sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MOMENTO DE REFLEXÃO



O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULo  22
NÃO SEPAREIS O QUE DEUS UNIU 
Indissolubilidade do casamento
O divórcio
INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO
1. Os fariseus também vieram a Jesus para tentá-lo, e Lhe disseram:
É permitido a um homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele lhes respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o início, os criou macho e fêmea? E disse: Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e farão os dois uma só carne. Assim eles não serão mais dois e, sim, uma só carne. Que o homem, pois, não separe o que Deus uniu.
Mas por que razão, disseram eles, Moisés ordenou que se entregue à mulher uma carta de separação e que a repudie? Jesus lhes respondeu: É devido à dureza de vossos corações que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas isso não aconteceu desde o início. Eu também vos declaro que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa de adultério, e se casar com outra, comete adultério; e que aquele que se casar com aquela que outro repudiou, também comete adultério. (Mateus, 19:3 a 9)
2. Nada é imutável, a não ser o que vem de Deus. Toda obra que é dos homens está sujeita a mudanças. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países; as leis humanas transformam-se de acordo com o tempo, com os lugares e com o progresso da inteligência.
No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos para permitir a renovação dos seres que morrem, mas as condições que regulam essa união são de tal modo humanas que não há em todo o mundo, e até mesmo na cristandade, dois países em que elas sejam rigorosamente as mesmas, e nem há um sequer em que essas condições não tenham sofrido mudanças impostas pelo tempo. O resultado disso é que pela lei civil o que é legítimo num país e numa época, é adultério noutro e em outro tempo; isto, em razão de ter a lei civil, por objetivo, regular os interesses das famílias na sociedade, e esses interesses variam de acordo com os costumes e as necessidades locais. Assim é, por exemplo, que em certos países apenas o casamento religioso é legítimo e, em outros, é preciso acrescentar-lhe o casamento civil e, em outros, enfim, o casamento civil é o bastante. 3 Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, existe uma outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: é a lei do amor. Deus quis que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se transmitisse aos filhos, e que fossem dois, ao invés de um, a amá-los, a cuidar deles e fazê-los progredir. Nas condições normais do casamento, a lei do amor foi sempre levada em conta? De maneira nenhuma. O que se leva em conta não é a afeição de dois seres que se atraem mutuamente, eis porque, na maioria das vezes, esse sentimento é rompido. O que se procura não é a satisfação do coração e, sim, a do orgulho, da vaidade e da ambição; em resumo: a satisfação de todos os interesses materiais. Se tudo corre bem, segundo esses interesses, diz-se que o casamento é conveniente e, quando as bolsas estão bem cheias, diz-se que os esposos estão bem, e que por isso devem ser bem felizes.
Contudo, nem a lei civil, nem tampouco os compromissos que ela determina podem suprir a lei de amor, se esta lei não presidir à união. Disso resultará que, muitas vezes, o que se uniu à força se separa por si mesmo, e que o juramento que se pronuncia aos pés de um altar se torna uma falsidade, se é dito como uma fórmula banal e, então, surgem as uniões infelizes que acabam por se tornar criminosas.
Infelicidade dupla, que seria evitada se, nas condições do casamento, não se esquecesse da única lei que o torna legítimo aos olhos de Deus: a lei de amor. Quando Deus disse: Sereis somente uma só carne; e quando Jesus disse: Não separareis o que Deus uniu, isso deve ser entendido segundo a Lei de Deus que não se altera jamais, e não conforme a lei variável dos homens.
4. Será então supérflua e desnecessária a lei civil, e deveríamos voltar aos casamentos segundo a Natureza? Certamente que não. A lei civil tem por objetivo reger as relações da sociedade e os interesses das famílias de acordo com as exigências da civilização, e eis porque ela é útil, necessária, porém, variável, devendo ser previdente, porque o homem civilizado não pode mais viver como selvagem.
Levando-se em conta tudo isto, nada, absolutamente nada, se contrapõe para que ela seja a decorrência e a confirmação da Lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina decorrem dos preconceitos humanos e não da lei civil. Estes preconceitos•, ainda que muito ativos, já perderam a sua força junto aos povos esclarecidos.
Eles desaparecerão totalmente com o progresso moral, que abrirá, definitivamente, os olhos aos homens para os males incontáveis, as faltas e até mesmo os crimes que resultam de uniões contraídas visando apenas interesses materiais; e um dia se perguntará se é mais humano, mais caridoso, mais moral unirem-se, um ao outro, dois se- res que não podem viver juntos ou restituir-lhes a liberdade e, ainda, se a perspectiva de uma aliança indissolúvel não aumenta o número das uniões irregulares.
CONTINUA AMANHA

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - AMOR FRATERNAL

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PENSAMENTO DO DIA



A dor é uma advertência, assim como os pequenos prejuízos nos negócios, nos ensinam a ser prudentes.
Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA



O que te faz avançar um passo e voltar dois passos: O complexo de inferioridade.
Autor: Desconhecido

MOMENTO DE REFLEXÃO



O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO  21
HAVERÁ FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS
Conhece-se a árvore pelos frutos
Missão dos profetas •
Prodígios dos falsos profetas
Não acrediteis em todos os Espíritos
Instruções dos Espíritos:
 Os falsos profetas
Características do verdadeiro profeta
Os falsos profetas da erraticidade•
Jeremias e os falsos profetas
JEREMIAS E OS FALSOS PROFETAS
Luiz, Espírito Protetor - Carlsruhe, 1861

11. Eis o que diz o Senhor dos exércitos: Não escuteis as palavras dos profetas que vos profetizam e vos enganam. Divulgam as visões do seu coração e não o que aprenderam da boca do Senhor. Dizem àqueles que me blasfemam: O senhor o disse, tereis a paz; e a todos aqueles que marcham para a corrupção de seus corações: O mal não acontecerá convosco. Mas qual deles assistiu ao conselho do Senhor: o que O viu e entendeu o que Ele disse? Eu não enviava esses profetas e eles corriam por si mesmos; não lhes falava nada, e eles profetizavam. Ouvi o que disseram esses profetas que profetizam a mentira em meu nome; dizem: Sonhei, sonhei. Até quando esta imaginação estará no coração dos profetas que profetizam a mentira, e cujas profecias são apenas seduções de seus corações? Se, pois, esse povo, ou um profeta, ou um sacerdote vos interroga e vos diz: Qual é o fardo do Senhor? Vós lhes direis: Vós mesmos sois o fardo, e eu vos lançarei bem longe de mim, diz o Senhor.
(Jeremias, 23:16 a 18, 21, 25 e 26, 33)
É a respeito desta passagem do profeta Jeremias que quero vos falar, meus amigos. O profeta, em nome de Deus, disse: É a visão do coração deles que os faz falar. Estas palavras indicam claramente que, desde aquela época, os charlatães e os vaidosos abusavam do dom da profecia e o exploravam. Abusavam, portanto, da fé simples e quase cega do povo, e prediziam, por dinheiro, as coisas boas e agradáveis.
Esse tipo de enganação era muito comum entre o povo judeu, e fácil é compreender que o pobre povo, em sua ignorância, estava impossibilitado de distinguir os bons dos maus, e era sempre mais ou menos enganado por esses supostos profetas, que não passavam de impostores ou fanáticos. Não pode haver nada mais esclarecedor do que estas palavras: Não enviei esses profetas e eles correram por si mesmos; não lhes falava nada, e eles profetizavam? Mais adiante ele diz: Ouvi esses profetas que profetizam a mentira em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei; indicando, assim, um dos meios empregados para explorar a confiança que o povo tinha neles. A multidão, sempre crédula, não contestava a veracidade de seus sonhos ou de suas visões; sempre achava isso natural, e sempre convidava os profetas a falarem.
Após estas palavras do profeta, meditai também sobre os sábios conselhos do apóstolo João, quando diz: Não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus*; pois entre os desencarnados há também os que têm prazer em enganar, quando encontram ocasião. Esses enganados são, bem entendido, os médiuns que não tomam a necessária precaução. Eis aí, sem dúvida, um dos maiores obstáculos, contra o qual muitos esbarram, sobretudo quando são novatos no Espiritismo. É para eles uma prova na qual somente podem triunfar orientando-se com prudência. Aprendei, pois, antes de tudo, a distinguir os bons dos maus Espíritos, para que vós mesmos não vos torneis falsos profetas.
* N. E. - Não acrediteis... - 1-a Epístola de João, 4:1.
CONTINUA AMANHA