Se quiser
ser feliz por um dia, vingue-se, se quiser ser feliz por uma vida inteira,
perdoe.
A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
SOMBRAS DO PASSADO - Livro de Haroldo Freitas
CONTINUAÇÃO
Se não me
imponho, ela vai trazer a sua turma para dentro de casa.
- Minha filha, você não acha que isso
seria muito melhor? Provavelmente, com todos em sua casa você teria mais
chances de acompanhá-la de perto e até transformá-la.
- A senhora não conhece a turma que ela
anda, como eles mesmos dizem, é da pesada. Tanto as meninas como os meninos são
verdadeiros marginais. Sexo e bebidas são coisas normais entre eles. Estou
desconfiando que até drogas eles estejam usando.
- Muito bem, como hoje estou aqui, não
fale nada quando ela levantar deixe que eu converse com ela. E acredite nisso:
Nunca é tarde para recomeçar uma nova vida, para reformar os nossos atos e a
nossa maneira de pensar e agir.
Cida ouviu as palavras de D. Beatriz com
muita atenção, mas, apesar de considerá-la
uma profunda conhecedora da vida, não concordava.
Foram para a sala de refeições e, enquanto
Cida tomava café, D. Beatriz falava de JESUS, de seus sofrimentos na Terra e do
seu grande amor para com os seus irmãos.
-
Tanto, para aqueles que amavam e o acompanhavam, como para aqueles que o traíram
e o condenaram, perdoando a todos. Quando foi indagado, por Pedro, se deveríamos
perdoar os irmãos até sete vezes ele respondeu: “NÃO SETE VEZES, MAS SETE VEZES
SETENTA”. Portanto, quem somos nós para não perdoarmos outrem? Qual a
autoridade que possuímos para negar o nosso perdão? Aliás, como eternos
pedintes que somos, usamos as nossas orações para pedir perdão a DEUS,
inclusive na prece que JESUS nos ensinou, pedimos e prometemos perdão. Todavia,
quando, realmente, o problema bate em nossa porta e adentra no seio de nossa
família, esquecemos tudo que aprendemos e agimos com orgulho e egoísmo. E,
ainda, temos a ousadia de dizer que estamos agindo de acordo com o nosso amor
próprio.
D. Beatriz falava de maneira tão convicta
e serena que as suas palavras, além de ensinar, transformavam-se em doce
melodia aos ouvidos de Cida e D. Glória, que sentara à mesa para ouvi-la.
As horas passaram rápidas. Era quase meio
dia quando foi interrompida por Rodrigo, que entrara na sala.
- Bom dia vovó. É um prazer encontra-la
aqui e desculpe por ter interrompido a conversa de vocês. Bom dia mamãe, bom
dia vó Glória.
Rodrigo abraçou e beijou uma a uma. D. Beatriz,
ainda abraçada ao neto, disse:
- Bom dia meu filho, o prazer é todo meu
em vê-lo forte, alegre, feliz e cada dia mais bonito. A sua mãe convidou-me
para almoçar e tomei a liberdade de chegar cedo para filar o café.
- Se soubesse que a senhora chegaria cedo
teria levantado para acompanha-la no café e ouvi-la falar sobre a Doutrina
Espírita.
- Rodrigo você está interessado no Espiritismo?
– perguntou Cida.
- Claro que sim mamãe. Como cristão interesso-me
pelas coisas que falam de amor e DEUS. Até porque, a vovó fala tão bonito, principalmente,
sobre a Doutrina Espírita. Qualquer dia desses vou ao seu Centro Espírita para
assistir uma reunião. Vovó qual o dia mais adequado para eu ir?
- Obrigada pelo elogio, mas quando falo sobre
a Doutrina Espírita e, logicamente, de DEUS, parece que as palavras brotam do
meu coração. Quando a sua ida ao Centro, ele estará sempre a sua disposição,
porém. Só vá quando o seu coração mandar e nunca por imposição ou satisfação de
alguém. Outra coisa, o Centro não é meu e sim de todos os que ali comparecem
para orar.
- D. Beatriz o que a senhora acabou de
falar ao Rodrigo não é coerente com o que disse a mim.
- Acho que você está enganada. Eu a convidei
a frequentar o Centro por motivos familiares, não fiz qualquer imposição. Como
médium e algum conhecimento do mundo espiritual, tenho o dever e obrigação de
procurar amenizar a caminhada do meu próximo, pela estrada tortuosa da vida.
Nós pecamos por palavras, pensamentos, atos e, também, por omissões. Todos nós
temos o Livre Arbítrio, portanto, somente nós somos responsáveis por nossos
atos e suas consequências. Parece que o Rodrigo quer assistir uma reunião
Espírita por curiosidade e abrir a sua mente para novos conhecimentos sobre
religião. Ao passo que você está precisando de ajuda espiritual, mas, +só você
através do seu livre arbítrio deverá ver se chegou a hora de procurar essa
ajuda.
Tem muitas pessoas que estão iguais a você
e, até em pior situação que por qualquer motivo, ainda, não encontraram o
caminho da ajuda. Você encontrou o caminha, minha filha, dependente unicamente
da sua decisão. Você é quem decide, quer ser ajudada ou não.
- Quando fui
lhe procurar para pedir ajuda, já tinha tentado de tudo, ao meu alcance pessoal,
para salvar o meu casamento, mas, infelizmente, a situação piora dia a dia.
Aceitei o seu convite para ir ao Centro, porém, isso não quer dizer que
acredito que o nosso problema seja resolvido, até porque, como a senhora sabe,
nós somos católicos e não acreditamos em Umbanda.
- Nós somos espíritas e não umbandistas. Entre
as duas existe bastante diferença. O Espiritismo anda de mãos dada com a
Religião, Filosofia e a Ciência, portanto, a lógica é uma constante. Para
termos êxito na vida precisamos acreditar ter fé e esperança em tudo que
fazemos. No Espiritismo é igual, pois, se assim não fosse não teria lógica.
Para termos fé e esperança em alguma coisa precisamos acreditar
quinta-feira, 28 de junho de 2012
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Jesus:
Filho, quando sentires que o céu te inspira saudades da
bem-aventurança e o desejo de deixar o tabernáculo do corpo para
contemplar minha glória sem sombra de mudanças, alarga o teu coração e
recebe esta santa inspiração com todo afeto.
Dá muitas graças à Bondade
soberana, que usa de tanta liberdade para contigo, com tanta clemência
te visita, tanto te anima, tão poderosamente te levanta, para que teu
próprio peso não te arraste para as coisas terrenas.
Pois isto não te
vem por teus pensamentos ou esforços, mas só pela mercê da graça celeste
e do beneplácito divino para que te adiantes nas virtudes, sobretudo na
humildade, e te prepares para futuras pelejas; para que te entregues a
mim com todo o afeto do teu coração e me sirvas com ardente amor.
PENSAMENTO DO DIA
Nem sempre
as palavras que dizemos ou os gestos que praticamos representam aquilo que
sentimos.
SOMBRAS DO PASSADO - Livro de Haroldo Freitas
CONTINUAÇÃO
- Bom dia vovó. Quando levantei a vi na
sala com a mamãe, mas pareceu-me que estavam tão concentradas na conversa que
não quis incomodá-las.
- Bom dia meu neto, realmente o assunto
era muito interessante, mas a sua presença seria um prazer para nós. Como vai
na Faculdade? Espero ter logo um médico de confiança e particular para
tratar-me.
- Tudo bem, mesmo sabendo que dependendo
de pacientes como a senhora, jovem, forte, bonita e sem doenças morreria de
fome, no próximo ano estarei formado e a sua disposição.
Depois do almoço, D. Beatriz despediu-se
da nora e do neto, e seguiu para sua residência, onde apanharia as apostilhas
que estavam sendo usadas nos cursos ministrados no sábado à tarde, no Centro.
Antes das quatorze horas já estava no Centro
para inicio das aulas.
A
noite em casa, durante as suas preces, agradeceu a DEUS e a seus mentores
espirituais por terem ajudado a sua nora ficar receptiva à Doutrina Espírita e
aproveitou para pedir
o enredo e
nem a história do filme. Porém, que a tornasse mais crente, para compreender melhor
a prioridade que devemos dar a nossa vida espiritual. Tinha certeza que o
problema familiar da sua nora era oriundo de reencarnações passadas. Portanto,
a solução só poderia ser encontrada na esfera espiritual. Sabia, também, que
para chegar a origem do problema e, por conseguinte a sua solução, era necessário
que os envolvidos tivessem crença, fé e amor no coração. Sem isso nada poderia
ser feito.
Naquela tarde tinha comprado, na Livraria
do Centro, o Evangelho Segundo o Espiritismo e o Livro dos Espíritos, que
levaria para Cida. Com eles ela aprenderia e tirando algumas dúvidas sobre o
Espiritismo.
Na próxima semana, quando começasse a
frequentar o Centro, já teria uma pequena noção sobre a Doutrina.
Adormeceu e sonhou com as reencarnações
passadas de seu filho, nora e neta. A acordar, pela manhã, pouco lembrava o
sonho que tivera. Algumas cenas passavam em sua mente de um modo confuso.
Parecia um filme todo cortado, somente aparecendo alguns trechos
que vou lhe
servir um café que a Maria acabou de fazer. A senhora quer que eu chame a D.
Cida.
- Não D. Glória cheguei muito cedo, tinha
combinado que viria almoçar e cheguei antes intercalados, com os quais não
conseguia entender uma coisa ficara claro, o problema estava em encarnações
passadas. Nada acontece por acaso e sem merecimento. Aquele sonho, além de
avisá-la da existência do problema espiritual, avisou, também, da necessidade
dos envolvidos acreditarem, terem fé e transformarem os seus conceitos de vida.
Essa tarefa era sua e não poderia perder tempo. Já plantara a semente no
coração de Cida, reconhecia que não fora muito trabalhoso, mas com o seu filho
e sua neta o trabalho seria árduo e penoso. Realmente não poderia perder tempo,
arrumou-se e seguiu para a casa do filho.
Ao chegar à casa de Ronaldo, por volta das
nove horas da manhã, encontrou todos dormindo, com exceção dos empregados.
D. Glória, uma senhora de sessenta e cinco
anos, que trabalhou na casa da tia de Cida, inclusive ajudou-a a cria-la e
quando esta se casou a acompanhou, veio abrir à porta.
- Bom dia D. Beatriz.
- Bom dia D. Glória. A Cida já levantou?
- Ainda não. Aliás, os meninos também estão
dormindo. Entre, vamos para a sala de refeições do café da manhã. Vou aceitar o
seu convite, hoje é dia de folga da Janete e saí sem tomar café.
D. Beatriz acompanhou aquela senhora que
era considerada como uma pessoa da família, aliás, como mãe de criação da Cida,
tendo em vista que, desde a morte de seus pais e a sua ida para a cada da tia,
ela passou a tomar conta de Cida e dos irmãos, participando efetivamente na
educação dos três, desde a infância, adolescência e a maioridade, quando
casaram e saíram da casa da tia.
Após tomar o café, D. Beatriz foi para o
jardim e sentou-se em um banco sob a sombra de uma árvore e ficou a meditar
sobre os acontecimentos que estavam envolvendo a família de seu filho. Envolta
em seus pensamentos, assustou-se quando Cida tocou em seu ombro e falou:
- Bom dia D. Beatriz. Reclamei com a
Glória por não ter me chamado quando a senhora chegou.
- Bom dia. A D. Glória não tem culpa, eu
não deixei que ela a chamasse. Além de chegar muito cedo, precisava ficar só
por alguns minutos para colocar os meus pensamentos em ordem.
- Vamos tomar café. Os meninos não vão
levantar agora. Aos domingos, quase sempre, eles só levantam para o almoço.
Ontem nem vi a hora que eles chegaram. Vou esperar a Carol levantar para ter
uma conversa com ela.
- Eu lhe faço companhia, a D. Glória já me
serviu um delicioso café. Quanto a Carol, converse com ela como estivesse
conversando com uma amiga muito querida. Não a obrigue a dizer onde e com quem
estava, até porque, além de aborrecerem-se ela poderá inventar qualquer
desculpa para encobrir a verdade. Tratando-a como amiga, ela poderá
considera-la da mesma maneira e falar a verdade.
- Até parece que a senhora não conhece a
sua neta. Não adianta falar manso e com amor, ela não conhece mais a boa
educação.
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