sábado, 25 de dezembro de 2010

ÁRVORE DE NATAL

PENSAMENTO DO DIA

DIA DO NATAL - Sábado, 25 de Dezembro de 2010

"Quando o coração está tranquilo, quando a consciência está desperta, então a Verdade é percebida."

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Cerque a sua vida com o doce sentimento do amor.

Não tenha prevenção contra seus semelhantes.

Se alguém não o compreende, se alguém o ferir ou magoar procure retribuir com maior compreensão, com atenções redobradas.

Só o amor é capaz de vencer as barreiras da separação, de aproximar as criaturas, de solidificar amizades.

Então, cerque sua vida com o doce sentimento do amor.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X


X – LEI DE JUSTIÇA. DE AMOR E DE CARIDADE


DIREITO DE PROPRIEDADE - ROUBO


Trecentésima Segunda Parte


880 – QUAL É O PRIMEIRO DE TODOS OS DIREITOS NATURAIS DO HOMEM?

- O de viver. Por isso, alguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer alguma coisa que possa comprometer a sua existência corporal.

881 – O DIREITO DE VIVER DÁ AO HOMEM O DIREITO DE AJUNTAR O QUE NECESSITAR PARA VIVER E REPOUSAR, QUANDO NÃO PUDER MAIS TRABALHAR?

- Sim, mas deve fazê-lo em família, como a abelha, por um trabalho honesto e não amontoar como um egoísta. Mesmo alguns animais lhe dão o exemplo da previdência.
882 – O HOMEM TEM O DIREITO DE DEFENDER O QUE AJUNTOU PELO TRABALHO?

- DEUS não disse: não furtarás; e JESUS: é preciso dar a César o que pertence a César?


(O que o homem amontoa por um trabalho honesto é uma propriedade legitima que têm o direito de defender, porque a propriedade, que é fruto do trabalho, é um direito natural tão sagrado como o de trabalhar e de viver)

883 – O DESEJO DE POSSUIR ESTÁ NA NATUREZA?

- Sim, mas quando o homem só deseja para si e para a sua satisfação pessoal, é egoísmo.

- NÃO É LEGITIMO, ENTRETANTO, O DIREITO DE POSSUIR, VISTO QUE AQUELE QUE TEM DE QUE VIVER NÃO É CARGA PARA ALGUÉM?

- Há homens insaciáveis e que acumulam sem proveito para alguém, ou para satisfazer suas paixões. Crês que isso seja bem visto por DEUS? Aquele, que ao contrário, amontoa por seu trabalho para ajudar seus semelhantes, pratica a Lei de amor e caridade, o seu trabalho é abençoado por DEUS.

(CONTINUA AMANHÃ)

FELIZ NATAL

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Sexta feira, 24 de Dezembro de 2010

"A morte separará o marido da mulher, mas a morte nunca afetará quem esposou a Verdade."

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Aprenda a amar a todos, indistintamente, para conseguir encontra a luz que tanto anseia.

Procure não distinguir o sábio do ignorante, o rico do pobre, quando se trata de ajudar.

Saiba levar aos tristes a consolação, aos que lutam o incentivo de compreensão e carinho.

A quanta gente você pode ajudar com sua palavra, incentivar com um pensamento!

Ame a todos, indistintamente.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

X – LEI DE JUSTIÇA. DE AMOR E DE CARIDADE

JUSTIÇA E DIREITOS NATURAIS

Trecentésima Primeira Parte

878 – PODENDO O HOMEM SE ILUDIR SOBRE A EXTENSÃO DOS SEUS DIREITOS, O QUE PODE LHE FAZER CONHECER O LIMITE?

- O limite do direito que reconhece ao seu semelhante em relação a ele, na mesma circunstância, e reciprocamente.

- MAS SE CADA UM SE ATRIBUI OS DIREITOS DE SEU SEMELHANTE, QUE SE TORNA A SUBORDINAÇÃO PARA COM OS SUPERIORES? NÃO É A ANARQUIA DE TODOS OS PODERES?

- Os direitos naturais são os mesmos paras todos os homens, desde o menor até o maior. DEUS não fez uns de um limo mais puro que os outros, e todos são iguais diante Dele. Esses direitos são eternos; os que o homem estabeleceu perecem com suas instituições. De resto, cada um percebe bem sua força ou fraqueza e saberá ter sempre uma espécie de deferência para aquele que a mereça pela sua virtude e sua sabedoria. É importante destacar isso, a fim de que aqueles que se crêem superiores conheçam seus deveres, para merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida, quando a autoridade for dada à sabedoria.

879 – QUAL SERIA O CARÁTER DO HOMEM QUE PRATICASSE A JUSTIÇA EM TODA A SUA PUREZA?

- O verdadeiro justo, a exemplo de JESUS, porque praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.

(CONTINUA AMANHÃ)

MENSAGEM DE NATAL - ROUPA NOVA

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Quinta feira, 23 de Dezembro de 2010.

O melhor é não matar e nem ser a causa de mortes.

Evite tirar a vida de qualquer ser vivente.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Você que tem a felicidade de ver seus netinhos, tão lindos, repare que eles têm os olhos fixos em você, tornando-o como exemplo e modelo do que diz e fala.

Conte a eles histórias bonitas, de fundo moral, e desperte em suas alminhas o amor à virtude e ao trabalho.

Mas, sobretudo, saiba dar-lhes a maior lição que terão em sua vida: seu próprio exemplo de trabalho e honradez.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

X – LEI DE JUSTIÇA. DE AMOR E DE CARIDADE

JUSTIÇA E DIREITOS NATURAIS

Trecentésima Parte

876 – FORA DO DIREITO CONSAGRADO PELA LEI HUMANA, QUAL É A BASE DA JUSTIÇA FUNDADA SOBRE A LEI NATUAL?

- O CRISTO vo-la deu: Desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos. DEUS colocou no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo de cada um de ver respeitar seus direitos. Na incerteza do que deve fazer em relação ao seu semelhante em uma dada circunstância, o homem se pergunta como ele desejaria que se fizesse para com ele em circunstância semelhante: DEUS não poderia dar-lhe um guia mais seguro que a sua própria consciência.

(O critério da verdadeira justiça é, com efeito, desejar para os outros o que se desejaria para si mesmo, e não desejar para si o que se desejaria para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural querer o mal para si, tomando seu desejo pessoal por modelo ou ponto de partida, se está certo de não se desejar jamais senão o bem para seu próximo. Em todos os tempos, e em todas as crenças, o homem tem sempre procurado fazer prevalecer o seu direito pessoal. O SUBLIME DA RELIGIÃO CRISTÃ TEM SIDO DE TORNAR O DIREITO PESSOAL POR BASE DO DIREITO DO PRÓXIMO.)

877 – A NECESSIDADE PARA O HOMEM DE VIVER EM SOCIEDADE OCASIONA-LHE OBRIGAÇÕES PARTICULARES?

- Sim, e a primeira de todas é a de respeitar o direito dos seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. No vosso mundo, onde tantos homens não praticam a Lei da justiça, cada um usa de represálias e é isso o que faz a perturbação e a confusão de vossa sociedade. A vida social confere direitos e impõe deveres recíprocos.

(CONTINUA AMANHÃ)

DEPRESSÃO - DIVALDO FRANCO EXPLICA

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Quarta feira, 22 de Dezembro de 2010

"O homem maduro não deseja aquilo que ele vê. Ele procura aquilo que não vê."


Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Jamais engane os outros, para não ser enganado.

Seja sempre verdadeiro.

Não minta, para que a sua consciência permaneça tranqüila e seu sono seja calmo.

Fuja do remorso e não prepare para si mesmo um futuro doloroso, pois nada torna uma pessoa tão infeliz quanto o sentir que ninguém mais confia nela.

Seja sempre verdadeiro e há de angariar muitos amigos leais e sinceros.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X


X – LEI DE JUSTIÇA. DE AMOR E DE CARIDADE


JUSTIÇA E DIREITOS NATURAIS


Duzentéssima Noventésima Nona Parte

873 – O SENTIMENTO DE JUSTIÇA ESTÁ NA NATUREZA OU RESULTA DEIDÉIAS ADQUIRIDAS?

- Tanto está na Natureza, que vos revoltais ao pensamento de uma justiça. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá: DEUS o colocou no coração do homem. Eis porque encontrareis, freqüentemente, entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas de justiça que entre os que têm muito saber.

874 – SE A JUSTIÇA É UMA LEI NATURAL, COMO OCORRE QUE OS HOMENS A ENTENDAM DE MANEIRAS TÃO DIFERENTES, E QUE UM ACHE JUSTO AQUILO QUE PARECE INJUSTO A OUTRO?

- É que, freqüentemente, ai misturam paixões que alteram esse sentimento, como a maioria dos outros sentimentos naturais, e fazem ver as coisas sob um falso ponto de vista.

875 – COMO SE PODE DEFINIR A JUSTIÇA?

- A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.

- O QUE DETERMINA ESSES DIREITOS?

- Duas coisas os determinam: a Lei humana e a Lei natural. Tendo o homem feito leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, essas Leis estabeleceram direitos que puderam variar com o progresso dos acontecimentos. Vede se vossas Leis de hoje, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos da Idade Média. Esses direitos antiquados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito estabelecido pelos homens, portanto, não está sempre conforme a justiça. Aliás, ele não regula senão certas relações sociais, enquanto que, na vida particular, há uma imensidade de atos que são unicamente de alçada do tribunal da consciência.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - DEPRESSÃO

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MOMENTOS DE REFLEXÃO

Perfume de Jesus

Ao percorrer a história da Humanidade sempre se encontra um rastro perfumado. No princípio, era o incenso, a mirra e outras madeiras aromáticas.


O Velho Testamento registra Moisés construindo um altar de perfumes para Jeová. Entre eles craveiro e rosas.


Depois vieram os ungüentos e óleos de substâncias como o timo e o orégano, com que faraós do antigo Egito eram enterrados.


Nas culturas antigas, o perfume era reservado aos deuses e aos rituais. Mas não demorou muito para que simples mortais se apropriassem das receitas perfumadas dos sacerdotes.


Nos grandes centros do Oriente, bem como entre os gregos e romanos, o prazer de perfumar-se tornou-se um hábito cotidiano.


Paris, no século dezesseis, era já considerada a capital dos perfumes. Atribui-se à Catarina de Médicis, que lá chegou em 1533, o impulso decisivo à produção e comércio de produtos aromáticos.


Além de perfumes, pomadas e óleos aromáticos, a moda dos couros perfumados, utilizados na confecção de luvas e outros acessórios difundiu-se pela Europa.


Os aromas, libertos da função dissimuladora de odores desagradáveis, tornaram-se mais doces e suaves, predominantemente florais.


Perfumistas buscavam essências raras e exóticas em flores, ervas, madeiras, resinas e secreções animais para suas fórmulas secretas.


Na perfumada corte de Luís XV, era de bom tom apresentar-se com um perfume diferente a cada dia. E nas datas de festa até os chafarizes eram alimentados com água-de-lavanda ou água-de-rosas.


Todos os perfumes, por mais preciosos ou penetrantes, têm, no entanto, a durabilidade comprometida. Nenhum que seja de caráter permanente. Eis porque proliferam as indústrias de perfume. Esmeram-se no aroma e na durabilidade.


Há todavia um perfume indelével. Personificado em um corpo de homem, andou pela Terra há mais de dois mil anos.


Nascido na quietude de uma noite quase fria, teve Seu nascimento anunciado por um coro de vozes celestes.


Cresceu no ambiente do lar, da oficina e da escola. Adulto, buscou os homens para espalhar a Sua doce fragrância.


Seu próprio nome semelhava aroma raro. Extrato de estrelas saía de Sua boca. Onde quer que passasse, a delicadeza da Sua presença a tudo e todos impregnava.


A Ele se submeteram ricos e poderosos, embora pensassem serem vencedores. Imprimiu tal aroma na alma dos Seus apóstolos que O decidiram imortalizar para a posteridade. Desta forma, os evangelistas se esmeraram para colocar em frascos delicados a essência dos Seus ditos.


Nasceram então os Evangelhos de Mateus, de Marcos, Lucas e João. É por este motivo que toda vez que se abrem as páginas da Boa Nova, o aroma do Cristo se espalha.


Quando a criatura se deixa impregnar por ele, onde quer que esteja e atue, aromatiza lugar, pessoas e circunstâncias.


* * *


Quando você estiver triste e desiludido, observando o mundo cinza e negro, busque o Evangelho. Descerre-lhe as páginas. Concentre-se na leitura de um pequeno trecho.


Permita-se envolver pelo perfume da tranqüilidade e da serenidade do doce Jesus da Galiléia.


Não eram diferentes aqueles tempos. Também havia rixas, guerras, corrupção e desonestidade. Mas Ele espalhou a penetrante fragrância da Boa Nova, o extrato do bem.


Use o perfume Dele para colocar um sorriso na face, e distribuir alegria.


Torne-se, onde esteja, um distribuidor do perfume da verdade e da paz.


* * *


Atribui-se a Mateus o primeiro Evangelho. Escrito em língua hebraica, acredita-se que ele próprio o traduziu para o grego.


O evangelista Lucas não conheceu pessoalmente Jesus. Seu Evangelho, possivelmente escrito entre os anos 55 e 60, é uma verdadeira obra de História.


Para Lucas, Cristo é o Divino Médico da Humanidade.


PENSAMENTO DO DIA

Terça feira, 21 de dezembro de 2010.

Deves ser conquistador de forças baixas aqui neste mundo, nas condições em que te encontrares agora.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

O mal não merece comentários, pois traz resultados desagradáveis.

Qualquer palavra produz vibrações, que atraem as vibrações semelhantes.

Portanto, o comentário sobre o mal atrai vibrações pesadas e nocivas.

Fale apenas a respeito de coisas belas e boas, comente o bem e as ações nobres, e permanecerá envolvido por uma onda de paz, de alegria, de bem-estar.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

RESUMO TEÓRICO DA MOTIVAÇÃO DAS AÇÕES DO HOMEM

Duzentéssima Noventésima Oitava Parte

Essa teoria da causa excitante de nossos atos ressalta evidentemente de todo ensinamento dado pelos Espíritos. Não somente ela é sublime em moralidade, mas acrescentaremos que revela o homem a si mesmo. Ela o mostra livre para sacudir um jugo obsessor, como é livre para fechar sua casa aos importunos. Ele não é mais uma máquina agindo por um impulso independente de sua vontade, é um ser racional que escuta, julga e escolhe livremente entre dois conselhos. Admitamos que, malgrado isso, o homem não está privado de sua iniciativa, não age menos por impulso próprio, visto que, em definitivo, ele não é senão um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as qualidades e os defeitos que tinha com Espírito. As faltas que cometemos têm, pois, sua fonte primeira nas imperfeições de nosso próprio Espírito, que não atingiu ainda a superioridade moral que terá um dia, mas que nem pó isso tem diminuído o seu livre-arbítrio. A vida corporal lhe é dada para se livrar das suas imperfeições pelas provas que nela deve suportar, e são precisamente essas imperfeições que o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões dos outros Espíritos imperfeitos, que nelas se aproveitam para o fazer sucumbir nas lutas que empreende. Se ele sai vencedor dessa luta, se eleva; se fracassa, permanece aquilo que foi, nem pior nem melhor. É uma prova para recomeçar, e pode durar muito tempo assim. Quanto mais ele se depura, mais essas fraquezas diminuem e menos se expõe àqueles que o solicitam para o mal. Sua força moral cresce em razão de sua elevação, e os maus Espíritos se afastam dele.

Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana, e como nossa Terra é um dos mundos menos avançados, aqui se encontram mais maus que bons Espíritos; por isso, aqui vemos tanta perversidade. Façamos, portanto, todos os esforços para aqui não retornar depois desta estada, e para merecer ir repousar num mundo melhor, num desses mundos privilegiados, onde o bem reina sem oposição, e onde não nos lembraremos de nossa passagem neste mundo, senão como de um tempo de exílio.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - NAS FRNTEIRAS DA LOUCURA - PARTE 8

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010

"Tornando-te alguém de categoria, não farás mais nada sem a devida atenção."

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Quantas vezes queremos ser bons e amáveis, e vemos destruídos nossos propósitos de virtude.

Mas ser bom com quem é bom não é vantagem.

O heroísmo consiste, justamente, em ser bom com quem é mau.

Em permanecer calmo diante das pessoas irritantes.

Em ser generoso com as pessoas egoístas.

Procure chegar a esse ponto e demonstre, com exemplo, que você sabe ser bom.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

RESUMO TEÓRICO DA MOTIVAÇÃO DAS AÇÕES DO HOMEM

Duzentéssima Noventésima Sétima Parte

É na morte que o homem está submetido de maneira absoluta a inexorável Lei da Fatalidade, porque não pode fugir à sentença que fixa o termo de sua existência, nem ao gênero de morte que deve interromper-lhe o curso.

Segundo a doutrina vulgar, o homem possuiria todos os instintos em si mesmo e eles proviriam, seja de sua organização física, pela qual não poderia ser responsável, seja de sua própria natureza, na qual pode procurar uma escusa para suas faltas, aos seus próprios olhos, dizendo que isso não é sua falta, desde que foi feito assim. A Doutrina Espírita, evidentemente, é mais moral. Ela admite, no homem, o livre-arbítrio em toda a sua plenitude, e dizendo-lhe que se ele faz o mal, cede a uma sugestão má exterior, deixa-lhe toda a responsabilidade visto que lhe reconhece o poder de resistir, coisa, evidentemente, mais fácil que se tivesse que lutar contra sua própria natureza. Assim, segundo a Doutrina Espírita não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre fechar o ouvido à voz oculta que o solicita ao mal em seu foro íntimo, como pode fechá-lo à voz material de quem lhe fala. Ele o pode por sua vontade, pedindo a DEUS a força necessária, e reclamando para isso a assistência dos bons Espíritos. É o que JESUS no0s ensina na prece sublime da Oração Dominical, quando nos faz dizer: “ Não nos deixeis sucumbir à tentação, mas livrai-nos do mal”.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - PARTE 7

domingo, 19 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Domingo, 19 de Dezembro de 2010

"O ensinamento da conquista do ego humano não é para destruir as almas, mas para preservá-las."

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Procure anular a parte inferior, para desenvolver a parte superior de seu ser.

Os antigos chamavam “centauros” àquele misto de homens na parte superior e cavalos na parte inferior do corpo.

Não seja assim.

Procure torna-se totalmente homem, vencendo e dominando a parte inferior e animal de seu ser, para que apareça e sobressaia, apenas, a parte superior inteligente e nobre.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS


CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE


RESUMO TEÓRICO DA MOTIVAÇÃO DAS AÇÕES DO HOMEM

Duzentéssima Noventésima Sexta Parte

A fatalidade, tal como é vulgarmente entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os acontecimentos da vida, qualquer que seja a importância. Se ela estivesse na ordem das coisas, o homem seria uma máquina sem vontade. Para que lhe serviria a sua inteligência, visto que seria invariavelmente dominado em todos os seus atos pela força do destino? Uma tal doutrina, se fosse verdadeira, seria a destruição de toda liberdade moral. Não haveria mais responsabilidade para o homem e, por conseguinte, nem bem, nem mal, nem crimes, nem virtudes. DEUS, soberanamente justo, não poderia castigar sua criatura por faltas que não dependeu dela cometer, nem a recompensar por virtudes das quais ela não teria o mérito. Semelhante lei seria, além do mais, a negação da lei do progresso, porque o homem que esperasse tudo da sorte não tentaria alguma coisa para melhorar sua posição, visto que não seria nem mais nem menos.

A fatalidade, entretanto, não é uma palavra vã. Ela existe na posição que o homem ocupa sobre a Terra e nas funções que ele ai cumpre por conseqüência do genro de existência que seu Espírito escolheu como prova, expiação ou missão. Ele sofre, fatalmente, todas as vicissitudes dessa existência, e todas as tendências boas ou más que a ela são inerentes. Mas a isso se reduz a fatalidade, porque depende de sua vontade ceder, ou não, a essas tendências. O detalhe dos acontecimentos está subordinado às circunstâncias que ele próprio provoca por seus atos, e sobre as quais podem influir os Espíritos pelos pensamentos que lhe sugerem.


A fatalidade, pois, está nos acontecimentos que se apresentam, visto que são a conseqüência da escolha da existência feita pelo Espírito. Ela pode não estar no resultado desses acontecimentos, posto que pode depender do homem modificar-lhes o curso pela sua prudência. Ela não está jamais nos atos da vida moral.


(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - PARTE 6

sábado, 18 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Sábado, 18 de dezembro de 2010.

Grande é um atleta vitorioso, porém maior vencedor é quem conquistou a si mesmo.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Seja alegre e otimista.

Não perca tempo em olhar para trás, para ver o que já fez.

Olhe para frente e caminhe confiante e alegre, praticando o bem e ajudando a todos.

Dê a mão a cada criatura que se lhe aproxima, diga sempre uma palavra de conforto e carinho, tenha para todos um sorriso de bondade, e a verdadeira felicidade passará a constituir seu clima permanente de vida.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE


RESUMO TEÓRICO DA MOTIVAÇÃO DAS AÇÕES DO HOMEM

Duzentéssima Noventésima Quinta Parte

872 – A questão do livre-arbítrio pode ser resumida assim: o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que ele realiza não estão antecipadamente escritos; os crimes que ele comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, como prova e como expiação, escolher uma existência em que terá os arrastamentos do crime, seja pelo meio em que está colocado, seja pelas circunstâncias que sobrevirão, mas está sempre livre para agir ou não agir. Assim, no estado de Espírito, o livre-arbítrio existe na escolha da existência e das provas, e no estado corporal, na faculdade de ceder, ou de resistir, aos arrastamentos aos quais estamos voluntariamente submetidos. Cabe à educação combater essas más tendências e o fará utilmente quando estiver baseada no estudo profundo da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução, e o temperamento pela higiene.

O Espírito liberto da matéria, e no estado errante, faz a escolha de suas existências corporais futuras, segundo o grau de perfeição que alcançou e é nisso, como dissemos, que consiste, sobretudo, seu livre-arbítrio. Essa liberdade não é anulada pela encarnação; se cede à influência da matéria. É porque sucumbe sob as próprias provas que escolher e é para ajudá-lo a superá-las que ele pode invocar a assistência de DEUS e dos bons Espíritos.


Sem o livre-arbítrio o homem não tem nem demérito no mal, nem mérito no bem, e isso é igualmente reconhecido no mundo, onde se proporciona sempre a censura ou elogio à intenção, quer dizer a vontade. Ora, quem diz vontade, diz liberdade. O homem, portanto, não saberia procurar uma desculpa de suas faltas no seu organismo sem abdicar de sua razão e da sua condição de ser humano, para se assemelhar ao animal. Se assim o é para o mal, o será também para o bem. Mas quando o homem faz o bem, tem grande cuidado em se fazer merecedor e não procura, por isso, gratificar seus órgãos, o que prova que, instintivamente, ele não renuncia, malgrado a opinião de alguns sistemáticos, ao melhor privilégio de sua espécie: a liberdade de pensar.


(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Parte 5

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA


Sexta feira, 17 de dezembro de 2010.


Um que se considere vencedor deve lembrar-se da impermanência das coisas terrenas.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Você não tem inimigos externos!

Inimigos nossos são os pensamentos errôneos que todos nós temos, e que lançamos ao ar, atraindo pensamentos semelhantes ao próximo.

Na realidade, ninguém pode ser inimigo nosso, pois, DEUS habita dentro de cada um de nós.

Anule as inimizades emitindo pensamentos de tolerância e de amor a todas as criaturas, que são templos de DEUS.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS


CAPÍTULO X


IX – LEI DE LIBERDADE


CONHECIMENTO DO FUTURO

Duzentéssima Noventésima Quarta Parte

871 – VISTO QUE DEUS SABE TUDO, SABE, IGUALMENTE, SE UM HOMEM DEVE, OU NÃO, SUCUMBIR EM UMA PROVA; POR CONSEGUINTE, QUAL A NECESSIDADE DESSA PROVA, VISTO QUE ELA NÃO PODE ENSINAR COISA ALGUMA A DEUS, QUE JÁ NÃO SAIBA, SOBRE A VIDA DESSE HOMEM?

- Com isso queres perguntar por que DEUS não criou o homem perfeito e realizado; por que o homem deve passar pela infância antes de atingir a idade adulta. A prova não tem o objetivo de esclarecer a DEUS sobre o mérito desse homem, porque DEUS sabe perfeitamente o que ele quer, mas de deixar a esse homem toda a responsabilidade de sua ação, visto que tem a liberdade de fazer ou não fazer. Tendo o homem a escolha entre o bem e o mal, a prova tem por efeito colocá-lo em luta com a tentação do mal e deixar-lhe todo o mérito da resistência. Ora, visto que DEUS sabe muito bem, e antecipadamente, se ele triunfará ou não, não pode, em sua justiça, nem puni-lo nem recompensá-lo por um ato que ainda não tenha praticado.

(Assim o é entre os homens. Por mais capaz que seja um estudante, por mais certeza que se tenha de o ver triunfar, não se lhe confere algum grau sem exame, quer dizer, sem prova. Da mesma forma, o juiz não condena um acusado senão por um ato consumado e não pela previsão de que pode ou não deve consumar esse ato.)

(Quanto mais se reflita sobre as conseqüências que resultariam para o homem o conhecimento do futuro, mais se vê quanto a Providência foi sábia ao ocultá-la. A certeza de um acontecimento feliz, o mergulharia na inanição; a de um acontecimento infeliz, no desencorajamento. Em um e outro caso suas forças estariam paralisadas.)

(Por isso, o futuro não é mostrado ao homem senão como um fim que ele deve atingir por seus esforços, mas sem conhecer o processo pelo qual deve passar para atingi-lo. O conhecimento de todos os incidentes do caminho diminuiria sua iniciativa e o uso do seu livre-arbítrio e ele se deixaria arrastar pela fatalidade dos acontecimentos, sem exercitar suas faculdades. Quando o sucesso de uma coisa está assegurado, alguém se preocupa com ela.)

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Parte 4

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Quinta feira, 16 de dezembro de 2010.

Aquele que vai á guerra deve estar preparado para ser morto, e não há razão para lamentações.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Desperte para a vida.

Medite em suas responsabilidades perante a humanidade e perante DEUS.

De você dependem criaturas que o cercam, na família, no trabalho e na sociedade.

Não fuja à responsabilidade que você assumiu: realize seu trabalho com amor, produzindo o melhor que puder, e o máximo que suas forças o permitirem.

Em suas mãos está uma parte do futuro da humanidade.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

CONHECIMENTO DO FUTURO

Duzentéssima Noventésima Terceira Parte

868 – O FUTURO PODE SER REVELADO AO HOMEM?

- Em principio, o futuro lhe é oculto e não é senão em casos raros e excepcionais que DEUS permite a revelação.

869 – COM QUE OBJETIVO O FUTURO ESTÁ OCULTO AO HOMEM?

- Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento de que, se uma coisa deve acontecer, não tem que se ocupar dela, ou então, procuraria dificultá-la. DEUS não quis que fossem assim, a fim de que cada um concorresse para a realização das coisas, mesmo às quais gostaria de se opor. Assim, tu mesmo, freqüentemente, preparas, sem desconfiar disso, os acontecimentos que sobrevirão no curso de tua vida.

870 – VISTO QUE É ÚTIL QUE O FUTURO SEJA DESCONHECIDO, POR QUE DEUS, ALGUMAS VEZES, PERMITE A SUA REVELAÇÃO?

- Ele permite quando esse conhecimento prévio deve facilitar a realização da coisa em lugar de dificultá-la, obrigando a agir de modo diverso do que se faria sem esse conhecimento. Aliás, freqüentemente, é uma prova. A perspectiva de um acontecimento pode despertar pensamentos mais ou menos bons; por exemplo, se um homem deve saber que receberá uma herança, com a qual não conta, poderá ser solicitado por sentimento de cupidez, pela alegria de aumentar seus gozos terrestres, pelo desejo de possuir mais cedo, talvez, desejando a morte daquele que deve deixar-lhe a fortuna. Ou, então, essa perspectiva despertará nele bons sentimentos e pensamentos generosos. Se a predição não se cumpre, é uma outra prova: a da maneira pela qual ele suportará a decepção. Mas não lhe será menor, por isso, o mérito ou demérito dos pensamentos bons ou maus que a crença no acontecimento fez nele nascer.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Parte 3

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA


Quarta feira, 15 de dezembro de 2010.


Aquele que combate deve estar atento para não lutar pelos próprios interesses contra a verdade e a retidão.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Não confunda cultura com sabedoria.

A cultura vem de fora para dentro, penetra pelos olhos e ouvidos e pode fixar-se ou não em nosso cérebro.

A sabedoria, ao contrário, nasce de dentro de nós, e se exterioriza; surge no coração e só pode ser adquirida por meio de meditação.

Até os analfabetos podem conquistar a sabedoria, se souberem meditar em seus corações sobre as grandes verdades.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

FATALIDADE

Duzentéssima Noventésima Segunda Parte

864 – SE HÁ PESSOAS ÀS QUAIS A SORTE É CONTRÁRIA, OUTRAS PARECEM SER FAVORECIDAS, PORQUE TUDO LHES SAI BEM; A QUE SE PRENDE ISSO?

- Freqüentemente, é porque elas sabem escolher melhor; mas isso pode ser também um gênero de provas, pois o sucesso as embriaga e confiam-se ao seu destino, pagando, no geral, mais tarde, esses mesmos sucessos por cruéis revezes que poderiam evitar com a prudência.

865 – COMO EXPLICAR A CHANCE QUE FAVORECE CERTAS PESSOAS NAS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE NEM A VONTADE NEM A INTELIGÊNCIA INTERFEREM? O JOGO, POR EXEMPLO?

- Certos Espíritos escolheram anteriormente certas espécies de alegria; a chance que os favorece é uma tentação. Aquele que ganha como homem, perde como Espírito; é uma prova para seu orgulho e sua cupidez.

866 – A FATALIDADE QUE PARECE PRESIDIR AOS DESTINOS MATERIAIS DE NOSSA VIDA SERIA, POIS, O EFEITO DE NOSSO LIVRE-ARBÍTRIO?

- Tu mesmo escolheste a tua prova; quanto mais rude ela for, e melhor suportares, mais te elevarás. Aqueles que passam sua vida na abundância e na felicidade humana são Espíritos frouxos que permanecem estacionários. Assim, o número dos infortúnios sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, já que os Espíritos procuram, na maioria, a prova que resulte a mais frutífera. Eles vêem muito bem a futilidade das vossas grandezas e das vossas alegrias. Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre perturbada: não o seria senão pela ausência da dor.

867 – DE ONDE VEM A EXPRESSÃO: NASCER SOB UMA FELIZ ESTRELA?

- Velha superstição que ligava as estrelas ao destino de cada homem; alegoria que certas pessoas têm a tolice de tomar ao pé da letra.

(CONTINUA AMANHÃ)

EDVALDO FRANCO - NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Parte 2

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Terça feira, 14 de dezembro de 2010

Quando mais cedo compreendermos que purificação liberta a alma, mais cedo deixaremos de lamentar a própria sorte.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Saiba viver eternamente, buscando estudar e aprender coisas úteis e proveitosas a você e ao próximo.

Quando paramos de aprender e de progredir, começamos a morrer realmente.

Aprenda o mais que puder, em todos os ramos do saber, para iluminar o máximo o seu Espírito.

Aproveite todos os seus minutos para aprender, para aumentar seus conhecimentos.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X


IX – LEI DE LIBERDADE

FATALIDADE

Duzentéssima Noventésima Primeira Parte

862 – HÁ PESSOAS PARA AS QUAIS COISA ALGUMA SAI BEM, E QUE UM MAU GÊNIO PARECE PERSEGUIR EM TODAS SUAS EMPREITADAS; NÃO HÁ NISSO O QUE SE PODE CHAMAR FATALIDADE?

- Há fatalidade, se queres chamar assim; ela, porém, se prende à escolha do gênero de existência, porque essas pessoas quiseram ser experimentadas por uma vida de decepção, a fim de exercitar sua paciência e sua resignação. Entretanto, não creiais que essa fatalidade seja absoluta; freqüentemente, ela é o resultado de um caminho falso que tomaram. E que não está em relação com sua inteligência e suas aptidões. Aquele que quer atravessar um rio a nado, sem saber nadar, tem grande chance de se afogar, assim é na maior parte dos acontecimentos da vida. Se o homem não empreendesse senão coisas compatíveis com suas faculdades, ele teria êxito quase sempre; o que o perde é o seu amor-próprio e sua ambição que o fazem sair de seu caminho e tomar, por uma vocação, o desejo de satisfazer certas paixões. Ele fracassa e a culpa é sua; mas, em lugar de tomá-la sobre si, prefere acusar sua estrela. Tal seria um bom operário e ganharia honradamente sua vida, que seria um mau poeta e morreria de fome. Haveria lugar para todos, se cada um soubesse se colocar em seu lugar.

863 – OS COSTUMES SOCIAIS NÃO OBRIGAM, FREQÜENTEMENTE, UM HOMEM A SEGUIR TAL CAMINHO ANTES QUE OUTRO, E NÃO ESTÁ ELE SUBMETIDO AO CONTROLE DA OPINIÃO PÚBLICA NA ESCOLHA DE SUAS OCUPAÇÕES? O QUE SE CHAMA O RESPEITO HUMANO NÃO É UM OBSTÁCULO AO EXERCICIO DO LIVRE-ARBÍTRIO?

- São os homens que fazem os costumes sociais e não DEUS; se submetessem a eles é porque isso lhes convém, e o fazem por um ato de seu livre-arbítrio visto que, se o quisessem, poderiam libertar-se deles; nesse caso, por que se lamentar? Não são os costumes sociais que devem acusar, mas seu tolo amor-próprio que os faz preferir morrer de fome a derrogá-los. Ninguém lhes levará em conta esse sacrifício feito à opinião pública, enquanto que DEUS terá em conta o sacrifício de sua vaidade, isso não quer dizer que seja preciso enfrentar essa opinião sem necessidade, como certas pessoas que têm mais de originalidade que de verdadeira filosofia. Há tanto contra-senso em tornar-se objeto de crítica ou mostrar-se como um animal curioso, quanto há de sabedoria em descer voluntariamente, e sem murmurar, quando não se pode manter-se no topo da escada.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Parte 1

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MOMENTOS DE REFLEXÃO

Maldade perpétua

Há quem acredite na existência de demônios.

Segundo a concepção mais comum, são seres voltados eternamente ao mal.


Teriam até sido anjos, no pretérito remoto.


Entretanto, por conta de uma rebelião contra Deus, foram expulsos do céu.


Trata-se de uma crença respeitável e talvez até necessária, em certo período da história humana.


Mas não resiste ao crivo da razão.


A Criação Divina é perfectível e está em contínuo avanço.


Gradualmente, os costumes se renovam, os pensamentos se aperfeiçoam e os sentimentos se purificam.


O retrocesso é estranho às Leis Divinas.


Nenhum ser genuinamente bom cansa da bondade e passa a cometer atos cruéis.


O contrário é que se dá.


A maldade, sim, cansa, inclusive pela cota de sofrimentos e desgostos que necessariamente causa.


O mal perpétuo, como destino de uma criatura, desmentiria a inteligência e a bondade do Criador.


Assim, todos cometem erros no processo de aprendizado.


Mas todos se recompõem, mais cedo ou mais tarde.


Os gênios perversos das tradições religiosas são apenas Espíritos, iguais aos que animam os homens de hoje.


Basta que alguém adote conscientemente a crueldade por trilha de ação para assemelhar-se a eles.


Observe as lágrimas dos órfãos e das viúvas, ao desamparo.


Há quem as faça correr.


Repare nos apetrechos de guerra, estruturados para assaltar populações indefesas.


Há quem os organize.


Medite nas indústrias do abortamento.


Há quem as garanta.


Reflita nos mercados de entorpecentes.


Há quem os explore.


Essas verdades acusam a Humanidade toda.


A condição moral da Terra é o reflexo coletivo dos que nela habitam.


Todos têm acertos e desacertos.


Todos possuem sombra e luz.


Consciências encarnadas em desvario fazem os desvarios da esfera humana.


Consciências desencarnadas em desequilíbrio geram os desequilíbrios da esfera espiritual.


Justamente por isso, o Evangelho assevera:


Ninguém entrará no Reino de Deus sem nascer de novo.


Já o Espiritismo acentua:


Nascer, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei.


Isso quer dizer que ninguém consegue desertar da luta evolutiva.


É preciso seguir vigilante no serviço do próprio burilamento e no auxílio ao progresso do próximo.


Certamente um dia o amor puro liquidará os infernos de dor e incompreensão.


Mas tal só se dará quando todas as inteligências transviadas estiverem sublimadas pela força da educação.


Educar-se e ao semelhante é tarefa de cada homem que sonha com um amanhã melhor.


Pense nisso.


PENSAMENTO DO DIA

Segunda feira, 13 de Dezembro de 2010

"Se um magistrado pune, que ele o faça sem ódio, sem abrigar nenhum rancor no íntimo do seu coração."

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Não tenha medo!

Medo de que?

Nossa vida é eterna, nosso eu que é a nossa alma, não morre nunca.

A vida continua eternamente.

Procure sentir DEUS palpitando dentro de si, na vida que pulsa em seu coração, nos pensamentos que povoam seu cérebro.

Não tenha medo, porque DEUS está permanentemente dentro de você.

Siga seu caminho confiante e sereno, e descobrirá DEUS em tudo.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

FATALIDADE

Duzentéssima Noventésima Parte

860 – O HOMEM, POR SUA VONTADE E POR SEUS ATOS, PODE FAZER COM QUE OS ACONTECIMENTOS QUE DEVERIAM OCORRER NÃO OCORRAM, E VICE-VERSA?

- Ele o pode, desde que esse desvio aparente possa se harmonizar com a vida que escolheu. Ademais, para fazer o bem, como o deve ser, e como isso é o único objetivo da vida, pode impedir o mal, sobretudo aquele que poderia contribuir para um mal maior.

861 – O HOMEM QUE COMETE UM HOMICÍDIO SABE, AO ESCOLHER SUA EXISTÊNCIA, QUE SE TORNARÁ UM ASSASSINO?

- Não. Ele sabe que, escolhendo uma vida de luta, há a chance, para ele, de matar um de seus semelhantes, mas ignora se o fará porque há, quase sempre, nele, uma deliberação antes de cometer o crime. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa, está sempre livre para fazê-la, ou não. Se o Espírito sabia, de antemão, que, como homem, devia cometer um homicídio, é que isso estava predestinado. Sabei, pois, que não há ninguém predestinado ao crime e que todo crime, ou todo ato qualquer, é sempre o resultado da vontade e do livre-arbítrio.

De resto, confundis sempre duas coisas bem distintas: os acontecimentos materiais da vida e os atos da vida moral. Se, algumas vezes, há fatalidade, é dos acontecimentos materiais cuja causa está fora de vós, e que são independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, eles emanam sempre do próprio homem, que tem sempre, por conseguinte a liberdade de escolha; para esses atos, pois, jamais há fatalidade.

(C0NTINUA AMANHÃ)

ÂNIMO - CHICO XAVIER

domingo, 12 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Domingo, 12 de dezembro de 2010.

Cultiva a paciência, o amor, a generosidade e a verdade, e não as ações incorretas realizadas pelo pensamento ou pela palavra.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Já pensou em agradecer a DEUS pelo ar que respira, desde que nasceu, sem que jamais lhe tenha faltado?

O ar está sempre à sua disposição, de graça.

Agradeça ao Pai também a água que o dessedenta, o sol que ilumina seu dia, dando-lhe oportunidade de trabalhar, a noite que lhe proporciona o repouso, a saúde, a alegria, os amigos...

O agradecimento é uma obrigação que não devemos jamais esquecer.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

FATALIDADE

Duzentéssima Octogésima Nona Parte

856 – O ESPÍRITO SABE ANTECIPADAMENTE O GÊNERO DE MORTE PELO QUAL DEVE SUCUMBIR?

- Sabe que o gênero de vida que escolheu o expõe a morrer de tal maneira antes que de outra, mas sabe igualmente as lutas que terá de sustentar para evitá-la, e que se DEUS o permitir, não sucumbirá.

857 – HÁ HOMENS QUE ENFRENTAM OS PERIGOS DOS COMBATES COM CERTA PERSUASÃO DE QUE SUA HORA NÃO CHEGOU; HÁ ALGUM FUNDAMENTO NESSA CONFIANÇA?

- Muito freqüentemente o homem tem o pressentimento do seu fim, como pode ter o de que não morrerá ainda. Esse pressentimento lhe vem dos seus Espíritos protetores que querem adverti-lo a estar pronto para partir, ou que levantam sua coragem nos momentos em que ela lhe é mais necessária. Pode-lhe vir ainda da intuição que tem da existência que escolheu, ou da missão que aceitou e que sabe dever cumprir.

858 – POR QUE AQUELES QUE PRESSENTEM SUA MORTE A TEMEM GERALMENTE, MENOS QUE OS OUTROS?

- É o homem que teme a morte, não o Espírito. Aquele que a pressente, pensa mais como Espírito que como homem; compreende sua liberação e a espera.

859 – SE A MORTE NÃO PODE SER EVITADA QUANDO CHEGOU A SUA HORA, OCORRE O MESMO EM TODOS OS ACIDENTES QUE NOS ATINGEM NO CURSO DA VIDA?

- Freqüentemente, essas são coisas muito pequenas, das quais podemos vos prevenir e, algumas vezes, as fazer evitar, dirigindo vosso pensamento, porque não amamos o sofrimento material; mas isso é pouco importante para a vida que escolhestes. A fatalidade, verdadeiramente, não consiste senão na hora em que deveis aparecer e desaparecer deste mundo.

- HÁ FATOS QUE, FORÇOSAMENTE, DEVAM ACONTECER E QUE A VONTADE DOS ESPÍRITOS NÃO POSSA EVITAR?

- Sim, mas tu, quando no estado de Espírito, viste e pressentiste, ao fazer a tua escolha. Entretanto, não creias que tudo o que ocorre esteja escrito, como se diz. Um acontecimento é, freqüentemente, a conseqüência de uma coisa que fizeste por um ato de tua livre vontade, de tal sorte que se não tivesses feito essa coisa, o acontecimento não ocorreria. Se queimas o dedo, isso não é nada; é o resultado de tua imprudência e a conseqüência da matéria. Não há senão as grandes dores, os acontecimentos que podem influir sobre o moral, que são previstos por DEUS, porque são úteis à tua depuração e à tua instrução.

(CONTINUA AMANHÃ)

A ARTE DE OUVIR - DIVALDO FRANCO

sábado, 11 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Sábado, 11 de Dezembro de 2010

"Como a terra suporta pacientemente todas as coisas que caem nela, assim devemos suportar a incompreensão dos homens."

Helena Roerich

ESCOLHENDO O FUTURO (DIVALDO FRANCO) PARTE 6

MINUTO DE SABEDORIA

Todos nós somos iguais perante o PAI, que habita dentro de nós.

Vivendo o PAI em nosso íntimo, pouca importância dá ao nosso exterior, se somos brancos ou negros, pobres ou ricos, desta ou daquela religião.

Diante de DEUS não contam as diferenças externas, só o interior importa: se somos bons ou maus, generosos ou avarentos, amorosos ou egoístas.

Pense nestas verdades!

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

FATALIDADE

Duzentéssima Octogésima Oitava Parte

853 – CERTAS PESSOAS NÃO ESCAPAM DE UM PERIGO MORTAL SENÃO PARA CAIR NUM OUTRO; PARECE QUE ELAS NÃO PODERIAM ESCAPAR À MORTE. NÃO HÁ NISSO FATALIDADE?

- Não há de fatal, no verdadeiro sentido da palavra, senão o instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, não podeis dele se livrar.

- ASSIM, QUALQUER QUE SEJA O PERIGO QUE NOS AMEAÇA, NÃO MORREMOS SE A HORA NÃO É CHEGADA.

- Não, tu não perecerás, e disso tens milhares de exemplos. Mas quando é chegada a tua hora de partir, coisa alguma pode subtrair-te dela. DEUS sabe, antecipadamente, de qual gênero de morte partirás daqui e, freqüentemente, teu Espírito o sabe também, porque isso lhe é revelado quando faz a escolha de tal ou tal existência.

854 – DA INFALIBILIDADE DA HORA DA MORTE, SEGUE-SE QUE AS PRECAUÇÕES QUE SE TOMAM PARA EVITÁ-LAS SÃO INUTEIS?

- Não, porque as precauções que tomais vos são sugeridas para evitar a morte que vos ameaça; elas são um dos meios para que a morte não ocorra.

855 – QUAL O OBJETIVO DA PROVIDÊNCIA AO FAZER-NOS CORRER PERIGOS QUE NÃO DEVEM TER CONSEQÜÊNCIAS?

- Quando tua vida é posta em perigo, é uma advertência que tu mesmo desejaste, a fim de te desviar do mal e te tornares melhor. Quando escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correstes, sonhas, mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos, em que te tornastes melhor. O mau Espírito sobrevindo (digo mau subentendendo o mal que ainda há nele), pensas que escaparás igualmente de outros perigos e deixas de novo tuas paixões se desencadearem. Pelos perigos que correis, DEUS vos lembra vossas fraquezas e a fragilidade de vossa existência. Se examinarmos a causa e a natureza do perigo, ver-se-á que, o mais freqüentemente, as conseqüências foram a punição de uma falta cometida ou de um dever negligenciado. DEUS vos adverte, assim, para vos recolher em vós mesmos e vos corrigir.

(CONTINUA AMANHÃ)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Sexta feira, 10 de dezembro de 2010.

Um homem bem ordenado não se vangloria de perfeições super-humanas.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Esqueça um pouco de si mesmo e pense nos outros.

Nestas poucas palavras, está encerrado o maior segredo da felicidade.

Quando nos preocupamos demasiado com nossas pessoas, nossos problemas crescem desmesuradamente

Mas quando nos esquecemos de nós um pouco para cuidar dos outros, esquecemos nossos problemas que se vão resolvendo por si mesmos.

Então, esqueça de si mesmo, e pense nos outros, e achará a felicidade.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO TERCEIRO

AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO X

IX – LEI DE LIBERDADE

FATALIDADE

Duzentéssima Octogésima Sétima Parte

851 – HÁ UMA FATALIDADE NOS ACONTECIMENTOS DA VIDA, SEGUNDO O SENTIDO LIGADO A ESSA PALAVRA, QUER DIZER, TODOS OS ACONTECIMENTOS SÃO PREDETERMINADOS? NESSE CASO, EM QUE SE TOMA O LIVRE-ARBÍTRIO?

- A fatalidade não existe senão pela escolha que fez o Espírito, em se encarnado, de suportar tal ou tal prova. Escolhendo, ele faz uma espécie de destino que é a conseqüência mesma da posição em que se encontra. Falo das provas físicas, porque para o que é prova moral e tentações, o Espírito, conservando o seu livre-arbítrio sobre o bem e sobre o mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Um bom Espírito, vendo-o fraquejar, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar sua vontade. Um Espírito mal, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e assustá-lo; mas a vontade do Espírito encarnado não fica menos livre de todos os entraves.

852 – HÁ PESSOAS QUE UMA FATALIDADE PARECE PERSEGUIR, INDEPENDENTEMENTE DE SUA MANEIRA DE AGIR; A INFELICIDADE NÃO ESTÁ NO SEU DESTINO?

- Pode ser que sejam provas que elas devem suportar e que escolheram. Mas, ainda uma vez, levais à conta do destino o que não é o mais freqüentemente, senão a conseqüência de vossa própria falta. Nos males que te afligem, esforça-te para que a tua consciência seja pura, e serás consolado em parte.

(As idéias justas ou falsas que fazemos das coisas nos fazem vencer ou fracassar segundo nosso caráter e nossa posição social. Achamos mais simples e menos humilhante para nosso amor próprio, atribuir, nossos fracassos à sorte ou ao destino, do que à nossa própria falta. Se a influência dos Espíritos contribui para isso algumas vezes, podemos sempre nos subtrair dessa influência, repelindo as idéias que eles nos sugerem, quando elas são más.)

(CONTINUA AMANHÃ)

ESCOLHENDOO FUTURO (DIVALDO FRANCO) Parte 5

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Quinta feira, 09 de dezembro de 2010.

Proteger sua casa através de rituais misteriosos não é suficiente, você deve protegê-la com boas ações.

Helena Roerich

MINUTO DE SABEDORIA

Não se deixe levar pelo extremismo.

Nem exagere para mais, nem para menos.

Saiba permanecer ao meio termo.

Se correr demais, cansará.

Se ficar muito parado, acabará consumindo o terreno debaixo dos próprios pés, e dentro de pouco estará pisando uma cova.

Não pare, mas também não queira correr demais.

Caminhe firme e com segurança, sem pressa, mas não se detenha jamais na senda do progresso.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS


LIVRO TERCEIRO


AS LEIS MORAIS


CAPÍTULO X


IX – LEI DE LIBERDADE


LIVRE - ARBÍTRIO


Duzentéssima Octogésima Sexta Parte

847 – A DEFORMAÇÃO DAS FACULDADES TIRA AO HOMEM O LIVRE-ARBÍTRIO?

- Aquele cuja inteligência está perturbada por uma causa qualquer, não é mais senhor do seu pensamento e, desde logo, não tem mais liberdade. Essa deformação, freqüentemente, é uma punição para o Espírito que, em uma existência anterior, pode ter sido vão e orgulhoso e ter feito mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer no corpo de um idiota, como o déspota no corpo de um escravo, e o mau rico no de um mendigo; o Espírito sofre esse constrangimento, do qual tem perfeita consciência, e aí está a ação da matéria.

848 – A ABERRAÇÃO DAS FACULDADES INTELECTUAIS POR EMBRIAGUEZ ESCUSA OS ATOS REPREENSÍVEIS?

- Não, porque o bêbado está voluntariamente privado de sua razão para satisfazer paixões brutais; em lugar de uma falta, ele comete duas.

849 – QUAL É, NO HOMEM EM ESTADO SELVAGEM, A FACULDADE DOMINANTE: O INSTINTO OU O LIVRE-ARBÍTRIO?

- O instinto, o que não o impede de agir com uma inteira liberdade para certas coisas. Mas, como a criança, aplica essa liberdade às suas necessidades, e ela se desenvolve com a inteligência. Por conseguinte, tu que és mais esclarecido que um selvagem és, também, mais responsável que ele pelo que fazeis.

850 – A POSIÇÃO SOCIAL, ALGUMAS VEZES, NÃO É UM OBSTÁCULO À INTEIRA LIBERDADE DOS ATOS?

- O mundo tem, sem dúvida, suas exigências. DEUS é justo e leva tudo em conta, mas vos deixa a responsabilidade do pouco esforço que fazeis para superar os obstáculos.

(CONTINUA AMANHÃ)