quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PENSAMENTO DO DIA



Não há derrota que derrote quem nasceu para vencer.
 

MENSAGEM DIÁRIA



Sou Brasileiro e não desisto nunca.
 

SEXO E DESTINO - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO

Capítulo 4

Debaixo da agressão, Marina experimentou irreprimível malestar.
Empalideceu. Sentia-se sufocar. Registrava todos os sintomas de quem recebera pancada forte no crânio. Jogou a cabeça para trás, na poltrona, esforçando-se por esconder a indisposição, mas debalde. Os Torres, pai e filho, perceberam-lhe a vertigem e acorreram, pressurosos.
Nemésio tomou a palavra, atribuindo o desmaio à fadiga de quem se movimentara durante a noite inteira, sem o mínimo descanso no decorrer do dia anterior, ao redor da dona da casa, cujo corpo se consumia com dolorosa lentidão, ao passo que Gilberto trazia água fresca, antes de telefonar para o médico.
No ambiente espiritual, o impacto não foi menos constrangedor.
Neves fitou-me, irrequieto, como a rogar socorro para não
explodir. Conhecia Moreira, de nossa primeira visita ao Flamengo; entretanto ignorava os acontecimentos que nos apoquentavam, desde a antevéspera. Pelo olhar de censura que nos arremessou, concluí que julgava o aposento da filha invadido por malfeitores desencarnados, numa investida sem qualquer significação, incapaz de ajuizar quanto às causas que impeliam o ex-conselheiro de Cláudio àquele gesto de revolta, para o qual arrebanhara colegas infelizes, efetuando um ataque categorizado por ele à conta de
empreitada punitiva e justiceira.
Uma das senhoras desencarnadas, que aguardava o momento de acolher Beatriz, liberta, abordou-me, pedindo providências.
Moreira e os aderentes despejavam ditérios e obscenidades, injuriando a dignidade do recinto, depois de haverem burlado a vigilância mantida em torno da casa. Não formulava o pedido para que se articulasse a contenção deles, a propósito de preconceitos humanos. Aceitava os recém-chegados na posição de credores da maior comiseração; no entanto, a senhora Torres estava nas derradeiras orações, em vias de partir. Esmolava tranqüilidade, silêncio.
Em determinadas terapêuticas, não se pode restabelecer a normalidade orgânica senão removendo o centro de infecção e, ali, o pivô da desarmonia era Marina.
Afastada a moça, retirar-se-iam com ela os agentes da desordem.
Abeirei-me da menina carecedora de piedade. Supliquei-lhe saísse. Fosse repousar. Não teimasse ante a solicitação nossa em seu proveito.
Ela obedeceu a contragosto.
Pediu licença aos amigos, a fim de esperar o médico na dependência dos fundos, e acompanhei-a.
O bando, porém, renteou comigo e Moreira interpelou-me.
Queria saber de minha simpatia pela jovem que ele hostilizava.
Indagava, desabrido, se eu não a conhecia suficientemente, se não lhe assistia às bacanais entre pai e filho e por que me interessava de modo tão especial por aquela a que ele chamava bisca, bonita por fora e devassa por dentro.
Ironizando-me a escassa inclinação à conversa, reportou-se, com enérgicas rabecadas, à dama que nos havia rogado a execução de medidas para afastá-lo do quarto, declarando que não era covarde para incomodar moribundos, e perguntou, insolente, por que razão as entidades veneráveis e amigas, que ele apelidava por “aquelas mulheres”, nos compeliam a retirá-lo, quando ali deixavam Marina respirar à vontade, acentuando que, por ser franco e áspero, não se considerava pior.
Crivou-me de objurgações repassadas de fel.

Desafiando-me, por fim, a enunciar o meu ponto de vista, utilizando palavras que colocavam em jogo a confiança com que me honrava, desde a véspera, arrisquei-me a ponderar que Marina, apesar de tudo, era filha de Cláudio Nogueira e irmã de Marita, aos quais tributávamos ambos calorosa afeição. Qualquer fracasso em prejuízo dela seria desastre para eles. Não me cabia reprovar corrigendas, capazes de lhe fortalecer a vigilância, com manifesta vantagem para ela; no entanto, por amizade aos Nogueiras, não concordaria em que fosse massacrada.
Ele sorriu e obtemperou que as apreciações não eram de todo desprovidas de senso, prometendo que amainaria o desforço, mas não desistiria da correção.
Despachou os cooperadores, recomendando aos quatro lhe aguardassem as ordens no pátio lateral, e acompanhou-nos, segurando-a, descortês.
Indiferente a qualquer idéia de companhia espiritual, Marina penetrou na câmara, encostou a porta e ajeitou-se no leito, cerrando os olhos.
Relaxou-se.
Aspirava a dormir, descansar... Mas não conseguiu.
Moreira, insensível, indicando o propósito de arrasar em mim qualquer simpatia pela contadora indefesa, participou-me que ia submetê-la a interrogatório, em torno de Marita, para que eu lhe ouvisse o depoimento inarticulado e avaliasse o caso por mim mesmo.
Suspirei pela obtenção de respostas que enobrecessem o inquérito mental em preparo; contudo, minhas esperanças se desvaneceram no nascedouro.
O indesejável patrocinador de Marita, erguido por si mesmo à condição de juiz, pespegou um pejorativo contundente aos ouvidos da moça e reclamou-lhe a opinião, sobre a irmã hospitalizada.

CONTINUA AMANHÃ

ESPIRITISMO - DIVALDO FRANCO ESCLARECE MAU OLHADO E FETIÇARIA

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CONSELHO DO DIA



Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
 
De pouca monta são o hábito e a tonsura: são a mudança dos costumes e a perfeita mortificação das paixões que fazem o verdadeiro religioso. 
 
Quem outra coisa procura senão a Deus só e a salvação de sua alma, só achará tribulações e angústias. 
 
Não pode ficar por muito tempo em paz quem não procura ser o menor e o mais submisso de todos. (Da vida monástica)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.



CONSELHO DO DIA

PENSAMENTO DO DIA




Enquanto vivermos, seremos classificados de acordo com o que sabemos, quão bem obtemos resultados.
 

MENSAGEM DIÁRIA




A essência da convivência é a experiência e o seu padrão é a paciência.
 

SEXO E DESTINO - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO

presença e, em vão, tentou pedir explicação para o cheiro nauseante que a cercava.
Transcorridas duas horas de angústia recôndita, que Moreira assinalava com acuidade e precisão, a moça como que se aquietou, mentalmente, e perscrutando-lhe, por minha vez, o campo íntimo, notei que se fixava lamentavelmente em Marina.
O companheiro desencarnado que, até então, se fazia suporte psíquico de Cláudio e que necessitava de base moral para garantir o próprio reequilíbrio, encontrou pasto robusto a nova desorientação.
Descobri o perigo, sem poder conjurá-lo.
Percebendo-se demitido da complacência do amigo que se lhe transformara em joguete, procurava-lhe na filha motivos outros em que se lhe facultasse permanecer atrelado à demência.
De nossa parte, não era possível pressionar a menina acidentada, no sentido de lhe sustar as lamentações. Qualquer dispêndio de energias, além das estritamente necessárias ao seu sustento, poderia precipitar-lhe a desencarnação.
Insciente das complicações que gerava com semelhante procedimento, a filha de Aracélia reconstituiu na imaginação as
aperturas da existência. Acusava a irmã por todos os infortúnios.
Exibia-lhe a figura na tela da memória como sendo a inimiga imperdoável... Marina a furtar-lhe as carícias maternas, Marina a surripiar-lhe as oportunidades, Marina a roubar-lhe as afeições.
Marina a subtrair-lhe o eleito dos sonhos juvenis...
Não valeram ponderações que lhe endereçávamos, inquietos.
A influência de Moreira, que lhe amimalhava as incriminações, surgia naturalmente muito mais vigorosa para ela, que diligenciava encontrar simpatia e adesão.

Aquela desventurada menina desconhecia os poderes do pensamento.
Não sabia que, fora da indulgência e da brandura, invocava desagravo e, assim procedendo, não apenas enredava a família em duras provações, mas igualmente punha a perder o valioso trabalho de recuperação daquele amigo necessitado de afeição e de luz.
O ex-assessor de Cláudio, ao absorver-lhe as confidências mudas, em que relacionava os pesares mais íntimos, dos quais não tivera ele conhecimento, retomava, a pouco e pouco, a brutalidade que, anteriormente, lhe marcava a expressão.
Esvaeciam-se-lhe as melhoras de espírito.
A pretexto de auxiliar a protegida, reavivava os instintos de vingador.
O olhar que se adoçara de compaixão, readquiriu a lividez dos alienados. Sumiram-se todos os indícios de retorno à sensatez e à humanidade que patenteava, desde o momento em que renteara com a moça abatida.
Inútil seria qualquer tentame para reconduzi-lo à serenidade.
Embebendo-se nos queixumes daquela que classificava como sendo para ele a mulher querida, restaurava em si mesmo a selvageria da fera sequiosa de sangue. Respondendo-nos às petições de calma e tolerância, clamava que não, que não... Ninguém o faria renunciar à guerra pela tranqüilidade daquela que amava; alegava desconhecer, até então, o martírio que a irmã lhe aplicara durante a vida inteira e insistiria no desforço...
Ao vê-lo abandonar o serviço a que voluntariamente se impusera, incapaz de refletir nas conseqüências da própria deserção, compreendi que o ex-obsessor convertido em amigo fora assaltado por crise de loucura e inclinei-me a considerar se o irmão Félix não errara solicitando a permanência de Marita no corpo desarticulado, tal a extensão dos males que o ex-vampirizador seria capaz de estender, a partir daquela hora; no entanto, reprimi-me...
Não! eu não detinha o direito de julgar o companheiro destrambelhado que se afastava de nós, enquanto o sol da manhã se aprumava no céu. O irmão Félix sabia o que fizera e, com certeza, em outro tempo, não me desequilibrara e nem desacertara em ponto menor...
Competia-me simplesmente trabalhar, socorrer.
Transferi nossos encargos às atenções de Arnulfo e Telmo e demandei a residência dos Torres, o único lugar para onde Moreira, a nosso ver, decerto rumaria.
Entrei...
Na casa silente, cochichava-se a medo. Lágrimas no semblante dos servidores humildes.
Dona Beatriz, em coma, esperava a morte.
Neves e outros afeiçoados do mundo espiritual rodeavam o leito. Dedicada enfermeira observava a senhora prestes a mergulhar no grande repouso, diante de Nemésio, Gilberto e Marina, que se acomodavam a pequena distância.
Aturdido, porém, verifiquei que Moreira não se achava ainda aí. A surpresa, entretanto, se desfez para logo, de vez que, transcorridos alguns momentos, o ex-acompanhante de Cláudio, seguido por quatro camaradas truculentos e carrancudos, penetrou, desrespeitosamente, o recinto... E, sem a menor comiseração pela agonizante, acercou-se da filha de Dona Márcia e gritou, encolerizado:
– Assassina!... Assassina!...

CONTINUA AMANHÃ

ESPIRITISMO - DIVALDO FRANCO - HUMANISTA E MÉDIUM ESPIRITA - PARTE 6

terça-feira, 20 de novembro de 2012

CONSELHO DO DIA




Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
 
Se foras reto e puro, tudo te correria bem e se voltaria em teu proveito. 
 
Mas, porque ainda não estás de todo morto a ti mesmo, nem apartado das coisas terrenas, por isso muitas coisas te causam desgostos e perturbações. 
 
Nada mancha tanto e embaraça o coração do homem como o amor desordenado às criaturas. 
 
Se renunciares às consolações exteriores, poderás contemplar as coisas do céu e gozar a miúdo da alegria interior. ( Da vida interior)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.




PENSAMENTO DO DIA



A confiança e o ciúme são como o dia e a noite: se um deles reina, o outro não pode existir.