A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
PEDIDO DE CARIDADE
Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados.
São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas.
Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados.
O Lar necessita de:
ALIMENTOS – MATERIAL DE LIMPEZA – FRALDAS GERIÁTRICAS (TAMANHO M E G) – ROUPAS (FEMININA E MASCULINA) – LENÇÓIS – INGREDIENTE PARA MINGAU.
CONTATO:- FREI FLORISVALDO
TEL. 71 – 3207-7033
E-MAIL – contato@larfreilucas.org.br
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CONSELHO DO DIA
Oh! Quanto foi o fervor de todos os religiosos, nos primeiros tempos de seus santos institutos!
Quanta piedade na oração!
Que emulação nas virtudes!
Que austera disciplina vigorava então!
Que respeito e obediência aos preceitos do superior reluzia em todos!
Os vestígios que deixaram ainda atestam que foram verdadeiramente varões santos e perfeitos os que em tão renhidos combates venceram o mundo.
Hoje já se considera grande quem não é transgressor da regra e com paciência suporta o jugo que se impôs.
PENSAMENTO DO DIA
Nunca despreze os pequenos quando está a subir, pois poderá encontrá-los quando estiver a descer.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
Cada um recebe de acordo com o que dá. Se você der ódios e indiferenças, há de recebê-los de volta. Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e amor.
Autor: Desconhecido
OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CAPÍTULO 38
ATIVIDADE PLENA
No salão acolhedor de Dona Isabel, permanecíamos em plena
atividade.
Lá fora, começara o aguaceiro forte, mas tínhamos a
nítida impressão de grande distância da chuva torrencial.
Logo às primeiras horas da madrugada, o movimento intensificou-
se. Muita gente ia e vinha.
– Numerosos irmãos – explicou o orientador – encontram-se
neste pouso de trabalho espiritual, na esfera a que os encarnados
chamariam sonho.
Não é fácil transmitir mensagens de teor instrutivo,
nessa tarefa, utilizando lugares comuns, contaminados de
matéria mental menos digna. Nas oficinas edificantes, porém,
onde conseguimos acumular maiores quantidades de forças positivas
da espiritualidade superior, é possível prestar grandes benefícios
aos que se encontram encarnados no planeta.
Acentuei minhas observações, verificando que muitas das
pessoas recém-chegadas pareciam convalescentes, titubeantes...
Algumas se mantinham de pé, sob o amparo de braços carinhosos.
Eram os amigos encarnados a se valerem do desprendimento
parcial, pelo sono físico, que se reuniam a nós, aproveitando o
auxílio de entidades generosas e dedicadas. Reconhecia, entretanto,
que a maior parte não entendia, com precisão, o que se lhes
desejava dizer.
Muitos pareciam doentes, incompreensivos.
Sorriam
infantilmente, revelando boa vontade na recepção dos conselhos,
mas grande incapacidade de retenção.
Eu estudava os quadros
ambientes, com justa estranheza.
Sempre cuidadoso, Aniceto
veio ao encontro de nossa perplexidade.
– Os Espíritos encarnados – disse –, tão logo se realize a consolidação
dos laços físicos, ficam submetidos a imperiosas leis
dominantes na Crosta.
Entre eles e nós existe um espesso véu. É a -
muralha das vibrações.
Sem a obliteração temporária da memória,
não se renovaria a oportunidade. Se o nosso campo lhes fora
francamente aberto, olvidariam as obrigações imediatas, estimariam
o parasitismo, prejudicando a própria evolução. Eis porque
raramente estão lúcidos ao nosso lado.
Na maioria dos casos,
junto de nós, permanecem vacilantes, enfraquecidos... Vejam
aquela jovem senhora encarnada, em conversa com a vovozinha
que trabalha conosco, em “Nosso Lar”.
Assim dizendo, Aniceto indicou um grupo mais próximo.
A anciã, de olhos brilhantes e gestos decididos, abraçava-se à
neta, lânguida e palidíssima.
– Nieta – exclamava a velhinha, em tom firme –, não dês tamanha
importância aos obstáculos.
Esquece os que te perseguem,
a ninguém odeies. Conserva tua paz espiritual, acima de tudo.
Tua
mãe não te pode valer agora, mas crê na continuidade de nossa
vida.
A vovó não te esquecerá.
A calúnia, Nieta, é uma serpente
que ameaça o coração; entretanto, se a encararmos de frente,
fortes e tranqüilas, veremos, a breve tempo, que a serpente não
tem vida própria.
É víbora de brinquedo a se quebrar como vidro,
pelo impulso de nossas mãos.
E, vencido o espantalho, em lugar
da serpente, teremos conosco a flor da virtude.
Não temas, querida!
Não percas a sagrada oportunidade de testemunhar a compreensão
de Jesus!...
A jovem senhora não respondia, mas seus olhos semilúcidos
estavam cheios de pranto. Demonstrava no gesto vago uma consolação
divina, recostada ao seio carinhoso da devotada velhinha.
– Esta irmã se lembrará de tudo, ao despertar no corpo físico?
– perguntei, intrigado, ao nosso orientador.
Aniceto sorriu e esclareceu:
– Sendo a avó superior e ela inferior, e, examinando ainda a
condição dos planos de vida em que ambas se encontram, a jovem
encarnada está sob o domínio espiritual da benfeitora.
Entre ambas,
portanto, há uma corrente magnética recíproca, salientandose,
porém, que a vovó amiga detém uma ascendência positiva.
A
neta não vê o ambiente com precisão, nem ouve as palavras integralmente.
Não esqueçamos que o desprendimento no sono físico
vulgar é fragmentário e que a visão e a audição, peculiares ao
encarnado, se encontram nele também restritas, O fenômeno, pois,
é mais de união espiritual que de percepções sensoriais, propriamente
ditas.
A jovem está recebendo consolações positivas, de
Espírito a Espírito. Não se recordará, despertando nos véus materiais
mais grosseiros, de todas as minúcias deste venturoso encontro
que acabamos de presenciar.
Acordará, porém, encorajada e
bem disposta, sem poder identificar a causa da restauração do
bom ânimo.
Dirá que sonhou com a avó num lugar onde havia
muita gente, sem recordar as minudências do fato, acrescentando
que viu, no sonho, uma cobra ameaçadora, que logo se transformou
em serpente de vidro, quebrando-se ao impulso de suas
mãos, para transformar-se em perfumosa flor, da qual ainda conserva
a lembrança agradável do aroma.
Afirmará que soberano
conforto lhe invadiu a alma e, no fundo, compreenderá a mensagem
consoladora que lhe foi concedida.
– Não se lembrará, contudo, das palavras ouvidas? – indagou
Vicente, curioso.
– Precisaria ter adquirido profunda lucidez no campo da existência
física – prosseguiu Aniceto, explicando – e devo esclarecer
que recordará as imagens simbólicas da víbora e da flor, porque
está em relação magnética com a veneranda avozinha, recebendolhe
a emissão de pensamentos positivos.
A benfeitora não fala
apenas.
Está pensando fortemente também. A neta, todavia, não
está ouvindo ou vendo pelo processo comum, mas está percebendo
claramente a criação mental da anciã amiga e dará notícia
exata dos símbolos entrevistos e arquivados na memória real e
profunda.
Desse modo, não terá dificuldade para informar-se
quanto à essência do que a bondosa avó deseja transmitir-lhe ao
coração sofredor, compreendendo que a calúnia, quando fere uma
consciência tranqüila não passa de serpente mentirosa, a transformar-
se em flor de virtude nova, quando enfrentada com o valor
duma coragem serena e cristã.
A lição fora profundamente significativa para mim.
Começava
a adquirir amplas noções do intercâmbio entre as duas esferas.
Pensei no longo esforço dos que indagam o mundo dos sonhos.
Quanta riqueza psíquica, suscetível de conquista, se os pesquisadores
conseguissem deslocar o centro de estudo, das ocorrências
fisiológicas para o campo das verdades espirituais!
Lembrei a
psicanálise, a tese freudiana, as manifestações instintivas, inferiores.
Percebendo-me as elucubrações, o devotado mentor dirigiume
a palavra de maneira especial:
– Freud – asseverou Aniceto – foi um grande missionário da
Ciência; no entanto, manteve-se, como qualquer Espírito encarnado,
sob certas limitações.
Fez muito, mas não tudo, na esfera da
indagação psíquica.
Pela pausa do nosso instrutor, percebi que ele não desejava
entrar em minucioso exame da teoria famosa.
Lembrando, porém,
a extraordinária importância atribuída pelo grande cientista às
tendências inferiores, indaguei, um tanto tímido:
– Haverá, porém, centros de reunião para os espíritos desequilibrados
no mal, como acontece, aqui, aos amigos interessados
no bem?
O generoso mentor sorriu, benévolo, e falou:
– Não haja dúvidas quanto a isto.
Através das correntes magnéticas
suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos
encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições
permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo
destruidor, tentações diversas.
Ainda são poucos, relativamente,
os irmãos encarnados que sabem dormir para o bem...
E, fazendo um gesto por demais expressivo, concluiu:
– Livre-nos o Senhor de cair novamente...
CONTINUA AMANHÃ
domingo, 27 de maio de 2012
CARIDADE
PEDIDO DE CARIDADE
Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados.
São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas.
Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados.
O Lar necessita de:
ALIMENTOS – MATERIAL DE LIMPEZA – FRALDAS GERIÁTRICAS (TAMANHO M E G) – ROUPAS (FEMININA E MASCULINA) – LENÇÓIS – INGREDIENTE PARA MINGAU.
CONTATO:- FREI FLORISVALDO
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CONSELHO DO DIA
Senhor, meu Deus!
Preveni vosso servo com as bênçãos de vossa doçura, para que mereça digna e devotamente chegar-me a vosso augusto Sacramento.
Despertai meu coração para vós e tirai-me deste profundo entorpecimento.
"Visitai-me com vossa graça salutar" (Sl 105,4), para que goze em espírito vossa doçura, que com abundância está oculta neste Sacramento, como em sua fonte.
Iluminai também meus olhos para contemplar tão alto mistério, e fortalecei-me para crer nele com fé inabalável.
Porque é obra vossa e não de poder humano, sagrada instituição vossa, não invenção dos homens.
Ninguém, com efeito, se si mesmo é capaz de conceber e compreender este mistério, que transcende à própria inteligência dos anjos.
Que, pois, poderei eu, pecador indigno, pó e cinza, investigar e compreender de tão alto e sagrado mistério?
PENSAMENTO DO DIA
Aquele que é simples não tenta esconder o que é feio ou desperdício, porque em sua pureza esses traços inexistem. Há realeza nas maneiras e graciosidade no comportamento, mas isto não rouba sua originalidade nem o compele à artificialidade.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
Se todos que falassem mal de mim soubessem o que eu penso sobre eles, falariam bem melhor... Enquanto eles perdem tempo com isso, eu alcanço meus objetivos.
Autor: Desconhecido
OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CAPÍTULO 37
NO SANTUÁRIO DOMÉSTICO
Terminado o culto familiar, um dos companheiros também
rendeu graças.
– Esperemos que esses celeiros de sentimentos se multipliquem
– disse Aniceto, sensibilizado. – O mundo pode fabricar
novas indústrias, novos arranha-céus, erguer estátuas e cidades,
mas, sem a bênção do lar, nunca haverá felicidade verdadeira.
– Bem-aventurados os que cultivam a paz doméstica – exclamou
uma senhora simpática, que estivera presente ao nosso lado,
durante a reunião.
Dois cooperadores de “Nosso Lar” serviram-nos alimentação
leve e simples, que não me cabe especificar aqui, por falta de
termos analógicos.
– Em oficinas como esta – explicou o instrutor amigo – é possível
preservar a pureza de nossas substâncias alimentícias, Os
elementos mais baixos não encontram, neste santuário, o campo
imprescindível à proliferação.
Temos bastante luz para neutralizar
qualquer manifestação da treva.
E, enquanto a família humana de Isidoro fazia frugal refeição
de chá com torradas, numa saleta próxima, fazíamos nós ligeiro
repasto, entremeado de palestra elevada e proveitosa.
O ambiente continuou animado, em teor de franca alegria.
Depois das vinte e três horas, a viúva recolheu-se com os filhos,
em modesto aposento.
Intraduzível a nossa sensação de paz.
Aniceto, Vicente e eu, em companhia doutros amigos, fomos
ao pequeno jardinzinho que rodeava a habitação.
As flores veludosas recendiam.
A claridade espiritual ambiente,
como que espancava as sombras da noite.
Respirando as brisas cariciosas que sopravam da Guanabara,
reparei, pela primeira vez, no delicado fenômeno, que não havia
observado até então.
Uma pequena carinhosa, enquanto a mãezinha
palestrava com um amigo, despreocupadamente, colheu um
cravo perfumoso, num grito de alegria.
Vi a menina colher a flor,
retirá-la da haste, ao mesmo tempo que a parte material do cravo
emurchecia, quase de súbito.
A senhora repreendeu-a, com calor:
– Que é isso, Regina? Não temos o direito de perturbar a ordem
das coisas.
Não repitas, minha filha! Desgostaste a mamãe!
Aniceto, sorrindo bondoso, explicou discretamente:
– Esta é a nossa Irmã Emilia, servidora em “Nosso Lar”, que
vem ao encontro do esposo ainda encarnado.
– E ele virá até aqui? – interrogou Vicente, curioso.
– Virá pelas portas do sono físico – acrescentou nosso orientador,
sorridente. – Estas ocorrências, no círculo da Crosta, dão-se
aos milhares, todas as noites.
Com a maioria de irmãos encarnados,
o sono apenas reflete as perturbações fisiológicas ou sentimentais
a que se entregam; entretanto, existe grande número de
pessoas que, com mais ou menos precisão, estão aptas a desenvolver
este intercâmbio espiritual.
Estava surpreendido.
Aquele trabalho interessante, a que nos
trazia Aniceto, com tão vasto campo de serviços gerais, fazia-me
intensamente feliz.
Em cada canto pressentia atividades novas.
Embora as luzes que nos rodeavam, notei que os céus prometiam
aguaceiros próximos.
As brisas leves transformavam-se,
repentinamente, em ventania forte.
Não obstante, as sensações de
sossego eram agradabilíssimas.
O vento, na Crosta, é sempre uma bênção celeste – exclamou
Aniceto, sentencioso.
– Podemos avaliar-lhe o caráter divino,
em virtude da nossa condição atual.
A pressão atmosférica sobre
os Espíritos encarnados é, aproximadamente, de quinze mil quilos.
– Todavia, é interessante notar – aduziu Vicente – que não
sentimos tamanho peso sobre os ombros.
– É a diferença dos veículos de manifestação – esclareceu Aniceto,
atencioso. – Nossos corpos e os de nossos companheiros
encarnados apresentam diversidade essencial. Imaginemos o
círculo da Crosta como um oceano de oxigênio.
As criaturas
terrestres são elementos pesados que se movimentam no fundo,
enquanto nós somos as gotas de óleo, que podem voltar à tona,
sem maiores dificuldades, pela qualidade do material de que se
constituem.
A essa altura do esclarecimento, notei que formas sombrias,
algumas monstruosas, se arrastavam na rua, à procura de abrigo
conveniente.
Reparei, com espanto, que muitas tomavam a nossa
direção, para, depois de alguns passos, recuarem amedrontadas.
Provocavam assombro.
Muitas, pareciam verdadeiros animais
perambulando na via pública.
Confesso que insopitável receio me
invadira o coração.
Calmo, como sempre, Aniceto nos tranqüilizou:
– Não temam – disse.
Sempre que ameaça tempestade, os seres
vagabundos da sombra se movimentam procurando asilo.
São
os ignorantes que vagueiam nas ruas, escravizados às sensações
mais fortes dos sentidos físicos.
Encontram-se ainda colados às
expressões mais baixas da experiência terrestre e os aguaceiros os
incomodam tanto quanto ao homem comum, distante do lar.
Buscam,
de preferência, as casas de diversão noturna, onde a ociosidade
encontra válvula nas dissipações.
Quando isto não se lhes
torna acessível, penetram as residências abertas, considerando
que, para eles, a matéria do plano ainda apresenta a mesma densidade
característica.
E, demonstrando interesse em valorizar a lição do minuto, acrescentou:
– Observem como se inclinam para cá, fugindo, em seguida,
espantados e inquietos.
Estamos colhendo mais um ensinamento
sobre os efeitos da prece.
Nunca poderemos enumerar todos os
benefícios da oração.
Toda vez que se ora num lar, prepara-se a
melhoria do ambiente doméstico.
Cada prece do coração constitui
emissão eletromagnética de relativo poder.
Por isso mesmo, o
culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação
interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas
claridades espirituais que acende em torno.
O homem que ora traz
consigo inalienável couraça.
O lar que cultiva a prece transformase
em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam
choques de vulto, em contacto com as vibrações luminosas
deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a
distância, procurando outros rumos...
Daí a momentos, penetrávamos, de novo, no salão abençoado
da modesta residência.
Como quem estivesse atravessando um país de surpresas, outro
fato me despertava profunda admiração.
Isidoro e Isabel vieram a nós, de braços entrelaçados, irradiando
ventura.
Aquela viúva pobre do bairro humilde vestia-se
agora lindamente, não obstante a adorável singeleza de sua presença.
Sorria contente, ao lado do esposo, via-nos a todos, cumprimentava-
nos, amável.
– Meus amigos – disse ela, serena –, meu marido e eu temos
uma excursão instrutiva para esta noite.
Deixo-lhes as nossas
crianças por algumas horas e, desde já, lhes agradeço o cuidado e
o carinho.
Vá, minha filha! – respondeu uma senhora idosa – aproveite
o repouso corporal.
Deixe os meninos conosco.
Vá tranqüila!
O casal afastou-se com a expressão dum sublime noivado.
Nosso orientador inclinou-se para nós e falou:
– Observam vocês como a felicidade divina se manifesta no
sono dos justos? Poucas almas encarnadas conheço com a ventura
desta mulher admirável, que tem sabido aprender a ciência do
sacrifício individual.
CONTINUA AMANHÃ
sábado, 26 de maio de 2012
CARIDADE
PEDIDO DE CARIDADE
Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados.
São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas.
Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados.
O Lar necessita de:
ALIMENTOS – MATERIAL DE LIMPEZA – FRALDAS GERIÁTRICAS (TAMANHO M E G) – ROUPAS (FEMININA E MASCULINA) – LENÇÓIS – INGREDIENTE PARA MINGAU.
CONTATO:- FREI FLORISVALDO
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CONSELHO DO DIA
Não me fale, pois, Moisés, mas vós, Senhor meu Deus, Verdade eterna, para que não morra sem ter alcançado fruto algum, se só for admoestado por fora e não abrasado interiormente; e não seja minha condenação a palavra ouvida e não praticada, conhecida e não amada, criada e não observada.
Falai, pois, Senhor, que o vosso servo escuta; porque possuís palavras de vida eterna (1 Rs 3,10; Jo 6,69).
Falai-me para consolação de minha alma e emenda de minha vida, também para louvor, glória e perpétua honra vossa.
( Que a verdade fala dentro de nós, sem estrépito de palavras)
PENSAMENTO DO DIA
O sábio não é o homem que fornece as respostas verdadeiras, é o que formula as perguntas verdadeiras.
Autor: Desconhecido
OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CAPÍTULO 36
MÃE E FILHOS
No comentário evangélico, eu recolhia observações interessantes.
Tal como no caso de Ismália, quando lhe ouvíamos a
sublime melodia, a interpretação de Fábio estava cheia de maravilhas
espirituais que transcendiam à capacidade receptiva de Dona
Isabel.
A viúva de Isidoro parecia deter tão somente uma parte.
Desse modo, as crianças recebiam a lição de acordo com as
possibilidades mediúnicas da palavra materna, enquanto que a nós
outros se propiciava o ensinamento com maravilhoso conteúdo de
beleza.
Sempre solícito, o instrutor esclareceu:
– Não se admirem do fenômeno! cada qual receberá a luz espiritual
conforme a própria capacidade. Há muitos companheiros
nossos, aqui reunidos, que registram o comentário de Fábio com
mais dificuldade que as próprias crianças. Experimentam, ainda,
grandes limitações.
Havia grande respeito em todos os desencarnados presentes.
Fábio Aleto sentou-se em plano superior, ao passo que Isidoro
se acomodava junto da esposa, no impulso afetivo do pai que
se aproxima, solícito, para a conversação carinhosa com os filhos
bem-amados.
Nesse instante, a pequenina Marieta, que parecia haver atingido
os sete anos, aproveitando o momento de palavra livre, perguntou
à mãezinha, em tom comovedor:
– Mamãe, se Jesus é tão bom, porque estamos comendo só
uma vez por dia, aqui em casa? Na casa de Dona Fausta, eles
fazem duas refeições, almoçam e jantam.
Neli me contou que no
tempo de papai também fazíamos assim, mas agora... Porque
será?
A viúva esboçou um sorriso algo triste e falou:
– Ora, Marieta, você vive muito impressionada com essa
questão. Não devemos, filhinha, subordinar todos os pensamentos
às necessidades do estômago. Há quanto tempo estamos tomando
nossa refeição diária e gozando boa saúde?
Quanto benefício
estaremos colhendo com esta frugalidade de alimentação?
Joaninha interveio, acrescentando:
– Mamãe tem toda a razão. Tenho visto muita gente adoecer
por abuso da mesa.
– Além disso – acentuou Dona Isabel, confortada –, vocês
devem estar certos de que Jesus abençoa o pão e a água de todas
as criaturas que sabem agradecer as dádivas divinas. É verdade
que Isidoro partiu antes de nós, mas nunca nos faltou o necessário.
Temos nossa casinha, nossa união espiritual, nossos bons
amigos.
Convençam-se de que o papai está trabalhando ainda por
nós.
Nessa altura da palestra, dada a nossa comoção, Isidoro enxugou
os olhos úmidos.
Noemi, a caçula pequenina, falou em voz infantil:
– É mesmo, é verdade! eu vi papai ajudando a segurar o bolo
que Dona Cora nos trouxe domingo.
– Também vi, Noemi – disse Dona Isabel, de olhos vivamente
brilhantes –, papai continua auxiliando-nos.
E voltando-se para todos, acentuou:
– Quando sabemos amar e esperar, meus filhos, não nos separamos
dos entes queridos que morrem para a vida física. Tenhamos
certeza na proteção de Jesus!...
Marieta, parecendo agora absolutamente tranqüila, assentiu:
Quando a senhora fala, mamãe, eu sinto que tudo é verdade!
Como Jesus é bom! E se nós não tivéssemos a senhora?
Tenho
visto os pequenos mendigos abandonados.
Talvez não comam
coisa alguma, talvez não tenham amigos como os nossos! Ah!
como devemos ser agradecidos ao Céu!...
A viúva, que se confortava visivelmente, ouvindo aquelas palavras,
exclamou com profunda emoção:
– Muito bem, minha filha! Nunca deveremos reclamar e sim
louvar sempre. E possivelmente não saberia você compreender a
situação, se estivéssemos em mesas lautas.
Observei, porém, que o menino não compartilhava aquele dilúvio
de bênçãos.
Entre Dona Isabel e as quatro filhinhas havia
permuta constante de vibrações luminosas, como se estivessem
identificadas no mesmo ideal e unidas numa só posição; mas o
rapazote permanecia espiritualmente distante, fechado num círculo
de sombras.
De quando em quando, sorria irônico, insensível à
significação do momento.
Valendo-se da pausa mais longa, ele
perguntou à genitora, menos respeitosamente:
– Mamãe, que entende a senhora por pobreza?
Dona Isabel respondeu, muito serena:
– Creio, meu filho, que a pobreza é uma das melhores oportunidades
de elevação, ao nosso alcance.
Estou convencida de que
os homens afortunados têm uma grande tarefa a cumprir, na Terra,
mas admito que os pobres, além da missão que lhes cabe no
mundo, são mais livres e mais felizes.
Na pobreza, é mais fácil
encontrar a amizade sincera, a visão da assistência de Deus, os
tesouros da natureza, a riqueza das alegrias simples e puras.
É
claro que não me refiro aos ociosos e ingratos dos caminhos terrenos.
Refiro-me aos pobres que trabalham e guardam a fé.
O
homem de grandes possibilidades financeiras muito dificilmente
saberá discernir entre a afeição e o interesse mesquinho; crente de que tudo pode, nem sempre consegue entender a divina proteção;
pelo conforto viciado a que se entrega, as mais das vezes se afasta
das bênçãos da Natureza; e em vista de muito satisfazer aos próprios
caprichos, restringe a capacidade de alegrar-se e confiar no
mundo.
Apesar da beleza profunda daquela opinião, o rapazola permaneceu
impassível, respondendo algo contrariado:
– Infelizmente, não posso concordar com a senhora.
Até os
garotos do jardim de infância pensam de modo contrário.
Dona Isabel mudou a expressão fisionômica, assumiu a atitude
de quem instrui com a noção de responsabilidade, e acentuou:
– Não estamos aqui num jardim de infância, meu filho.
Estamos
no jardim do lar, competindo-nos saber que as flores são
sempre belas, mas que a vida não pode prosseguir sem a bênção
dos frutos. Por onde andarmos no mundo, receberemos muitos
alvitres da mentira venenosa.
É preciso vigiar o coração, Joãozinho,
valorizando as bênçãos que Jesus nos envia.
O rapazinho, entretanto, demonstrando enorme rebeldia íntima,
tornou:
– A senhora não considera razoável alugar este salão a fim de
termos algum dinheiro a mais?
Estive conversando, ontem, com o
“seu” Maciel, quando vim da escola.
Ele nos pagaria bem, para ter
aqui um depósito de móveis.
Dona Isabel, de ânimo decidido, respondeu com energia, sem
irritação:
– Você deve saber, meu filho, que enquanto respeitarmos a
memória de seu pai, este salão será consagrado às nossas atividades
evangélicas.
Já lhes contei a história do nosso culto doméstico
e não desejo que vocês sejam cegos às bênçãos do Cristo.
Mais
tarde, Joãozinho, quando você entrar diretamente na luta material,
se for agradável ao seu temperamento, construa casas para alugar;
Os
mas agora, meu filho, é indispensável que você considere este
recanto como algo de sagrado para sua mamãe.
– E se eu insistir? – perguntou, mal humorado, o pequeno orgulhoso.
A viúva, muito calma, esclareceu firme:
– Se você insistir, será punido, porque eu não sou mãe para
criar ilusões perigosas ao coração dos filhinhos que Deus me
confiou.
Se muito amo a vocês, precisarei incliná-los ao caminho
reto.
O pequeno quis retrucar, mas a luz emitida pelo tórax de Dona
Isabel, ao que me pareceu, confundiu-lhe o espírito rebelde e
vi-o calar-se, a contragosto, amuado e enraivecido.
Admirei,
então, profundamente, aquela bondosa mulher, que se dirigia à
filha mais velha como amiga, às filhinhas mais novas como mãe,
e ao filho orgulhoso como instrutora sensata e ponderada.
Aniceto, que também se mostrava satisfeito, disse-nos em
tom significativo:
– O Evangelho dá equilíbrio ao coração.
A pequena Neli, amedrontada, pediu, humilde:
– Mamãe, não deixe Joãozinho alugar a sala!
A viúva sorriu, acariciou o rostinho da filha e asseverou:
– Joãozinho não fará isso, saberá compreender a mamãe.
Não
falemos mais neste assunto, Neli.
E fixando o relógio, dirigiu-se à primogênita:
– Joaninha, minha filha, ore agradecendo, em nosso nome.
Nosso horário está findo.
A jovem, com expressão nobre e carinhosa, agradeceu ao Senhor,
tocando-nos os corações.
CONTINUA AMANHÃ
sexta-feira, 25 de maio de 2012
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de
Cristo lhe dá para hoje:
Quando o homem começa a entibiar, logo teme o menor trabalho e anseia as consolações exteriores.
Quando, porém, começa deveras a vencer-se e andar com ânimo no caminho de Deus, leves lhe parecem as coisas que antes achava onerosas.
( Da mente pura e da intenção simples)
MENSAGEM DIÁRIA
Sucesso é saber aonde você quer ir, para isso você precisa saber onde estar e como chegar lá.
Autor: Desconhecido
OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CAPÍTULO 35
CULTO DOMÉSTICO
Nas primeiras horas da noite, Dona Isabel abandonou a agulha
e convidou os filhinhos para o culto doméstico.
Notando o interesse que me despertavam as crianças, Aniceto
explicou:
– As meninas são entidades amigas de “Nosso Lar”, que vieram
para serviço espiritual e resgate necessário, na Terra.
O mesmo,
porém, não acontece ao pequeno, que procede de região
inferior.
De fato, eu identificava perfeitamente a situação, O rapazola
não se revestia de substância luminosa e atendia ao convite materno,
não como quem se alegra, mas como quem obedece.
Com tamanha naturalidade se sentaram todos em torno da
mesa, que compreendi a antigüidade daquele abençoado costume
familiar.
A filha mais velha, que atendia por Joaninha, trazia
cadernos de anotações e recortes de jornais.
A viúva sentou-se à cabeceira e, após meditar breves instantes,
recomendou à pequena Neli, de nove anos, fizesse a oração
inicial do culto, pedindo a Jesus o esclarecimento espiritual.
Todos os trabalhadores invisíveis sentaram-se, respeitosos.
Isidoro
e alguns companheiros mais íntimos do casal permaneceram
ao lado de Dona Isabel, sendo quase todos vistos e ouvidos
por ela.
Tão logo começou aquele serviço espiritual da família, as luzes
ambientes se tornaram muito mais intensas.
Profunda sensação de paz envolvia-me o coração.
A pequena Neli, em voz comovente, fez a prece: Senhor, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos
Céus.
Se está em vosso santo desígnio que recebamos mais luz,
permiti, Senhor, tenhamos bastante compreensão no trabalho
evangélico!
Dai-nos o pão da alma, a água da vida eterna! Sede
em nossos corações, agora e sempre.
Assim seja!...
Dona Isabel pediu à filha mais velha lesse uma página instrutiva
e consoladora e, em seguida, algum fato interessante do noticiário
comum, ao que Joaninha atendeu, lendo pequeno capitulo
de um livro doutrinário sobre a irreflexão, e um episódio triste de
jornal leigo.
A primogênita de Isidoro, que revelava muita doçura
e afabilidade, parecia impressionada.
Tratava-se de uma jovem de
bairro distante, vitima de suicídio doloroso.
O repórter gravara a
cena com característicos muito fortes.
A leitora estava trêmula,
sensibilizada.
Assim que Joaninha terminou, Dona Isabel abriu o Novo Testamento,
como se estivesse procedendo ao acaso, mas, em verdade,
eu via que Isidoro, do nosso plano, intervinha na operação,
ajudando a focalizar o assunto da noite.
A seguir, fixou o olhar na
página pequenina e falou:
– A mensagem-versículo de hoje, meus filhos, está no capítulo
13 do Evangelho de São Mateus.
E lendo o versículo 31, fê-lo em voz alta:
– “Outra parábola lhes propôs, dizendo: – O Reino dos Céus é
semelhante ao grão de mostarda que o homem tomou e semeou no
seu campo.”
Observei, então, um fenômeno curioso.
Um amigo espiritual,
que reconheci de nobilíssima condição, pelas vestes resplandecentes,
colocou a destra sobre a fronte da generosa viúva.
Antes que lhe perguntasse, Aniceto explicou em voz quase
imperceptível: Aquele é o nosso irmão Fábio Aleto, que vai dar a interpretação
espiritual do texto lido.
Os que estiverem nas mesmas condições
dele, poderão ouvir-lhe os pensamentos; mas, os que estiverem
em zona mental inferior, receberão os valores interpretativos,
como acontece entre os encarnados, isto é, teremos a luz
espiritual do verbo de Fábio na tradução do verbo materializado
de Isabel.
Nosso mentor não poderia ser mais explícito. Em poucas palavras
fornecera-me a súmula da extensa lição.
Notei que a viúva de Isidoro entrara em profunda concentração
por alguns momentos, como se estivesse absorvendo a luz que
a rodeava.
Em seguida, revelando extraordinária firmeza no olhar,
iniciou o comentário:
– “Lemos hoje, meus filhos, uma página sobre a irreflexão e a
notícia de um suicídio em tristíssimas circunstâncias.
Afirma o
jornal que a jovem suicida se matou por excessivo amor; entretanto,
pelo que vimos aprendendo, estamos certos de que ninguém
comete erros por amar verdadeiramente.
Os que amam, de fato,
são cultivadores da vida e nunca espalham a morte.
A pobrezinha
estava doente, perturbada, irrefletida.
Entregou-se à paixão que
confunde o raciocínio e rebaixa o sentimento.
E nós sabemos que,
da paixão ao sofrimento, ou à morte, não é longa a distância.
Lembremos, todavia, essa amiga desconhecida, com um pensamento
de simpatia fraternal.
Que Jesus a proteja nos caminhos
novos.
Não estamos examinando um ato, que ao Senhor compete
julgar, mas um fato, de cuja expressão devemos extrair o ensinamento
justo.
“A mensagem evangélica desta noite assevera, pela palavra
do nosso Divino Mestre aos discípulos, que o reino dos céus é
também “semelhante ao grão de mostarda que o homem tomou e
semeou no seu coração”.
Devemos ver, neste passo, meus filhos, a
lição das coisas mínimas.
A esfera carnal onde vivemos está
repleta de irreflexões de toda sorte.
Raras criaturas começam a
refletir seriamente na vida e nos deveres, antes do leito da morte
física.
Não devemos fixar o pensamento tão só nessa jovem que se
suicidou em condições tão dramáticas, ao nos referirmos aos
ensinos de agora.
Há homens e mulheres, com maiores responsabilidades,
em todos os bairros, que evidenciam paixões nefastas e
destruidoras no campo dos sentimentos, dos negócios, das relações
sociais.
As mentes desequilibradas pela irreflexão permanecem,
neste mundo, quase por toda a parte.
É que nos temos descuidado
das coisas pequeninas.
Grande é o oceano, minúscula é a
gota, mas o oceano não é senão a massa das gotas reunidas.
Falanos
o Mestre, em divino simbolismo, da semente de mostarda.
Recordemos que o campo do nosso coração está cheio de ervas
espinhosas, demorando, talvez, há muitos séculos, em terrível
esterilidade.
Naturalmente, não deveremos esperar colheitas milagrosas.
É indispensável amanhar a terra e cuidar do plantio.
A
semente de mostarda, a que se refere Jesus, constitui o gesto, a
palavra, o pensamento da criatura.
“Há muitas pessoas que falam bastante em humildade, mas
nunca revelam um gesto de obediência.
Jamais realizaremos a
bondade, sem começarmos a ser bons.
Alguma coisa pequenina há
de ser feita, antes de edificarmos as grandes coisas.
O Senhor
ensinou, muitas vezes, que o reino dos céus está dentro de nós.
Ora, é portanto em nós mesmos que devemos desenvolver o trabalho
máximo de realização divina, sem o que não passaremos de
grandes irrefletidos.
A floresta também começou de sementes
minúsculas.
E nós, espiritualmente falando, temos vivido em
densa floresta de males, criados por nós mesmos, em razão da
invigilância na escolha de sementes espirituais.
A palestra de uma
hora, o pensamento de um dia, o gesto de um momento, podem
representar muito em nossas vidas.
Tenhamos cuidado com as
coisas pequeninas e selecionemos os grãos de mostarda do reino
dos céus.
Lembremos que Jesus nada ensinou em vão. Toda vez que ‘pegarmos’ desses grãos, consoante a Palavra Divina, semeando-os no campo íntimo, receberemos do Senhor todo o auxilio
necessário.
Conceder-nos-á a chuva das bênçãos, o sol do amor
eterno, a vitalidade sublime da esfera superior.
Nossa semeadura
crescerá e, em breve tempo, atingiremos elevadas edificações.
Aprendamos, meus filhos, a ciência de começar, lembrando a
bondade de Jesus a cada instante.
O Mestre não nos desampara,
segue-nos amorosamente, inspira-nos o coração.
Tenhamos, sobretudo,
confiança e alegria!”
Reparei que Fábio retirou a mão da fronte da viúva e observei
que ela entrava a meditar, como quem sentira o afastamento da
idéia em curso.
Havia grande comoção na assembléia invisível às crianças
que, por sua vez, também pareciam impressionadas.
Dona Isabel voltou a contemplar maternalmente os filhos, e
falou:
– Procuremos, agora, conversar um pouco.
CONTINUA AMANHÃ
quinta-feira, 24 de maio de 2012
CONSELHO DO DIA
Graças vos sejam dadas, Senhor, porque de vós procede todo o bem que me sucede.
Mas eu sou vaidade e nada, diante de vós, sou homem frágil e inconstante.
De que posso, pois, gloriar-me, ou por que desejo ser estimado?
Porventura do meu nada?
Isso seria o cúmulo da vaidade.
Verdadeiramente a vanglória é peste maligna e a pior das vaidades, porque nos aparta da glória verdadeira e nos priva da graça celestial.
Porquanto, desde que o homem agrada a si, desagrada a vós, e quando aspira aos humanos louvores, perde as verdadeiras virtudes.
( Que o homem por si mesmo nada tem de bom e de nada se pode gloriar)
PENSAMENTO DO DIA
Não perguntes a felicidade quem ela é, nem de onde venho... Apenas, abra a porta para que entre... E feche-a para que não fuja.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
Quando se ama de verdade, nem sempre a reciprocidade é tudo. O importante é que o ser amado, esteja infinitamente Feliz.
Autor: Desconhecido
OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CAPÍTULO 34
OFICINA DE NOSSO LAR
Entre dezoito e dezenove horas, atingimos uma casa singela
de bairro modesto. No longo percurso, através de ruas movimentadas,
surpreendia-me, sobremaneira, por se me depararem quadros
totalmente novos. Identificava, agora, a presença de muitos
desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos de transeuntes
vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muitos dependuravam-
se a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes.
Alguns, em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras
nuvens escuras que houvessem baixado repentinamente ao
solo.
Assustei-me.
Não havia anotado tais ocorrências nas excursões
anteriores ao círculo carnal.
Aniceto, porém, explicou que
não fora vão o auxílio recebido para intensificação do poder visual.
Estávamos em tarefa de observação ativa, com vistas ao aprendizado.
Não dissimulava, entretanto, minha surpresa.
As sombras sucediam-
se umas às outras e posso assegurar que o número de
entidades inferiores, invisíveis ao homem comum, não era menor,
nas ruas, ao de pessoas encarnadas, em contínuo vaivém.
Não
havia, ali, a serenidade dos ambientes de “Nosso Lar”, nem a
calma relativa do Posto de Socorro de Campo da Paz.
Receios
imprevistos instalavam-se-me n'alma, desagradáveis choques
íntimos assaltavam-me o coração, sem que lhes pudesse localizar
a procedência.
Tinha a impressão nítida de havermos mergulhado
num oceano de vibrações muito diferentes, onde respirávamos
com certa dificuldade.
Nosso instrutor esclarecia que, com o
tempo, seriam dilatados nossos poderes de resistência e que as
penosas sensações experimentadas obedeciam à circunstância de
ser aquela a primeira vez que descíamos ao ambiente da Crosta
em serviço de análise mais intenso.
Recomendava-nos bom ânimo
e, sobretudo, a conservação da fortaleza mental, ante quaisquer
quadros menos estimáveis que nos defrontassem de imprevisto. A
eficiência do auxilio, exclamava ele, necessita educação persistente.
Não seria possível ajudar alguém, prendendo-nos a fraquezas
de qualquer espécie.
Os conselhos de Aniceto acalmavam-nos a alma surpreendida
e inquieta, e eu tudo fazia, no íntimo, para ajustar-me aos alvitres
do bondoso orientador, mesmo porque asseverava ele que diversos
companheiros adiavam nobres realizações, em virtude das
manifestações de injustificável receio.
Aquela residência de aspecto tão humilde, que alcançávamos,
agora, proporcionava-me cariciosa impressão de conforto.
Estava
lindamente iluminada por clarões espirituais, que recordavam
precisamente nossa cidade tão distante.
Fundamente surpreendido,
reparei que o nosso orientador se detivera.
Notando a nossa admiração,
Aniceto indicou a casa pobre, e falou:
– Teremos aqui o nosso refúgio.
É uma oficina que representa
“Nosso Lar”.
Profundo assombro empolgou-me o íntimo, mas não tive ensejo
para indagações. Precisava seguir o instrutor, que tomara a
direção da casa pequenina.
Aproximamo-nos do jardim que rodeava
a construção muito simples e, estupefato, observei que numerosos
companheiros espirituais assomavam à janela, saudando-nos
alegremente.
Que significava tudo aquilo?
De outras vezes, visitara minha
cidade e meu antigo lar, mas nunca vira tal coisa.
Aniceto compreendeu-me a perplexidade e explicou:
– Os irmãos que nos saúdam são trabalhadores espirituais que
se abrigam nesta tenda de amor.
Os
Um cavalheiro muito simpático e acolhedor abriu-nos a porta.
Este pormenor foi outra nota imprevista.
Tal não sucedia
quando voltava à minha velha casa terrena.
As portas cerradas não
me ofereciam obstáculos.
Ali, porém, vigorava um sistema vibratório
de vigilância que eu não conhecia, até então.
Nosso instrutor envolveu o anfitrião num abraço amistoso,
apresentando-nos em seguida.
– Aqui, meu caro Isidoro – disse a indicar-nos, carinhoso –,
são nossos amigos Vicente e André, novos cooperadores de serviço,
em “Nosso Lar”.
– Muito bem! muito bem! – exclamou Isidoro, abraçando-nos
– nossas atividades precisam de trabalhadores operosos.
Entrem!
E acrescentou, hospitaleiro:
– A casa pertence a todos os cooperadores fiéis do serviço
cristão.
Era a primeira vez que eu via uma entidade espiritual com tão
segura chefia de uma casa terrestre.
Penetramos o ambiente modesto.
Altamente surpreendido, reparei o interior.
A paisagem material
mostrava alguns móveis singelos, velhos quadros a óleo nas
paredes alvas, velha máquina de costura movimentada por uma
jovem aparentando dezesseis anos, um rapazote de doze anos
presumíveis, atento a cadernetas de exercício escolar, três crianças
de nove, sete e cinco anos, aproximadamente, e, como figura
central do grupo doméstico, uma senhora de quarenta anos, mais
ou menos, tricoteando uma blusa.
Notei, porém, que da fronte, do
tórax, do olhar e das mãos dessa senhora irradiava-se luz incessante
que me não permitia sofrear minhas expressões admirativas.
Aniceto designou-a, respeitoso, e falou: Temos, aqui, a nossa irmã Isabel.
Para os olhos humanos
ela é a viúva de Isidoro, mas para nós é uma servidora leal nas
atividades da fé.
Reparei que Dona Isabel parecia, de algum modo, registrar a
nossa presença, acusando certa surpresa no olhar, mas Aniceto
adiantou-se, esclarecendo:
– Nossa amiga é senhora de grande vidência psíquica, mas os
benfeitores que nos orientam os esforços recomendam não se lhe
permita a visão total do que se passa em torno de suas faculdades
mediúnicas.
O conhecimento exato da paisagem espiritual, em
que vive, talvez lhe prejudicasse a tranqüilidade.
Isabel, portanto,
apenas pode ver, mais ou menos, a vigésima parte dos serviços
espirituais em que colabora, de modo direto...
A essa altura, Isidoro nos indicou pequena sala ao lado, e falou
a Aniceto em particular:
– Desculpem-me se não lhes posso acompanhar no repouso
necessário. Descansem, contudo, à vontade.
Tenho serviços urgentes
na recepção de outros amigos.
Nosso mentor agradeceu, comovidamente, e, acompanhandoo,
alcançamos modesto salão pobremente mobiliado, mas quase
repleto de entidades evolvidas em conversação edificante.
Confortadoras luzes brilhavam em todos os recantos.
Havia
ali um velho relógio, tosca mesa de grandes proporções, uma
dúzia de cadeiras e alguns bancos rústicos.
A claridade espiritual reinante, todavia, era de maravilhoso
efeito. Muita gente esclarecida e generosa do plano invisível aos
humanos aí se reunia.
Aniceto cumprimentou os grupos que lhe
eram mais íntimos, de modo especial, e apresentou-nos com a
bondade de sempre.
Sentindo-nos a admiração, esclareceu, quando nos vimos
mais a sós num canto do salão:
Estamos numa oficina de “Nosso Lar”. Isidoro e Isabel edificaram-
na, num ato de heroísmo e fé, tendo saído de nossa cidade
para essa tarefa, vai para mais de quarenta anos.
Graças a Deus,
ambos têm vencido, galhardamente, árduas provas, e mantêm seus
compromissos corajosamente, em serviço na Crosta.
Há três anos,
voltou ele para nossa esfera, e contudo, graças ao altruísmo da
esposa e aos vínculos de amor espiritual que conservam acima de
todas as expressões físicas, continuam estreitamente unidos, como
no primeiro dia do reencontro na existência material.
Dada esta
circunstância invulgar, as autoridades de “Nosso Lar” concederam-
lhe permissão para continuar nesta casa como esposo amigo,
pai devotado, sentinela vigilante e trabalhador fiel.
E, observando talvez a nossa maior surpresa, Aniceto acrescentou:
– Sim, amigos, o acaso não define responsabilidades nem atende
a construção séria.
A edificação espiritual pede esforço e
dedicação.
Assim como os navios do mundo necessitam de âncoras
firmes para atenderem eficientemente à sua tarefa nos portos,
também nós precisamos de irmãos corajosos e abnegados que
façam o papel de âncoras entre as criaturas encarnadas, a fim de
que, por elas, possam os grandes benfeitores da Espiritualidade
Superior se fazerem sentir entre os homens ainda animalizados,
ignorantes e infelizes.
CONTINUA AMANHÃ
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