A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Peço, meu Deus, forças para as minhas tarefas, ousadia para olhar de frente o caminho, alegria que me ajude a levar a cabo o que almejo e um íntimo prazer em tudo que veja ou faça
Autor: Dick
MENSAGEM DIÁRIA
A personalidade tem o poder de abrir as portas, mas é o caráter que as mantém abertas
Autor: Desconhecido
PARMASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER - PARTE 8
CONTINUAÇÃO
Álvaro Teixeira de Macedo
ÁLVARO Teixeira de Macedo nasceu no Recife em 13 de janeiro de 1807 e desencarnou em 7 de dezembro de 1849, na Bélgica, onde era encarregado dos negócios do Governo Imperial do
Brasil. Publicou, em livro, um poema heróico-burlesco – “A Festa de Baldo”.
Depois da festa
Não te entregues na Terra à vil mentira,
Desfaze a teia da filáucia humana,
Que a Morte, em breve, humilha e desengana
A demência da carne que delira...
O gozo desfalece à própria gana,
Toda vaidade ao báratro se atira,
Sob a ilusão mendaz chameja a pira
Da verdade, celeste, soberana.
Finda a festa de baldo riso infando,
A alma transpõe o túmulo chorando,
Qual folha solta ao furacão violento.
E quem da luz não fez templo e guarida,
Desce gemendo, de alma consumida,
Ao turbilhão de cinza e esquecimento.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
Amadeu (?)
O mistério da morte
O mistério da morte é o mistério da vida,
Que abandona a matéria exânime e cansada;
Que traz a treva em si e abre a porta dourada
De um mundo que entre nós é a luz desconhecida.
Também tive a minhalma outrora perturbada,
De dúvida, incerteza e angústias consumida,
Mas a morte sanou-me a última ferida
Desfazendo as lições utópicas do Nada.
A morte é simplesmente o lúcido processo
Desassimilador das formas acessíveis
A luz do vosso olhar, empobrecido e incerto.
Venho testemunhar a luz de onde regresso,
Incitando vossa alma aos planos invisíveis,
Onde vive e se expande o Espírito liberto.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
Amaral Ornellas
FUNCIONÁRIO público. Nasceu no Rio de Janeiro em 20 de outubro de 1885 e desencarnou a 5 de janeiro de 1923. Talento brilhante, deixou dois volumes de Poesia, consagrados pela crítica
coeva, além de copiosa literatura teatral e doutrinária.
Ave Maria
Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!
Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.
O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.
Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa mística da fé,
Lírio puro da humildade!
Entre as mulheres sois vós
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas!
Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.
Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.
Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!
O Tempo
O tempo é o campo eterno em que a vida enxameia
Sabedoria e amor na estrada meritória.
Nele o bem cedo atinge a colheita da glória
E o mal desce ao paul de lama, cinza e areia.
Esquece a mágoa hostil que te oprime e alanceia.
Toda amargura é sombra enfermiça e ilusória...
Trabalha, espera e crê... O serviço é vitória
E cada coração recolhe o que semeia.
Dor e luta na Terra – a Celeste Oficina –
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 4
São portas aurorais para a Mansão Divina,
Purifica-te e cresce, amando por vencê-las...
Serve sem perguntar por “onde”, “como” e “quando”,
E, nos braços do Tempo, ascenderás cantando
Aos Píncaros da Luz, no País das Estrelas
CONTINUA AMANHÃ
domingo, 3 de julho de 2011
MENSAGEM SEMANAL
ADVERSIDADES E INSUCESSO
Todos nos encontramos sujeitos ao que se convencionou chamar adversidade. Uma tragédia, uma ocorrência marcante pela dor que produz, um acontecimento nefasto, a perda de uma pessoa querida, constituem infortúnios que maceram. Prejuízos financeiros, danos morais, enfermidades catalogadas como irreversíveis, são adversidades desastrosas em muitas existências. No entanto, se fosse encarada a vida sob o ponto de vista espiritual, o homem compreenderia a razão de tais insucessos e não se entregaria a desastres mais graves, quais a loucura e o suicídio, a fuga pelo álcool ou pelos tóxicos... A existência física não transcorre qual nau sem rumo em mar encapelado. Os atos anteriores e a conduta atual são-lhe mapa e rota para chegar ao destino pelo qual o indivíduo opta. Realmente desastrosos são os males que se praticam em relação ao próximo, pois que eles irão fomentar as adversidades de amanhã, que são os inadiáveis resgates do infrator. Trabalha para te impedires infortúnios, especialmente os atuais, que defluem da insensatez, da malversação de valores, da malquerença. Entretanto, se fores colhido por insucesso de qualquer natureza ou algum sinistro, assume um comportamento de equilíbrio e enfrenta-os com serenidade. Tudo passa, às vezes, mais rápido do que se espera. Contorna os danos causados e, se estiveres ferido no sentimento, confia no tempo, que te pensará a chaga, ajudando-te a sair do embate mais forte e com visão mais clara a respeito da vida. Em qualquer circunstância, projeta-te mentalmente na direção do amanhã, vendo-te feliz como gostarás de estar. Com essa imagem positiva, avança, superando o primeiro momento inditoso, e o próximo, passo a passo, e te surpreenderás vitorioso, no alvo almejado.
Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis / Livro: Episódios Diários
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PENSAMENTO DO DIA
Desarme o coração para a diferença de idéias e deixe que a compreensão encontre naturalmente o lado da razão.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
Você é tão jovem quanto a sua autoconfiança, tão idoso quanto seu medo, tão moço quanto suas esperanças e tão velho quanto seu desespero.
Autor: Desconhecido
PARNASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
Redivivo
Sou o cantor das místicas baladas
Que, em volutas de flores e de incenso,
Achou, no Espaço luminoso e imenso,
O perfume das hóstias consagradas.
Almas que andais gemendo nas estradas
Da amargura e da dor, eu vos pertenço,
Atravessai o nevoeiro denso
Em que viveis no mundo, amortalhadas.
Almas tristes de freiras e sórores,
Sobre quem a saudade despetala
Os seus lírios de pálidos fulgores;
Eu ressurjo nos místicos prazeres,
De vos cantar, na sombra onde se exala
Um perfume de altar e misereres...
Sinos
Escuto ainda a voz dos campanários
Entre aromas de rosas e açucenas,
Vozes de sinos pelos santuários,
Enchendo as grandes vastidões serenas...
E seguindo outros seres solitários,
Retomo velhos quadros, velhas cenas,
Rezando as orações dos Septenários,
Dos Ofícios, dos Terços, das Novenas...
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
A morte que nos salva não nos priva
De ir ao pé de um sacrário abandonado,
Chorar, como inda faz a alma cativa!
Ó sinos dolorosos e plangentes,
Cantai, como cantáveis no passado,
Dizendo a mesma Fé que salva os crentes!
Santa Virgo Vírginum
Sobe da Terra, em ondas luminosas,
Um turbilhão de vozes e de lírios,
Buscando-vos nas Luzes Harmoniosas,
Oh! Virgem da Pureza e dos Martírios!
Imagens de turíbulos e rosas
Aromatizam todos os empíreos...
Há na Terra canções maravilhosas
Entre as luzes e as lágrimas dos círios.
Senhora, o mundo inteiro vos festeja,
Em magnificência ampla e radiosa,
Nos altares simbólicos da Igreja!
Eis, porém, que vos vejo nos caminhos,
Onde a vossa virtude carinhosa
Consola e ampara os fracos pobrezinhos...
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
Alma Eros
O cálice
A chuva benéfica e abundante cai dos céus
Mitigando a sede da terra.
Assim também, o Amado faz chover sobre os homens
Os poderes e as bênçãos.
No entanto, choras e desesperas...
Por que não recolheste a tempo a tua parte?
– Nada vi – responderás...
É porque teus olhos estavam nevoados na atmosfera do sonho.
O Senhor passa todos os dias,
Distribuindo os dons celestiais,
Mas as ânforas do teu coração
vivem transbordando de substâncias estranhas.
Aqui, guardas o vinagre dos desenganos,
Acolá, o envenenado licor dos caprichos.
O Amado é incapaz de violentar a tua alma.
Seu carinho aguarda a confiança espontânea,
Seu coração freme de júbilo,
Na expectativa de entregar-te os tesouros eternos...
Mas, até agora,
Persegues a fantasia e alimentas curiosamente a ilusão.
Todavia, o Amado espera.
E dia virá,
Na estrada longa do destino,
Em que estenderás ao seu amor infinito
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
O cálice do coração lavado e vazio.
O irmão
Por que ajuízas com ironia,
Sobre as obscuridades do irmão
que sobe dificilmente a montanha?
Quando atravessava a floresta
O pobrezinho julgou que o Amado
lhe falava à mente pela voz do trovão
E lhe erigiu altares
Enfeitados de flechas.
Depois,
Quando penetrou noutros círculos,
Acreditou que o Senhor pertencia somente ao seu grupo
E que as outras comunidades humanas eram condenadas...
Lutou, sofreu, feriu-se em dolorosas experiências.
O Amado, porém, jamais o deserdou por isso.
Deu-lhe novas forças,
Concedeu-lhe oportunidades diferentes.
Por vezes,
Buscou-o no fundo dos abismos,
Como pai carinhoso,
Em busca da criancinha abandonada.
De tempos a tempos,
Fê-lo dormir no regaço,
Ao influxo do bendito esquecimento,
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo
Para que o sol do trabalho lhe sorrisse outra vez.
Não observas em seu caminho áspero a tua própria história?
Não atormentes com palavras amargas o irmão que se eleva
Laboriosamente,
Dando ao mundo o que possui de melhor.
Ama-o, faze-lhe o bem que possas.
Se já atingiste
Algum topo de colina,
Contempla as culminâncias que te aguardam
Entre as nuvens,
E estende as mãos fraternas
Àquele que ainda não pode ver o que já vês
CONTINUA AMANHÃ
sábado, 2 de julho de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Os grandes sucessos são sempre atravessados por diversos obstáculos e dificuldades
Autor: Vicente De Paula
MENSAGEM DIÁRIA
Aquilo que escuto, eu esqueço. Aquilo que vejo, eu lembro. Aquilo que faço, eu aprendo
Autor: Desconhecido
PARNASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER = PARTE 5
CONTINUAÇÃO
4
ALBERTO DE OLIVEIRA
CONTINUA AMANHÃ
4
ALBERTO DE OLIVEIRA
Fluminense, nascido em Palmital de Saquarema, em 1859, e falecido em Niterói, em 1937. Farmacêutico, dedicou-se principalmente ao Magistério. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, parnasiano de escol, foi tido como Príncipedos Poetas de sua geração.
Jesus
Quanta vez, neste mundo, em rumo escuro e incerto,
O homem vive a tatear na treva em que se cria!
Em torno, tudo é vão, sobre a estrada sombria,
No pavor de esperar a angústia que vem perto!...
Entre as vascas da morte, o peito exangue e aberto,
Desgraçado viajor rebelado ao seu guia,
Desespera, soluça, anseia e balbucia
A suprema oração da dor do seu deserto.
Nessa grande amargura, a alma pobre, entre escombros,
Sente o Mestre do Amor que lhe mostra nos ombros
A grandeza da cruz que ilumina e socorre;
Do mundo é a escuridão, que sepulta a quimera...
E no escuro bulcão só Jesus persevera,
Como a luz imortal do amor que nunca morre.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 28
Ajuda e passa
Estende a mão fraterna ao que ri e ao que chora:
O palácio e a choupana, o ninho e a sepultura,
Tudo o que vibra espera a luz que resplendora,
Na eterna lei de amor que consagra a criatura.
Planta a bênção da paz, como raios de aurora,
Nas trevas do ladrão, na dor da alma perjura;
Irradia o perdão e atende, mundo afora,
Onde clame a revolta e onde exista a amargura.
Agora, hoje e amanhã, compreende, ajuda e passa;
Esclarece a alegria e consola a desgraça,
Guarda o anseio do bem que é lume peregrino...
Não troques mal por mal, foge à sombra e à vingança,
Não te aflija a miséria, arrima-te à esperança.
Seja a bênção de amor a luz do teu destino.
Do último dia
O homem, no último dia, abatido em seu horto,
Sente o extremo pavor que a morte lhe revela;
Seu coração é um mar que se apruma e encapela,
No pungente estertor do peito quase morto.
Tudo o que era vaidade, agora é desconforto.
Toda a nau da ilusão se destroça e esfacela
Sob as ondas fatais da indômita procela,
Do pobre coração, que é náufrago sem porto.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 29
Somente o que venceu nesse mundo mesquinho,
Conservando Jesus por verdade e caminho,
Rompe a treva do abismo enganoso e perverso!
Onde vais, homem vão? Cala em ti todo alarde,
Foge dessa tormenta antes que seja tarde:
Só Jesus tem nas mãos o farol do Universo
sexta-feira, 1 de julho de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Quando se busca o cume da montanha, não devemos dar importância às pedras do caminho.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
A perseverança sempre foi um dos maiores ingredientes para se vencer na vida.
Autor: Desconhecido
PARMASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
Abel Gomes
CONTINUA AMANHÃ
Abel Gomes
ESCRITOR, poeta e professor, nascido em Minas Gerais a 30 de dezembro de 1877 e falecido a 16 de agosto de 1934. Espírito dinâmico, posto que fisicamente inválido, deixou alguns livros inéditos, dos quais dois já editados pela Federação, além de copiosa obra esparsa.
Temos Jesus
Desaba o Velho Mundo em treva densa
E a guerra, como lobo carniceiro,
Ameaça a verdade e humilha a crença,
Nas torturas de um novo cativeiro.
Mas vós, no turbilhão da sombra imensa,
Tendes convosco o Excelso Companheiro,
Que ama o trabalho e esquece a recompensa
No serviço do bem ao mundo inteiro.
Eis que a Terra tem crimes e tiranos,
Ambições, desvarios, desenganos,
Asperezas dos homens da caverna;
Mas vós tendes Jesus em cada dia.
Trabalhemos na dor ou na alegria,
Na conquista de luz da Vida Eterna.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 25
2
A. G.
Morte
Silenciosa madona da tristeza,
A morte abriu-me as catedrais radiosas,
Onde pairam as formas vaporosas
Do país ignorado da Beleza.
Num dilúvio de lírios e de rosas,
Filhos da luz de uma outra Natureza,
Que entornavam no espaço a sutileza
Dos incensos das naves harmoniosas!
Monja de olhar piedoso, calmo e austero,
Que traz à Terra um tênue reverbero
Da mansão das estrelas erradias...
Irmã da paz e da serenidade,
Que abriu meus olhos na imortalidade,
À esperança de todos os meus dias!
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 26
3
Albérico Lobo
NASCIDO na cidade do Rio de Janeiro em 1865 e desencarnado em fevereiro de 1942. Funcionário público, colaborou ativamente na imprensa e deixou opulenta obra esparsa, em prosa e em verso.
Do meu porto
Ao caro amigo M. Quintão
Viajor vacilante e extenuado,
Depois de atravessar a sombra imensa,
Encontrei o país abençoado
Onde vive a celeste recompensa.
Adeus mágoas da noite estranha e densa,
Das angústias e sonhos do passado,
Não conservo senão o Amor e a Crença,
Ante o novo caminho ilimitado.
É doce descansar após a lida,
Banhar o coração na luz da vida,
Rememorando as dores que passaram...
E dos quadros risonhos do meu porto,
Rogo a Jesus conceda reconforto
Aos corações amados que ficaram!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Cada dia é uma oportunidade para tornar as coisas melhores e cada experiência que você tem o torna mais apto para a vida
MENSAGEM DIÁRIA
A maior insegurança não é ter medo dos outros e sim sentir o medo de nós mesmos
Autor: Desconhecido
PARNASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
DE PÉ, OS MORTOS
DE PÉ, OS MORTOS
Pede-me você uma palavra para o intróito do “Parnaso de Além-Túmulo”, que aparecerá brevemente em nova edição.4
A tarefa é difícil. Nas minhas atuais condições de vida, tenho de destoar da opinião que já expendi nas contingências da carne.
Os vivos do Além e os vivos da Terra não podem enxergar as coisas através de prismas idênticos. Imagine se o aparelho visual do homem fosse acomodado, segundo a potencialidade dos raios X: as cidades estariam povoadas de esqueletos, os campos se apresentariam como desertos, o mundo constituiria um conjunto de aspectos inverossímeis e inesperados.
Cada esfera da vida está subordinada a certo determinismo, no domínio do conhecimento e da sensação.
Decerto, os que receberem novamente o “Parnaso de Além-Túmulo” dirão mais ou menos o que eu disse. Hão de estranhar que os mortos prossigam com as mesmas tendências, tangendo os mesmos assuntos que aí constituíam a série de suas preocupações.
Existem até os que reclamam contra a nossa liberdade. Desejariam que estivéssemos algemados nos tormentos do inferno, em recompensa dos nossos desequilíbrios no mundo, como se os nossos amargores, daí não bastassem para nos inclinar à verdade compassiva.
Individualmente, é indubitável que possuímos no Além o reflexo das nossas virtudes ou das nossas misérias.
Refere-se à 2ª edição, publicada em 1935. (Nota da Editora)
Alude às crônicas que ele, quando encarnado, escrevera no Diário Carioca, em julho de 1932, ao surgir a 1ª edição do Parnaso. (Nota da
Editora.) Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo.
Mas é razoável que apareçamos no mundo, gritando como alucinados?
Os habitantes dos reinos da Morte ainda apreciam o decoro e a decência, e o nosso presente é sempre a experiência do passado e a esperança no futuro.
“Parnaso de Além-Túmulo” sairá de novo, como a mensagem harmoniosa dos poetas que amaram e sofreram. Cármen Cinira aí está com os seus sonhos desfeitos, de mulher e de menina. Casimiro com a sua sensibilidade infantil, Junqueiro com a sua ironia,
Antero com a sua rima austera e dolorosa.
Todos aí estão dentro das suas características.
Os mortos falam e a Humanidade está ansiosa, aguardando a sua palavra.
Conta-se que na guerra russo-japonesa, terminada a batalha de Tsushima, o grande Togo reuniu os seus soldados no cemitério de Oogama, e na tristeza majestosa do ambiente. em nome da
nacionalidade, dirigiu-se aos mortos em termos comovedores; concitou-os a auxiliar as manobras militares, a visitar os cruzadores de guerra, levantando o ânimo dos companheiros que haviam ficado nas pelejas.
Uma claridade nova cantou as energias espirituais do valente adversário da pátria de Stoessel e os filhos de Yoritomo venceram.
Na atualidade, afigura-se-nos que os brados de todos os sofredores e infelizes da Terra se concentram numa súplica grandiosa que invade as vastidões como o grito do valoroso almirante.
– De pé, os mortos!... – exclama-se – porque os vivos da Terra se perdem nos abismos tenebrosos.
Os institutos da Civilização têm sido impotentes para resolver o problema do nosso ser e dos nossos destinos.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo.
As filosofias e as religiões estenderam sobre nós o manto carinhoso das suas concepções, mas esses mantos estão rotos!...
Temos frio, temos fome, temos sede!
E os considerados mortos falam ao mundo na sua linguagem de estranha purificação. A Ciência, zelosa de suas conquistas, ainda não ouviu a sua vibração misteriosa, mas os filhos do infortúnio sentem-se envolvidos na onda divina de um novo Glória in excelsis, e a Humanidade sofredora sente-se no caminho consolador da sublime esperança.
Humberto de Campos (Espírito).
HUMBERTO DE CAMPOS Veras, escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras, nascido em Miritiba (hoje Humberto de
Campos), MA, em 1886, e desencarnado no Rio de Janeiro, em 1934.
Foi jornalista e deputado federal. Produção literária variada quão vultosa, conheceu em vida física a 1ª edição do Parnaso de Além-Túmulo, manifestando-se a respeito dela pelo “Diário Carioca”, edições de 10 e 12 de julho de 1932, com os artigos intitulados “Poetas do outro mundo” e “Como cantam os mortos” (apud “A Psicografia ante os Tribunais”, de Miguel Timponi, páginas 60 a 64, 4ª ed. FEB). Liberto dos liames da carne, dois anos depois passou ele a valer-se, como Espírito, das faculdades mediúnicas de Francisco Cândido Xavier para a transmissão de importantes mensagens, como a que se inseriu nesta página, acoplada ao mesmo “Parnaso” que ele conhecera aqui na Terra e oriunda do mesmo “Além-Túmulo” por ele tenuemente vislumbrado, entre o assombro e a esperança, Ditou-nos 12 livros, sendo 9 sob o pseudônimo de Irmão X, editados pela FEB. Vale destacar “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, já em 9ª edição, o livro confirmador da missão espiritual do Brasil, que é a de levar as luzes do Evangelho do Cristo a todos os quadrantes do Mundo, visando à cristianização da Humanidade, sob a orientação do Anjo Ismael, o Legado do GovernadorEspiritual do Planeta em Terras de Santa Cruz
CONTINUA AMANHÃ
quarta-feira, 29 de junho de 2011
PENSAMENTO DO DIA
A paz não pode ser mantida pela força, só pode ser conseguida pela compreensão.
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DIÁRIA
Por mais longa que seja a noite, o sol volta sempre a brilhar. Evitar a felicidade com medo que ela acabe, é o melhor meio de ser infeliz
PARMASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
Daí a pouco, a nossa alegria aumentava, pois o nosso confrade José Hermínio Perácio, em companhia de sua esposa, deliberou fixar residência junto a nós e as nossas reuniões tiveram resultados melhores, controladas pela sua senhora, alma nobilíssima, ornada das mais superiores qualidades morais e que, entre as suas
mediunidades, conta com mais desenvolvimento a clariaudiência.
Nossas reuniões contavam, assim, grande número de assistentes, porém, a moral profunda que era ensinada, baseada nas páginas esplendorosas do Evangelho de Jesus, parece que pesava muito, como acontece na opinião de grande maioria de almas da nossa época, quase sempre inclinadas para as futilidades mundanas, e, decorridos dois anos, os assistentes de nossas sessões de estudos escassearam, chegando ao número de quatro ou cinco pessoas, o que perdura até hoje.
Não desanimamos, contudo, prosseguindo em nossas reuniões. constituindo para nós uma fonte de consolações isolarmo-nos das coisas terrenas em nosso recanto de prece, para a comunhão com os nossos desvelados amigos do Além. Continuei recebendo as idéias dos mesmos amigos de sempre, nas reuniões, psicografando-as, e que eram continuamente fragmentos de prosa sobre os Evangelhos. Somente duas vezes recebi comunicações em versos simples.
Em agosto, porém, do corrente ano, apesar de muito a contragosto de minha parte, porque jamais nutri a pretensão de entrar em contacto com essas entidades elevadas, por conhecer as minhas imperfeições, comecei a receber a série de poesias que aqui vão publicadas, assinadas por nomes respeitáveis.
Serão das personalidades que as assinam? – é o que não posso afiançar, O que posso afirmar, categoricamente, é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre senti, ao escrevê-las, era de que vigorosa mão impulsionava a Francisco
Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 19, também impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial, onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografá-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis. Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas; é o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.
Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente, sem que eu ou meus companheiros de trabalhos as provocássemos e jamais se pronunciou, em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces. Passavam-se às vezes mais de dez dias, sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez.
Grande parte delas foram escritas fora das reuniões e tenho tido ocasião de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.
Muitas vezes, ao recebermos uma destas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras nela empregadas, porque tanto eu como os meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância, julgando minha obrigação, frisar aqui também, que, apesar de todo o meu bom desejo, jamais obtive outra coisa, na fenomenologia espírita, a não ser esses escritos.3
Ao escrever estas palavras, o Autor não se lembrou de que as suas relações constantes com Espíritos desencarnados, mantidas desde os 5 anos de idade, pertencem igualmente à fenomenologia espírita. Pensou em fenomenologia somente como prática consciente da mediunidade
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 20
Devo salientar o precioso concurso da bondosa médium Sra. Cármen P. Perácio, que através da sua maravilhosa clariaudiência me auxiliou muitíssimo, transmitindo-me as advertências e opiniões dos nossos caros mentores espirituais e, ainda, o carinhoso interesse do distinto confrade Sr. M. Quintão, que tem sido de uma boa vontade admirável para comigo, não poupando esforços para que este despretensioso volume viesse à luz da publicidade.
E aqui termino.
Terei feito compreender, a quem me lê, a verdade como de fato ela é? Creio que não. Em alguns despertarei sentimentos de piedade e, noutros, rizinhos ridiculizadores. Há de haver, porém, alguém que encontre consolação nestas páginas humildes. Um desses que haja, entre mil dos primeiros, e dou-me por compensado do meu trabalho.
A todos eles, todavia, os meus saudares, com os meus agradecimentos intraduzíveis aos boníssimos mentores do Além, que inspiraram esta obra, que generosamente se dignaram não reparar as minhas incontáveis imperfeições, transmitindo, por intermédio de instrumento tão mesquinho, os seus salutares ensinamentos.
Pedro Leopoldo, dezembro de 1931.
Francisco Cândido Xavier nas sessões espíritas; mas todas as pessoas de sua intimidade sabem que ele, desde a infância. confunde os habitantes dos dois mundos e muitas vezes pergunta ao amigo que esteja passeando com ele “Estás vendo ali um homem de barbas brancas, etc.?” Pela resposta do companheiro é que ele fica sabendo se está, diante de um habitante do nosso mundo ou de habitante do mundo espiritual. Também isso são fenômenos espíritas.
CONTINUA AMANHÃ
terça-feira, 28 de junho de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Deus dotou os homens de uma boca e dois ouvidos para que ele ouça o dobro do que fala.
MENSAGEM DIÁRIA
A grandiosidade da vida está em seus valores infinitivos tão necessários pela busca da felicidade, a paz e o amor dão aos grandes momentos, o seu real valor.
PARNASO DE ALÉM TÚMULO - CHICO XAVIER - PARTE 1
Francisco Cândido Xavier
CONTINUA AMANHÃ
NASCEU em Pedro Leopoldo, MG, em 2 de abril de 1910,
onde residiu até dezembro de 1958. Transferiu-se para Uberaba,
MG, em janeiro de 1959. Filho de João Cândido Xavier e de
Maria João de Deus, desencarnados em 1960 e 1915, respectivamente.
Aposentou-se como funcionário público federal. Médium
de atividade ininterrupta há quase meio século, publicou, através
da Casa-Máter do Espiritismo – a Federação Espírita Brasileira –,
em julho de 1932, o “Parnaso de Além-Túmulo”, primeiro livro
de suas faculdades mediúnicas e já em 9ª edição. Seguiram-se-lhe
mais de 110 livros mediúnicos, diversos deles publicados em
Esperanto, Castelhano, Japonês, Inglês e Francês. Os romances
psicografados (entre eles “Paulo e Estêvão”, “Há Dois Mil Anos...”
e “Renúncia”) são periodicamente radiofonizados e televisionados.
Criatura simples, afável e operosa, jamais se beneficiou
dos direitos autorais da sua vasta produção mediúnica. Respeitado
e estimado em todo o Brasil, onde é popularíssimo, goza ele ainda
de sincera admiração em outros países. Viajou para o exterior
algumas vezes, sempre no exercício do seu mediunato.
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 15
Palavras minhas
Nasci em Pedro Leopoldo. Minas, em 1910. E até aqui, julgo
que os meus atos perante a sociedade da minha terra são expressões
do pensamento de uma alma sincera e leal, que acima de tudo
ama a verdade; e creio mesmo que todos os que me conhecem
podem dar testemunho da minha vida repleta de árduas dificuldades
e mesmo de sofrimentos.
Filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho
experimentado toda a classe de aborrecimentos na vida e não
venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor
há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são
ainda tão estimadas neste mundo.
E, se decidi escrever estas modestas palavras no limiar deste
livro, é apenas com o intuito de elucidar o leitor, quanto à sua
formação.
Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais pronunciado
pendor para a literatura; constantemente, a melhor boa vontade
animou-me para o estudo. Mas, estudar como?
Matriculando-me, quando contava oito anos, num grupo escolar,
pude chegar até ao fim do curso primário, estudando apenas
uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos,
das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com
um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em
1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um
salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas
onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação
até os dias da atualidade.
Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética,
história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É
verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 16
era completamente avesso à minha vocação para as letras e muitas
vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.
Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e
mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar
muito pouco essas questões. Também o meio em que tenho vivido
foi sempre árido, para mim, neste ponto. Os meus familiares não
estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos
de estudar, sempre a braços, como eu. com uma vida de múltiplos
trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver
com os intelectuais da minha terra.
O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente
de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado
de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode
pensar em letras.
Assim têm-se passado os dias sem que eu tenha podido, até
hoje, realizar as minhas esperanças.
Prosseguindo nas minhas explicações, devo esclarecer que
minha família era católica e eu não podia escapar aos sentimentos
dos meus. Fui pois criado com as teorias da igreja, freqüentando-a
mesmo com amor, desde os tempos de criança; quando ia às aulas
de catecismo era para mim um prazer.
Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das
proclamadas pelo Catolicismo; mas, eis que uma das minhas
irmãs, em maio do ano referido, foi acometida de terrível obsessão;
a medicina foi impotente para conceder-lhe uma pequenina
melhora, sequer. Vários dias consecutivos foram, para nossa casa,
pioras de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos
solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr.
José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a ajudarnos
com a sua boa vontade e o seu esforço. Verdadeiro discípulo
do Evangelho, ofereceu-nos até a sua residência. bem distante da
nossa, tanto à sua família, onde então, num ambiente totalmente
Francisco Cândido Xavier - Parnaso de Além-Túmulo 17
modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita,
orientando-se quanto aos seus deveres, desenvolvendo, simultaneamente,
as suas faculdades mediúnicas. Aí, sob os seus caridosos
cuidados e da sua excelentíssima esposa Dona Carmen Pena
Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã hauria,
para nosso benefício, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina
dos mensageiros divinos; foi nesse ambiente onde imperavam
os sentimentos cristãos de dois corações profundamente
generosos, como o são os daqueles confrades a que me referi, que
a minha mãe, que regressara ao Além em 1915, deixando-nos
mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos os
seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo,
entrando em pormenores da nossa vida íntima, que essa senhora
desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que a
nossa genitora usava, quando na Terra.
Sobre esses fatos e essas provas irrefutáveis solidificamos a
nossa fé, que se tornou inabalável. Em breve minha irmã regressava
ao nosso lar cheia de saúde e feliz, integrada no conhecimento
da luz que deveria daí por diante nortear os nossos passos na
vida.
Resolvemos, então, com ingentes sacrifícios, reunir um núcleo
de crentes para estudo e difusão da doutrina, e foi nessas
reuniões que me desenvolvi como médium escrevente, semimecânico,
sentindo-me muito feliz por se me apresentar essa
oportunidade de progredir, datando daí o ingresso do meu humilde
nome nos jornais espíritas, para onde comecei a escrever sob a
inspiração dos bondosos mentores espirituais que nos assistiam.2
2 Só nos últimos dias de 1931, com a graça de Deus, desenvolveram-se
em mim, de maneira clara e mais intensamente, a vidência, a audição e
outras faculdades mediúnicas. (Nota do médium para a 4ª edição, em
1944.)
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