A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
PENSAMENTO DO DIA
As leis são como rede, que interceptam pequenas moscas, mas permitem a passagem de vespas e maribondos.
Autor: Desconhecido
A CAMINHO DA LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 13
CONTINUAÇÃO
XII
A vinda de Jesus
A MANJEDOURA
A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.
Começava a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações.
Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, têm sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.
O CRISTO E OS ESSÊNIOS
Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do seu messianismo de amor e de redenção. As próprias esferas mais próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da Humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas.
O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas
essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.
CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS DE ISRAEL
Do seu divino apostolado nada nos compete dizer em acréscimo das tradições que a cultura evangélica apresentou em todos os séculos posteriores à sua vinda à Terra, reafirmando, todavia, que a sua lição de amor e de humildade foi única em todos os tempos da Humanidade.
Dele asseveraram os profetas de Israel, muito tempo antes da
manjedoura e do calvário: - "Levantar-se-á como um arbusto verde, vivendo na ingratidão de um solo árido, onde não haverá graça nem beleza. Carregado de opróbrios e desprezado dos homens, todos lhe voltarão o rosto. Coberto de ignomínias, não merecerá consideração. É que Ele carregará o fardo pesado de nossas culpas e de nossos sofrimentos, tomando sobre si todas as nossas dores. Presumireis na sua figura um homem vergando ao peso da cólera de Deus, mas serão os nossos pecados que o cobrirão de chagas sanguinolentas e as suas feridas hão de ser a nossa redenção. Somos um imenso rebanho desgarrado, mas, para nos reunir no caminho de Deus, Ele sofrerá o peso das nossas iniquidades. Humilhado e ferido, não soltará o mais leve queixume, deixando-se conduzir como um cordeiro ao sacrifício. O seu túmulo passará como o de um malvado e a sua morte como a de um ímpio.
Mas, desde o momento em que oferecer a sua vida, verá nascer uma posteridade e os interesses de Deus hão de prosperar nas suas mãos."
A GRANDE LIÇÃO
Sim, o mundo era um imenso rebanho desgarrado. Cada povo fazia da religião uma nova fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos religiosos do Oriente caminhavam para o terreno franco da dissolução e da imoralidade; mas o Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Sua palavra, mansa e generosa, reunia todos os infortunados e todos os pecadores.
Escolheu os ambientes mais pobres e mais desataviados para viver a intensidade de suas lições sublimes, mostrando aos homens que a verdade dispensava o cenário suntuoso dos areópagos, dos fóruns e dos templos, para fazer-se ouvir na sua misteriosa beleza. Suas pregações, na praça pública, verificam-se a propósito dos seres mais desprotegidos e desclassificados. como a demonstrar que a sua palavra vinha reunir todas as criaturas na mesma vibração de fraternidade e na mesma estrada luminosa do amor. Combateu pacificamente todas as violências oficiais do judaísmo, renovando a Lei Antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão. Espalhou as mais claras visões da vida imortal, ensinando às criaturas terrestres que existe algo superior às pátrias, às bandeiras, ao sangue e às leis humanas. Sua palavra profunda, enérgica e misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das ciências e já teria irmanado todas as religiões da Terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção.
A PALAVRA DIVINA
Não nos compete fornecer uma nova interpretação das palavras eternas do Cristo, nos Evangelhos. Semelhante interpretação está feita por quase todas as escolas religiosas do mundo, competindo apenas às suas comunidades e aos seus adeptos a observação do ensino imortal, aplicando-a a si próprios, no mecanismo da vida de relação, de modo que se verifique a renovação geral, na sublime exemplificação, porque, se a manjedoura e a cruz constituem ensinamento inolvidável, muito mais devem representar, para nós outros, os exemplos do Divino Mestre, no seu trato com as vicissitudes da vida terrestre.
De suas lições inesquecíveis, decorrem consequências para todos os departamentos da existência planetária, no sentido de se renovarem os institutos sociais e políticos da Humanidade, com a transformação moral dos homens dentro de uma nova era de justiça econômica e de concórdia universal.
Pode parecer que as conquistas do verdadeiro Cristianismo sejam ainda remotas, em face das doutrinas imperialistas da atualidade, mas é preciso reconhecer que dois mil anos já dobaram sobre a palavra divina.
Dois mil anos em que os homens se estraçalharam em seu nome, inventando bandeiras de separatividade e destruição. Incendiaram e trucidaram, em nome dos seus ensinos de perdão e de amor, massacrando esperanças em todos os corações. Contudo, o século que passa deve assinalar uma transformação visceral nos departamentos da vida. A dor completará as obras generosas da verdade cristã, porque os homens repeliram o amor em suas cogitações de progresso.
CREPÚSCULO DE UMA CIVILIZAÇÃO
Uma nuvem de fumo vem-se formando, há muito tempo, nos horizontes da Terra cheia de indústrias de morte e destruição. Todos os países são convocados a conferirem os valores da maturação espiritual da Humanidade, verificada no orbe há dois milênios. O progresso científico dos povos e as suas mais nobres e generosas conquistas são reclamados pelo banquete do morticínio e da ambição, e, enquanto a política do mundo
se sente manietada ante os dolorosos fenômenos do século, registram-se nos espaços novas atividades de trabalho, porque a direção da Terra está nas mãos misericordiosas e augustas do Cordeiro.
O EXEMPLO DO CRISTO
Sem nos referirmos, porém, aos problemas da política transitória do mundo, lembremos, ainda, que a lição do Cristo ficou para sempre na Terra, como o tesouro de todos os infortunados e de todos os desvalidos.
Sua palavra construiu a fé nas almas humanas, fazendo-lhes entrever os seus gloriosos destinos. Haja necessidade e tornaremos a ver a crença e a esperança reunindo-se em novas catacumbas romanas, para reerguerem o sentido cristão da civilização da Humanidade.
É, muitas vezes, nos corações humildes e aflitos que vamos encontrar a divina palavra cantando o hino maravilhoso dos bem aventurados.
E, para fechar este capítulo, lembrando a influência do Divino Mestre em todos os corações sofredores da Terra, recordemos o episódio do monge de Manilha, que, acusado de tramar a liberdade de sua pátria contra o jugo dos espanhóis, é condenado à morte e conduzido ao cadafalso.
No instante do suplício, soluça desesperadamente o mísero condenado - “Como, pois, será possível que eu morra assim inocente”?
Onde está a justiça? Que fiz eu para merecer tão horrendo suplício?"
Mas um companheiro corre ao seu encontro e murmura-lhe aos
ouvidos: - "Jesus também era inocente!..."
Passa, então, pelos olhos da vítima, um clarão de misteriosa beleza.
Secam-se as lágrimas e a serenidade lhe volta ao semblante macerado, e, quando o carrasco lhe pede perdão, antes de apertar o parafuso sinistro,
ei-lo que responde resignado: - "Meu filho, não só te perdoo como ainda te peço cumpras o teu dever."
CONTINUA AMANHÃ
domingo, 1 de abril de 2012
MENSAGEM DOMINICAL
AMAR O PRÓXIMO
Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso. Isso foi escrito pelo Apóstolo João e nos convida a uma profunda reflexão.
Por que o amor a Deus passa inevitavelmente pelo amor ao próximo? Por que não basta amar a Deus no isolamento das criaturas, ou na indiferença ao semelhante?
Deus, ao nos criar, não nos cria perfeitos, mas oferece as oportunidades e possibilidades de se chegar à perfeição.
E, por grandiosidade de Sua justiça, essa perfeição se alcança por esforço próprio, por dedicação, e jamais por gratuidade ou dom divino, a escolher uns ou outros como mais ou menos amados por Ele e, consequentemente, com mais ou menos virtudes e dons.
Quando lemos a biografia de grandes vultos do amor ao próximo, como Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier ou Irmã Dulce, vemos a exemplificação do exercício no amor ao próximo.
E é natural que questionemos de onde eles retiraram forças para amar incondicional e intensamente, ao longo de toda uma vida?
Aprenderam a amar ao próximo no exercício do amor a que se propuseram, saindo de si mesmos, indo em direção ao outro, encontrando Deus.
O amor a Deus não se constrói de forma mística, transcendental ou isoladamente.
Entendendo isso, Jesus, personificação maior do amor a Deus, nos ensina que toda vez que auxiliarmos, que dermos de comer, que matarmos a sede de nosso irmão, é a Ele mesmo que estaremos fazendo isso.
Convida-nos Jesus a experimentar o exercício do amor a Deus aprendendo a amar ao próximo.
Afirma mesmo o Mestre Galileu que o maior mandamento da Lei de Deus é amar ao Pai, seguido do exercício de amar-se para amar ao próximo.
Se você busca o entendimento das Leis de Deus, de instaurá-Lo na sua intimidade, um bom início será o de olhar para o próximo, no exercício do amor.
Sempre temos recursos e meios de auxiliar, de demonstrar o amor na forma do desvelo, do carinho, da solidariedade ou da compaixão.
Ofereçamos a palavra edificante para incentivar os desvalidos, a presença fraterna para aqueles abandonados na solidão, ouvidos pacientes para um coração aflito com necessidade de desabafar.
Somos convidados ao exercício do amor ao próximo construído na compreensão frente àquele em desatino, em benevolência para o irmão em desequilíbrio ou indulgência na ação precipitada.
São pequenos gestos que se fazem exercícios de amor ao próximo, no objetivo de amar a Deus. Afinal, como nos alerta o Apóstolo João, se não conseguimos compreender nosso irmão, jamais teremos condições de amar e compreender a Deus.
PENSAMENTO DO DIA
Meus olhos me direcionam a vários ângulos da vida, mas meu ser me direciona onde posso ir, e me alerta onde não posso pisar.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
Não há alegria para o coração de um pai, que valha a certeza da felicidade de um filho.
A CAMINHO DA LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 12
CONTINUAÇÃO
XI
Roma
O POVO ETRUSCO
Reconhecendo as dedicações ao trabalho, por parte de todos os Espíritos que se haviam localizado na Itália primitiva, então dividida em duas partes importantes, que eram a Gália Cisalpina e a Magna Grécia, ao norte e ao sul da península, os prepostos e auxiliares de Jesus projetam a fundação de Roma, que se ergueu rapidamente, coroada de lendas numerosas, para desempenhar tão grande papel na evolução do Mundo.
A esse tempo, o Vale do Pó era habitado pelos etruscos, que se viam humilhados pelas constantes invasões dos gauleses. De todos os elementos que formaram os ascendentes da Itália moderna, eram eles dos mais esforçados, operosos e inteligentes Nas regiões da Toscana, possuíam largas indústrias de metais, marinha notável, destacado progresso no amanho da terra e, sobretudo, sentimentos evolvidos que os faziam diferentes das coletividades mais próximas. Acreditavam na sobrevivência e ofereciam sacrifícios às almas dos mortos, venerando os deuses cujas disposições, em cada dia, presumiam conhecer através dos fenômenos comuns da
Natureza. Atormentados e desgostosos em face das lutas reiteradas com os gauleses, os etruscos decidiram tentar vida nova e, guiados indiretamente pelos mensageiros do Invisível, grande parte resolveu fixar-se na Roma do porvir, que, então, nada mais era que um agrupamento de cabanas humildes e desprotegidas.
PRIMÓRDIOS DE ROMA
Defendida naturalmente pelo adensamento constante de população, a cidade mergulhou as suas origens numa corrente profunda de histórias interessantes e maravilhosas, onde as figuras de Enéias, de Réia Sílvia, de Rômulo e Remo assumiram papel saliente e singularíssimo.
A verdade, porém, é que os etruscos, em grande maioria, edificaram as primeiras organizações da cidade, fundando escolas de trabalho, transportando para aí as experiências mais valiosas dos outros povos, criando uma nova terra com o seu esforço enérgico e decidido. Lá encontraram eles as tribos
latinas Ramnenses, Titienses e Lúceres, congregadas para a edificação comum, das quais assumiram a direção por largos anos, construindo os alicerces das realizações futuras.
Quando Rômulo chegou, seus olhos já contemplaram uma cidade próspera e trabalhadora, onde fez valer a sua enérgica inteligência, mas não faltou à posteridade o gosto de tecer-lhe uma coroa lendária e fantasiosa, chegando-se a afirmar que a sua figura fora arrebatada no carro dos deuses, com destino ao Céu.
INFLUÊNCIAS DECISIVAS
Desnecessária será a autópsia da História nos seus pontos mais divulgados e conhecidos, quando o nosso único propósito é esclarecer o entendimento do leitor, quanto à direção do planeta, que se conserva, de fato, no mundo espiritual, de onde o Cristo vela incessantemente pelo orbe
e pelos seus destinos. Todavia, para fundamentar nossa asserção acerca das influências etruscas nos primórdios de Roma, somos levados a recordar a figura de Tarquínio Prisco, filho da Etrúria, que trouxe à cidade grandes reformas e inúmeras inovações em todos os departamentos da sua consolidação e do seu progresso, lembrando, entre as suas muitas renovações, a construção da Cloaca Máxima e do Capitólio. Seu sucessor, Sérvio Túlio, era igualmente da sua família. Este dividiu todo o povo da cidade em classes e centúrias, segundo as possibilidades financeiras de cada um,
desgostando os patrícios, a esse tempo já organizados, em virtude de essa reforma apresentar-se dentro de características liberais, não obstante as suas finalidades militares.
Onde, porém, mais se evidenciam as influências etruscas, nas
organizações romanas, é justamente na alma popular, devotada aos gênios, aos deuses e às superstições de toda espécie, que seriam multiplicadas em seus contatos com a Grécia. Cada família, como cada lar, possuía o seu gênio invisível e amigo, e, na sociedade, alastravam-se as comunidades religiosas, culminando no Colégio dos Pontífices, cuja fundação remonta ao passado longínquo da cidade. Esse Colégio foi depois substituído pelo Pontífice Máximo, chefe supremo das correntes religiosas, do qual os bispos romanos iam extrair, mais tarde, o Vaticano e o Papado dos tempos modernos.
Os romanos, ao contrário dos atenienses, não procuravam muitas indagações transcendentes em matéria religiosa ou filosófica, atendendo somente aos problemas do culto externo, sem muitas argumentações com a lógica, e foi por isso que, com a evolução da cidade, o Panteão, seu templo mais aristocrático, chegou a possuir mais de trinta mil deuses.
OS PATRÍCIOS E OS PLEBEUS
Depois dos últimos Tarquínios, que procuraram intensificar os
poderes militares da realeza, proclama-se a República, que fica governada por dois magistrados patrícios, assistidos pelo Senado. Grandes medidas são executadas para consolidar a supremacia romana, mas as classes pobres, oprimidas pelas mais ricas, que gozavam de todos os direitos, revoltaram-se em face da penosa situação em que as colocavam as possibilidades da ditadura preconizada pelos senadores, em casos especiais com poderes soberanos e amplos em todas as questões da vida e morte de cada um.
Inspirados pelas forças espirituais que os assistiam, os plebeus em massa abandonaram a cidade, retirando-se para o Monte Sagrado, mas os patrícios, examinando a gravidade daquela atitude extrema, lhes enviam Menênio Agripa, cuja palavra se desincumbe com felicidade da diligência que lhe fora cometida, contando aos rebeldes o apólogo dos membros e do estômago, que constituem, no mecanismo de sua harmonia, o perfeito organismo de um corpo. A plebe concorda em regressar à cidade, embora impondo condições quase que irrestritamente aceitas. Os tribunos da plebe inauguram, então, um período de belas conquistas dos direitos humanos, culminando na Lei Canuleia, que permitia o casamento entre
patrícios e plebeus e com a Lei Ogúlnia, que conferia a estes últimos as próprias funções sacerdotais.
A FAMÍLIA ROMANA
Muito poderíamos comentar, à margem da História, mas outros são os nossos fins, considerando-nos no dever de salientar aqui as sagradas virtudes romanas, na instituição do colégio da família, em muitas circunstâncias superior ao da própria Grécia cheia de sabedoria e beleza.
A família romana, em suas tradições gloriosas, está constituída no mais sublime respeito às virtudes heróicas da mulher e na perfeita compreensão dos deveres do homem, ante os seus sucessores e os seus antepassados.
Lembrando-nos de Roma no seu áureo período de trabalho, enchesse-nos ó olhar de lágrimas amargas... Que gênio maldito imiscuiu-se nessa organização sublimada em seus mais íntimos fundamentos, devorando-lhe as esperanças mais nobres, corrompendo-lhe os sentimentos, relaxando-lhe as energias? Que força devastadora derrubou todas as suas estátuas gloriosas de virtude? Debalde, a mão misericordiosa de Jesus desceu sobre a sua fronte, levantando-a de quedas tenebrosas, antes dos tristes espetáculos do seu arrasamento. Os abusos de poder e de liberdade dos seus habitantes fizeram do ninho do amor e do trabalho um amontoado de rumarias, afundando-o num mar de lodo sanguinolento.
AS GUERRAS E A MAIORIDADE TERRESTRE
Em breve, porém, a família romana, cheia das tradições de generosa beleza, foi dilacerada pelos gênios militares e pelos espíritos guerreiros.
O progresso incessante da cidade formava a tendência geral ao expansionismo em todos os domínios.
Entretanto, os pródromos do Direito Romano e a organização da família assinalavam o período da maioridade terrestre. O homem com semelhantes conquistas, estava a desferir o voo para as mais altas esferas espirituais.
As legiões magnânimas do Cristo aprestam-se para as últimas preparações de seus gloriosos caminhos na face do mundo. O Evangelho deveria chegar como a mensagem eterna do amor, da luz e da verdade para todos os seres.
Todavia, a liberdade pessoal e coletiva é respeitada pelo plano invisível e Roma não se mostra digna das numerosas dádivas recebidas.
Em vez de estender os seus laços pela educação e pela concórdia, deixa prender-se por uma legião de espíritos agressivos e ambiciosos, alargando a sua influência pelo mundo com as balistas e catapultas dos seus guerreiros. Depois das conquistas da Península, empreende a conquista do mundo, com as guerras púnicas, terminando por submeter todo o Oriente, onde também se encontrava a Grécia esgotada e vencida.
Os enviados do Cristo harmonizam esses terríveis movimentos no instituto das provações necessárias aos indivíduos e aos seus agrupamentos; todavia, a realidade é que Roma assumia, igualmente, as mais pesadas responsabilidades e os mais penosos débitos, diante da Justiça Divina. Suas águias vitoriosas cruzam, então, todos os mares; o Mediterrâneo é propriedade sua e o Império Romano é o Império do homem, ouvindo-se a voz diretora de um só homem para quase todas as regiões povoadas da Terra.
NAS VÉSPERAS DO SENHOR
As forças do invisível, porém, não descansaram. Muitas lágrimas foram vertidas, no Alto, em vista de tão nefastos acontecimentos.
O Cristo reúne as assembléias de seus emissários. A Terra não
podia perder a sua posição espiritual, depois das conquistas da sabedoria ateniense e da família romana.
É então que se movimentam as entidades angélicas do sistema, nas proximidades da Terra, adotando providências de vasta e generosa importância. A lição do Salvador deveria, agora, resplandecer para os homens, controlando lhes a liberdade com a exemplificação perfeita do amor. Todas as providências são levadas a efeito. Escolhem-se os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade
única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta, e, quando reinava Augusto, na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da Natureza.
A manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria do Natal, a "noite silenciosa, noite santa".
CONTINUA AMANHÃ
sábado, 31 de março de 2012
NOTA DO EDITOR
Encerramos, hoje, uma série de postagem de vídeos sobre o Aborto.
O nosso pensamento não foi de condenar aqueles que já praticaram ou contribuíram para o ABORTO, pensamos em alertar para que não voltem a fazê-lo, assim, também, para aqueles que pensam em fazê-lo pela primeira vez.
Muitas vezes o ABORTO é praticado por desespero, falta de experiência e, até mesmo, por conselhos de amigos, mas, aqueles que assim procedem, devem ter em mente que estão cometendo um assassinato contra o seu próprio filho e com o agravante de ser um inocente e sem condições de defesa.
A nossa Doutrina Espírita alerta, em caráter primordial, para esse monstruoso crime, atualmente, praticado com a maior simplicidade, por grande parte de nossa população.
Esperamos, com a postagem desses vídeos, termos derramado uma gota de alerta nesse oceano de maldade e incompreensão.
Não esqueçamos que só colhemos aquilo que plantamos e os espinhos que agora nos atormentam são os arbustos que plantamos.
PENSAMENTO DO DIA
O sábio não se aflige por não ser conhecido dos homens, ele se aflige por não conhecê-los.
Autor: Confúcio
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