A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
MINUTO DE SABEDORIA
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DO DIA
Autor: Dalai Lama
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 16ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
ESTUDOS E DISSERTAÇÕES EM TORNO DA OBRA
“O CÉU E O INFERNO”
De
ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
44 - DIVINA PRESENÇA
quando o véu da ingenuidade infantil te empanava a cabeça, afligindo os que mais te amavam, o professor percebeu a inteligência que te fulgia no olhar e entregou-te a riqueza imarcescível da escola;
nos dias da primeira mocidade, quando a despreocupação parecia anular-te a existência, amigos notaram o caráter que te brilhava nos gestos e integraram-te a vida nos dons do trabalho;
na enfermidade, quando muitos duvidavam da tua capacidade de reerguimento, o médico verificou que uma força sublime te atuava nas mais íntimas células e estendeu-te, confiante, o remédio eficaz;
nas horas difíceis de incompreensão, ouviste, em meio das próprias lágrimas, inarticuladas canções de conforto e esperança, exortando-te à paciência e à alegria...
Por onde segues, assinalas a luz invisível que te clareia todos os pensamentos... Se sofres, é o apoio que te resguarda; se erras, é a voz que te corrige; se vacilas, é o braço que te sustenta, e se te encontras em solidão, é a companhia que te consola...
Aprendamos a amar e a respeitar esse Alguém, como quem sabe que estamos nele como o fruto na árvore, e, se caíste tão fundo que todos os afetos te hajam abandonado, mesmo aí, nas dores da culpa, recorda que a justiça te golpeia e purifica em direitura do supremo resgate, porque nunca estiveste distante da presença de Deus.
45 - PENAS DEPOIS DA MORTE
Diante do antigo dogma das penas eternas, cuja criação a teologia terrestre atribui ao Criador, examinemos o comportamento do homem – criatura imperfeita – perante as criações estruturadas por ele mesmo.
Determinada companhia de armadores constrói um navio; contudo, não o arremessa ao mar sem a devida assistência. Comandantes, pilotos, maquinistas e marinheiros constituem-lhe a equipagem para que atenda dignamente aos seus fins. Quando alguma brecha surge na embarcação, ninguém se lembra de arrojá-la ao fundo. Ao revés, o socorro habitual envida o máximo esforço, de modo a recuperá-la. E se algum sinistro sobrevém, doloroso e inevitável, o assunto é motivo para vigorosos estudos, a fim de que novos barcos se levantem amanhã, em mais alto nível de segurança.
Na mesma diretriz, o avião conta com mecânicos adestrados, em cada estação de pouso; o automóvel dispõe, na estrada, dos postos de abastecimento; a locomotiva transita sobre trilhos certos e chaves condicionadas; a fábrica produz com supervisores e técnicos; o hospital funciona com médicos e enfermeiros; e a habitação recolhe o amparo de engenheiros e higienistas.
Em todas as formações humanas respeitáveis, tudo está previsto, de maneira que o trabalho seja protegido e os erros retificados, com aproveitamento de experiência e sucata, sempre que esse ou aquele edifício e essa ou aquela máquina entrem naturalmente em desuso.
Isso acontece entre os homens, cujas obras estão indicadas pelo tempo a incessante renovação.
Em matéria, pois, de castigos, depois da morte, reflitamos, sim, na justiça da Lei que determina realmente seja dado a cada um conforme as próprias obras; entretanto, acima de tudo e em todas as circunstâncias, aceitemos Deus, na definição de Jesus, que no-lo revelou como sendo o “Pai nosso que está nos Céus”.
46 - TAREFAS HUMILDES
Anseias, em verdade, pela grande sublimação.
Anotaste a biografia dos paladinos da solidariedade e ambicionas comungar-lhes a experiência.
Choraste, sob forte emoção, ao conhecer-lhes a vida, nos lances mais duros, e quiseras igualmente desprender o coração de todos os laços inferiores.
Recordas Vicente de Paulo, o herói da beneficência, olvidando possibilidades de dominação política, a fim de proteger os necessitados.
Pensas em Florence Nightingale, a mulher admirável que esteve quase um século entre os homens, dedicando-se aos feridos e aos doentes, sem quaisquer intenções subalternas.
Refletes em Damião, o apóstolo que se esqueceu da própria mocidade, para entregar-se ao conforto dos nossos irmãos enfermos de Molokai.
Meditas em Gandhi, o missionário da não violência, que renunciou a todos os privilégios, a fim de ajudar a libertação do povo.
Sabes que todos os campeões da fraternidade no mundo nunca se acomodaram a expectação improdutiva. Em razão disso, estimarias seguir-lhes, imediatamente, o rastro luminoso; entretanto, trazes ainda a alma presa a pequeninas obrigações que não podes menosprezar... Não te amofines, porém, diante delas. Todas as dificuldades e todos os dissabores do caminho terrestre são provas e medidas da tua capacidade moral para a Estrada Gloriosa.
Chão relvoso é começo de floresta.
Humanidade é sementeira de angelitude.
Penetremos o bem verdadeiro para que o bem verdadeiro penetre em nós.
É indispensável que o espírito aprenda a ser grande nas tarefas humildes, para que saiba ser humilde nas grandes tarefas.
Na relatividade dos conceitos humanos, ninguém, na Terra, pode ser bom para todos; contudo, ninguém existe que não possa iniciar-se, desde já, na virtude, sendo bom para alguém.
CONTINUA AMANHÃ
sábado, 9 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Sábado, 09 de abril de 2011.
Autor: C. Drummond de Andrade
MENSAGEM DO DIA
Autor: Gabriel Garcia Marques
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 15ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
Estudos e dissertações em torno da obra
“O CÉU E O INFERNO”
De ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
41 - BEM DE TODOS
A luz que se derrama do firmamento não é patrimônio particular.
As correntes aéreas são agentes alimentícios inesgotáveis.
Mares amigos banham todos os continentes.
Correm fontes em todas as direções.
Surgem plantas para todos os climas.
E, no próprio corpo, o sangue há de circular, incessante, para que a inteligência possa viver.
Não retenhas, assim, os valores que entesouraste.
Não desconheces que o pão excessivo é o prato do vizinho em necessidade.
Entretanto, há diferentes recursos por dividir.
Ladeando mesas fartas, há corações semi sufocados no desespero.
Por trás dos gestos que te golpeiam, há tramas obscuras de obsessão.
Na retaguarda dos crimes que te revoltam, há influências que não desvelas, de pronto.
Quem errou sofre estorvos que te escapam à senda.
Quem calunia ou persegue ignora o que sabes.
Descerra as portas do coração para compreender e servir, repartindo os bens que ajuntaste no espírito.
A felicidade, para ser verdadeira, deve ser partilhada.
O ouro, nas mãos de um só homem, é moldura da sovinice, mas passando para outras mãos é trabalho e beneficência.
O conhecimento isolado é lâmpada sem proveito; contudo, transitando, de cérebro a cérebro, é ciência e cultura.
Entre as sombras dos que reclamam e azedam, malquistam e ferem, sê a luz que abençoa sempre.
“Faze ao outro o que desejas seja feito pelo outro a ti próprio” – diz a Lei.
Isso quer dizer que alguém, para ser feliz, precisa ajudar alguém.
Felicidade, no fundo, é bondade crescente, para que a alegria se faça maior. E, sem dúvida, todos nós podemos dividir parcelas de bondade e alegria, mas a multiplicação vem dos outros.
42 - DESLIGAMENTO DO MAL
As penas futuras segundo o Espiritismo
Antes da reencarnação, no balanço das responsabilidades que lhe competem, a mente, acordada perante a Lei, não se vê apenas defrontada pelos resultados das próprias culpas.
Reconhece, também, o imperativo de libertar-se dos compromissos assumidos com os sindicatos das trevas.
Para isso partilha estudos e planos referentes à estrutura do novo corpo físico que lhe servirá por degrau decisivo no reajuste, e coopera, quanto possível, para que seja ele talhado à feição de câmara corretiva, na qual se regenere e, ao mesmo tempo, se isole das sugestões infelizes, capazes de lhe arruinarem os bons propósitos.
Patronos da guerra e da desordem, que esbulhavam a confiança do povo, escolhem o próprio encarceramento da idiotia, em que se façam despercebidos pelos antigos comparsas das orgias de sangue e loucura, por eles mesmos transformados em lobos inteligentes;
tribunos ardilosos da opressão e caluniadores empeçonhados pela malícia pedem o martírio silencioso dos surdos-mudos, em que se desliguem, pouco a pouco, dos especuladores do crime, a cujo magnetismo degradante se rendiam, inconscientes;
cantores e bailarinos de prol, imanizados a organizações corrompidas, suplicam empeços na garganta ou pernas cambaias, a fim de não mais caírem sob o fascínio dos empreiteiros da delinqüência;
Espiões que teceram intrigas de morte e artistas que envileceram as energias do amor, imploram olhos cegos e estreiteza de raciocínio, receosos de voltar ao convívio dos malfeitores que um dia elegeram por associados e irmãos de luta mais íntima;
Criaturas insensatas, que não vacilavam em fazer a infelicidade dos outros, solicitam nervos paralíticos ou troncos mutilados, que os afastem dos quadrilheiros da sombra, com os quais cultivavam rebeldia e ingratidão;
Homens e mulheres, que se brutalizaram no vício, rogam a frustração genésica e, ainda, o suplício da epiderme deformada ou purulenta, que provoquem repugnância e conseqüente desinteresse dos vampiros, em cujos fluidos aviltados e vômitos repelentes se compraziam nos prazeres inferiores.
Se alguma enfermidade irreversível te assinala a veste física, não percas a paciência e aguarda o futuro. E se trazes alguém contigo, portando essa ou aquela inibição, ajuda esse alguém a aceitar semelhante dificuldade, como sendo a luz de uma bênção.
Para todos nós, que temos errado infinitamente, no caminho longo dos séculos, chega sempre um minuto em que suspiramos, ansiosos, pela mudança de vida, fatigados de nossas próprias obsessões.
43 - CORRIGIR E PAGAR
Cada hora, no relógio terrestre, é um passo de tempo, impelindo-te às provas de que necessitas para a sublimação do teu destino.
Exclamas no momento amargoso: “Dia terrível!”.
Esse, porém, é o minuto em que podes revelar a tua grandeza.
À frente da família atribulada, costumas dizer: “O parente é uma cruz”.
Tens, contudo, no lar, o cadinho que te aprimora.
Censurando o companheiro que desertou, repetes, veemente: “Nem quero vê-lo”.
No entanto, esse é o amigo que te instrui nos preceitos do silêncio e da tolerância.
Lembrando o recinto, em que alguém te apontou o caminho das tuas obrigações, asseveras em desconsolo: “Ali, não ponho mais os pés”.
Todavia, esse é o lugar justo para a humildade que ensinas.
Quando as circunstâncias te levam à presença daqueles mesmos que te feriram, foges anunciando: “Não tenho forças”.
Entretanto, essa é a luminosa oportunidade de pacificação que a vida te oferta.
Se sucumbes às tentações, alegas, renegando o dever: “Seja virtuoso quem possa”.
Mas esse é o instante capaz de outorgar-te os louros da resistência.
Toda conquista na evolução é problema natural de trabalho, porque todo progresso tem preço; no entanto, o problema crucial que o tempo te impõe é debito do passado, que a Lei te apresenta à cobrança.
Retifiquemos a estrada, corrigindo a nós mesmos.
Resgatemos nossas dívidas, ajudando e servindo sem distinção.
Tarefa adiada é luta maior e toda atitude negativa, hoje, diante do mal, será juro de mora no mal de amanhã.
CONTINUA AMANHÃ
sexta-feira, 8 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Sexta feira, 08 de abril de 2011.
Quantas vezes a pessoa que vem falar com você traz problemas recônditos, escondidos, no âmago da alma.
Mantenha-se sereno, você que já vislumbrou a luz do entendimento fraterno.
Torres Pastorino
MENSAGEM DO DIA
Autor: Paulo Coelho
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 14ª PARTE
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
JUSTIÇA DIVINA
Estudos e dissertações em torno da obra
“O CÉU E O INFERNO”
De ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
38 - PESSOALMENTE
As máquinas que se padronizam para esse ou aquele gênero de trabalho, mesmo que se pareçam entre si, são aparelhos que se individuam distintamente.
As árvores, embora revelem as características da espécie a que se filiam, possuem existência própria.
Os alunos de um estabelecimento de ensino partilham lições iguais, na classe a que se ajustam; no entanto, reagem de modo particular, diante do estudo, e classificam-se com notas diferentes.
Catalogam-se enfermos num hospital, segundo os sintomas que apresentam; contudo, cada um exige ficha determinada e tem o seu problema resolvido no momento exato.
Surgem máquinas e constrói-se a oficina.
Repontam árvores e alteia-se a floresta.
Congregam-se aprendizes e levanta-se a escola.
Alinham-se doentes e a casa de saúde aparece.
Recorremos, porém, a semelhantes imagens para destacar que o inferno, considerado por localidade inferior ou estância de suplício, depois da morte, começa de cada um e comunica-se, pessoalmente, de espírito desvairado a espírito desvairado.
Não haveria penitenciária se não houvesse delinqüente.
Notemos, ainda, que se a ciência médica no mundo ergue caridosamente o manicômio, para socorrer a loucura, a Providência Divina permite a colonização dos seres bestializados, além do túmulo, em regiões especificas do Espaço, para limitação e tratamento das calamidades mentais em que se projetaram ou que fizeram por merecer.
Desse modo, que nenhum de nós se esqueça da lei de ação e reação.
Isso porque a falta, que depende de nós, chega antes, e o sanatório que a corrige chega depois.
39 - ORA E SERVE
Afirmas que o progresso, exprimindo felicidade e aprimoramento, é o porto a que te destinas, no mar da experiência terrestre, mas, se cultivas sinceridade e decisão contigo mesmo, abraça o trabalho e a prece, como sendo a embarcação e a bússola do caminho.
Rochedos de incompreensão escondem-se, traiçoeiros, sob a crista das ondas, ameaçando-te a rota.
No entanto, ora e serve.
A prece ilumina.
O trabalho liberta.
Monstros do precipício surgem à tona, inclinado-te à perturbação e ao soçobro.
Contudo, ora e serve.
A prece guia.
O trabalho defende.
Tempestades de aflição aparecem de chofre, vergastando-te o refúgio.
Entretanto, ora e serve.
A prece reanima.
O trabalho restaura.
Companheiros queridos que te suavizam as agruras da marcha desembarcam nas ilhas de enganoso descanso, deixando-te as mãos sob multiplicados encargos.
Todavia ora e serve.
A prece consola.
O trabalho sustenta.
Em todos os problemas e circunstâncias que te pareçam superar o quadro das próprias forças, ora e serve.
A prece é silêncio que inspira.
O trabalho e atividade que aperfeiçoa.
O viajor mais importante da Terra também passou pelo oceano de suor e de lagrimas, orando e servindo.
Tão escabrosa lhe foi a peregrinação entre os homens, que não sobrou amigo algum para compartilhar-lhe espontaneamente os júbilos da chegada pelo escaler em forma de cruz.
Tão alto, porém, acendeu Ele a flama da prece, que pôde compreender e desculpar os próprios algozes, e tão devotadamente se consagrou ao trabalho, que conseguiu vencer os abismos da morte e voltar aos braços dos amigos vacilantes, como a repetir-lhes em regozijo e vitória:
“Tende bom ânimo! Eu estou aqui!”
40 - DIVINO AMPARO
Se acreditas que o hálito das entidades angélicas bafeja exclusivamente os cultivadores da virtude, medita na Providência Divina que honra o Sol, na grandeza do Espaço, mas induzindo-o a sustentar os seres que ainda jazem colados à crosta do Planeta, inclusive os últimos vermes que rastejam no chão.
Contempla os quadros que te circundam, em todas as direções, e reconhecerás o Amor
Infinito buscando suprimir, em silêncio, as situações deprimentes da natureza.
Cachoeiras cobrem abismos.
Fontes alimentam a terra seca.
Astros clareiam o céu noturno.
Flores valorizam espinheirais.
No campo de pensamento em que estagias, surpreenderás esse mesmo Infinito Amor, procurando extinguir as condições inferiores da Humanidade.
Pais transfigurados em gênios de ternura.
Professores desfazendo as sombras da ignorância.
Médicos a sanarem doenças.
Almas generosas socorrendo a necessidade.
Não estranhes, assim, a atitude dos Espíritos benevolentes que estendem as mãos através da mediunidade, a companheiros do mundo que te pareçam indignos.
Recorda os lírios que desabrocham no estrume, as mães que se escravizam, por sublime renúncia, ao pé de filhos ingratos, e, ainda mesmo diante do irmão reconhecidamente criminoso ou viciado que te fale de esperanças e consolações recebidas do Alto, aprende a respeitar, junto dele, a manifestação da Esfera Superior que o solicita à renovação para o bem, tanto quanto já sabes rejubilar-te perante a luz que dissipa as trevas.
E se alguém dogmatiza, acerca de supostos privilégios na Criação, não olvides que o
Criador é Bondade e Justiça para todas as criaturas, refletindo no Cristo que asseverou claramente não ter vindo a Terra para curar os sãos.
CONTINUA AMANHÃ
quinta-feira, 7 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Por que complicar as coisas?
Você acabará atrapalhando sua própria vida, porque as complicações nos atrasam.
Torres Pastorino
MENSAGEM DO DIA
Autor: Desconhecido
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 13ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
“O CÉU E O INFERNO”
De
ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
35 - PALAVRAS DE ESPERANÇA
Inquire os que afagaram as mãos geladas de pais afetuosos, nos últimos instantes do corpo físico; sonda a opinião das viúvas que abraçaram os esposos, na longa despedida, derramando as agonias do coração, no silêncio das lágrimas; informa-te com os homens sensíveis que sustentaram nos braços as companheiras emudecidas, tentando, em vão, renovar-lhes o hálito na hora extrema; procura a palavra das mães que fecharam os olhos dos próprios filhos, tombados inertes, nas primaveras da juventude ou nos brincos da infância... Pergunta aos que carregaram um esquife, como quem sepulta sonhos e aspirações no gelo do desalento, e indaga dos que choram sozinhos, junto às cinzas de um túmulo, perguntando por que...
Eles sabem, por intuição, que os mortos vivem, e reconhecem que, apenas por amor deles, continuam igualmente a viver.
Sentem-lhes a presença, no caminho solitário em que jornadeiam, escutam-lhes a voz inarticulada com os ouvidos do pensamento e prosseguem lutando e trabalhando simplesmente por esperarem os supremos regozijos do reencontro.
Se um dia tiveres fome de maior esperança, não temas, assim, rogar a inspiração e assistência dos corações amados que te precederam na grande viagem. Estarão contigo, a sustentar-te as energias, nas tarefas humanas, quais estrelas no céu noturno da saudade, a fim de que saibas aguardar, pacientemente, as luzes da alva.
Busca-lhes o clarão do amor, nas asas da prece, e, se nos templos veneráveis do Cristianismo, alguém te fala de Moisés, reprimindo as invocações abusivas de um povo desesperado, lembra-te de Jesus, ao regressar do sepulcro para a intimidade dos amigos desfalecentes, exclamando, em transportes de júbilo: “A paz esteja convosco.”
36 - LEI DO MÉRITO
Se presumes que Deus cria seres privilegiados para incensar-lhe a grandeza, pensa na justiça, antes da adoração.
Para isso, basta lembrar as circunstâncias constrangedoras em que desencarnaram quase todos os grandes vultos das ciências, das religiões e das artes, que marcaram as idéias do mundo, nas linhas da emoção e da inteligência.
Dante, exilado.
Leonardo da Vinci, semiparalítico.
Colombo, em desvalimento.
Fernão de Magalhães, trucidado.
Galileu, escarnecido.
Behring, faminto.
Lutero, perseguido.
Calvino, endividado.
Vicente de Paulo, paupérrimo.
Spinoza, indigente.
Milton, privado da visão.
Lavoisier, guilhotinado.
Beethoven, surdo.
Mozart, em penúria extrema.
Braille, tuberculoso.
Lincoln, assassinado.
Joule, inválido.
Curie, esmagado sob as rodas de um carro.
Lilienthal, num desastre de aviação.
Pavlov, cego.
Gandhi, varado a tiros.
Gabriela Mistral, cancerosa.
E se gênios da altura de Hugo e Pasteur, Edison e Einstein, partiram da Terra menos dolorosamente, é forçoso reconhecer que passaram, entre os homens, também sofrendo e lutando, junto à bigorna do trabalho constante.
Cada consciência é filha das próprias obras.
Cada conquista é serviço de cada um.
Deus não tem prerrogativas ou exceções.
Toda glória tem preço.
É a lei do mérito, da qual ninguém escapa.
37 - APRENDER E REFAZER REUNIÃO - 1ª PARTE, CAP. IX. ÍTEM 21
Todos os Espíritos desencarnados, que se atrasam em pesadelos da revolta, acordam, um dia.
Surge-lhes o arrependimento, no âmago do ser, em lágrimas jubilosas, quais se fossem prisioneiros repentinamente libertos.
Derruída a masmorra de trevas em que jaziam encadeados, respiram, enfim, a grande emancipação, junto dos amigos que lhes estendem os braços. Observam, porém, a sombra que ainda carregam, contrastando com a luz em que se banham, transfigurados, e que suspiram por merecer; sentem-se, aí, na condição de pássaros mutilados, a reconhecerem o valor da experiência física em que lhes cabe refazer as próprias asas, e volvem, ansiosos, à procura do antigo ninho de serviço e de amor, que os alente e restaure. Quase sempre, contudo, ensejos passaram, paisagens queridas alteraram-se totalmente, facilidades sumiram e afetos abandonados evoluíram noutros rumos...
Ainda assim, é necessário lutar na conquista do recomeço.
Personalidades do poder transitório, que abusaram do povo, assistem às privações das classes humildes, verificando o martírio silencioso dos que se levantam cada dia, para a contemplação da própria miséria; avarentos que rolaram no ouro regressam às paredes amoedadas dos descendentes, acompanhando os mendigos que lhes recorrem à caridade, anotando quanto dói suplicar migalha a corações petrificados no orgulho; escritores que se faziam especialistas da calúnia ou do escândalo tornam à presença dos seus próprios leitores, examinando os entorpecentes e corrosivos mentais que segregavam, impunes; pais e mães displicentes ou desumanos voltam ao reduto doméstico dos rebentos desorientados, considerando as raízes da viciação ou da crueldade, plantadas por eles mesmos; malfeitores, que caíram na delinqüência, socorrem as vítimas de criminosos vulgares, avaliando os processos de sofrimento com que supliciavam a carne e a alma dos semelhantes...
Mas isso não basta.
Depois do aprendizado, é preciso retomar o campo de ação, renascer e ressarcir, progredir e aprimorar, solvendo débito por débito perante a Lei.
Companheiro do mundo, se o conhecimento da reencarnação já te felicita, sabes que a existência na Terra é preciosa bolsa de trabalho e de estudo, com amplos recursos de pagamento.
Assim pois, seja qual seja a provação que te assinala o caminho, sofre, amando, e agradece a Deus.
CONTINUA AMANHÃ
quarta-feira, 6 de abril de 2011
MINUTO DE SABEDORIA
Quarta feira, 06 de Abril de 2011
Trigueirinho
MENSAGEM DO DIA
Autor: Adriana
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDO SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 12ª PARTE -
JUSTIÇA DIVINA
Estudos e dissertações em torno da obra
“O CÉU E O INFERNO”
De
ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
32 - PREVIDÊNCIA
Aqui, mencionam a reencarnação, exaltando a justiça.
Ali, assinalam a experiência terrestre por escola de aperfeiçoamento moral.
Adiante, ensinam o culto do Evangelho de Jesus, com os princípios espíritas, no recesso dos lares.
Mais além, destacam a oração por luz da vida íntima.
Por que tamanha preocupação com o futuro dos outros?
Isso, porém, e tão natural quanto qualquer instituto de amparo, no plano físico, onde os homens são obrigados a se prevenirem contra as necessidades fatais.
Reúnem-se economistas e administradores, estudando a distribuição dos recursos destinados à alimentação do povo, de vez que o descaso estabelece conseqüências de controle difícil.
Higienistas movimentam medidas que assegurem o asseio público, porquanto relegar populações à imundície é favorecer a epidemia destruidora.
Professores fundam escolas em todas as regiões, para que a ignorância não animalize a comunidade.
Milhares de laboratórios manipulam medicamentos de fórmulas diversas, entendendo-se que, sem o apoio da Medicina, as enfermidades limitariam desastrosamente a existência humana.
Sem previdência, qualquer organização ruiria indefesa.
Enquanto lhes for permitido pela Divina Bondade, as criaturas desencarnadas, despertas para o bem, falarão às criaturas encarnadas quanto aos imperativos da lei do bem. Isso porque todas as paixões inferiores que carregamos para o túmulo são calamidades mentais a valerem por loucura contagiosa, e, compreendendo-se que todos somos uma família única, é preciso reconhecer que o desequilíbrio, de um só, é fator de perturbação atingindo a família inteira.
33 - PROBLEMAS CONOSCO
Não os criaria Deus à parte.
Os gênios perversos das interpretações religiosas somos nós mesmos, quando adotamos conscientemente a crueldade por trilha de ação.
Observa as lágrimas dos órfãos e das viúvas, ao desamparo.
Há quem as faça correr.
Repara os apetrechos de guerra, estruturados para assaltar populações indefesas.
Há quem os organize.
Anota as rebeliões que se transfiguram em crimes.
Há quem as prepare.
Pensa nos delitos que levantam as penitenciárias de sofrimento.
Há quem os promova.
Medita nas indústrias do aborto.
Há quem as garanta.
Pondera quanto aos movimentos endinheirados do lenocínio.
Há quem os resguarde.
Reflete nos mercados de entorpecentes.
Há quem os explore.
Enunciando, porém, semelhantes verdades, não acusamos senão a nós mesmos.
A condição moral da Terra é o nosso reflexo coletivo.
Todos temos acertos e desacertos.
Todos possuímos sombra e luz.
Consciências encarnadas em desvario fazem os desvarios da esfera humana.
Consciências desencarnadas em desequilíbrio geram os desequilíbrios da esfera espiritual.
É por isso que o Evangelho assevera: “Ninguém entrará no reino de Deus sem nascer de novo”.
E o Espiritismo acentua: “Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei”.
Em suma, isso quer dizer que ninguém conseguirá desertar da luta evolutiva.
Continuemos, pois, vigilantes no serviço do próprio burilamento, na certeza de que o amor puro liquidará os infernos, quando nós, que temos sido inteligências transviadas nos domínios da ignorância, estivermos sublimados pela força da educação.
34 - LUGAR DEPOIS DA MORTE
Muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir...
Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas...
Sonhas o acesso à felicidade, à maneira da criança que suspira pelo colo materno...
Isso, porém, é fácil de conhecer.
Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obriga-ções;
nos compromissos do plano familiar;
nas responsabilidades da vida pública;
no campo dos negócios materiais;
na luta pelo próprio sustento...
O dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser.
Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence.
Não nos propomos nivelar homens e animais; contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.
A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno.
O corvo, detido para observações, quando solto, volve à imundície.
A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colméia e ao trabalho.
A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.
Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.
CONTINUA AMANHÃ
terça-feira, 5 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Autor: Desconhecido
MENSAGEM DO DIA
Aprenda a dizer “não” de tal forma, que não melindre.
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 11ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
Estudos e dissertações em torno da obra
“O CÉU E O INFERNO”
De
ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito
EMMANUEL
29 - ORAÇÃO NA FRENTE DAS MÃES
Junto dos irmãos que reverenciam as mães que os amam, para as quais Te rogamos os louros que mereceram, embora atentos à lei de causa e efeito que a doutrina espírita nos recomenda considerar, vimos pedir abençoes também as mães esquecidas, para quem a maternidade se erigiu em purgatório de aflição!...
Pelas que jazem na largueza da noite, conchegando ao peito os rebentos do próprio sangue, para que não morram de frio;
pelas que estendem as mãos cansadas na praça pública, suplicando, em nome da compaixão, o sustento que o mundo lhes deve à necessidade;
pelas que se refugiam, nas furnas da natureza, acomodando crianças enfermas entre as fezes dos animais;
pelas que revolvem latas de lixo, procurando alimento apodrecido de que os próprios cães de afastam com nojo;
pelas que pintam o rosto, escondendo lágrimas, no impulso infeliz de venderem o próprio corpo a corações desalmados, acreditando erroneamente que só assim poderão medicar os filhos que a enfermidade ameaça com a morte;
pelas que descobriram calúnia e fel nas bocas que amamentaram;
pelas que foram desprezadas nos momentos difíceis;
pelas que se converteram em sentinelas da agonia moral, junto aos catres de provação;
pelas que a viuvez entregou à cobiça de credores inconscientes;
pelas que enlouqueceram de dor e foram trancadas nos manicômios;
e por aquelas outras que a velhice da carne cobriu de cabelos brancos e, sem ninguém que as quisessem, foram acolhidas como sombras do mundo, nos braços da caridade!...
São elas, Senhor, as heroínas da retaguarda, que pagam à Terra os mais altos tributos de sofrimento... Tu que reconfortaste a samaritana e secaste o pranto da viúva de Naim, que restauraste o equilíbrio de Madalena e levantaste a menina de Jairo, recorda as filhas de Jerusalém que Te partilharam as agonias da cruz, quando todos Te abandonavam, e compadece-Te da mulher!...
30 - DIANTE DA LEI
O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.
À vista disso, é natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca.
Possuis o que deste.
Granjearás o que vens dando.
Conheces o que aprendeste.
Saberás o que estudas.
Encontraste o que buscavas.
Acharás o que procuras.
Obtiveste o que pediste.
Alcançarás o que almejas.
És hoje o que fizeste contigo ontem.
Serás amanhã o que fazes contigo hoje.
Chegamos, no dia claro da razão, simples e ignorantes diante do aprimoramento e do progresso, mas com liberdade interior de escolher o próprio caminho.
Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas possibilidades de mentalizar e realizar.
O governo do Universo é a justiça que define, em toda parte, a responsabilidade de cada um.
A glória do Universo é a sabedoria, expressando luz nas consciências.
O sustento do Universo é o trabalho que situa cada inteligência no lugar que lhe compete.
A felicidade do Universo é o amor na forma do bem de todos.
O Criador concede às criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que se ajustem, por fim, às leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que, permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós.
31 - MELHORAR
Sofres constantes vicissitudes e suspiras por melhorar.
De afeições prediletas, colheste calhaus por flores.
Amigos que abraçavas, confiante, voltaram-te o rosto, atirando-te fogo ao peito.
Age, porém, como se nada disso houvesse acontecido, e continua distribuindo o pão da bondade.
Observas que o trabalho te pede sacrifício maior.
Tarefas, reconhecidamente dos outros, são relegadas às tuas mãos.
Procede, entretanto, como se os deveres agravados te pertencessem, honrando a casa de responsabilidade e suor, casa que te valoriza a existência.
Apreciações incompletas, que te escaparam da boca, são motivo a comentários que te deprimem.
Reparas, com tristeza, que te pregam às costas o cartaz da ironia.
Caminha, contudo, como se a maldade circulante não existisse, porque, em verdade, os melhores companheiros não tem obrigação de conhecer-te os intentos nobres.
Ações edificantes que iniciaste foram interrompidas com desrespeito.
Retalharam-te o nome e apedrejaram-te a alma.
Segue, no entanto, à frente, como se tudo isso tivesse de suceder mesmo assim, para que refaças as próprias obras, no rumo da perfeição.
Todos trazemos do passado larga bagagem de defeitos e prejuízos.
Alimentá-los ao preço de inquietação e revide seria perpetuar o desequilíbrio e a aflição.
Se aspiras a solucionar os problemas da vida, serve e perdoa, sem condições.
No mundo moral não existe oposição que resista indefinidamente à força do exemplo.
Se o desânimo te ameaça, desce os olhos e contempla o teu próprio corpo e o teu próprio corpo dirá em silêncio que, para sustentar-te o espírito, infatigavelmente, ele mesmo vive em regime incessante de serviço e perdão para melhorar.
CONTINUA AMANHÃ
segunda-feira, 4 de abril de 2011
MOMENTO DE REFLEXÃO
Tudo é possível àquele que crê
Você é uma pessoa otimista? Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança? Ou você já desacredita de muitas coisas? Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar? |
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Redação do Momento Espírita com base em história de autoria ignorada e no cap. 19 do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Lea
PENSAMENTO DO DIA
Torres Pastorino
MENSAGEM DO DIA
Dê toda a sua atenção para a formação do caráter de seus filhos, sobretudo por meio dos exemplos de sua própria vida.
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 10ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
“O CÉU E O INFERNO”
De
ALLAN KARDEC
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
26 - NO CAMPO DO ESPÍRITO
Surpreendeste lutas enormes, no próprio lar, onde os mais amados te sonegam entendimento; observaste a queda dos melhores companheiros que te exercitavam na elevação; recebeste a lama da calúnia sobre as mãos limpas; viste amigos queridos dependurarem-te o nome no varal da suspeita; notaste que as tuas mais belas palavras rolaram no gelo da indiferença; recolheste escárnio em troca de amor...
Todos esses problemas, no entanto, são desafios da vida a te pedirem trabalho.
Seja qual seja a dificuldade, não acuses, nem desanimes.
No campo do espírito, a injuria é lodo verbal.
Queixa é semente morta.
Reclamação é fuga estudada.
Censura é ponta de espinho.
Melindre é praga destruidora.
Irritação é tempo perdido.
Ideal inoperante é água parada.
Desalento é ramo seco.
Ninguém avança sem movimento.
Não há evolução, nem resgate, sem ação.
Evolução é suor indispensável.
Resgate é suor necessário com o pranto da consciência.
Nossas dores respondem, assim, pelas falhas que demonstremos ou pelas culpas que contraímos.
A Lei estabelece, porém, que as provas e as penas se reduzam, ou se extingam, sempre que o aprendiz do progresso ou o devedor da justiça se consagre às tarefas do bem, aceitando, espontaneamen-te, o favor de servir e o privilégio de trabalhar.
27 - NOS CÍRCULOS DA FÉ
Acende a flama da reverência, onde observes lisura na idéia religiosa.
Lembremo-nos, com o devido apreço aos irmãos que esposam princípios diferentes dos nossos, de que existem tantos modos de expressar confiança no Criador quantos são os estágios evolutivos das criaturas.
Há os que pretendem louvar a Infinita Bondade, manejando borés; há os que se supõem plenamente desobrigados de todos os compromissos com a própria crença, tão somente por se entregarem a bailados exóticos; há os que se cobrem de amuletos, admitindo que o Eterno
Poder vibre absolutamente concentrado nas figurações geométricas; há os que fazem votos de solidão, crendo agradar aos Céus, fugindo do trabalho; há os que levantam santuários de ouro e pedrarias, julgando homenagear o Divino Amor; e há, ainda, os que se presumem detentores de prerrogativas e honras especiais, pondo e dispondo nos assuntos da alma, como se Deus não passasse de arruinado ancião, ao sabor do capricho de filhos egoístas e intransigentes...
Ainda assim, toda vez que se mostrem sinceros, não lhes negues consideração e respeito.
Quase sempre, são corações infantis, usando símbolos como exercícios da escola ou sofrendo sugestões de terror para se aco-modarem à disciplina.
Contudo, não lhes abraces as ilusões, a pretexto de honorificar a fraternidade, porque a verdadeira fraternidade se movimenta a favor dos companheiros de evolução, clareando-lhes o raciocínio sem violentar-lhes o sentimento.
É preciso não engrossar hoje as amarras do preconceito, para que o preconceito não se faça crueldade amanhã, perseguindo em nome da caridade ou supliciando em nome da fé.
Se a Doutrina Espírita já te alcançou o entendimento, apoiando-te a libertação interior e ensinando-te a religião natural da respon-sabilidade com Deus em ti mesmo, recorda a promessa do Cristo:
“Conhecereis a verdade e a verdade, afinal, vos fará livres.”
28 - BEM-AVENTURADOS
Vieram ao mundo em todos os tempos.
Seguem-nos ainda hoje.
E virão sempre.
Por amor, os bem-aventurados, que já conquistaram a Luz Divina, descerão até nós, quais flamas solares que não apenas se retratam nos minaretes da Terra, mas penetram igualmente nas reentrâncias do abismo, aquecendo os vermes anônimos.
Chegam, sim, até nós, desculpando-nos as faltas e suprindo-nos as fraquezas, a integrar-nos na ciência difícil de corrigir-nos por nós mesmos, sem reclamarem o título de mestres.
Volvem de sublimes regiões, semelhando astros que se apagam na sombra de pesada renúncia, para nos conduzirem o passo, e, envergando a roupagem inferior em que nos achamos, são pais e mães, amigos e servidores, cuja grandeza, muita vez, percebemos somente depois que se distanciam...
Ajudam-nos a carregar o fardo de nossos erros, sem tornar-nos irresponsáveis. Alentam-nos a energia sem demitir-nos da obrigação.
Sobretudo, jamais nos criticam as deficiências, apesar de nos conhecerem as forças ainda frágeis, e, ainda mesmo quando nos rebolquemos no vício, levantam-nos, caridosos, sem fustigar-nos com o tição da censura.
São eles a palavra serena nos torvelinhos do desespero, o refúgio no abandono, o consolo quando a provação nos obriga a marchar sob a chuva das lágrimas, e a certeza do bem, quando o mal parece minar a vida.
Se choras, reflete neles.
Quando te aflijas, não lhes olvides o apoio.
Endereça o pensamento às Alturas e pede-lhes inspiração e socorro, porque, para eles, os bem-aventurados que se elevaram à União Divina, o júbilo maior será sempre esparzir o amor de Deus, que acende estrelas além das trevas e desabotoa rosas entre os espinhos.
CONTINUA AMANHÃ
domingo, 3 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Torres Pastorino
MENSAGEM DO DIA
Saiba retribuir com gratidão os benefícios que recebe.
Não seja ingrato!
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 9º PARTE
JUSTIÇA DIVINA
“O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
Elas, porém, se fizeram assim, à força de suportarem ontem os teus próprios abusos nos venenos da mesa.
Trazes hoje o corpo mutilado, obrigando-te a movimentos de sacrifício.
Tens, no entanto, o carro físico desse modo por lhe haveres gasto, ontem, esse ou aquele recurso em corridas à delinqüência.
Trazes hoje o cérebro hebetado, dificultando-te as expressões.
Mas, isso acontece porque, ontem, mergulhavas a própria cabeça em clima de trevas.
Trazes hoje a carência material por sentinela de cada dia.
Contudo, ontem atolavas o coração no supérfluo, articulado com o pranto dos infelizes.
Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos.
Entretanto, são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas.
Todos somos capazes de fazer o melhor, porquanto, pelas tentações e provas de hoje, podemos avaliar o ponto de trabalho em que a vida nos impele a sanar os erros do passado, clareando o futuro.
Perfeição é a meta.
Reencarnação é o caminho.
E toda falha, na direção de obra perfeita, exige naturalmente corrigenda e recomeço.
24 CÉU
Aflitiva e longa tem sido a nossa viagem multimilenária, através da reencarnação, a fim de que venhamos a entender o conceito de céu.
Entre os chineses de épocas venerandas, afiançávamos que a imortalidade era a absoluta integração com os antepassados.
Na Índia bramânica, admitíamos que o éden fosse a condição privilegiada de alguns eleitos, na pureza intocável dos cimos.
No Egito remoto, imaginávamos que a glória, na Esfera Espiritual, consistisse na intimidade com os deuses particulares, ainda mesmo quando se mostrassem positivamente cruéis.
Na Grécia antiga, supúnhamos que a felicidade suprema, além da morte, brilhasse no trono das honrarias domésticas.
Com gauleses e romanos, incas e astecas, possuíamos figurações especiais do paraíso e, ainda ontem, acreditávamos que o céu fosse região deleitosa, em que Deus, teologicamente transformado em caprichoso patriarca, vivesse condecorando os filhos oportunistas que evidenciassem mais ampla inteligência, no campeonato da adulação.
De existência a existência, entretanto, aprendemos hoje que a vida se espraia, triunfante, em todos os domínios universais do sem-fim; que a matéria assume estados diversos de fluidez e condensação; que os mundos se multiplicam infinitamente no plano cósmico; que cada espírito permanece em determinado momento evolutivo, e que, por isso, o céu, em essência, é um estado de alma que varia conforme a visão interior de cada um.
É por esse motivo que Allan Kardec pergunta e responde:
– Nessa imensidade ilimitada, onde está o Céu?
“Em toda parte. Nenhum contorno especial lhe traça limites. Os mundos superiores são as últimas estações do seu caminho, que as virtudes franqueiam e os vícios interditam.”
E foi ainda, por essa mesma razão que, prevenindo-nos para compreender as realidades da natureza, no grande porvir, ensinou-nos Jesus, claramente:
“O Reino de Deus está dentro de vós.”
25 - VIAJANTES
De muitos deles tiveste notícia da glória que ostentavam na Terra.
Pompeavam adornos de alto preço e chamavam-se príncipes.
Brandiam armas sanguinolentas e faziam-se chefes.
Mostravam brasões e manejavam a autoridade.
Eram mulheres primorosamente vestidas e atuavam no pensamento dos ditadores, alterando a sorte das multidões.
Entretanto, apenas viajavam no caminho dos homens...
Outros muitos conheceste de perto.
Urdiam golpes de inteligência e dirigiam enormes comunidades.
Sobraçavam livros famosos e tornavam-se mestres.
Amontoavam dinheiro e erguiam-se poderosos.
Exibiam louros da mocidade e articulavam aventuras e sonhos.
Contudo, viajavam também...
Se eram bons ou maus, justos ou injustos, realmente não sabes, porque as verdadeiras contas de cada um são examinadas além...
No entanto, não ignoras que nem o poder e nem o encargo, nem a juventude e nem o ouro, nem a fama e nem a Ciência lhes conferiram qualquer privilégio de fixação.
Todos passaram, uns após outros...
Pensa nisso e recorda que te encontras no mundo igualmente em viagem.
desfrutas, a não ser aquilo que fizeste e colocaste em ti mesmo.
Ninguém te aconselha a fazer da existência o culto inveterado da morte, mas é imperioso caminhes na convicção de que a vida prossegue...
Vive, pois, de tal modo que todos aqueles que convivem contigo possam, mais tarde, lembrar-te o nome, como quem abençoa a presença da fonte ou agradece a passagem da luz.
CONTINUA AMANHÃ
sábado, 2 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
“Não saiba sua mão direita o que faz a esquerda”.
Torres Pastorino
MENSAGEM DO DIA
De nada nos valerá o conhecimento de todas as ciências do mundo, de tudo que está fora de nós, se não conhecermos a nós mesmos.
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 8ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
“O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
20 - MISSÕES
Anelas o renome dos grandes juízes, mas não sabes em quantas ocasiões padecem, agoniados, para não caírem nos erros de consci-ência.
Desejas a fama dos grandes cientistas; contudo, não indagas quanto ao preço que pagam à disciplina, para manterem fidelidade às suas obrigações.
Queres as vantagens dos grandes industriais; no entanto, desconheces a imensa luta em que se desgastam.
Abraça a atividade singela que o mundo te reservou, respei-tando a importância da vida.
Se a experiência de sacrifício te chama a decifrar-lhe os segredos, lembra-te do alicerce que se esconde no solo, preservan-do a segurança da construção.
Se o apostolado familiar é a renúncia que te compete, recorda que não existem personalidades notáveis, entre os homens, sem o devotamento silencioso de mães e pais, professores e companheiros que se apagam, pouco a pouco, a fim de que elas se levantem na evidência terrestre, à feição das obras-primas de estatuária, em pedestais obscuros.
O arado que semeia é irmão da pena que escreve.
A cozinha dedicada à química do alimento é outra face do laboratório consagrado à química das aplicações científicas.
Diante da Lei, todas as tarefas do bem são missões de caráter divino.
Atende, pois, de coração alegre, ao dever que te cabe, e, se ninguém na Terra dá conta de teus passos, ignorando-te a presença, nem por isso abandones o trabalho humilde que a vida te confiou, na certeza de que Deus é também o Grande Anônimo, a ensinar-nos, na base de toda a sabedoria e de todo o amor, que o mais alto privilégio é servir e servir.
21 - PAI
É justo reconheças tua prova por agonia do coração.
Ergues súplice olhar, no silêncio da prece, e relacionas mecanicamente aqueles que te feriram.
É como se conversasses intimamente com Deus, apresentando-lhe vasto balanço de amarguras e queixas...
E o supremo Senhor cuidará realmente de ti, alentando-te o passo... Entretanto, é preciso não esquecer que ele cuidará i-gualmente dos outros.
Lança mais profundo olhar naqueles que te ofenderam, con-forme acreditas, e compara as tuas vantagens com as deles.
Quase sempre, embora se entremostrem adornados de ouro e renome, nas galerias da evidência e da autoridade, são almas credoras de compaixão e de auxílio... Traíram-te a confiança, contudo, tombaram nas malhas de pavorosos enganos; humilharam-te impunemente, mas adquiriram remorsos para imenso trecho da vida; dilaceraram-te os ideais, entretanto, caíram no descrédito de si próprios, abandonaram-te com inexprimível ingratidão, todavia, desceram à animalidade e à loucura...
Não é possível que Luz do Universo apenas te ampare, desprezando aqueles que se encontram à margem de sofrimento maior.
Unge-te, assim, de paciência e compreensão para ajudar na Obra Divina, ajudando a ti mesmo.
Em qualquer apreciação, ao redor de alguém, recorda que o teu Criador é também o Criador dos que estão sendo julgados.
É por isso que Jesus, em nos ensinando a orar, revelou Deus como sendo o amor de todo amor, afirmando, simples: “Pai nosso, que estás nos céus...”
22 - EM ORAÇÃO E SERVIÇO
Aquele que hoje carrega na praça o nome de malfeitor pode ser amanhã o apoio a que te arrimes.
Reprovaste o motorista que se envolveu em grave desastre, e, ao vê-lo em posição difícil na estrada, propões-te, de início, lançá-lo à própria sorte, seguindo indiferente.
Entretanto, vence a repulsão e assegura-lhe o socorro preciso.
É possível seja ele, mais além, o amigo certo que te livrará de males maiores.
Viste com desprazer o homem público que se tornou repentinamente odiado, à face de erros clamorosos que se viu na conjuntura de cometer ou endossar, na esfera administrativa, e, no momento justo de considerar-lhe as obras deficitárias, inclinas-te à censura.
Cala, porém, a crítica destrutiva e pronuncia o verbo que lhe sirva de reconforto.
Provavelmente, muito breve será ele o interventor providencial na solução de teus problemas.
Conheces o rapaz transviado, autor de faltas confessas pela carência de educação com que foi rudemente prejudicado, através do tempo, e, ao surpreendê-lo embriagado na rua, dispões-te, instintivamente, a passar de largo.
Contudo, deixa que a bondade te inspire o coração e dá-lhe simpatia.
Pode acontecer, em futuro próximo, seja ele a pessoa indicada a salvar-te em amargos perigos.
Fitaste com desprezo a jovem menos feliz que se arrojou a costumes indesejáveis por falta de assistência no lar, em que se desenvolveu ao sabor dos próprios caprichos, e, encontrando-a enredada nas teias da delinqüência, tendes a incriminá-la com palavras condenatórias.
No entanto, reflete na compaixão e ampara-lhe o reajuste.
Talvez amanhã esteja ela no quadro de teus familiares mais queridos, por injunções de casamento.
Para isso, não te sintas superior.
Lembra-te, acima de tudo, de que, pelas imperfeições que ainda trazemos, todos somos delinqüentes potenciais e de que, se não vigiarmos em oração e serviço, junto das tentações que nos visitam as fraquezas, ainda hoje o lugar dos irmãos caídos pode ser igual-mente o nosso.
CONTINUA AMANHÃ
sexta-feira, 1 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Por maior que seja a tempestade que o envolve, não perca seu equilíbrio. Todas as tempestades passam.
Torres Pastorino
MENSAGEM DO DIA
Não magoe aqueles que o beneficiaram
Não fira a sensibilidade alheia, porque você sabe como sofre quando fazem isso com você.
JUSTIÇA DIVINA - ESTUDOS SOBRE AS OBRAS DE ALLAN KARDEC - 7ª PARTE
JUSTIÇA DIVINA
Ditado pelo Espírito EMMANUEL
16 - NA ESCOLA DA VIDA
De muitos deles, tens notícias que assombram, e sabes de outros muitos positivamente estirados na delinqüência.
Agitam-se alguns, por ignorância, sob as tenazes do crime.
Vários conhecem que amargas conseqüências recolherão mais tarde e, apesar disso, rendem-se, inermes, às garras da tentação.
Declaram-se outros adeptos da virtude e rolam na crueldade.
E outros, ainda, que te animavam à fé, permanecem na reta-guarda, entregues ao desespero...
Junto deles, há quem diga: “são almas empedernidas”.
E, há quem reforce: “são feras em forma humana”.
Entretanto, ainda mesmo te arroles entre as vítimas, carregando o peito dilacerado, não ergas a voz para persegui-los. Estão marcados em si mesmos pelo remorso que trazem no seio.
Não é necessário te aproximes com vergastas para zurzir-lhes a carne. Além de sitiados na dor do arrependimento, quase sempre transitam em cárceres de amargura ou respiram exilados do carinho doméstico, sorvendo lágrimas de aflição.
Em lugar de fel e desprezo, dá-lhes amor e esperança, a fim de que despertem a vontade entorpecida para o campo do bem.
Diante de todos eles, nossos irmãos enganados na sombra, abençoa e ora... e, se te agridem, desvairados e inconscientes, abençoa e ora de novo, na certeza de que Deus a ninguém abandona e, ainda mesmo para os filhos mais depravados, providenciará reajuste, através da reencarnação, que é a escola da vida, a levantar-se, divina, do bendito colo de mãe.
17 - EXAMES
O sofrimento é fotógrafo oculto.
Deslinda os mais íntimos aspectos da personalidade, situando-os a descoberto.
Aclara os menores impulsos do coração, deixando-os à mostra.
Em razão disso, cada problema que te procura é semelhante ao trabalho de análise dirigida, como que a radiografar-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhes o equilíbrio.
Cada provação pode ser comparada a um banho de substâncias químicas, testando-te idéias e sentimentos, para definir-lhes a sanidade.
A vida, expressando a Sabedoria divina, observa cada um de nós, diariamente, examinando-nos o possível valor, a fim de valorizar-nos.
Cultura nobre granjeia tarefas enobrecidas.
Virtude alcança merecimento.
Quem aprende pode ensinar.
Quem semeia o melhor adquire o melhor.
Quem ajuda sem recompensa colhe apoio espontâneo.
Em todas as borrascas e provações, adversidades e sombras, permanece fiel ao bem, no serviço incansável, para que o bem te revele através dos outros.
Não consultes a palavra “impossível”, no dicionário da experiência. Todos temos a vontade por alavanca de luz e toda criatura, sem exceção, demonstrará a quantidade e o teor da luz que entesoura em si própria, toda vez que chamada a exame, na hora da crise.
18 - SABES DISSO
Tomaste algo de teu sangue e amassaste-o com o hálito de teu hálito, adicionaste os melhores sonhos e os mais límpidos ideais e formaste semelhantes maravilhas que te nasceram por esperanças em flor.
Sentindo-as por aves frágeis, em busca de asilo em teu peito, sabes acolher-lhes as necessidades no carinho incessante.
Dias de laborioso cuidado, preservando-lhes a existência.
Noites de dolorosa vigília, quando a enfermidade aparece.
Alimento, agasalho, escola, responsabilidades e inquietações...
Entretanto, mais tarde, nunca te lembrarás de cobrar-lhes impostos de reconhecimento ou exigir se convertam em fantoches de teus caprichos.
Ver-lhes a honradez e o trabalho, o passo reto e a independência construtiva representa, em verdade, todo o triunfo que ambicionas.
E, um dia, dobado longo tempo sobre a tua renuncia, se essas crianças, transfiguradas em pessoas adultas, caem sob terríveis enganos, na conquista da experiência, sabes esquecer as rugas de dor e refazer os ossos desconjuntados... Sabes começar a luta de novo para ajudar os rebentos da própria vida a se transferirem das dívidas de aflição para os júbilos do resgate... E a todos os que te reprovam o devotamento e a fadiga, censurando-te a persistência no sacrifício, sabes responder, na mesma reserva de confiança e ternura, com alegria misturada de pranto: “são meus filhos”.
Isso acontece no lar terreno, onde as criaturas humanas, embora imperfeitas, não se resignam a ferretear os próprios filhos com o estigma de escravos...
Imagina, pois, a longanimidade do amor que vibra e reina, infinito, no Lar Divino da Criação!...
19 - OMISSÃO
Não permitas que a omissão se erija em teu caminho, por chaga irremediável.
Imagina-te à frente do amigo necessitado a quem podes favorecer.
Não te detenhas a examinar processos de auxílio.
É possível que amanhã não mais consigas vê-lo com os olhos da própria carne.
Supõe-te ao pé do companheiro sofredor, a quem desejas aliviar.
Não demores o socorro preciso.
É provável que o abraço de hoje seja o início de longo adeus.
Não adies o perdão, nem atrases a caridade.
Abençoa, de imediato, os que te firam com o rebenque da injúria, e ampara, sem condições, os que te comungam a experiência.
Se teus pais, fatigados de luta, são agora problemas em teu caminho, apóia-os com mais ternura.
Se teus filhos, intoxicados de ilusão, te impõem dores amargas, bendize-lhes a presença.
Se o trabalho espera por tuas mãos, arranja tempo para fazê-lo..
Se a concórdia te pede cooperação, não retardes o atendimento.
Não percas a divina oportunidade de estender a alegria.
Tudo o que enxergas, entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.
Faze, em cada minuto, o melhor que puderes.
Seja qual for a dificuldade, não desertes do amor que todos devemos uns aos outros. E se recebes, em troca, pedra e ódio, vinagre e fel, sorri e auxilia sempre, porque é possível estejas ainda hoje, na Terra, diante dos outros, ou os outros diante de ti pela última vez.
CONTINUA AMANHÃ