Deus não lhe dá mais do
que você pode carregar.
A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
CAMINHO, VERDADE E VIDA - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
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CONTINUA AMANHÃ
24
O tesouro enferrujado
“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” – (Tiago,
5:3.)
Os sentimentos do homem, nas suas próprias idéias
apaixonadas, se dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os
mais substanciosos frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém,
desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos,
com respeito à redenção das criaturas.
De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta
de emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo
perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a
fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo
fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali, a
humildade pede a admiração dos outros.
Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são
sagrados. Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o
apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.
Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a
“ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável
compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem
obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do
Cristo.
25
Tende calma
“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” – (João, 6:10.)
Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas.
Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade de
pão, no isolamento da natureza.
Os discípulos estão preocupados.
Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão para
atender à dificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães
de cevada e dois peixes.
Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua
preciosa significação e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que
se faça harmonia. E distribuí o recurso com todos, maravilhosamente.
A grandeza da lição é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo.
Falam nEle, suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações. Não conseguem,
todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção dos recursos
celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações, suas ansiedades loucas e seus
desejos criminosos. Naturalmente se desesperam, cada vez mais desorientados,
porquanto não querem ouvir o convite à calma, não se assentam para que se faça
a ordem, persistindo em manter o próprio desequilíbrio.
26
Padecer
“Nada temas das coisas que hás de padecer.” – (Apocalipse,
2:10.)
Uma das maiores preocupações do Cristo foi alijar os
fantasmas do medo das estradas dos discípulos.
A aquisição da fé não constitui fenômeno comum nas sendas da
vida. Traduz confiança plena.
Afinal, que significará “padecer”?
O sofrimento de muitos homens, na essência, é muito semelhante
ao do menino que perdeu seus brinquedos.
Numerosas criaturas sentem-se eminentemente sofredoras, por
não lhes ser possível a prática do mal; revoltam-se outras porque Deus não lhes
atendeu aos caprichos perniciosos.
A fim de prestar a devida cooperação ao Evangelho, é justo
nos incorporemos à caravana fiel que se pôs a caminho do encontro com Jesus, compreendendo
que o amigo leal é o que não procura contender e está sempre disposto à
execução das boas tarefas.
Participar do espírito de serviço evangélico é partilhar das
decisões do Mestre, cumprindo os desígnios divinos do Pai que está nos Céus.
Não temamos, pois, o que possamos vir a sofrer.
Deus é o Pai magnânimo e justo. Um pai não distribui
padecimentos. Dá corrigendas e toda corrigenda aperfeiçoa.
CONTINUA AMANHÃ
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Que será de nós no fim, se já tão cedo somos tíbios?
Ai de nós, se
assim procuramos repouso, como se já estivéssemos em paz e segurança,
quando nem sinal aparece em nossa vida de verdadeira santidade.
Bem
necessário nos fora que nos intruíssemos de novo, como bons noviços, nos
bons costumes; talvez que assim houvesse esperança de alguma emenda
futura e maior progresso espiritual. (Da consideração da miséria humana)
Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.
Mas isso só você saberá entender.
PENSAMENTO DO DIA
Os homens altercam pela
religião, escrevem sobre ela, lutam por ela, fazem tudo, menos viver por ela.
CAMINHO, VERDADE E VIDA -LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
21
Caminhos retos
“E ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita
do barco e achareis.” – (João, 21:6.)
A vida deveria constituir, por parte de todos nós, rigorosa observância
dos sagrados interesses de Deus.
Freqüentemente, porém, a criatura busca sobrepor-se aos
desígnios divinos.
Estabelece-se, então, o desequilíbrio, porque ninguém
enganará a Divina Lei. E o homem sofre, compulsoriamente, na tarefa de
reparação.
Alguns companheiros desesperam-se no bom combate pela
perfeição própria e lançam-se num verdadeiro inferno de sombras interiores. Queixam-se
do destino, acusam a sabedoria criadora, gesticulam nos abismos da maldade,
esquecendo o capricho e a imprevidência que os fizeram cair.
Jesus, no entanto, há quase vinte séculos, exclamou:
“Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis.”
Figuradamente, o espírito humano é um “pescador” dos valores
evolutivos, na escola regeneradora da Terra. A posição de cada qual é o
“barco”. Em cada novo dia, o homem se levanta com a sua “rede” de interesses.
Estaremos lançando a nossa “rede” para a “banda direita”?
Fundam-se nossos pensamentos e atos sobre a verdadeira justiça?
Convém consultar a vida interior, em esforço diário, porque o
Cristo, nesse ensinamento, recomendava, de modo geral, aos seus discípulos:
“Dedicai vossa atenção aos caminhos retos e achareis o necessário.”
22
Que buscais?
“E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam,
disse-lhes: Que buscais?” – (João, 1:38.)
A vida em si é conjunto divino de experiências.
Cada existência isolada oferece ao homem o proveito de novos
conhecimentos. A aquisição de valores religiosos, entretanto, é a mais
importante de todas, em virtude de constituir o movimento de iluminação
definitiva da alma para Deus.
Os homens, contudo, estendem a esse departamento divino a sua
viciação de sentimentos, no jogo inferior dos interesses egoísticos.
Os templos de pedra estão cheios de promessas injustificáveis
e de votos absurdos.
Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma
força subornável, eivada de privilégios e preferências. Outros se socorrem do
plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.
Esquecem-se de que o Cristo ensinou e exemplificou.
A cruz do Calvário é símbolo vivo.
Quem deseja a liberdade precisa obedecer aos desígnios supremos.
Sem a compreensão de Jesus, no campo íntimo, associada aos atos de cada dia, a
alma será sempre a prisioneira de inferiores preocupações.
Ninguém olvide a verdade de que o Cristo se encontra no
umbral de todos os templos religiosos do mundo, perguntando, com interesse, aos
que entram: “Que buscais?”
23
Viver pela fé
“Mas o justo viverá pela fé.” – Paulo. (Romanos, 1:17.)
Na epístola aos romanos, Paulo afirma que o justo viverá pela
fé.
Não poucos aprendizes interpretaram erradamente a assertiva.
Supuseram que viver pela fé seria executar rigorosamente as cerimônias
exteriores dos cultos religiosos.
Freqüentar os templos, harmonizar-se com os sacerdotes,
respeitar a simbologia sectária, indicariam a presença do homem justo. Mas nem
sempre vemos o bom ritualista aliado ao bom homem. E, antes de tudo, é
necessário ser criatura de Deus, em todas as circunstâncias da existência.
Paulo de Tarso queria dizer que o justo será sempre fiel, viverá
de modo invariável, na verdadeira fidelidade ao Pai que está nos céus.
Os dias são ridentes e tranqüilos? tenhamos boa memória e não
desdenhemos a moderação.
São escuros e tristes? confiemos em Deus, sem cuja permissão
a tempestade não desabaria.
Veio o abandono do mundo? o Pai jamais nos abandona.
Chegaram as enfermidades, os desenganos, a ingratidão e a
morte? eles são todos bons amigos, por trazerem até nós a oportunidade de
sermos justos, de vivermos pela fé, segundo as disposições sagradas do
Cristianismo.
CONTINÚA AMANHÃ
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