sábado, 19 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Sábado, 19 de março de 2011.

Seja alegre, procurando fazer todo o bem que puder, nos dias em que permanecer na face da Terra.

Torres Pastorino

MINUTO DE SABEDORIA

Procure viver mais a sua vida interior.

A agitação da vida não deve atingir nosso eu verdadeiro, nossa alma.

Não deve fazer esquecer a coisa mais importante.

A Centelha Divina é que é nosso eu real, do qual nosso corpo é apenas um reflexo.

Portanto, procure viver mais imensamente sua vida interior, a vida de seu eu verdadeiro, de sua alma.

BEZERRA DE MENEZES - BIOGRAFIA

BEZERRA DE MENEZES (Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti)

(*29/08/1831 - +11/04/1900)

RESUMO BIOGRÁFICO:

O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no dia 29 de Agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Ceará, descendente de antiga família das primeiras que vieram do Sul povoar aquele Estado.

Em 1838, entrou para a escola pública da Vila do Frade. Diplomou-se, em 1856, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No dia 6 de novembro de 1858, casou-se com Dª Maria Cândida de Lacerda, que faleceu em 24 de março de 1863, deixando-lhe dois filhos (em de 3 anos e um de 1 ano).

Conheceu o espiritismo em 1875 e, em 16 de Agosto de 1886, diante de um público extraordinário, proclamou a sua adesão ao Espiritismo.

A partir daí, toda sua existência foi totalmente dedicada à causa de Cristo, sendo considerado o médico dos pobres e o apóstolo da caridade devido à sua dedicação a causa de Cristo, pelo amor que dedicava ao próximo.

Foi vereador e deputado pelo Rio de Janeiro, além de presidente da FEB, Federação Espírita Brasileira, onde conseguiu aglutinar o movimento espírita.

Em 11 de abril de 1900, às onze horas e meia, desencarnava, no Rio de Janeiro,

O Dr.Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, o inolvidável Apóstolo do Espiritismo no Brasil.

BEZERRA DE MENEZES - BIOGRAFIA

Nome: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.

Natural: Riacho do Sangue - CE

Nascimento: 29 de agosto de 1831

Desencarne: 11de abril de 1900

Profissão: Médico, Redator e político (vereador, prefeito, deputado e senador)

Família: 1ª esposa - Maria Cândida de Lacerda (desencarnou em 24 de março de 1863) com quem teve dois filhos; 2ª esposa - Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.

Obras literárias: A casa assombrada; A loucura sob novo prisma; A Doutrina Espírita como filosofia teogônica (Uma carta de Bezerra de Menezes); Casamento e mortalha; Pérola Negra; Evangelho do Futuro. Também traduziu o livro Obras Póstumas de Allan Kardec.

Descendente de família antiga no Ceará ligada à política e ao militarismo, foi educado segundo padrões rígidos e princípios da religião católica. Aos sete anos de idade entrou para a escola pública da Vila Frade, aprendendo os primeiros passos da educação elementar. Em 1842 sua família muda-se para o Rio Grande do Norte, em conseqüência de perseguição política. Matriculou-se na aula pública de latinidade na antiga vila de Maioridade. Em dois anos preparou-se naquela língua de modo a substituir o professor.

Em 1846, a família novamente se muda para o Ceará, fixando residência na capital. Entrou para o Liceu, ali existente, e completou seus estudos preparatórios como o primeiro aluno do Liceu. No ano de 1851, o mesmo da morte de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Para poder estudar, dava aulas de Filosofia e Matemáticas. Doutorou-se em 1856 pela Faculdade de Medicina, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro".

Candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento", sendo empossado em 1º de junho de 1857. Em 1858 foi nomeado "cirurgião-tenente". Também sendo, no período de 1859-61, redator dos "Anais Brasilienses de Medicina" da Academia Imperial de Medicina.

CONTINUA AMANHÃ

DIVALDO FRANCO - VIGIAR AS TENDÊNCIAS DOS FILHOS

sexta-feira, 18 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Sexta feira, 18 de março de 2011.

“Não viva ansioso e preocupado, para não atrair moléstias para seu corpo.”

Torres Pastorinho

MINUTO DE SABEDORIA

Seja o que você deseja ser.

Não dê importância ao que os outros dizem.

Você é filho de DEUS, e como tal tem o direito a sua liberdade.

Não desanime diante dos impedimentos e das dores.

Fique certo de que você, unicamente você, terá de dar contas de seus atos.

Portanto, busque dentro de si mesmo a luz divina, e seja exatamente o que você deseja ser, subindo sempre.

ALAN KARDEC - BIOGRAFIA - 3ª PARTE

OS ÚLTIMOS ANOS

Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores atraves da Revista Espirita Ou Jornal de Estudos Psicológicos. Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade,[12] em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês.

Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:[13]

“ Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se- os teus olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (…) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista! ”
—Camille Flammarion

Sobre Kardec, Gabriel Delanne escreveu:[14]
“ Substituindo a fé cega numa vida futura, pela inquebrantável certeza, resultante de constatações científicas, tal é o inestimável serviço prestado por Allan Kardec à humanidade. ”


OBRAS

OBRAS DIDÁTICAS

Contracapa da versão de 1860 d'O Livro dos Espíritos, a principal obra publicada por Kardec.

O professor Rivail escreveu diversos livros pedagógicos, dentre os quais destacam-se:[15]

• 1824 - Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família, com modificações - 2 tomos

• 1828 - Plano proposto para melhoramento da Instrução Pública
• 1831 - Gramática Francesa Clássica
• 1831 - Qual o sistema de estudo mais consentâneo com as necessidades da época?.
• 1846 - Manual dos exames para os títulos de capacidade: soluções racionais de questões e problemas de Aritmética e de Geometria
• 1848 - Catecismo gramatical da Língua Francesa
• 1849 - Programa dos Cursos ordinários de Química, Física, Astronomia, Fisiologia
• 1849 - Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona
• 1849 - Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas

DIPLOMAS OBTIDOS

Lista dos principais diplomas obtidos por Denizard Rivail durante a sua carreira de professor e diretor de colégio:[16]

• Diploma de fundador da Sociedade de Previdência dos Diretores de Colégios e Internatos de Paris - 1829
• Diploma da Sociedade para a Instrução Elementar - 1847. Secretário geral: H. Carnot.
• Diploma do Instituto de Línguas, fundado em 1837. Presidente: Conde Le Peletier-Jaunay.
• Diploma da Sociedade de Educação Nacional, constituída pelos diretores de Colégios e de Internatos da França - 1835. Presidente: Geoffroy de Saint-Hilaire.
• Diploma da Sociedade Gramatical, fundada em Paris em 1807, por Urbain Domergue - 1829.
• Diploma da Sociedade de Emulação e de Agricultura do Departamento do Ain - 1828 (Rivail fora designado para expor e apresentar em França o método de Pestalozzi).
• Diploma do Instituto Histórico, fundado em 24 de Dezembro de 1833 e organizado a 6 de Abril de 1834. Presidente: Michaud, membro da academia francesa.
• Diploma da Sociedade Francesa de Estatística Universal, fundada em Paris, em 22 de Novembro de 1820, por César Moreau.
• Diploma da Sociedade de Incentivo à Indústria Nacional, fundada por Jomard, membro do Instituto.
• Medalha de ouro, 1º prêmio, conferida pela Sociedade Real de Arrás, no concurso realizado em 1831, sobre educação e ensino.

OBRAS ESPÍRITAS

As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo, sob o pseudônimo Allan Kardec, são:

• O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;
• O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;
• O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;
• O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;
• A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.
Além delas, como Kardec, publicou mais cinco obras complementares:
• Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;
• O que é o Espiritismo (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;
• Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)
• O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;
• Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).

Após o seu falecimento, viria à luz:

• Obras Póstumas, em 1890.

Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:

• O principiante espírita (pela editora O Pensamento)
• A Obsessão (pela editora O Clarim)

CITAÇÕES

• "A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação."[17]


ALAN KARDEC

• "Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posterior confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas."[18]

• "(…)o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…"[19]

1. ↑ Diz-se codificador pois o seu trabalho foi o de reunir, compilar e sistematizar textos recebidos por diversos médiuns naquela época.

DIVALDO FRANCO E OS PRETOS VELHOS

quinta-feira, 17 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Quinta feira, 17 de março de 2011.

Se suas palavras forem ásperas e duras, se em todas as criaturas você descobrir um adversário, a vida se tornará uma tortura!

Torres Pastorino

MINUTO DE SABEDORIA

Evite acusar e criticar.

Procure, antes, colaborar, sobretudo, com seu exemplo digno e nobre.

Tudo tem a sua razão de ser na vida, embora nem sempre saibamos compreender, porque não temos uma visão completa, já que só podemos ver a superfície das pessoas e coisas.

Deixe o julgamento Aquele que vê os corações e que está dentro de cada um de nós, lendo os mais secretos pensamentos e intenções.

ALAN KARDEC - BIOGRAFIA - 2ª PARTE

A juventude e a atividade pedagógica

Allan Kardec e sua esposa Amélie Gabrielle Boudet.

Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.

Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdon-les-Bains, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos para os mesmos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.

Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e holandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol.

Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?".[8]

A 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet. Em 1824, retornou a Paris e publicou um plano para aperfeiçoamento do ensino público. Após o ano de 1834, passou a lecionar, publicando diversas obras sobre educação, e tornou-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.[9]

Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia[10] comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.

As matérias que lecionou como pedagogo foram: Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.[11]

Das mesas girantes à Codificação

Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam.

Durante este período, também tomou conhecimento do fenômeno da escrita mediúnica ou psicografia, e assim passou a se comunicar com os espíritos. Um desses espíritos, conhecido como um "espírito familiar", passa a orientar os seus trabalhos.

Mais tarde, este espírito iria lhe informar que já o conhecia no tempo das Gálias, com o nome de Allan Kardec. Assim, Rivail passa a adotar este pseudônimo, sob o qual publicou as obras que sintetizam as leis da Doutrina Espírita.[9]

Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem.

Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

O VERDADEIRO CARATER DO ESPIRITISMO

quarta-feira, 16 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Quarta feira, 16 de março de 2011.

Não limite o poder de sua vida!

Não pense que conseguirá tudo o que deseja, em uma só existência.

Torres Pastorino

MINUTO DE SABEDORIA

Procure amar a tudo e a todos indistintamente.

O amor é uma doação perene de luz e de felicidade, sem buscar retribuições e compensações.

Em todas criaturas está DEUS, que habita dentro de cada um de nós.

Ame a DEUS, amando a seu próximo, tanto quanto a si mesmo.

Distribua compreensão e paz, para que a felicidade possa morar definitivamente em seu coração.

ALAN KARDEC - BIOGRAFIA - 1ª PARTE

ALAN KARDEC

Codificador e sistematizador da Doutrina Espírita

Nome completo Hippolyte Léon Denizard Rivail
Nascimento 3 de Outubro de 1804
Lyon, Ródano-Alpes
França

Morte 31 de março de 1869 (64 anos)
Paris, Ile-de-France
França

Ocupação Pedagogo, professor

Conhecido(a) por codificar e sistematizar a Doutrina Espírita

Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi educador, escritor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec,[1] notabilizou-se como o codificador[nb 1] do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita.

Resumo


O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava "Allan Kardec".[2]


No 4º Congresso Mundial em Paris (2004), o médium brasileiro Divaldo Pereira Franco psicografou uma mensagem atribuída ao espírito de León Denis em francês (invertida) declarando que Allan Kardec fora a reencarnação de Jan Hus, um reformador religioso do século XV. Esta informação já foi dada em diversas fontes diferentes,[3][4][5][6] o que está de acordo com o Controle Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: "uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos - a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares."[7]


CONTINUA AMANHÃ

PALESTRA ESPÍRITA SOBRE O CASAMENTO = Pedro Bonilha

terça-feira, 15 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Terça feira, 15 de março de 2011.

A beleza transitória da matéria passa depressa.

Procure sondar a beleza interna das pessoas com quem convive.

Torres Pastorino

MINUTO DE SABEDORIA

Mantenha-se calmo e sereno.

Confie na Força Cósmica que enche todo o universo, inclusive sua própria pessoa.

Focalize sua confiança em DEUS que habita dentro de você e dentro de todas as criaturas.

Liberte-se do medo, caminhe com segurança e procure ouvir as palavras de orientação, ditadas, no mais profundo de seu coração, por DEUS que habita dentro de você.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

NOTA EXPLICATIVA

‘Trecentésima Setuagésima Nona Parte.

Por fim, urge reconhecer que o escopo da Doutrina Espírita reside no aperfeiçoamento do ser humano, motivo pelo qual as indagações e perquirições e/as filosóficas ocupam posição secundária, conquanto importantes, haja vista o seu caráter provisório decorrente do progresso e do aperfeiçoamento geral. Nesse sentido, é justa a advertência do Codificador.

“É verdade que estas e outras questões se afastam do ponto de vista moral, que é a meta essencial do Espiritismo. Eis por que seria um equivoco fazê-las objeto de preocupações constantes. Sabemos, aliás, no que respeita ao principio das coisas, que os Espíritos por não saberem tudo, só dizem o que sabem ou o que pensam saber. Mas como há pessoas que poderiam tirar das divergências desses sistemas uma indução contra a unidade do Espiritismo, precisamente porque são formulados pelos Espíritos, é útil poder comparar as razões pró e contra, no interesse da própria Doutrina, e apoiar no assentimento da maioria o julgamento que se pode fazer do valor de outras comunicações.” (Revista Espírita, 1862, p; 38)

Feitas essas considerações, é lícito concluir que a Doutrina Espírita vigora o mais absoluto respeito à diversidade humana, cabendo ao Espírita o dever de cooperar para o progresso da Humanidade, exercendo a caridade no seu sentido mais abrangente (“benevolência para com todos, indulgencia para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas”), tal como a entendia JESUS, nosso Guia e Modelo, sem preconceitos de nenhuma espécie: de cor, etnia, sexo, crença ou condição econômica, social ou moral.
A EDITORA

Nota do Editor do blog.

Com a 379ª Parte, terminamos a digitação do
“LIVRO DOS ESPÍRITOS” (Contendo os princípios da Doutrina Espírita), editado por ALAN KARDEC, o Codificador, em 1857’.

FIM

PALSTRA ESPIRITA AMAR OS INIMIGOS - HELENA CORREIA

segunda-feira, 14 de março de 2011

MOMENTO DE REFLEXÃO

Pureza

A pureza é uma virtude muito difícil de compreender.

Segundo o dicionário, puro é o que é limpo, intocado, sem manchas ou máculas.


Nesse sentido, pureza seria o estado de quem nunca foi tocado pelo mal, em qualquer de suas formas.


A pureza teria de ser preservada desde a origem, pois qualquer mácula implicaria a sua perda.


Em termos humanos, todos nasceriam puros e assim permaneceriam até que cometessem a primeira falta.


Em tal acepção, o estado de pureza estaria para sempre perdido e fora do alcance da imensa maioria dos homens.


Entretanto, Jesus afirmou a bem-aventurança dos puros de coração.


Não é possível que a felicidade dos bem-aventurados seja restrita a uma ínfima minoria, pois o Cristo também disse que nenhuma de Suas ovelhas se perderia.


Assim, o sentido da palavra pureza não pode se restringir à condição de alguém que nunca foi tocado pelo mal.


O Espiritismo esclarece que todos os Espíritos são criados por Deus, simples e ignorantes.


Gradualmente, à custa de suas experiências, eles desenvolvem os tesouros intelectuais e morais cujo princípio trazem no íntimo.


São dotados de livre arbítrio, a fim de que optem pelos caminhos que lhes pareçam os melhores.


Por vezes erram, em sua ignorância, mas os erros são apenas tropeços momentâneos na caminhada para a angelitude.


Por conta da lei de harmonia e justiça que rege o Universo, todo equívoco deve ser reparado.


Tem-se aí a liberdade com sua natural contraparte, a responsabilidade.


O erro é inerente ao processo de aprendizado.


A perfeição é atributo dos anjos.


Após incontáveis encarnações, os Espíritos desenvolvem todos os seus potenciais e se tornam infinitamente sábios e amorosos.


É quando se tornam puros, pois livres de todos os vícios, não mais sujeitos a erros e intrinsecamente bondosos.


A perfeita pureza não é algo com que se nasce e pode ser perdido ao menor deslize.


Trata-se de um estado de consciência a ser construído ao longo de muitas experiências.


Puro não é o ignorante da realidade da vida, mas o que muito conhece e opta pelo bem, pelo belo, pelo justo.


A pessoa impura vê o mal em toda parte e tem prazer nele.


Como exemplo é o caso de quem observa a conduta alheia sempre disposto a ver e alardear corrupção e leviandade.


O severo censor do próximo muitas vezes apenas afeta uma pureza que não possui.


Intensamente desejoso de fazer algumas coisas que reputa indignas, critica com violência quem as realiza.


A luta por vencer os próprios vícios é dura e meritória.


Ninguém advogará que a criatura viva o que considera errado.


Apenas é necessário dar um passo além e se desvencilhar emocionalmente do equívoco, para não mais gastar tempo na crítica gratuita à conduta alheia.


Como não é ignorante, a pessoa pura identifica o mal onde realmente existe.


Ela percebe e lamenta a desonestidade, o egoísmo, a perversão e a crueldade, mas não os valoriza.


A pureza é algo a ser conquistado.


Viver puramente é uma opção que se faz.


Essa vivência implica luta e esforço, pois pressupõe abandonar maus hábitos e vencer paixões.


Maria de Madalena é oportuno exemplo de pureza conquistada.


Embora os grandes equívocos de seu passado, após conhecer Jesus passou a cultivar a pureza em sua vida.


Trata-se de um eloqüente símbolo da vitória da razão e da vontade sobre a paixão e os vícios.


Assim, tornar-se puro é possível, basta querer.


Pense nisso.

PENSAMENTO DO DIA

Segunda feira, 14 de março de 2011

"As leis do cosmos são inalteráveis e, como tal, devem ser inalteravelmente cumpridas."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Alguns são mais lentos, outros mais rápidos na caminhada.

Não queira exigir dos outros aquilo que nem sempre você mesmo consegue fazer.

Tenha compreensão pelos erros do próximo, e aguarde que possam escalar aos poucos a montanha íngreme da virtude.

Ninguém pode tornar-se santo da noite pára o dia.

Tenha paciência com os companheiros de sua jornada na Terra.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

NOTA EXPLICATIVA

‘Trecentésima Setuagésima Oitava Parte.

Na época, Alan Kardec sabia apenas o que vários autores contavam a respeito dos selvagens africanos, sempre reduzidos ao embrutecimento quase total, quando não escravizados impiedosamente.

É baseado nesses informes “científicos” da época que o Codificador repete, com outras palavras, o que os pesquisadores europeus descreviam quando de volta das viagens que faziam à África Negra. Todavia, é peremptório ao abordar a questão do preconceito racial.
“Nós trabalharmos para dar a fé aos que em nada crêem; para espalhar uma crença que os torna melhores uns para com os outros, que lhes ensina a perdoar aos inimigos, a se olharem como irmãos, sem distinção de raça, casta, seita, opinião política ou religiosa; numa palavra, uma crença que faz nascer o verdadeiro sentimento de caridade, de fraternidade e deveres sociais.” (ALAN KARDEC. Revista Espírita de 1863, 1ª Edição Rio de Janeiro: FEB, 2005 – Janeiro de 1863)

“O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque todos os homens vêem irmãos seus.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII, item 3, p. 348)

É importante compreender, também, que os textos publicados por Alan Kardec na Revista Espírita tinha por finalidade submeter à avaliação geral as comunicações recebidas dos Espíritos, bem como aferir a correspondência desses ensinos com teorias e sistemas de pensamento vigentes à época. Em Nota ao Capítulo XI, item 43, do livro A Gênese, o Codificador explica essa metodologia.

“Quando na Revista Espírita de janeiro de 1862, publicamos um artigo sobre a “interpretação da doutrina dos anjos decaídos”, apresentamos essa teoria como simples hipótese, sem outra autoridade afora a de uma opinião pessoal controversível, porque nos faltavam então elementos bastantes para uma afirmação peremptória. Expusemo-la a titulo de ensaio, tendo em vista provocar o exame da questão, decidido, porém, a abandoná-la ou modificá-la, se fosse preciso. Presentemente, essa teoria já passou pela prova do controle universal. Não só foi bem aceita pela maioria dos Espíritas, como a mais racional e a mais concorde com a soberana justiça de DEUS, mas também foi confirmada pela generalidade das instruções que os Espíritos deram sobre o assunto. O mesmo se verificou como que concerne a origem da raça adâmica.” (A Gênese, Cap. XI, item 43, Nota, p. 2920)

CONTINUA AMANHÃ

PALESTRA ESPÍRITA DE MARIANGEAL MANFRIM - PARTE 3/3

domingo, 13 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Domingo, 13 de março de 2011

"Abri vossos olhos da alma, pois do contrário não conhecereis a alegria."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal.

Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato.

Há tempo para tudo.

E tudo o que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno.

Saiba esperar o momento exato em que receberá os benefícios que pleiteia.

Aguarde com paciência que os frutos amadureçam para que possa apreciar devidamente sua doçura.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

NOTA EXPLICATIVA

Trecentésima Setuagésima Sétima Parte.

Essa compreensão das Leis Divinas permite a Alan Kardec afirmar que:

“O corpo deriva do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças apenas há consangüinidade.” (O Livro dos Espíritos, item 207, p. 176).


“[...] O Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na Criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria , faz com que desapareçam, naturalmente, todas as distinções estabelecidas entre os homens, conforme as vantagens corporais e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.” (Revista Espírita, 1861, p. 432)

“Os privilégios de raças têm sua origem na abstração que os homens geralmente fazem do principio espiritual, para considerar apenas o ser material exterior. Da força ou da fraqueza constitucional de uns, de uma diferença de cor em outros, do nascimento na opulência ou na miséria, da filiação consangüínea nobre ou plebéia, concluíram por uma superioridade ou uma inferioridade natural. Foi sobre este dado que estabeleceram suas leis sociais e os privilégios de raças. Deste ponto de vista circunscrito, são conseqüentes consigo mesmos, porquanto, não considerando senão a vida material, certas classes parecem pertencer, e realmente pertencem, a raças diferentes. Mas se tomar-mos seu ponto de vista do ser espiritual, do ser essencial e progressivo, num palavra, do Espírito, preexistente e sobrevivente a tudo, cujo corpo não passa de um invólucro temporário, variando, como a roupa, de forma e de cor, se além disso, do estudo dos seres espirituais ressalta a prova de que esses seres são de natureza e de origem idênticas, que seu destino é o mesmo, que todos partem do mesmo ponto e tendem para o mesmo objetivo; que a vida corporal não passa de um incidente, uma das fases da vida do Espírito, necessária ao seu adiantamento intelectual e moral; que em vista desse avanço o Espírito pode sucessivamente revestir envoltórios diversos, nascer em posições diferentes, chega-se à conseqüência capital da igualdade de natureza e, a partir daí, à igualdade dos direitos sociais de todas as criaturas humanas e à abolição dos privilégios de raças . Eis o que ensina o Espiritismo. Vós que negais a existência do Espírito para considerar apenas o homem corporal, a perpetuidade do ser inteligente para só encarar a vida presente, repudiais o único principio sobre o qual é fundada, com razão, a igualdade de direitos que reclamais para vós mesmos e para vossos semelhantes.” (Revista Espírita, 1867,p. 231)

“Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois, o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à Lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa Lei da Natureza o principio da fraternidade Universal, também funda na mesma Lei de igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade.” (A Gênese, cap. I, item 36, p. 42-43. Vide também Revista Espírita, 1867, p. 373).

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PALESTRA ESPÍRITA DE MARIANGEL MANFRIM - - PARTE 2/3

sábado, 12 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA


Sábado, 12 de março de 2011


"A essência do despertar é colaborar com o processo de redenção do planeta."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Procure ser humilde em todas as circunstancias.

Humildade não é dizer “SIM” a tudo e a todos.

Nem apregoar que somos humildes.

Não é agachar-se mentalmente a tudo o que os outros dizem.

Não!

Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos.

É conhecer-nos a nós mesmos, procurando corrigir sinceramente nossos defeitos e não nos querendo impor aos outros.

Quem é humilde, em geral, não sabe que o é.

Mas quem não é humilde é que pensa que é.


O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

NOTA EXPLICATIVA

Trecentésima Setuagésima Sexta Parte.


Em diversos pontos de sua obra, o Codificador se refere aos Espíritos encarnados em tribos incultas e selvagens, então existentes em algumas regiões do Planeta, e que, em contato com outros pólos de civilização, vinham sofrendo inúmeras transformações, muitas com evidente benefício para os seus membros, decorrentes do progresso geral ao qual estão sujeitas todas as etnias, independentemente da coloração de sua pele.

Na época de Alan Kardec, as idéias frenológicas de Gail, e as da fisiognomonia de Lavater, eram aceitas por eminentes homens da Ciência, assim como provocou enorme agitação nos meios de comunicação e junto à intelectualidade e a população em geral, a publicação, em 1859 – dois anos depois do lançamento de “O Livro dos Espíritos” – do livro sobre a Evolução das Espécies, de Charles Darwin, com as naturais incorreções e incompreensões que toda ciência nova apresenta. Ademais, a crença de que os traços da fisionomia revelam o caráter da pessoa é muito antiga, pretendendo-se haver aparentes relações entre o físico e o aspecto moral.

O Codificador não concordava com diversos aspectos apresentados por essas assim chamadas ciências. Desse modo, procurou avaliar as conclusões desses eminentes pesquisadores, à luz da revelação dos Espíritos, trazendo ao debate o elemento espiritual como fator decisivo no equacionamento das questões da diversidade e desigualdade humanas.

Alan Kardec encontrou, nos princípios da Doutrina Espírita, explicações que apontam para leis sábias e supremas, razão pela qual afirmou que o Espiritismo permite “resolver os milhares de problemas históricos, arqueológicos, antropológicos, teológicos, psicológicos, morais, sociais, etc.” (Revista Espírita, 1862, p. 401) De fato, as Leis Universais do Amor, da caridade, da imortalidade da alma, da reencarnação, da evolução constituem novos parâmetros para a compreensão do desenvolvimento dos grupos humanos, nas diversas regiões do Orbe.

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PALESTRA ESPIRITA - MARIA\NGELA 1/3 PARTE

sexta-feira, 11 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Sexta feira, 11 de março de 2011

"Assim como a luz não pode afastar-se da chama, as filosofias e os conceitos não devem afastar-se da realidade."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Mantenha aceso seu ideal de felicidade.

Trabalhe visando ao bem próprio e ao bem da humanidade.

Não tenha apenas a preocupação de acumular riquezas, que os vermes destroem e a ferrugem consome.

Acumule riquezas duradouras, constituídas dos benefícios que presta aos seus irmãos, porque amanhã você receberá de todos a alegria da vitória, auxiliada por você.

A alegria do bem que se realiza é o maior tesouro que podemos obter.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

NOTA EXPLICATIVA

Trecentésima Setuagésima Quinta Parte.

“Hoje crêem e sua fé é inabalável, porque assentada na evidência e na demonstração, e porque satisfaz a razão. [...] Tal é a fé dos espíritas, e a prova de sua força é que se esforçam por se tornarem melhores, dominaram suas inclinações más e porem em prática as máximas do CRISTO, olhando todos os homens como irmãos, sem acepção de raças, de castas, nem de seitas, perdoando a seus inimigos, retribuindo o mal com o bem, a exemplo do divino modelo”. (Alan KARDEC – Revista Espírita de 1868. 1ª Edição. Rio de Janeiro: FEB, 2005 p. 28, janeiro 1868.)

A investigação rigorosamente racional e cientifica de fatos que revelaram a comunicação dos homens com os Espíritos, realizada por Alan Kardec, resultou na estruturação da DOUTRINA ESPÍRITA, sistematizada sob os aspectos cientifico, filosófico e religioso.

A partir de 1854 até seu falecimento, em 1869, seu trabalho foi constituído de cinco obras básicas: “O Livro dos Espíritos” (1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864),”O Céu e o Inferno” (1865), “A Gênese” (1868), além da obra “O Que É o Espiritismo” (1859), de uma série de opúsculos e 136 edições da “Revista Espírita” ( de janeiro de 1858 a abril de 1869). Após sua morte, foi editado o livro “Obas Póstumas” (1890).

O Estudo meticuloso e isento dessas obras permite-nos extrair conclusões básicas: a) Todos os seres humanos são Espíritos imortais criados por DEUS em igualdade de condições, sujeitos às mesmas Leis naturais de progresso que levam todos, gradativamente, à perfeição; b) o progresso ocorre através de sucessivas experiências, em inúmeras reencarnações, vivenciando necessariamente todos os segmentos sociais, única forma de o Espírito acumular o aprendizado necessário ao seu desenvolvimento; c) no período entre as reencarnações o Espírito permanece no Mundo Espiritual, podendo comunicar-se com os homens; d) o progresso obedece às Leis morais ensinadas e vivenciadas por JESUS, nosso guia e modelo, referencia para todos os homens que desejam desenvolver-se de forma consciente e voluntária.

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PALESTRA ESPIRITA SOBRE DROGA - PARTE 4

quinta-feira, 10 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Quinta Feira, 10 de março de 2011

"A aproximação ao âmago da verdade realiza-se como um sucessivo romper de véus."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Cultive a alegria em dose máxima.

Alegria, porém, não é barulho: é um estado de alma de quem sente em si a plenitude da vida.

A alegria provém de dentro de nós mesmos, da consciência tranqüila, do cumprimento exato de nossos deveres, e vibra em nós apesar de todos os sofrimentos, calúnias e injustiças.

Seja alegre sempre e, quando a tristeza quiser encobrir o sol de sua vida, entoe um cântico de louvor ao PAI e a luz brilhará novamente em você.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO

IX


Trecentésima Setuagésima Quarta Parte.

Se entre os adeptos do Espiritismo há os que diferem de opinião sobre quaisquer pontos da teoria, todos concordam sobre os pontos fundamentais. Portanto, senão da parte daqueles, em muito pequeno número, que não admitem ainda a intervenção dos Espíritos nas manifestações, e que as atribuem, ou a causas puramente físicas – o que é contrário a este axioma: todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente – ou ao reflexo de nosso pensamento, o que é desmentido pelos fatos. Os outros pontos não são senão secundários e não atingem em alguma coisa as bases fundamentais. Pode, pois, haver escolas que procurem se esclarecer sobre as partes ainda controvertidas da ciência; não deve haver seitas rivais uma das outras. Não haveria antagonismo senão entre aqueles que querem o bem e aqueles que fariam ou desejariam o mal; ora, não há um espírita sincero e compenetrado das grandes máximas morais ensinadas pelos Espíritos, que pudesse querer o mal, nem desejar o mal do próximo, sem distinção de opinião. Se um deles está no erro, a luz, cedo ou tarde, se fará para ele, se a procura de boa fé, sem prevenção. A espera disso, todos têm um laço comum que os deve unir num mesmo pensamento; todos têm um mesmo objetivo, pouco importa, pois, o caminho, contanto que esse caminho a ela conduza. Nenhuma deve se impor pelo constrangimento material ou moral, e só estaria no erro se lançasse anátema sobre a outra, porque agiria , evidentemente, sob a influencia dos maus Espíritos. A razão deve ser o supremo argumento e a moderação assegurará melhor o triunfo da verdade do que a crítica envenenada pela inveja e pelo ciúme.

Os bons Espíritos não pregam senão a união e o amor ao próximo e jamais um pensamento malévolo ou contrário à caridade pode ter vindo de uma fonte pura. Ouçamos, sobre esse assunto, e para terminar, os conselhos do Espiritismo de Santo Agostinho.

“Por muito tempo,os homens têm se dilacerado mutuamente e anatematizado em nome de um DEUS de paz e de misericórdia, ofendendo-o com tal sacrilégio. O Espiritismo é o laço que os unirá um dia, porque lhes mostrará onde está a verdade e onde está o erro. Mas haverá por muito tempo ainda escribas e fariseus que o negarão, como negaram o CRISTO. Quereis saber, pois, sob a influência de quais Espíritos estão as diversas seitas que entre si dividem o mundo? Julgai-as pelas suas obras e pelos seus princípios. Jamais os bons Espíritos foram os instigadores do mal; jamais aconselharam ou legitimaram o homicídio e a violência; jamais excitaram os ódios dos partidos nem a sede de riquezas e de honras, nem a avidez dos bens da Terra. Só aqueles que são bons, humanos e benevolentes para com todos, são os seus preferidos e são também os preferidos de JESUS, porque seguem o caminho que lhes indicou para chegarem até Ele.”

SANTO AGOSTINHO

(CONTINUA AMANHÃ)

PALESTRA ESPIRITA SOBRE DROGAS - PARTE 3

quarta-feira, 9 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Quarta feira, 09 de Março de 2011

"Nenhum passo em direção à meta é vão."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Tenha dinamismo em sua vida!

Não fique aí parado, de braços cruzados.

Não são as idéias bonitas que valem.

São as ações práticas!

Os pés que não caminham criam raízes.

A vida é luta!

Não espere que os necessitados o venham procurar: vá visitá-los em seus tugúrios.

Leve uma palavra de conforto, um sorriso de compreensão, um pensamento de ternura.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO

VIII

Trecentésima Setuagésima Segunda Parte.

Como a invenção do microscópio nos descobriu o mundo dos infinitamente pequenos, que não suspeitávamos; como o telescópio nos descobriu os milhares de mundos que não suspeitávamos mais, as comunicações Espíritas nos revelam o mundo invisível que nos cerca, que nos acotovela sem cessar e, sem que o saibamos, toma parte de tudo que fazemos. Algum tempo ainda e a existência desse mundo, que é o que nos espera, será também incontestável como a do mundo microscópico e dos mundos perdidos no espaço. Portanto, não é alguma coisa nos ter feito conhecer todo um mundo? Nós ter iniciado nos mistérios da vida de além-túmulo? É verdade que essas descobertas, se lhes pode dar esse nome, contrariam um pouco certas idéias firmadas; mas todas as grandes descobertas cientificas igualmente não modificaram, transformaram mesmo as idéias mais acreditadas, e não foi necessário que o nosso amor-próprio se curvasse diante da evidência?

Ocorrerá o mesmo com respeito ao Espiritismo e, dentro em pouco, ele terá direito de cidadania entre os conhecimentos humanos.

As comunicações com os seres de além-túmulo tiveram por resultado nos fazer compreender a vida futura, de nos fazer vê-la, de admitirmos as penas e os gozos que nela nos esperam segundo nossos méritos, e por isso mesmo de reconduzir ao espiritualismo aqueles que não viam em nós senão a matéria, uma máquina organizada. Por isso, tivemos razão em dizer que o Espiritismo matou o materialismo pelos fatos. Não tivesse produzido senão esse resultado e a sociedade lhe deveria reconhecimento; mas ele faz mais: mostra os inevitáveis efeitos do mal e, por conseguinte, a necessidade do bem. O número daqueles que ele conduziu a sentimentos melhores, dos quais neutralizou as más tendências e desviou do mal, é maior do que se crê e aumenta todos os dias. É que para eles o futuro não é mais incerto, não é uma simples esperança, é uma verdade que se compreende, que se explica, quando se vêem e quando se ouvem, aqueles que nos deixaram, se lamentar ou se felicitar do que fizeram sobe a Terra. Quem disso é testemunha, reflete e sente a necessidade de se conhecer, de se julgar e de se corrigir.

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PALESTRA ESPIRITA SOBRE AS CONSEQÜENCIAS DAS DROGAS - 2 PARTE

terça-feira, 8 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Terça feira, 08 de Março de 2011

"A paz é um estado interior no qual o indivíduo se coloca em perfeita sintonia com a realidade espiritual."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

DEUS está dentro de você!

Mas está também dentro de todas as demais criaturas que você encontra.

Mesmo naqueles que não agem com acerto, está habitando permanentemente a Divindade, que dos erros das criaturas humanas faz nascer o bem e o progresso.

Não julgue, pois, apressadamente, pois aquilo que lhe parece ser um erro pode ser o inicio de um resultado maravilhoso.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO

IX

Trecentésima Setuagésima Terceira Parte.

Os adversários do Espiritismo não deixaram de se armar contra ele com algumas divergências de opiniões sobre certos pontos da doutrina. Não é de admirar que, no inicio de uma ciência, quando as observações são ainda incompletas e cada um a examina sob seu ponto de vista, sistemas contraditórios pudessem se produzir. Mas há três quartos desses sistemas estão, hoje, diante de um estudo mais aprofundado, a começar por aquele que atribuía todas as comunicações ao Espírito do mal, como se tivesse sido impossível a DEUS enviar aos homens os bons Espíritos: doutrina absurda, porque é desmentida pelos fatos. Ímpia, porque é a negação do poder da bondade do CRIADOR. Os Espíritos sempre nos disseram para não nos inquietarmos com essas divergências, e que a unidade se faria: ora, a unidade está já feita sobre a maioria dos pontos e as divergências tendem, a cada dia, a se apagar. A esta questão: até que a unidade se faça, sobre o que o homem imparcial e desinteressado pode se basear para ajuizar? Eis a sua resposta:

“A luz mais pura não é obscurecida por alguma nuvem; o diamante sem mancha é o que tem maior valor, portanto, julgai os Espíritos pela pureza de seus ensinamentos. Não vós esqueçais de que, entre os Espíritos, há os que não puderam ainda se despojar das idéias da vida terrestre; sabei distingui-los pela sua linguagem; julgai-os pelo conjunto do que vos dizem; vede se há encadeamento lógico em suas idéias; se alguma coisa neles revela ignorância, orgulho ou malevolência; numa palavra, se suas palavras estão sempre marcadas com o selo da sabedoria, que revela a verdadeira superioridade. Se o vosso mundo fosse inacessível ao erro, seria perfeito, e ele está longe disso; estais ainda aprendendo a distinguir o erro da verdade e necessitais das lições da experiência para o exercício do vosso julgamento e vos fazer avançar. A unidade se fará do lado em que o bem jamais se misturou ao mal; é desse lado que os homens se reunirão pela forças das coisas, porque eles julgarão que lá se encontra a verdade.”

Que importam, aliás, algumas dissidências que estão mais na forma que no fundo! Observai que os princípios fundamentais são os mesmos por toda parte e devem vos unir num pensamento comum: o amor de DEUS e a prática do bem. Quaisquer que sejam, portanto, o modo de progresso que se admita, ou as condições normais da existência futura, o objetivo final é o mesmo: fazer o bem; ora, não há duas maneiras de fazê-lo.

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PALESTRA ESPIRITA SOBRE AS CONSEQÜÊNCIAS DAS DROGAS

segunda-feira, 7 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Segunda feira, 07 de Março de 2011

"Aqueles que despertaram não deveriam colocar um som a mais onde o que devia ser dito já o tenha sido."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Enquanto dispuser de tempo, nesta Terra, dirija seus passos pela senda do bem.

Procure agir, fazer sempre alguma coisa em beneficio de alguém, embora seja apenas uma palavra de conforto, um gesto de carinho, um sorriso de incentivo.

Faça alguma coisa em favor do próximo, e terá o coração cheio de alegria e de felicidade.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO

VIII

Trecentésima Setuagésima Primeira Parte.

Os Espíritos, dizem certas pessoas, nos ensinam uma moral nova, alguma coisa superior à do CRISTO? Se essa moral não é outra senão a do Evangelho, por que o Espiritismo? Esse raciocínio assemelha-se singularmente ao do califa Omar falando da biblioteca de Alexandria: “Se ela não contém, disse, senão o que há no Alcorão, é inútil, portanto, é preciso ainda queimá-la; se ela encerra outra coisa, é má, portanto, é preciso queimá-la”. Não, o Espiritismo não encerra uma moral diferente da de JESUS; mas perguntaremos, por nossa vez, se antes de CRISTO os homens não tinham a Lei dado por DEUS a Moisés? Sua doutrina não se encontra no Decálogo? Dir-se-á por isso que a moral de JESUS era inútil? Perguntaremos ainda àqueles que negam a utilidade da moral Espírita, por que a do CRISTO é tão pouco praticada e por que estes mesmos que lhe proclamam, a justo título, a sublimidade, são os primeiros a violar a primeira de suas leis: a CARIDADE UNIVERSAL? Os Espíritos vêm não somente confirmá-la, mas nos mostram sua utilidade prática. Eles tornam inteligíveis e patentes, verdades que não haviam sido ensinadas senão sob a forma alegórica; e ao lado da moral, vêm definir os problemas mais abstratos e da psicologia.

JESUS veio mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem. Por que DEUS, que o havia enviado para lembrar sua Lei esquecida, não enviaria hoje os Espíritos para a lembrar-lhes de novo e com mais precisão, quando a esquecem para tudo sacrificar ao orgulho e à cupidez? Quem ousaria por limites ao poder de DEUS e traçar-lhe seus caminhos? Quem diz que, como afirmam os Espíritos, os tempos preditos não estão cumpridos, e que não atingimos aqueles em que as verdades mal compreendidas ou falsamente interpretadas devem ser ostensivamente reveladas ao gênero humano para apressar seu progresso? Não há alguma coisa de providencial nessas manifestações que se produzem simultaneamente sobre todos os pontos do Globo? Não é um só homem, um profeta, que vem nos advertir, é a luz que surgiu de toda a parte, é todo um mundo novo que se desenrola aos nossos olhos.

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PALESTRA ESPIRITA SOBRE O VÔO 3054

domingo, 6 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Domingo, 06 de Março de 2011

"É preciso estar sempre pronto para realizar o impossível."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Procure cultivar a verdade, em relação aos outros, e também em relação a você mesmo.

Só a verdade nos fará chegar à perfeição, porquer ela nos faz conhecer o que real e verdadeiramente somos.

E só chegaremos a ser perfeitos quando nos conhecermos a fim de podermos corrigir-nos de nossos defeitos e lançar-nos à conquista das virtudes que nos faltam.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO


VII

Trecentésima Setuagésima Parte.

Seria presumir demasiado da natureza humana crer que ela pudesse se transformar subitamente pelas idéias espíritas. Sua ação não é, seguramente, a mesma, nem do mesmo grau, entre todos aqueles que as professam; mas qualquer que seja o resultado, mesmo fraco, é sempre um progresso, mesmo seja apenas o de dar a prova da existência de um mundo extra-corpóreo , o que implica na negação das doutrinas materialistas, Isto é a conseqüência mesma a observação dos fatos.

Mas entre os que compreendem o Espiritismo filosófico e nele vêem outra coisa além dos fenômenos mais ou menos curiosos, há outros efeitos. O primeiro, e o mais geral, é desenvolver o sentimento religioso naquele mesmo que, sem ser materialista, não tem senão indiferença pelas coisas espirituais.

Disso resulta nele o desprezo pela morte; não dissemos o desejo da morte, longe disso, porque o Espírita defenderá sua vida como qualquer outro, mas uma indiferença que faz aceitar, sem murmurar e sem desgosto, uma morte inevitável, como uma coisa antes feliz que terrível, pela certeza do estado que lhe sobrevirá. O segundo efeito, quase tão geral como o primeiro, é a resignação nas vicissitudes da vida. O Espiritismo faz ver as coisas de tão alto, que a vida terrena, perdendo três quartas partes de sua importância, não aflige tanto com as atribulações que a acompanham; daí mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos; daí também o afastamento do pensamento de abreviar seus dias, porque a ciência espírita ensina que, pelo suicídio, se perde sempre o que se queria ganhar. A certeza de um futuro que depende de nós mesmos tornar feliz, a possibilidade de estabelecer contato com os seres que nos são caros, oferecem ao Espírita uma suprema consolação. Seu horizonte aumenta ao infinito pelo espetáculo incessante que ele tem da vida de além-túmulo, da qual pode sondar as misteriosas profundezas. O terceiro efeito é excitar à indulgência pelas faltas alheias. Mas é necessário dizê-lo, o principio egoísta, e tudo o que dele decorre, é o que há demais tenaz no homem e, por conseguinte, o mais difícil de desarraigar. Fazem-se sacrifícios voluntários desde que coisa alguma custe e, sobretudo, de nada privem. O dinheiro tem ainda, para a maioria, um atrativo irresistível, e bem poucos compreendem a palavra supérfluo, quando se trata de sua pessoa. Por isso, a abnegação da personalidade e o mais eminente sinal de progresso.

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PALESTRA ESPÍRITA - CRISES EMOCIONAIS

sábado, 5 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Sábado, 05 de Março de 2011

"A Humanidade é uma consciência que transcende os limites planetários."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Jamais desanime!

Embora sua dor pareça insuportável e sem remédio, ela há de terminar, e a alegria voltará a brilhar em seu coração.

Não há noite eterna à qual não suceda a luz de um dia radiante.

Dos sofrimentos passados, conservamos apenas uma lembrança quase apagada.

Assim acontecerá amanhã com os sofrimentos de hoje.

Entregue tudo ao tempo, que, com sua mão compassiva, balsamizará todas as suas dores.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO

VII


Trecentésima Sexcentésima Nona Parte.

O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: o fato das manifestações, os princípios da filosofia e de moral que dela decorrem e a aplicação desses principia. Daí três classes, ou antes, três graus entre os adeptos: 1) os que crêem nas manifestações e se limitam em constatá-las; é para eles uma ciência experimental; 2) os que lhe compreendem as conseqüências morais; 3) as que praticam ou se esforçam por praticar esse moral. Qualquer que seja o ponto de vista, cientifico ou moral, sob o que se examinem esses fenômenos estranhos, cada um compreende que é toda uma nova ordem de idéias que surgiu, das quais as conseqüências não podem ser senão uma profunda modificação no estado da Humanidade, e cada um compreende também que essa modificação não pode ocorrer senão no sentido do bem.

Quanto aos adversários, pode-se também classificá-los em três categorias; 1) os que negam sistematicamente tudo o que é novo, ou não vêm deles, e que falam sem conhecimento de causa. A essa classe pertencem todos aqueles que não admitem alguma coisa fora do testemunho dos sentidos; eles não viram coisa alguma, nem querem ver, e ainda menos aprofundar. Ficariam mesmo irritados de ver muito claro com medo de serem forçados em convir que não têm razão. Para eles o Espiritismo é uma quimera, uma loucura, uma utopia, não existe; é muito cedo dizer. São os incrédulos que tomaram partido. Ao lado desses, pode-se colocar aqueles que se dignaram lançar um golpe de olhar para desencargo de consciência, a fim de poderem dizer: “Eu quis ver e não vi coisa alguma”. Eles não compreendem que seja preciso mais de meia hora pata se conscientizar de toda uma ciência. -2) Os que sabendo muito bem em que se apoiar sobre a realidade dos fatos, os combatem, contudo, por motivos de interesse pessoal. Para eles o Espiritismo existe, mas têm medo de suas conseqüências, e o atacam como um inimigo. – 3) Os que encontram na mortal espírita uma censura muito severa de seus atos ou de suas tendências. O Espiritismo, tomado a sério, os embaraçaria. Eles não rejeitam nem aprovam; preferem fechar os olhos. Os primeiros são solicitados pelo orgulho e pela presunção; os segundos, pela ambição, e os terceiros, pelo egoísmo. Concebe-se que essas causas de oposição, não tendo alguma coisa de sólidas, devem desaparecer com o tempo, porque em vão procuraríamos uma quarta classe de antagonistas, a que se apoiasse sobre provas contrárias patentes e atestando um estudo consciencioso e laborioso da questão. Todos não opõem senão a negação, nenhum traz demonstração séria e irrefutável.

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PALESTRA ESPÍRITA - CONFLITOS EMOCIONAIS - COM PATRÍCIA

sexta-feira, 4 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Sexta feira, 04 de março de 2011

"A Luz está se aproximando de vós, mas só os que vivem irmanados com as energias estelares poderão reconhecê-la."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA

Onde quer que encontre uma criança, derrame sobre ela todo o seu carinho, estenda-lhe a mão para ajudá-la a crescer.

Em cada criança, existe um dia novo que surge para a felicidade do mundo.

Em casa, na escola, num jardim, num hospital, jamais olhe com indiferença para uma criança: facilite ao máximo a estrada que ela vai percorrer e semeie de flores o caminho que ela palmilhar.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO QUARTO

CONCLUSÃO

VI

Trecentésima Sexcentésima Oitava Parte.

O Espiritismo não é obra de um homem. Ninguém se pode dizer seu criador, porque é tão velho quanto a criação. Ele se encontra por toda a parte, em todas as religiões e mais ainda na religião católica, e com mais autoridade que em todas as outras, porque nele se encontra o principio de tudo: os Espíritos de todos os graus, seus intercâmbios ocultos e patentes com os homens, os anjos guardiões, a reencarnação, a emancipação da alma durante a vida, a dupla vista, as visões, as manifestações de todo gênero, as aparições e mesmo as aparições tangíveis. Com relação aos demônios, não são outra coisa que os maus Espíritos e, salvo a crença de que os primeiros são perpetuamente votados ao mal, enquanto que o caminho do progresso não é interditado aos outros, não há entre eles senão uma diferença de nomes.
Que faz a Ciência Espírita moderna? Reúne em um corpo o que estava esparso; explica em termos próprios o que não o era senão em linguagem alegórica: elimina o que a superstição e a ignorância geraram para não deixar senão a realidade e o positivo: eis o seu papel. Mas o de fundadora não lhe pertence. Ela mostra o que é, coordena, mas não cria coisa alguma, porque suas bases são de todos os tempos e de todos os lugares. Portanto, quem ousaria considerar-se bastante forte para sufocá-la sob os sarcasmos e mesmo sob a perseguição? Se se a proscreve de um lado, ela renascera em outros lugares, sobre o terreno mesmo de onde se houver banido, porque está na Natureza e não é dado ao homem destruir uma força da Natureza, nem de colocar seu veto sobre os decretos de DEUS.

De resto, que interesse haveria em se entravar a propagação das idéias Espíritos? Essas idéias, é verdade, se erguem contra os abusos que nascem do orgulho e do egoísmo; mas esses abusos dos quais alguns se aproveitam, prejudicando a coletividade. Portanto, ela terá a seu favor a massa e não terá por adversários sérios senão os que estão interessados em manter esses abusos. Pela sua influência, ao contrário, essas idéias, tornando os homens melhores, uns para com os outros, menos ávidos de interesses materiais e mais resignados aos ditames da Providência, são uma garantia da ordem e de tranqüilidade.

CONTINUA AMANHÃ

PALESTRA ESPÍRITA- A FORÇA DO PENSAMENTO

quinta-feira, 3 de março de 2011

MOMENTO DE REFLEXÃO

Fidelidade a Deus

O vocábulo fidelidade possui inúmeros significados.

Segundo o dicionário, dentre outras acepções, pode significar lealdade, firmeza, exatidão e pontualidade.


No âmbito dos relacionamentos amorosos, a palavra fidelidade é freqüentemente entendida como exclusividade.


Entende-se que amor fiel é o amor exclusivo.


Entretanto, essa significação não é absoluta.


Um fidelíssimo amor entre esposos não exclui o afeto dos filhos, em semelhante nível de importância.


Assim, fidelidade não implica sempre exclusividade, pois tudo depende do contexto.


Um homem pode ser fiel a suas idéias sem que deva ter apenas uma linha de raciocínio em sua mente.


É possível ser fiel a um amigo, mas ainda assim possuir incontáveis outros amigos.


A fidelidade a um ideal não se expressa pela ausência de qualquer outro objetivo na vida.


A fidelidade se manifesta antes de mais nada pela constância.


Ela implica perseverar na vivência de um ideal, na fruição de um amor, mesmo em tempos difíceis.


A fidelidade é justamente a virtude que viabiliza a permanência e a fixação de todas as outras.


Sem fidelidade a propósitos anteriormente assumidos, eles se sucedem sem parar, ao sabor dos acontecimentos.


O real desafio é perseverar na busca das metas eleitas, ante os desafios do mundo.


É fácil eleger o ideal da vida reta, quando tudo sorri.


Difícil é persistir nele quando se é tentado, quando surgem injustiças e crueldades.


Muitos cristãos reputam que o resultado de sua fé deve ser uma vida material tranquila.


Acreditam que a função de Deus é lhes assegurar conforto e facilidades, em recompensa de suas crenças.


Entretanto, olvidam-se de que o Cristo recomendou a quem quisesse segui-Lo que renunciasse a si mesmo e tomasse a própria cruz.


Tal não significa a apologia da miséria e do sofrimento.


Mas apenas o reconhecimento de que, em um mundo ainda corrupto, a vivência das virtudes cristãs constitui tarefa difícil.


É preciso viver honesta e puramente, mesmo que isso signifique abdicar de facilidades, companhias e gozos.


Ainda por algum tempo, a opção da pureza e da compaixão será difícil e pouco compreendida.


Entretanto, urge reconhecer que tudo na vida tem um custo.


O desfrutar de paixões consome dinheiro e saúde.


A ganância e a avareza tiram a paz.


Assim, não é de se estranhar que a fidelidade a um ideal de transcendência também exija algum sacrifício.


A diferença é que a vivência dos valores cristãos propicia uma paz inacessível a outras opções de vida.


Importa, pois, ser fiel a Deus.


Essa fidelidade é expressa na forma de constância na vivência do ideal do belo e do bem.


Não esperar facilidades e privilégios, mas persistir sempre, mesmo em face de quedas e tentações.


Afinal, toda facilidade material de que se abdique está mesmo fadada a desaparecer no pó.


Mas a dignidade espiritual conquistada persistirá para sempre.


Redação do Momento Espírita.

PENSAMENTO DO DIA

Quinta feira, 03 de Março de 2011

"O belo não é uma meta em si, mas uma conseqüência do fiel cumprimento do Plano Evolutivo."

Trigueirinho

MINUTO DE SABEDORIA


Acenda sua luz interior, a luz da sabedoria e da bondade.

Dedique alguns minutos de seu dia à meditação, porque o homem iluminado não encontra trevas sem seu caminho.

Por onde passa, a luz se irradia de si mesmo, atingindo todos os que lhe estão pertos.

Mergulhe em seu íntimo, e ouça a voz de sua consciência, que é a voz silenciosa de DEUS falando dentro de você mesmo.