sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MOMENTO DE RFLEXÃO



O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO 3
HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

Diferentes situações da alma na erraticidade
Diferentes categorias de mundos habitados
Destinação da Terra • Causa das misérias humanas

1. Que não se perturbe vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. E após ter ido e vos preparado o lugar, eu voltarei, e vos retomarei para mim, a fim de que lá, onde eu estiver vós estejais também. (João, 14:1 a 3)

DIFERENTES SITUAÇÕES DA ALMA NA ERRATICIDADE

2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos que neles encarnam as moradas apropriadas ao seu adiantamento. Independentemente da variedade dos mundos, estas palavras também podem ser entendidas como o estado feliz ou infeliz do Espírito na erraticidade•, conforme seu grau de pureza e se ache liberto dos laços materiais, o ambiente onde se encontre o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que possua, podendo tudo isso variar ao infinito. Assim é que, se uns não podem se afastar dos locais onde viveram, outros se elevam e percorrem os espaços e os mundos. Enquanto alguns Espíritos culpados perambulam sem destino nas trevas, os felizes desfrutam de uma claridade resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Enfim, enquanto o mau, atormentado de remorsos e de lamentações, muitas vezes só, sem consolação, separado dos objetos de sua afeição, padece torturado pelos sofrimentos morais, o justo, reunido aos que ama, goza das doçuras de uma indescritível felicidade. Portanto, lá também há muitas moradas, embora não sejam nem delimitadas, nem localizadas.

DIFERENTES CATEGORIAS DE MUNDOS HABITADOS

3. Do ensinamento dado pelos Espíritos, resulta que os diversos mundos estão em condições muito diferentes uns dos outros quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes. Dentre eles, há os que ainda são inferiores à Terra, física e moralmente, outros são do mesmo grau e ainda há outros que são mais ou menos superiores em todos os sentidos. Nos mundos inferiores a existência é toda material, as paixões reinam soberanamente, a vida moral é quase inexistente. À medida que esta se desenvolve, a influência da matéria diminui, de tal modo que, nos mundos mais avançados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

4. Nos mundos intermediários há a mistura do bem e do mal, predominando um ou outro, conforme o grau de seu adiantamento. Embora não se possa fazer uma classificação rigorosa e precisa dos diversos mundos, podemos, considerando-se sua situação, destinação e características mais acentuadas, dividi-los, de uma maneira geral, desta forma: mundos primitivos, onde se dão as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiações e de provas, onde o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda vão expiar buscam novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem supera o mal; mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos puros, onde exclusivamente só reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas e por isso o homem é alvo de tantas misérias.

5. Os Espíritos encarnados em um mundo não estão ligados indefinidamente a ele e não cumprem nele todas as fases progressivas que devem percorrer para chegar à perfeição. Quando atingem o grau máximo de adiantamento no mundo em que vivem, passam para outro mais avançado e, assim, sucessivamente, até que cheguem ao estado de Espíritos puros. São de igual modo estágios, em cada um dos quais encontram elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento.
Para eles, é uma recompensa passar para um mundo de uma ordem mais elevada, como é um castigo prolongar sua permanência em um mundo infeliz, ou ter que reencarnar num mundo ainda mais infeliz do que aquele que são forçados a deixar, por terem persistido no mal.

DESTINAÇÃO DA TERRA.
CAUSAS DAS MISÉRIAS HUMANAS

6. Muitos se surpreendem por encontrar na Terra tanta maldade e paixões terríveis, tantas misérias e doenças de todas as naturezas, e concluem disso que a espécie humana é algo muito triste. Este julgamento origina-se de um ponto de vista limitado e dá uma falsa ideia do conjunto. É preciso considerar que na Terra não se encontra toda a
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MENSAGEM DE CHICO XAVIER - CADELA BONECA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

PENSAMENTO DO DIA



Quando as palavras ecoam em direção do nada, o silêncio se torna a melhor solução para os problemas.
 Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA



Pensamentos, palavras e ações são o que plantamos.
 Autor: Desconhecido

MOMENTO DE REFLEXÃO



O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPÍTULO 2
MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

A vida futura
A realeza de Jesus
O ponto de vista

A REALEZA DE JESUS
O reino de Jesus não é deste mundo, é o que todos entendem.
Mas, na Terra, não terá Jesus uma realeza? O título de rei nem sempre implica o exercício do poder provisório. Ele é dado por meio de uma concordância de todos aos que, por sua genialidade, colocam se em primeiro plano numa atividade qualquer, dominando seu século e influindo sobre o progresso da Humanidade. É nesse sentido que se diz: O rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, nascida do mérito pessoal, consagrada no tempo, não tem, muitas vezes, maior valor e importância do que aquele que leva a coroa? Ela é imortal e sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é jogo de oportunidades e, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena termina com a vida; a realeza moral ainda governa, sobrepondo-se além da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso do que todos os soberanos? Foi, pois, com razão que disse a Pilatos: Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo.
O PONTO DE VISTA
 A ideia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem enormes consequências sobre a moralização dos homens, uma vez que muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram a vida terrena. Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que uma passagem, uma curta permanência em um país ingrato. Os reveses e as amarguras da vida terrena não são mais do que incidentes que recebe com paciência, pois sabe que são de curta duração e devem ser seguidos por um estado mais feliz. A morte não tem mais nada de assustador; não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o exilado* a entrada de uma morada de felicidade e de paz. Sabendo que está num lugar temporário e não definitivo, recebe as preocupações da vida com mais tolerância, resultando daí, para ele, uma calma de espírito que suaviza a amargura.
Sem a certeza da vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto quanto ao futuro, dedica tudo ao presente. Não enxergando bens mais preciosos do que os da Terra, faz como a criança que não vê outra coisa além de seus brinquedos.
Eis porque tudo faz para conseguir os únicos bens que para ele tem valor. A perda do menor de seus bens é um doloroso desgosto. Um descontentamento, uma esperança frustrada, uma ambição não satisfeita, uma injustiça de que é vítima, a vaidade ou o orgulho feridos constituem os tormentos que fazem de sua vida uma eterna angústia, entregando-se assim, voluntariamente, a uma verdadeira tortura todos os instantes. Sob o ponto de vista da vida terrena, no centro do qual o homem está colocado, tudo toma, ao seu redor, enormes proporções.
O mal que o atinja, assim como o bem que toque aos outros, tudo adquire aos seus olhos uma grande importância, tal como para aquele que está no interior de uma cidade, tudo parece grande: os homens que ocupam altos cargos e também os monumentos; mas, ao subir uma montanha, homens e coisas vão lhe parecer bem pequenos.
Assim ocorre com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da vida futura: a Humanidade, como as estrelas do firmamento, perde-se na imensidão. Percebe, então, que grandes e pequenos se confundem como formigas sobre um monte de terra; que proletários e soberanos são da mesma estatura, e lamenta que essas criaturas frágeis e transitórias se preocupem tanto para conseguir um lugar que os eleve tão pouco e que por tão pouco tempo conservarão. Assim é que a importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé na vida futura.
Se for desse modo, ninguém mais se ocupando das coisas da Terra, tudo correrá perigo, é o que se pode pensar. Mas não é assim. Instintivamente, o homem procura o seu bem-estar e, mesmo tendo a certeza de só ficar num lugar por pouco tempo, ele ainda quererá estar o melhor ou o menos mal possível. Não há ninguém que, achando um espinho debaixo da sua mão, não a tire para não se picar.
Portanto, a procura do bem-estar força o homem a melhorar todas as coisas, impulsionado que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis naturais. Ele trabalha, portanto, por necessidade, por gosto e por dever, e com isso realiza os planos da Providência, que o colocou na Terra com esse objetivo. Só aquele que considera a vida futura pode atribuir ao presente uma importância relativa e se consolar facilmente com seus insucessos, pensando na sorte que o aguarda.
Deus não condena, portanto, os prazeres terrenos, mas, sim, o abuso que deles se faça em prejuízo das coisas da alma. É contra esse abuso que se devem acautelar os que ouvem estas palavras de
Jesus: Meu reino não é deste mundo.
Aquele que concentra seus pensamentos na vida terrena é como um homem pobre que perde tudo o que possui e se desespera, ao passo que aquele que crê na vida futura é semelhante a um homem rico que perde uma pequena soma sem se perturbar.
O Espiritismo alarga o pensamento do homem e abre-lhe novos horizontes, mostra-nos que esta vida é apenas um elo do conjunto de grandiosidade e harmonia da obra do Criador, ao invés da visão estreita e mesquinha que faz com que o homem se concentre na vida presente, como se ela fosse o único e frágil eixo do seu futuro para a eternidade. Mostra os laços que unem todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Dá, assim, uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma no momento do nascimento de cada corpo torna todos os seres estranhos uns aos outros. Essa solidariedade das partes de um mesmo todo explica o que parecia ser inexplicável, se apenas considerarmos um único ponto de vista. É esse conjunto de conhecimentos que os homens no tempo do Cristo não podiam entender, e foi por isso que reservou o seu conhecimento para mais tarde.
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