossa dor e, recebendo as preces de casa, conquanto sofresse ainda a sensação das horas últimas do corpo, roguei também a Deus para que o companheiro estivesse tranquilo e para que ninguém o incomodasse pedindo-lhe contas daquilo que era minha dívida e não dele...
Desde esses momentos em que me renovava, notei que um alívio me alcançava. A ferida me pareceu receber um bálsamo curativo que me chegava de nossa casa... As orações de meus Pais, compreendendo, de longe, o meu anseio de ver o amigo absolutamente tranquilo e essas vibrações de entendimento encharcadas de pranto me sedavam o espírito...
Meu Avô me esclareceu que o esquecimento de quaisquer lembranças amargas, sobretudo aquelas que poderiam insuflar em nós o ressentimento sem razão de ser, funcionava por abençoado remédio da alma enferma e abatida.
A compreensão trabalhava minhas energias espirituais à maneira de um milagroso tranquilizante e, desde então, venho buscando meios de encontrar este instante em que lhes venho reafirmar a continuidade da vida.
Osmar, amigo e irmão, você sabe que a minha imaturidade, em relação aos problemas do espírito, ainda era muito grande e por isso agradeço-lhe as preces e vibrações de paz e amor em meu benefício. Você, que possui a felicidade de penetrar no conhecimento das idéias que devo agora adquirir, continue me auxiliando...
Papai, o Senhor compreenderá que seu filho, embora iniciante na vida nova, não conseguiu permanecer ao seu lado no mundo físico, de modo a formar-me num curso superior, de maneira a corresponder aos seus ideais de Pai amoroso e imensamente bom, mas eu posso aqui melhorar-me e ser útil. Serei para o Senhor e para Mãezinha Maria Rosa um braço invisível na terra dos homens, entretanto, sempre seguro e firme buscando ajudá-los, de algum modo, deste meu novo campo de ação, para o qual as criaturas todas da Terra um dia retornarão...
Não pude formar a família com a qual sonhava para continuar as nossas alegrias domésticas desdobradas, como no caso de nosso Osmar. No entanto, farei bons amigos, trabalhando a fim de ofertar-lhes um círculo de afeições que a todos nos auxiliará, aí e aqui...
Estou feliz apesar das lágrimas que me lavam os pensamentos nestas páginas escritas, mas essas lágrimas são de esperança e fé em Deus. Confiemos em Deus e saibamos aceitas as Leis Divinas que nos regem a todos.
Aqui devo finalizar esta carta, mas prosseguiremos juntos no intercâmbio dos pensamentos. Envio muitas lembranças aos irmãos e a todos aqueles que se encontram em nosso iluminado jardim de carinho e gratidão; espero continuarem me fortalecendo com o apoio das preces.
Toda oração em nosso favor parece uma luz que nos atinge, passando a nutrir-nos de confiança maior na vida.
Querida Mamãe e querido Papai, recebam todo o amor que posso sentir em minha pequenez espiritual, com o coração agradecido por todas a bênçãos de que me enriqueceram e enriquecem a vida, um beijo de muita gratidão e de imenso carinho do filho que pede a Deus por nós todos.
Sempre o filho presente no coração que lhes deve a existência e tudo de bom que a existência nos possa oferecer,
Dito.

Notas e Identificações

1 – Papai e mãezinha – José Lúcio de Oliveira e Maria Rosa de Souza Oliveira, seus pais. Em 2/6/1978, quando falaram sobre a perda deste filho querido ao médium Chico Xavier, no início de uma reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, foram orientados para colocarem sobre a mesa um papel constando os nomes do filho e dos pais, e a data da desencarnação. Foi o suficiente para receberem, em noite alta, esta carta psicografada.
2 – Osmar – Osmar Souza de Oliveira, irmão, presente à reunião.
3 – Newton Carlos e Eliane – Sobrinhos
4 – Neste ponto de minhas palavras – No parágrafo que se inicia com esta frase, Dito faz uma colocação clara e simples do processo reencarnacionista, pelo qual todos nós evoluímos.
5 – João, Oswaldo, Maurílio, José e Amélia – Irmãos.
6 – José Rodrigues de Souza – Avô materno, desencarnado há 11 anos.
7 – Naquelas horas de julho, há quase um ano... – Dito faleceu a 24/7/77.
8 – O nosso caro Roque, o amigo Aladeir – Aladeir Roque. Pelos familiares é chamado de Aladeir, mas Dito o tratava de Roque.
9 – Rosa – Benfeitora espiritual, não identificada pela família.
10 – Osmar, você que possui a felicidade de penetrar no conhecimento das idéias que devo agora adquirir, continue me auxiliando... – Osmar é espírita militante, estudioso da Doutrina.
11 – Não pude formar a família com a qual sonhava (...), como no caso de nosso Osmar – Dito tinha uma namorada em São Paulo, a quem devotava muita estima. Na época da entrevista com o sr. José Lúcio, Osmar estava noivo.
12 – Dito – Assim Benedito Souza de Oliveira era tratado pelos seus familiares e amigos. Nasceu em Riolândia, SP, aos 17/6/1956. Em São Paulo, trabalhava na Finasa Mercantil e no Banco Itaú. Frequentava um cursinho com vistas à concretização de seu grande ideal: ser médico.

CONTINUA AMANHÃ

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PENSAMENTO DO DIA

Nenhuma noite, por mais escura que seja, pode impedir o amanhecer

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Nosso corpo é limitado, mas nossa mente não

Autor: Desconhecido

REENCONTRO - LIVRO DE CHICO XAVIER - CAPÍTULO 18

CONTINUAÇÃO

“ESTAMOS SEMPRE ENCONTRANDO O ‘ONTEM’
E PREPARANDO O ‘AMANHÃ’ NAS HORAS DE HOJE”


Querida mãezinha, meu querido pai, minha querida vó Jerônima, amores de nossa vida, peço a Deus que nos abençoe e nos proteja sempre.
Na própria saudade tão nossa, percebem os meus queridos que não estou ausente.
As lágrimas se trocam no mesmo ritmo em que as alegrias são permutadas. Mamãe, nós vivemos uns nos outros, tanto na vida física quanto fora dela.
Tenhamos calma e sustentemos a nossa fé. Sei que esperam por mim nas letras, mas estamos juntos nos pensamentos. Não é fácil a desvinculação dos que se despojam do corpo, à maneira de quem despe certa peça de roupa, de vez que prosseguimos enlaçados no amor com que Deus nos reúne.
Creio que pelas muitas conversações que temos tido em casa, em que me assemelho a sujeito oculto, a refletir-se nas opiniões do papai, todos já compreendem que já varei o tempo de readaptação aos sistemas de vida no mundo a que fui trazido. Por isso dispenso-me de considerações sobre aquele ano novo que realmente foi para mim de plena renovação. Peço-lhes não pensem demasiado sobre os motivos do acidente. Sabemos que estamos sempre encontrando o ontem e preparando o amanhã nas horas de hoje. E, por essa razão, o carro a desorientar-se estava em meu programa e no programa dos companheiros.
Respondo a certa questão que se levantou: falo sobre os pneus calvos que efetivamente nos serviram de instrumento ao resgate, mas por isso ninguém deve deixar de zelar pelos veículos, observando como estão e o que serão capazes de fazer ou servir quando se colocarem na movimentação que se lhes exige. Pneus calvos nos levaram a resgatar dívidas do espírito, mas se é verdade que isso aconteceu, isso não é razão para que a pessoa não se importe com as máquinas. As máquinas são criações nossas e tudo o que inventamos no mundo em nosso favor reclama atenção e cuidado de nossa parte.
Felizmente, o que passou, passou... Agora, mãezinha, precisamos de confiança em Deus e viver, viver conforme as leis de Deus que respeitamos.
Peço-lhes proteção para o nosso Marcos. Estou firme, tentando ajudar ao irmão e amigo; entretanto, sabemos, não é muito fácil suportar tantas dificuldades na hora juvenil dos que atravessam hoje as faixas da mocidade física na Terra, sem riscos e sem lutas.
Acompanhei as alegrias do aniversário do irmão querido e compartilho das preces de todos no lar, para que o vejamos valoroso e feliz.
Contudo, mamãe, felicidade varia tanto, de alma para alma, que mais vale observar o que deseja o meu irmão do que esperamos que ele se atenha ao que lhe traçamos, crendo com isso arquitetar as vitórias de que ele se colocou à procura.
Estamos juntos e juntos seguiremos para diante. As palavras de papai e as suas preces, aqui se completaram para mim como sendo a lâmpada e a luz que me clarearam as estradas novas. Coragem e fé em Deus, é o que lhes peço.
Cristina, Marta e os corações queridos de nossos amados nos recantos da alma jazem comigo, à feição de nossos tesouros.
A senhora, mãezinha, com o nosso anjo da família, que a recebeu no carinho materno, a querida Vovó Jerônima, continuem com as nossas preces.
Não precisamos alterar os caminhos e sim renovar a nós mesmos.
Não percam as oportunidades de conversar com muito amor com o nosso Marcos e saibamos conservar a certeza de que todos somos de Deus.
Vovô Afrânio e o nosso amigo Cônego Osório estão comigo, enquanto escrevo. Vovô Afrânio pede seja dito à Vovó Jerônima que ele não a esquece, que os amigos da antiga Fazenda Rio Verde o receberam aqui com o maior enternecimento e com a maior alegria, e notifica à Vovó que o Padre José Marinho foi para ele um novo pai espiritual na vinda para cá.
Meu pai, continue a falar-nos das verdades da vida e abençoe-nos.
Mãezinha, com o Vovó Jerônima abençoe-me e todos recebam o carinho imenso e o imenso amor do filho e neto reconhecido, hoje mais profundamente ligado ao nosso lar, com as nossas esperanças reunidas em Jesus Cristo.
Sempre o filho devedor e agradecido,
Aulus.

Notas e Identificações
1 – Carta recebida pelo médium F. C. Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, a 24/7/1976, em Uberaba, Minas.
2 – Vó Jerônima – D. Jerônima Furtado Damasceno e Silva, avó materna, presente à reunião.
3 – Estamos sempre encontrando o ontem e preparando o amanhã nas horas de hoje – Eis uma síntese notável de nossa evolução espiritual através de reencarnações sucessivas.
4 – Pneus calvos nos levaram a resgatar dívidas do espírito – A perda da vida física em plena mocidade estava no programa traçado em obediência à Lei de Causa e Efeito ou de Responsabilidade, que espelha a Justiça Divina. (Ver o Livro dos Espíritos, 4a. parte, cap. 2; e O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 5, ambos de Allan Kardec.)
5 – Marcos – Marcos de Paula e Silva Bastos, irmão um ano mais novo que Aulus.
6 – Acompanhei as alegrias do aniversário do irmão – O aniversário do Marcos tinha sido na véspera, dia 23 de julho.
7 – Cristina e Marta – Irmãs.
8 – Vovô Afrânio – Afrânio de Paula e Silva, avô materno, falecido dois anos após a desencarnação de Aulus.
9 – Cônego Osório – Sacerdote católico que batizou a mãe de Aulus, em Frutal, MG. Faleceu há muitos anos, provavelmente em Uberaba.
10 – Fazenda Rio Verde – Extensa propriedade agrícola no município de Frutal, cujo nome desaparecerá com a subdivisão da mesma em outras fazendas das menores. Este nome era desconhecido até pela mãe de Aulus, tendo sido comprovado pela vovó Jerônima.
11 – Padre José Marinho – Primeiro sacerdote católico da cidade de Frutal, onde nasceu a mãe de Aulus. D. Jerônima explicou-nos que não o conheceu, mas sabe que ele foi perseguido por inimigos, sendo amparado na época pelo bisavô de D. Camélia.
12 – Aulus – Aulus de Paula e Silva Bastos, filho de Urbano dos Santos Bastos e Camélia de Paula e Silva Bastos, a 14/7/1955 e faleceu a 31/12/1972, em acidente automobilístico na Via Anhanguera. Na época, cursava o 2o. Colegial e um Cursinho com vistas ao vestibular de Engenharia. A família é de Ribeirão Preto/SP.

Segunda Carta
“Ao sol da esperança”

Mãe querida e querido papai, abençoem-me.
Umas palavras somente. Felicidades, mamãe, por seu maravilhoso. Dia de Rainha do Lar, nestes votos de paz e alegria em que me expresso, rogando as bênçãos de Deus em seu favor, extensivamente à vovó. Mãezinha Camélia, as felicitações por seu aniversário sempre querido aqui se encontram igualmente reunidas às que estou formulando pelo Dia das Mães.
Diga ao Marcos para sair da fossa e viver ao sol da esperança, colocada na fé positiva em Deus.
E peço seja dito à Cristina que ela não perderá por acrescentar paciência à paciência de que a querida irmã já se faz portadora. A tristeza e a irritação me parecem contagiosas e o cunhado, profissionalmente, ainda precisa viajar em serviço.
Muito amor ao papai e a vovó que nos esperam. E com o meu coração a reuni-la com o querido papai e com os meus irmãos num só abraço de muito amor, sou e serei sempre o seu filho que lhe traz nesta noite toda a ternura e toda a gratidão que é capaz de sentir.
Sempre reconhecido, o seu
Aulus.

Notas e Identificações
13 – Carta psicografada pelo médium, F. C. Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, na noite de 17/5/1979.
14 – Felicitações por seu aniversário – O aniversário de sua mãe é no dia 15 de maio.
15 – Cristina – Cristina de Paula e Silva Bastos Lima, irmã, casada com o sr. Carlos Roberto Mota Lima.

Terceira Carta
“Aqui é unicamente um alô”

Querida Mãezinha Camélia, querido papai Urbano, querida vovó e querido Marcos.
Em oração peço a Deus nos abençoe a todos. Aqui é unicamente um alô para o nosso Marcos, no qual rogo ao irmão serenidade e paciência com a vida a fim de vencer na trilha em que fomos colocados pelos Poderes Superiores que nos governam.
Muito teria a dizer, mas o tempo é implacável, os ponteiros não cessam de caminhar qual ocorre ao coração que não para de pulsar.
A vovô Afrânio veio em nossa companhia e promete prosseguir trabalhando em nosso auxílio.
Aos irmãos sempre queridos e aos queridos pais, o abraço envolvente e iluminado de muita fé em Deus, com todo o coração do filho sempre reconhecido,
Aulus.

Nota
16 – Carta psicografada pelo médium F. C. Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a 14/9/1979.


Quarta Carta
“O coração expressando sentimento é superior a qualquer outra força da vida”

Querida Mãezinha Camélia, estou na tradição, a fazer-me seu menino de novo e a pedir-lhe que me abençoe.
O tempo inflexível rege a nossa estrada e todos os fatos são arquivados pelas horas que se sucedem umas às outras.
Importante considerar, porém, que o coração expressando sentimento é superior a qualquer outra força da vida. Acontece que o amor vem de Deus e, por isso mesmo, o amor permanece, acima de quaisquer transformações. Muito se alterou em minha vida mental e creio que o mesmo terá ocorrido em nossa querida família, entre as nossas paredes domésticas. Entretanto, os sentimentos nossos perseveram sempre autênticos, sempre os mesmos.
Quanto posso volvo ao lar e compartilho de suas tarefas e lutas, associando-me ao papai Urbano, a fim de reconfortá-la. As mães estão sempre satisfeitas e sempre ansiosas ao mesmo tempo. Satisfeitas porque se reencontram nos filhos que Deus lhes confiou e ansiosas porquanto esperam de cada filho um modelo de herói, qual sonham no carinho que nos dedicam.
Compreendo agora, Mamãe, que as nossas idealizações são diversas das realidades fundamentais. Em vista disso, rogo ao seu carinho sustentar o seu armazém de paciência e calma, de modo a socorrer-nos a todos, em nossas aquisições de espírito. Para que o suprimento desse reservatório de bênçãos não sofra carência, peço para que as suas orações não esmoreçam. Não digo isso porque a palavra realiza milagres tão somente por sim. É que a prece é, mais que tudo, ligação com o Poder Divino, sempre inesgotável para reformar-nos o abastecimento de energias.
Querida Mãezinha, quando a tristeza lhe bater à porta do coração, considere as alegrias que os Mensageiros do Bem nos ofertam incessantemente e não se deixe dominar pela sombra. As provas e os problemas do cotidiano constituem lições na escola do mundo e terminam sempre que as suportemos com amor e trabalho no melhor a fazer, em fontes de êxito e de alegria, estabelecendo degraus de conhecimento pelos quais se pode procurar a bênção da elevação. Sempre que esse ou aquele acontecimento lhe fira a sensibilidade, reúna-se, quanto possível, com meu pai, em oração, e entraremos no intercâmbio espiritual mais ativo, do qual participarão amigos e benfeitores nossos que nos auxiliarão no setor do entendimento.
Posso ainda tão pouco e voltei com tamanha necessidade de preparação mais íntima ante a Espiritualidade que, efetivamente, ainda não consigo realizar o que desejo a favor de nossa casa; entretanto, não nos faltam dedicações queridas nos Planos da Vida Maior, invariavelmente prontos a sustentar-nos na trilha a percorrer.
Estamos cooperando em apoio ao nosso Marcos. Continuemos leais à esperança. O irmão amigo é portador de um coração generoso e belo; no entanto, ainda está no processo de prematuridade quanto à vida interior. Estejamos convencidos de que Jesus nos ajudará a vê-lo vitorioso em si mesmo, a caminho das melhores realizações. E a nossa Marta está no acesso à formação de mais amplos valores. Espero que a irmãzinha possa crescer em conhecimento e experiências, enriquecendo-nos a todos de paz e de alegria.
Ao querido amigo Carlos e à querida Cristina, envio o meu abraço de irmão reconhecido, com os meus votos a Deus para que a união e a felicidade os mantenham cada vez mais felizes junto aos queridos sobrinhos Renato e Ricardo, rebentos de nossa fé no grande futuro.
Mãezinha, o vovô Afrânio agradece as vibrações de paz e serenidade que as suas preces em conjunto com a nossa querida vovó Jerônima lhe enviam. Nesse sentido, desejamos, ele e eu, seja dito à vovó Jerônima que o tio Antônio e o Júnior vão melhorando sempre, assimilando os valores da vida nova e que fomos trazidos para continuar aprendendo a trabalhar e a servir, nos padrões de Jesus.
Hoje, agradeço a Deus as provações que nos feriram a alma, tempos atrás, quando o acidente me obrigou a receber passaporte compulsório para o Mais Além.
O tempo funciona. As situações externas se modificam e, conforme as observações a que me referi, o coração prossegue sem diferença. Pensando assim, envio muito carinho a todos os familiares queridos, desejando que o nosso prezado Carlos me sinta na afeição e na confiança de todos os dias.
Mãezinha querida, Deus lhe conceda muita felicidade em seu natalício próximo. Seu filho estará ao seu lado, festejando o dia inesquecível.
Com muito carinho ao papai Urbano, aos irmãos e aos sobrinhos, peço ao seu coração materno guardar todos os sonhos e esperanças, agradecimentos e anseios de realização para a Vida Superior de seu filho que lhe pertence pelo coração.
Sempre o seu,
Aulus.


Notas e Identificações
17 – Carta psicografada pelo médium F. C. Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a 26/4/1980.
18 – Renato e Ricardo – Sobrinhos de Aulus, filhos de Cristina e Carlos.
19 – Tio Antônio – Antônio Furtado Damasceno, tio avô, desencarnado em 28/10/1938.
20 – Júnior – Afrânio de Paula e Silva Júnior, tio materno, desencarnado em 14/4/1979.

Quinta Carta
“Com a gratidão e o amor que plantaram em meu íntimo”

Meu caro Papai Urbano e querida Mãezinha Camélia.
Meu pedido de bênção. Aqui é simplesmente um comunicado rápido. Sei que a noite não comporta longas laudas escritas.
Desejo agradecer as lembranças de aniversário e cumprimentar ao nosso Marcos pela data próxima do natalício. Temos acompanhado, querido irmão, as suas meditações e peço-lhe calma. O homem no mundo encontra por vezes problemas muito difíceis de resolver, mormente quando esses problemas envolvem assuntos do sentimento. Pense devagar e continue esperando mais tempo, a fim de assumir responsabilidades. Sobretudo não se esquente demais na intimidade dos próprios pensamentos e sim, convém voltar ao tempo das preces com Mamãe e com a vovó Jerônima a fim de reaprendermos o “Pai Nosso que estás no Céus..”
Hoje creio que, em nos sentindo homens feitos na Terra, muita falta nos faz aquela simplicidade da criança que não conseguimos alijar da personalidade, especialmente quando o sofrimento nos inclina à procura de reconforto e proteção. Atendamos ao melhor que possamos realizar em nossas possibilidades e sigamos adiante.
Envio lembranças à Cristina, ao Carlos, à Marta e a todos os corações queridos presentes e ausentes.
O vovô Afrânio prossegue na tarefa de abençoar-nos e proteger-nos nos caminhos do cotidiano e rogo que isso seja comunicado à vovó Jerônima, com a certeza de que a Bisavó Quintiliana, nossa querida benfeitora, não a esquece e nem se esquece de nós em nosso grupo doméstico.
Papai Urbano, diga por mim à Mãezinha Camélia e aos nossos as palavras de encorajamento que não sei articular.
Reúno a todos em meus braços, com a gratidão e o amor que plantaram em meu íntimo.
Aos pais queridos e à nossa família, todo o reconhecimento com o imenso afeto do,
Aulus.

Notas
21 – Carta psicografada pelo médium F. C. Xavier, em reunião pública ao Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a 12/8/1980.
22 – Desejo agradecer as lembranças de aniversário – Aulus teria feito aniversário no dia 14/7.
23 – Cumprimentar o nosso Marcos pela data próxima do natalício – Seu irmão aniversaria no dia 23/8.


Sexta Carta
“Do ‘lado de cá’, igualmente necessitamos de que todos cooperem conosco”

Querida Mãezinha Camélia e querido papai Urbano.
Lembro-me da bênção em casa e peço-lhes semelhante auxílio. Benefício que espero da vovó Jerônima igualmente.
É isso. Abeiramo-nos desta mesa de intercâmbio espiritual e, às vezes, insistimos com amigos e parentes, a fim de que mobilizem o lápis. E se esquivam, referem-se à estranheza de que se reconhecem possuídos, diante da expectativa de se manifestarem perante amigos generosos de quem absorveriam o tempo, segundo alegam. Por isso, é preciso que alguém assuma o problema.
Não me sinto capaz de substituir o vovô Afrânio aqui conosco, e muito menos a Vovó Quintiliana, a quem não chamarei de bisa; entretanto, eles mesmos me encarregam de transmitir a notícia de que estão passando regularmente bem, com a saudade de permeio, à feição de uma doença cronificada nestes pagos em que nos vemos hoje.
Estimaria guardar qualidades para falar com segurança aos irmãos quanto ao futuro iluminado de bênçãos que lhes desejamos; no entanto, somos também novatos na Vida Espiritual e, muito embora o esforço que se desenvolve para que a gente se sinta mais leve para diminuir o peso das preocupações que agitam os nossos entes queridos no Plano Físico, somos forçados a notar, pelo menos quanto a mim, que tenho ainda muita carga mental para ser deposta no caminho.
Ainda assim é necessário criar coragem e pedir ao nosso Marcos para que confie em Deus para se observar mais seguro em si mesmo. Sei que as surpresas de caráter negativo são numerosas a cercarem o coração dos companheiros mais jovens na arena do mundo, mas se posso, rogo ao irmão refletir sempre, quanto a quaisquer atitudes que pretenda aditar no currículo da vida, a fim de que os acertos nos favoreçam no cotidiano. E que a oração se nos faça escora para que o carro de nosso sonhos e aspirações não sofra acidentes que o desmontem. Muita gente crê que a meditação em prece é tempo perdido, mas chegará o tempo de se reajustarem opiniões para quem assim raciocine. A oração é uma bênção que nos oferece a pausa de revisão de quaisquer planos que estejamos formulando para os minutos em andamento. Mas não preciso alinhavar sermões porque o mano é inteligente bastante para discernir.
Peço à Mãezinha Camélia dizer por mim à Cristina e Marta que não as esqueço e que compreendo a importância dos cursos que fazem sob o amparo de Jesus. Cristina no ministério de esposa e mãe, onde as notas são conhecidas, por enquanto, somente na Espiritualidade, e Marta nos estudos em que a formação acadêmica lhe proporcionará novas chances de conquistar mais felicidade pelo conhecimento superior que vai entesourando. E eu também de minha parte frequento agora um educandário diferente, aquele em que somos convidados ao exame gradual de nós mesmos, com as possíveis demonstrações de trabalho, visando à promoção a mais serviço, porque nestas bandas, serviço que auxilie a todos os que nos cercam é privilégio que se procura avidamente, a fim de que o nosso progresso não se faça ilusão.
Querida Vó Jerônima, o tio Júnior prossegue muito bem, apesar do antigo tema da carência afetiva que o prende ainda, como é natural, à família querida na retaguarda. E o Vovô Afrânio com a Vó Quintiliana lhe solicitam a continuidade de sua fé em Deus na dedicação habitual a todos os nossos familiares queridos, prometendo-lhe velar pelo tio Durval e pelo tio Anésio.
Prometemos nós também colaborar com os corações inesquecíveis que ficaram, mas penso que posso afirmar que, do “lado de cá”, igualmente necessitamos de que todos eles cooperem conosco para que as nossas equações de apoio mútuo funcionem sem erros ou desajustes. Intercâmbio real, em que as mãos doam de si o melhor que possuem e esperam algo receber para que o trabalho do bem não atravesse frustrações. Enfim, vamos indo... graças a Deus estamos seguindo bem porque todos estamos com a possibilidade de fazer alguma coisa pelo bem do próximo e consequentemente para o bem de nós mesmos.
Queridos meus, agora é aquele momento do “até” – do “até” que em si é uma palavra sempre sibilina, porque pertence muito mais aos Desígnios de Deus do que aos nossos próprios desejos.
Agradeço à Mãezinha Camélia e à Vó Jerônima as preces e bênçãos de sempre, e abraço em meu pai a família inteira.
Muito carinho a todos, com os melhores votos de felicidade a cada um de nossos familiares e a cada um de nossos companheiros aqui presentes, com todo o coração do
Aulinho.

Notas e Identificações
24 – Carta psicografada pelo médium F. C. Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a 29/3/1981.
25 – Tio Durval – Durval de Paula e Silva, tio materno.
26 – Tio Anésio – Anésio de Paula e Silva, tio materno.
27 – Aulinho – Tratamento carinhoso que lhe davam os familiares, desde que nasceu.
Fonte: Livro “Reencontros” - Psicografia Francisco Cândido Xavier e Hércio Marcos Cintra Arantes – Espíritos diversos

CONTINUA AMANHÃ

JESUS E A MULHER ATORMENTADA - DIVALDO FRANCO

domingo, 8 de janeiro de 2012

PENSAMENTO DO DIA


O sábio que não diz o que sabe, é como a nuvem que passa e não traz chuva

Autor: Pensamento Árabe

MENSAGEM DO DIA

Tudo estará pronto quando antes o espírito estiver pronto

Autor: Desconhecido

REENCONTRO - LIVRO DE CHICO XAVIER - CAPÍTULO 16/17

CONTINUAÇÃO

“A PROVEDORIA DO SENHOR NÃO NOS ESQUECE”


Novelino, Aparecida, rendamos graças a Deus!
O trabalho é nosso, quase por privilégio, se pudéssemos falar em prerrogativa na Seara do Bem.
Compreendemos o que vai ocorrendo. A obra, em vocês e com vocês, cresceu muito. Assumiu dimensões novas. Atividades da área de nossa fé se interligam com as áreas do trabalho educativo, baseado nas competições de ordem profissional. Isso, por vezes, desgasta e aborrece.
Entretanto, rogamos a vocês dois paciência e coragem. Paciência para suportar, coragem para prosseguir. Não se sintam marginalizados por esse ou aquele motivo. A tarefa agigantou-se, mas o alicerce é o mesmo – vocês dois em Jesus. Em Novelino, a força da realização, em Cida o sentimento que lhe assegura a estabilidade.
Unamo-nos. Em qualquer dificuldade, oremos juntos. Estaremos com vocês. Não se encontram, sem razões justas, com a edificação em andamento. Vocês deveriam construir um reino em louvor de Jesus, com a fé e a cultura, coração e cérebro integrados pelo trabalho a se garantir com a precisa auto-suficiência e fizeram esse reino. O “Pestalozzi” é o castelo do passado, hoje convertido em oficina e templo, homenageando a Humanidade, em Cristo, por um Mundo Melhor.
Natural que manter seja muito mais difícil que inaugurar. Misturemos nossas esperanças e lágrimas, reflexões e lutas, seguindo para a frente. O amor vence os antagonismos, tanto quanto a luz dissipa as sombras. Sitiados, muitas vezes, por aqueles mesmo adversários do pretérito que teimávamos em combater, somos hoje chamados a transformá-los com a energia do nosso amor.
Cida, os problemas são lições, quantas vezes, ásperas demais; no entanto, é necessário aceitá-los, para, em seguida, atenuá-los e extingui-los e, quando isto não se nos faça possível, urge contorná-los e seguir adiante, com a certeza de que a Provedoria do Senhor não nos esquece com os recursos precisos.
Novelino amigo, nosso Eurípedes está a postos. Amigo de sempre, companheiro de todos os dias.
Atendamos à faixa de tempo, mesmo pequena, de semana a semana, para juntos dialogarmos em nossa confiança recíproca. Vocês dois falarão na prece e responderemos em pensamento.
Muitos amigos estão conosco e nunca estivemos só. Zelem da saúde física. A máquina é precisa. Justo ampará-la e abençoá-la. Não temam. Guardemos serenidade e estejamos certos de que o Apoio Divino não nos faltará.
Continua sendo sempre agradecida a irmã pelo coração, quase que constantemente com vocês,
Amália.
1 – “Pestalozzi” – Fundação Educandário Pestalozzi, de Franca, SP.
2 – Eurípedes – Eurípedes Barsanulfo (1880 – 1918), grande vulto do Espiritismo brasileiro.
3 – Amália – Amália Ferreira de Mello nasceu em Sacramento, MG, a 19/9/1888, e desencarnou em sua própria terra natal, a 30/11/1963. Ver outras informações biográficas dessa devotada seareira no livro: Eurípedes – o Homem e a Missão, Corina Novelino, IDE; e no artigo: “Eurípedes e sua Equipe”, Anuário Espírita 1980, de autoria de Corina Novelino.
CAP. 17
UNIDOS PELAS RECORDAÇÕES E PRECES


Conhecemos a dor maior da família do jovem Aulus, com o seu inesperado e súbito retorno ao Mundo Maior, em acidente automobilístico, quando organizávamos, em 1977, o livro Amor Sem Adeus (médium F. C. Xavier, Espírito de Walter, IDE, Araras, SP.).
Naquela época, D. Camélia de Paula e Silva Bastos, sua progenitora, residente em Ribeirão Preto, SP, deu-nos por escrito um interessante depoimento, incluído no Capítulo 15 da referida obra, no qual ela explicava o seu relacionamento fraterno e amigo com D. Maria Perrone, mãe de Walter, residente em São Paulo, iniciado nas reuniões públicas do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minhas.
“Daí por diante – escreveu D. Camélia -, sempre que D. Maria ia a Uberaba, não deixava de nos telefonar, convidando-nos para irmos nos encontrar naquela cidade. Algumas vezes, foi-nos possível aceitar seu amável convite, razão pela qual pudemos associar-nos ao seu júbilo, quando, repetidas vezes, recebia novas mensagens do seu Waltinho que passamos a estimar muito, pelo filho carinhoso que foi e continua sendo.
Começamos, então, a pedir-lhe, em nossas orações, se tornasse generoso amigo de nosso filho e nos desse notícias dele, caso não lhe fosse possível dar mensagens de próprio punho.
Grande conforto foi para nós quando recebemos, por intermédio do bondoso Waltinho, em sua mensagem de 10 de abril de 1976, notícias do nosso amado filho.”
Por que Aulus, falecido em 1972, não havia até então se comunicado pela psicografia?
Esta era a indagação mental que, evidentemente, sua mãe sempre fazia ao ver tantos jovens, com tempo menor de desencarnação do que seu filho, escrevendo pela via mediúnica.
A resposta veio na referida mensagem de Waltinho, nos seguintes termos:
“Aulus e Amaury rogam aos pais queridos coragem e esperança. (...) E Aulus abraça os queridos progenitores que esperam sempre as expressões escritas. Também ele aguarda recursos de integração com o processo mediúnico da escrita, mas diz à mãezinha, nossa irmã D. Camélia, que ela o registra quase constantemente, de vez que, pelas recordações e preces, estão sempre unidos.”
Apenas três meses após a bênção deste recado consolador, D. Camélia e seus familiares receberam, pelo lápis mediúnico de Chico Xavier, a carta tão esperada. Superando suas dificuldades, Aulus conseguiu transmitir por escrito as suas próprias notícias, na reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em 24 de julho de 1976.
E, em outras ocasiões – como veremos no próximo Capítulo – escreveu preciosas cartas, de ternura e bom senso, demonstrando participar dos problemas da família que deixou na Terra, mesmo vivendo em outra faixa vibratória.

CONTINUA AMANHÃ

DIVALDO FRANCO - O CONQUISTADOR INCOMUM - PARTE 5

MENSAGEM DOMINICAL

FÉ INABALÁVEL

"Allan Kardec afirmou: Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.
Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real...
Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.
Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a VERDADE.
O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá".


Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Atitudes Renovadas

Autor: Joanna de Ângelis


PENSAMENTO DO DIA


Como o poder de Deus é grande. Depende de nós não fazermos senão o que é agradável a Deus e recebermos com submissão tudo o que Deus nos enviar

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Antes de magoar um coração, veja se não está dentro dele

Autor: Desconhecido

REENCONTRO - LIVRO DE CHICO XAVIER - CAPÍTULO 14 E 15

CONTINUAÇÃO

PROCURAR E ENCONTRAR
Emmanuel

Estudando o Evangelho em sua Divina simplicidade, jamais nos cansemos de aprender com a Natureza.
Não basta procurar para que o êxito te acompanhe.
É preciso saber o que fizeste daquilo que já encontraste.
O verme pede luz e recolhe a claridade solar.
Em troca, aduba a terra, auxiliando a sementeira.
A árvore reclama a presença da fonte que lhe refresque as raízes, obtendo o manancial que lhe assegura a seiva farta.
Em troca, entrega a quem passa todo um tesouro de serviços a expressar-se em frutos dadivosos, assistência e doçura.
A abelha suspira pelo néctar que lhe enriquece a moradia e recebe das flores preciosa alimentação. Em troca, oferece ao homem o milagre do mel.
Todos os elementos e todos os seres buscam algo e algo encontram, estendendo o câmbio valioso da cooperação e da simpatia que garantem o mundo em seus fundamentos.
Reflitamos o ensino e situemo-nos na posição do usufrutuário que dispõe consigo de infinitos recursos, em favor de si mesmo.
Procurávamos ocasião de resgatar o pretérito e clamávamos pelo reencontro com antigos adversários para o trabalho de recuperação e de reajuste.
Suplicávamos talentos, possibilidades, tempo e dons...
E, tudo isso brilha em nosso coração e em nossos braços, enquanto a oportunidade nos favorece agora a recomposição do destino...
Valorizemos, desse modo, os meios que já nos felicitam a existência e, em troca, do carinho com que a bondade celeste nos ampara, saibamos produzir mais trabalho, mais compreensão e mais fraternidade junto de nós.
Amanhã, sofreremos a inspeção da Contabilidade Divina.
Que não sejamos identificados na condição do servo ocioso que gastou a riqueza dos dias procurando vantagens e benefícios, quando benefícios e vantagens nos cercam por todos os ângulos do caminho.
Que a Justiça Eterna nos encontre por trabalhadores fiéis que fizeram do amor recebido mais ampla lavoura do amor, afim de que o amor, como Divindade Imperecível da Vida, nos coroe de paz e vitória, hoje e sempre.
CAP. 15
D. AMÁLIA, A SECRETÁRIA DE EURÍPEDES


Em 1974, a Fundação Educandário Pestalozzi, grande instituição espírita da cidade paulista de Franca, atravessava uma fase difícil, com problemas que muito preocupavam os seus fundadores e diretores, Dr. Tomaz Novelino e sua esposa, Profa. Maria Aparecida R. Novelino.
Nesta época, o casal receber em sua residência a visita de Chico Xavier, que, em certo momento do diálogo fraterno, pediu para que se recolhessem em prece, numa sala reservada, solicitando também papel e lápis. Logo atendido, o médium psicografou uma carta do Espírito de D. Amália Ferreira de Mello, escrita de coração para coração aos seus estimados amigos Novelino e Cida, - assim tratando-os como fazia, na intimidade, quando encarnada -, transmitindo-lhes oportunas orientações e muito conforto espiritual.
Como preâmbulo à leitura desta carta, ouçamos a palavra de D. Maria Aparecida, que, atendendo gentilmente o nosso pedido, nos apresentará a secretária de Eurípedes, e nos dirá do relacionamento feliz, seu e do esposo, com o médium amigo de Uberaba:
“D. Amália e eu
Conheci-a naquele longínquo 30 de abril de 1936, véspera de 1o de maio, data do nascimento de Eurípedes Barsanulfo, em casa da mãe do lembrado apóstolo, na cidade de Sacramento.
Eu me sentia, lembro-me perfeitamente, muito feliz. Estava naquele recanto mineiro em companhia de meu noivo que me levara até lá para me apresentar à família de Eurípedes ele que era muito chegado a ela e que fora, mesmo, discípulo do grande mestre.
Fiquei hospedada em casa de D. Meca e ninguém pode imaginar a alegria que então sentia. Sacramento parecia-me – e não será? – uma cidade carismática. Por suas ruas andara Eurípedes, seu ar fora por ele respirado, ali trabalhara intensamente e ali moravam ainda, naquela época, seus parentes e amigos. Por isso eu estava muito feliz, ainda mais que nas comemorações da noite seguinte deveria ler uma página que escrevera a respeito do mestre amado e do seu trabalho.
A casa de D. Meca, naquelas ocasiões, tinha em ambiente de festa. Os filhos todos, e eles eram muitos, noras, genros, netos, amigos de várias cidades, todos ali se reuniam, entrando e saindo, cumprimentando-se, abraçando-se, conversando numa alegria sadia e fraterna. E D. Meca querida ia me apresentando a todos. Chega a vez de D. Amália, apresentada como a secretária de Eurípedes. Estava ela como sempre depois a vi, sorridente, pequenina e magra, trajando um singelo vestido branco. Assim a conheci e terna amizade selou-nos a vida.
Soube que D. Amália tinha dois irmãos que mais tarde conheci, duas cunhadas e vários sobrinhos. Casara-se bem jovem mas o casamento não lhe trouxe a paz desejada e dentro de quatro anos viu-se separada do companheiro. Foi então para Sacramento fazer tratamento com Eurípedes e D. Meca a acolheu em sua casa, de onde nunca mais se afastou a não ser por breves períodos, algum tempo com a mãe e depois em visitar aos irmãos e sobrinhos.
Data, ainda, dessa época, talvez pelo desequilíbrio nervoso que sofrera, a insônia terrível que a acometeu e que a fez passar anos sem dormir. “Duas vidas numa só existência” costumava lhe dizer Eurípedes. Só bem próxima ao fim da jornada terrena conseguia uma ou duas horas de sono por noite.
Ao que ela me relatou, logo após seu tratamento com Eurípedes e sentindo-se mais restabelecida, começou a ajudá-lo na confecção de remédios de sua farmácia, bem como se tornou sua secretária nos labores que ele não tinha tempo de executar. E de ver-se em manuscritos antigos e letra linda, firme e uniforme que ela possuía, bem como a nobreza de suas frases.
Também na confecção de trabalhos manuais no arranjo de uma jarra com flores, em tudo que demandasse paciência, bom gosto e finura artística, ela era mestra exímia.
Todas as vezes que íamos a Sacramento, lá encontrávamos D. Amália sempre sorridente, sempre calma, sempre exemplo digno. Uma ocasião esteve em nossa casa, em Franca, por uns dois meses. Recordo-me que confeccionou duas maravilhosas capas de lã para minhas duas filhas mais velhas e era a amiga certa e firme nos trabalhos espirituais que então realizávamos. Dessa época, há pouco tempo, vi no Lar de Eurípedes uma fotografia que muita saudade me trouxe.
Mais tarde D. Amália, Corina Novelino e Maria da Cruz idealizaram e iniciaram a construção de um lar para meninas desamparadas – O Lar de Eurípedes. Não seguimos, meu marido e eu, o trabalho das três heroínas abnegadas. Também estávamos assoberbados com a estruturação do Educandário Pestalozzi e nenhum momento tínhamos para outra cousa, a não ser o trabalho que por anos ininterruptos nos tomou todas as forças.
Imagino, contudo, a luta que sofreram, os desânimos dos pessimistas que as afrontaram, a falta de recursos monetários que as abafou. D. Amália era a tesoureira da organização. Sua escrita era a mais honesta possível, os tostões contadinhos e ela procurava dar-lhes o melhor rumo. Foi daí em diante que ela se tornou a “tia Amália” de muitos e a “vó Amália” das internadas do Lar de Eurípedes.
Um dia perceber que as forças lhe iam faltando. Já não podia subir as escadas do edifício, já quase não se levantava, pouco se erguia da cama no canto de seu quartinho simples, no Lar. Foi aí que conversei com ela pela última vez. Entre tantos fatos bonitos – e como gostava de conversar! – narrou-me um sonho lindo que tivera, um que numa reunião, congresso talvez de espíritos luminosos, ela vira Bezerra de Menezes à presidência. Parece-me, hoje, depois dos livros maravilhosos de André Luiz conseguidos graças à psicografia inigualável de Chico Xavier, que D. Amália, em realidade, visitara a espiritualidade e estivera presente a uma alta reunião de espíritos redimidos.
Certa vez... a notícia. D. Amália partira. Sofrera muito. Diziam que era câncer nos intestinos, fígado, estômago, que se sabe? Ela se foi, era o fato consumado. No entanto, que maravilha é a Doutrina Espírita! – um dia... ou melhor, uma noite... 22 de abril de 1974... estávamos chocados com a súbita partida de uma de nossas professoras, desaparecida aos 22 anos em virtude de um acidente automobilístico...
Conhecemos Chico Xavier quando ainda residia numa singela casinha de sua amada Pedro Leopoldo. Estivéramos, meu marido, minhas filhas e eu, durante todo o mês no Rio de Janeiro, onde Novelino fizera um curso de cirurgia. Do Rio fomos a Belo Horizonte no intuito de chegarmos até Pedro Leopoldo e lá conhecer o Chico. Era 1944. Encontramos o querido médium à porta do Correio e de lá fomos a sua casa. À noite, na reunião costumeira que ele realizava, recebemos por seu intermédio uma maravilhosa comunicação de Eurípedes, incentivando-nos aos trabalhos que pensávamos realizar e alertando-nos contra os perigos que atravessaríamos. Alertou-nos quando disse: - “Os monstros do passado delituoso costumam atacar os trabalhadores desprevenidos” e incentivou-nos à luta ainda mesmo aguerrida quando continua – “mas os discípulos de bom ânimo perseveram até o fim.”
Naquela época o “Pestalozzi” para nós ainda estava na área do sonho, pois a primeira escolinha – “Escola Pestalozzi” – só se iniciou em agosto desse mesmo ano, 1944, e a Fundação em maio de 45.
E quantas lutas sofremos! Mas Deus sabe que nunca pensamos desistir!
Nesse ínterim mudara-se o Chico para Uberaba. Nessa cidade visitamo-lo apenas por duas ou três vezes. Mais não foi possível devido às preocupações imensas que nos assoberbavam e ao quase total regime de trabalho e servidão em que vivíamos naqueles anos titubeantes do “Pestalozzi”.
Em 1970, 20 de maio, comemorava o nosso Instituto o seu jubileu de prata e para as solenidades convidamos o Chico. Como por milagre acedeu, e tivemos com ele uma sensacional tarde de autógrafos e, à noite, uma sessão pública memorável. Ao final dessa reunião, recebeu uma poesia de Castro Alves, composta de oito estrofes de oito versos cada uma, bem no estilo próprio do poeta baiano, falando sobre a excelsitude da educação e assim terminando:
Companheiros do Evangelho,
Que o vosso amor vibre puro,
Edificando o futuro,
Na Luz Excelsa do Pai!
Eis que o Cristo nos conclama,
Sob o fulgor do Cruzeiro,
Repetindo ao mundo inteiro:
- “Espíritas, educai!...”
D. Amália, Chico e nós.
Ora, naquela noite, 22 de abril de 1974, dia do enterramento do corpo material da doce Ana Maria, como já foi lembrado, estando Chico Xavier em nossa casa, recebeu para nós uma mensagem da querida D. Amália. Passou a sua íntegra (*):
Comentando apenas alguns tópicos, afirmo que ela veio ao encontro de nossas necessidades do momento, visto estarmos em fase de muita desolação e aperturas:
“O trabalho é nosso, quase por privilégio, se pudéssemos falar em prerrogativas na Seara do Bem”.
“... rogamos a vocês dois paciência e coragem.”
“Não se sintam marginalizados por esse ou aquele motivo.”
“o alicerce é o mesmo. Vocês dois em Jesus”
“Vocês deveriam construir um reino em louvor de Jesus, com a fé e a cultura, coração e cérebro integrados pelo trabalho a se garantir com a precisa auto-suficiência e fizeram esse reino.”
Para que continuar? Seria preciso repetir a carta-mensagem de D. Amália para saborear, de novo, cada frase de carinho e observações que ela contém.
Sim, a suave D. Amália é, ainda continua a ser, a abnegada secretária de Eurípedes!
Nesse dia em que me foi solicitado escrever alguma cousa sobre o nosso relacionamento, faço-o com o coração e com a melhor das intenções, da emoção e da agridoce saudade. Não ofereço datas sobre a vida dela porque me faltam dados positivos e necessária seria uma pesquisa que não posso realizar. Relato apenas e simplesmente nosso conhecimento, nossa convivência, nossa amizade e o carinho que ela continua a nos ofertar no Mundo da Verdade em que hoje se encontra.

Maria Aparecida Rebêlo Novelino.”

CONTINUA AMANHÃ

DIVALDO FRANCO - O CONQUISTADOR INCOMUM - PARTE 4