sexta-feira, 17 de maio de 2013

FONTE VIVA - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO



Pelos frutos

“Por seus frutos os conhecereis.” – Jesus. (Mateus, 7:16.)
Nem pelo tamanho;
nem pela configuração;
nem pelas ramagens;
nem pela imponência da copa;
nem pelos rebentos verdes;
nem pelas pontas ressequidas;
nem pelo aspecto brilhante;
nem pela apresentação desagradável;
nem pela vetustez do tronco;
nem pela fragilidade das folhas;
nem pela casca rústica ou delicada;
nem pelas flores perfumadas ou inodoras;
nem pelo aroma atraente;
nem pelas emanações repulsivas.
Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, pela utilidade, pela produção.
Assim também nosso espírito em plena jornada...
Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral.
– Pelos frutos os conhecereis” – disse o Mestre.
– “Pelas nossas ações seremos conhecidos” – repetiremos nós.


Obreiros atentos

“Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado em seus feitos.” – (Tiago, 1:25.)
O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra.
Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar.
Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem.
Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se.
Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, através da inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substanciais na prosperidade e elevação da vida comum.
Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso silêncio nas reservas sublimes do Celeste Apostolado.

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MENSAGEM CHICO XAVIER - ESCOLA DE BENÇÃO

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CONSELHO DO DIA



Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
 
Ai! Que pouco amor e fraca devoção têm aqueles que tão facilmente deixam a sagrada comunhão! 
Quão feliz, porém, e quão agradável a Deus é quem vive tão santamente e guarda a sua consciência em tal pureza, que todos os dias estaria preparado e disposto a comungar, se lhe fosse permitido e o pudesse fazer sem causar reparo! 
Quando alguém, por humildade ou algum legítimo impedimento, se abstém de comungar uma vez ou outra, merece louvor por tanta reverência. Insinuando-se-lhe, porém, a tibieza, deve reanimar-se a si mesmo e fazer o que puder, e Deus auxiliará o seu desejo, atendendo à boa vontade, que especialmente aprecia. 
Quando for, porém, legitimamente impedido, conserve ao menos a boa vontade e piedosa intenção de comungar, e deste modo não ficará privado do fruto do Sacramento. 
Porque todo cristão piedoso pode cada dia e a cada hora, sem embaraço e com proveito, comungar espiritualmente. Contudo, em certos dias e tempo determinado, deve receber com afetuosa reverência o corpo de seu Redentor no Sacramento, e nisto ter em vista mais a honra e glória de Deus, que sua própria consolação. 
Porque espiritualmente comunga e invisivelmente é recreado, todas as vezes que medita devotamente no mistério da encarnação de Cristo e da sua paixão, e se acende em seu amor.
Quem se prepara somente quando uma festa se aproxima ou o costume o obriga, muitas vezes se achará mal preparado. 
Bem-aventurado aquele que se oferece a Deus em holocausto, todas as vezes que celebra a Santa Missa ou comunga! 
Não sejas, ao celebrar, nem demasiadamente demorado, nem apressado, mas guarda o uso comum e regular daqueles com quem vives. 
Não deves causar incômodo ou enfado aos demais; mas seguir o caminho traçado pela instituição dos maiores e atender antes ao proveito alheio que à tua própria devoção e afeto. (Que não se devedeixar por leve motivo a sagrada comunhão)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.


PENSAMENTO DO DIA



É um erro vulgar confundir o desejar com o querer. O desejo mede os obstáculos, a vontade vence-os.
 

MENSAGEM DIÁRIA



Não são os outros que nos dão oportunidade, nós é que temos que buscá-la.
 

FONTE VIVA - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO



Consegues ir?

“Vinde a mim – Jesus. (Mateus, 11:28.)
O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.
Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante...
Contudo, se é fácil ouvir e repetir o “vinde a mim” do Senhor, quão difícil é “ir para Ele”!
Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal...
Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia.
Em suma, é muito doce escutar o “vinde a mim...
Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?


Aceita a correção

“E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” Paulo. (Hebreus, 12:11.)
A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se; no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se; todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.
A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.

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