A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
sábado, 11 de julho de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
ELEMENTOS DE CONVICÇÃO
Terceira Parte
VISITANTE – Tendes razão em dizer, senhor, que das mesas girantes saiu uma doutrina filosófica; e eu estava longe de supor as conseqüências que poderiam surgir de uma coisa que se olhava como simples objeto de curiosidade. Vejo agora quanto é vasto o campo aberto pelo vosso sistema.
A.K. – Aqui eu vos detenho senhor; me fazeis muita honra atribuindo-me esse sistema, porque não me pertence. Ele foi inteiramente deduzido do ensinamento dos Espíritos. Eu vi, observei, coordenei, e procuro fazer os outros compreenderem o que eu próprio compreendo; eis toda a parte que nele me cabe. Há entre o Espiritismo e os outros sistemas filosóficos esta diferença capital: os últimos são obra de homens mais ou menos esclarecidos, enquanto que naquele que vós me atribuís não tenho o mérito de invenção de um único principio. Diz-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibnitz; não se dirá: a doutrina de Allan Kardec, e isso é bom, pois que importância teria que teria um nome em uma tão grave questão? O Espiritismo tem auxiliares bem mais preponderantes, perto dos quais não somos senão átomos.
(continua amanhã)
MINUTO DE SABEDORIA
Seja a água benéfica que dessedenta todos aqueles que atravessam o deserto da existência, sequiosos de carinho e amor.
Seja o alimento dos que nos procuram, famintos de compreensão e de incentivo.
Procure servir e amar, para ter a alegria de haver passado na Terra distribuindo benefícios a todas as criaturas.
PENSAMENTO DO DIA
| 11 de Julho de 2009 |
| "Pense somente no que está fazendo e faça-o bem." |
| Pio de Pietrelcina |
sexta-feira, 10 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
| 10 de Julho de 2009 |
| "Quem se apega às coisas terrenas a elas fica sempre apegado." |
Pio de Pietrelcina |
MINUTO DE SABEDORIA
Não falamos da coragem de palavras, que é fácil.
Contar vantagens, todos contam...
Mas a coragem da luta conta seus próprios vícios é que tem valor, porque daí surgirá a vitória final.
Seja constante e persistente, caminhe reto para frente e para o alto, e mantenha firme sua coragem na ação de cada dia em busca do ideal.
O QUE É O ESPIRITISMO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
ELEMENTOS DE CONVICÇÃO
Segunda Parte
Os elementos de convicção não são os mesmos para todo o mundo; o que convence a alguns, não causa nenhuma impressão sobre os outros: por isso é preciso um pouco de tudo. Mas, é um erro crer-se que as experiências físicas sejam o único meio de convencer. Vi pessoas que os fenômenos mais notáveis não puderam sacudir e para as quais uma simples resposta escrita triunfou. Quando se vê um fato que não se compreende, quanto mais ele é extraordinário, mais parece suspeito, e o pensamento nele procura sempre uma causa vulgar. Se se o compreende, mais facilmente é admitido porque tem uma razão de ser: o maravilhoso e o sobrenatural desaparecem. Certamente, as explicações que vos acabo de dar nesta entrevista estão longe de serem completas; mas, por mais sumárias que sejam, estou persuadido de que vos levarão a refletir e, se as circunstâncias vos testemunharem qualquer fatos de manifestações, os vereis com menos prevenção, porque podereis raciocinar com base.
Há duas coisas no Espiritismo: a parte experimental das manifestações e a doutrina filosófica. Ora, todos os dias sou visitado por pessoas que nada viram e crêem tão firmemente como eu apenas pelo estudo que fizeram da parte filosófica; para elas o fenômeno das manifestações é acessório e o fundo é a doutrina, a ciência. Elas a vêem grande, tão racional, que nela encontram tudo o que pode satisfazer suas aspirações intimas, sem o fato das manifestações, de onde concluem que, supondo-se que as manifestações não existissem, a doutrina não seria menos aquela que resolve melhor uma multidão de problemas reputados insolúveis. Quantos não disseram que essas idéias tinham germinado no seu cérebro, mas que elas aí estavam confusas! O Espiritismo veio formulá-las, dar-lhes um corpo, e foi para eles como um rasgo de luz. Isso explica o número de adeptos que apenas a leitura de O LIVRO DOS ESPÍRITOS fez. Acreditais que ela estaria assim se não tivesse passado das mesas girantes e falantes?
(continua amanhã)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
"O prêmio não é para quem começou bem, mas para quem persevera até o fim."
Pio de Pietrelcina
MINUTO DE SABEDORIA
Tudo que é feito sem amor sai mal feito, e tende à destruição.
Só o amor constrói obras eternas e penetra profundamente o coração da humanidade, porque só o amor é positivo.
Tudo que não é amor é negativo.
Faça tudo com amor, porque o próprio DEUS é amor.
Quando as criaturas fizeram tudo com amor, saberão o que é a saúde e a felicidade.
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
SOCIEDADE PARA A CONTINUAÇÃO DAS OBRAS ESPÍRITAS DE ALLAN KARDEC – RUA DE LILLE, 7
Primeira Parte
Visitante – Tendes uma sociedade que se ocupa desses estudos; ser-me-ia possível fazer parte dela?
A.K. – Seguramente não, para o momento. Se para ser recebido não é necessário ser doutor em espiritismo, é preciso, ao menos, ter sobre esse assunto idéias mais sólidas que as vossas. Como ela não quer ser perturbada em seus estudos, não pode admitir aqueles que lhe viriam fazer perder seu tempo com questões elementares, nem aqueles que, não simpatizando com seus princípios e suas convicções, nela lançariam a desordem com discussões intempestivas ou um espírito de contradição. É uma sociedade cientifica, como tantas outras, que se ocupa em aprofundar os diferentes princípios da ciência espírita, e que busca se esclarecer. É o centro para onde convergem as informações de todas as partes do mundo, e onde se elaboram e se coordenam as questões relacionadas com o progresso da ciência; mas não é uma escola, nem um curso de ensinamentos elementares. Mais tarde, quando vossas convicções estiverem formadas pelo estudo, ela verá se poderá vos admitir. Até lá, podereis assistir, quando muito, a uma ou duas sessões como ouvinte, com a condição de nela não fazer nenhuma reflexão de natureza a magoar ninguém, sem o que, eu, que ai vos terei introduzido, me exporei à censura da parte dos meus colegas, e a porta da sociedade lhe será fechada para sempre. Vereis aí uma reunião de homens graves e de boa companhia, cuja maioria se recomenda pela superioridade do seu saber e sua posição social, e que não permitiria que aqueles que ela quer admitir se afastem, no quer que seja, das conveniências; porque não creiais que ela convida o público e que chama a qualquer um para suas sessões. Como não faz demonstrações, tendo em vista satisfazer a curiosidade, ela afasta com cuidado os curiosos. Portanto, aqueles que crêem aí encontrar uma distração, e uma espécie de espetáculo, ficariam desapontados e melhor fariam se a ela não se apresentassem. Eis porque ela recusa admitir, mesmo como simples ouvintes, aqueles que lhes são desconhecidos, ou cujas disposições hostis são notórias.
(continua amanhã)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
MINUTO DE SABEDORIA
APRENDA a dirigir palavras de louvor a tudo que é belo e bom.
Não retenha seus sentimentos de gratidão e louve tudo o que contribui para a beleza e o bem-estar da humanidade.
Não se cale diante do que é belo!
Dê expansão ao louvor que provém de seu íntimo, em favor de pessoas e coisas.
A gratidão traz alegria à vida!
Cultive a virtude do louvor espontâneo e sincero e você aumentará o número de seus amigos.
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
ELEMENTOS DE CONVICÇÃO
Primeira Parte
Visitante – Eu convenho, senhor, que, do ponto de vista filosófico, a Doutrina Espírita é perfeitamente racional. Mas, resta sempre a questão das manifestações que não pode ser resolvida senão pelos fatos; ora, é a realidade desses fatos que muitas pessoas contestam e não deveis achar espantoso o desejo que se exprime de testemunhá-los.
A.K. – Acho isso muito natural; somente, como procuro que sejam proveitosos, explico em que condições convém se colocar para melhor observá-los e, sobretudo, para compreendê-los. Ora, aquele que não quer se colocar nessas condições é porque não tem desejo sério de se esclarecer e, então, é inútil perder-se tempo com ele.
Compreendereis também, senhor, que seria estranho que uma filosofia racional tivesse saído de fatos ilusórios e controvertidos. Em boa lógica, a realidade do efeito implica na realidade da causa; se um é verdadeiro, outro não pode ser falso, porque onde não houvesse árvore não se recolhiam frutos.
Todo o mundo, é verdade, não pôde constatar os fatos, porque todo o mundo não se colocou nas condições desejadas para observá-los e, para isso, não se armou de paciência e perseverança necessárias. Mas, ocorre aqui como em todas as ciências: o que uns não fazem, outros o fazem: todos os dias, aceita-se o resultado de cálculos astronômicos sem os ter feito. Qualquer que ela seja, se achais uma filosofia boa, podereis aceitá-la como aceitaríeis uma outra, reservando, porém, vossa opinião sobre os caminhos e meios que e a ela conduziram, ou, pelo menos, não admitindo-a senão como hipótese até mais ampla constatação.
(continua amanhã)
terça-feira, 7 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
"Para consolar uma alma, mostre-lhe todo o bem que ela pode fazer."
Pio de Pietrelcina
MINUTO DE SABEDORIA
SEJA tolerante com o próximo que erra.
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
ESQUECIMENTO DO PASSADO
Terceira Parte.
Assim, quantos homens gostariam de poder, durante a vida, lançar um véu sobre seus primeiros anos! Quantos disseram, ao fim de sua caminhada: “Se devesse recomeçar, eu não faria o que fiz”! Pois bem!, o que eles não podem refazer nesta vida, refarão em outra; em uma nova existência seu Espírito trará, no estado de intuição, as boas resoluções que eles terão tomado. É assim que se cumpre, gradualmente, o progresso da Humanidade.
Suponhamos, ainda, - o que é um caso muito comum – que em vossas relações, em vosso lar mesmo, se encontre um ser do qual tendes muitas queixas, que talvez vos arruinou ou desonrou em uma outra existência e que, Espírito arrependido, vem se encarnar em vosso meio, unir-se a vós pelos laços de família, para reparar o mal que vos fez pelo seu devotamento e sua afeição: ambos não estaríeis na mais falsa posição se, todos os dois, vos lembrásseis de vossa inimizades? Ao invés de se apaziguarem, os ódios se eternizarem.
Conclui com isso que a lembrança do passado perturbaria as relações sociais e seria um entreve ao progresso. Quereis disso uma prova atual? Que um homem condenado às galeras tome a firme resolução de se tornar honesto, que ocorrerá em sua saída? Será repelido pela sociedade e essa repulsa, quase sempre o recoloca no vicio. Suponhamos, ao contrário, que todo o mundo ignore seus antecedentes: ele será bem acolhido; se ele próprio pudesse esquecê-los, não seria por isso menos honesto e poderia andar de cabeça erguida ao invés de curvá-la sob a vergonha da recordação
Isso concorda perfeitamente com a doutrina dos Espíritos sobre os mundos superiores ao nosso. Nesses mundos, onde não reina senão o bem, a lembrança do passado nada tem de penosa; eis porque aí se lembram de sua existência precedente como nos lembramos do que fizemos na véspera. Quanto à sua estada em mundos inferiores, ela não é mais que um sonho mau.
(continua amanhã)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
MINUTO DE SABEDORIA
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
ESQUECIMENTO DO PASSADO
Segunda Parte
Se, cada existência, um véu é lançado sobre o passado, o Espírito não perde nada daquilo que adquiriu no passado; ele não esquece senão a maneira pela qual adquiriu a experiência. Para me servir da comparação do escolar, eu diria que: pouco importa para ele saber onde, como, e sob a orientação deque professores ele fez o ano anterior se, alcançando a quarta série ele sabe o que se aprende na anterior. Que lhe importa saber quem o castigou pela sua preguiça e sua insubordinação, se esses castigos o tornaram laborioso e dócil? É assim que, em se reencarnando, o homem traz, por intuição e como idéias inatas, o que adquiriu em ciência e moralidade. Eu digo em moralidade porque se, durante uma existência, ele se melhorou, se aproveitou as lições das experiências, quando retornar, será instintivamente melhor; seu Espírito amadurece na escola do sofrimento e, pelo trabalho, terá mais firmeza; longe de dever a tudo recomeçar, ele possui um fundo cada vez mais rico, sobre o qual se apóia para progredir mais.
A segunda parte da vossa objeção, referente ao aniquilamento do pensamento, não está melhor alicerçada, porque esse esquecimento não ocorre senão durante a vida corporal; deixando-a, o Espírito recobra a lembrança do seu passado e pode julgar quanto à sua caminhada e do que lhe resta ainda a realizar, de sorte que há solução de continuidade na vida espiritual, que é a vida normal do Espírito.
O esquecimento temporário é um beneficio da Providência. A experiência, freqüentemente, é adquirida em rudes provas e terríveis expiações, cuja lembrança seria muito penosa e viria aumentar as angústias das tribulações da vida presente. Se os sofrimentos da vida parecem longos, que seriam, pois, se sua duração fosse aumentada com as lembranças dos sofrimentos do passado? Vós, por exemplo, senhor, sois hoje um homem honesto, mas o deveis, talvez, aos rudes castigos que haveis suportado por faltas que, atualmente, repugnariam a vossa consciência; ser-vos-ia agradável lembrar de ter sido enforcado por isso?
A vergonha não vos perseguiria imaginando que o mundo sabe do mal que haveis feito? Que importa o que haveis podido fazer, e o que haveis podido suportar para expiar, se agora sois um homem estimável? Aos olhos do mundo sois um homem novo, e aos olhos de DEUS um
Espírito reabilitado. Livre da lembrança de um passado importuno, agireis com mais liberdade; é para vós um novo ponto de partida; vossas dividas anteriores estão pagas, cabendo-vos não contrair novas dívidas.
(continua amanhã)
domingo, 5 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
MINUTO DE SABEDORIA
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
ESQUECIMENTO DO PASSADO
Primeira Parte
VISITANTE – eu não entendo como o homem pode aproveitar a experiência adquirida em suas existências anteriores, se delas não se lembra, porque, desde o momento em que delas não se recorda, cada existência é para ele como se fosse a primeira e, assim, tem sempre que recomeçar. Suponhamos que, cada dia, ao despertarmos, percamos a memória do que fizemos na véspera, nós não seríamos mais avançados aos setenta anos que nos dez anos: enquanto que lembrando nossas faltas, nossas imperfeições e as punições em que incorremos, diligenciaríamos para não recomeçarmos. Para me servir da comparação que haveis feito do homem sobre a Terra com o aluno do colégio, eu não compreenderia que esse aluno pudesse aproveitar as lições da quarta série se ele não se lembrasse do que aprendeu na anterior. Essas soluções de continuidade na vida do Espírito interrompem todas as relações e fazem dele, de alguma sorte, um novo ser; de onde se pode dizer que nossos pensamentos morrem a cada existência, para se renascer sem consciência do que se foi. É uma espécie de nada.
A.K. – De questão em questão me conduzireis a vos ministrar um curso completo de Espiritismo. Todas as objeções que fizestes são naturais naquele que nada sabe, ao passo que ele encontra, em um estudo sério, um solução bem mais explicita que a que eu possa dar numa explicação sumária que, por si mesma, deve provocar, incessantemente, novas questões. Tudo se encadeia no Espiritismo, e quando se segue o conjunto, vê-se que os princípios decorrem uns dos outros, apoiando-se mutuamente. Então, o que parecia uma anomalia contrária à justiça e à sabedoria de DEUS, parece muito natural e vem confirmar essa justiça e essa sabedoria.
Tal é o problema do esquecimento do passado que se liga a outras questões de igual importância e que, por isso, não farei mais que aflorar aqui.
(continua amanhã)
sábado, 4 de julho de 2009
MINUTO DE SABEDORIA
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – OCÉPTICO
LOUCURA, SUICÍDIO, OBSESSÃO
Terceira Parte
Ao número de causas de loucura, é preciso ainda acrescentar o medo, e o medo do diabo desarranjou mais de um cérebro. Sabe-se, acaso, o número de vítimas que se fez amedrontando-se imaginações fracas com esse quadro que se esforça em tornar mais assustador por detalhes hediondos? O diabo, diz-se, não assusta senão as crianças e é um frio para torná-las sábias; sim, como o bicho papão e o lobisomem, e quando elas não têm mais medo, tornam-se piores que antes. E, para esse belo resultado, não se conta o número de epilepsias causadas pela comoção de um cérebro delicado.
É preciso não confundir a loucura patológica com obsessão. Esta na se origina de nenhuma lesão cerebral, mas da subjugação que Espíritos malfazejos exercem sobre certos indivíduos, e tem por vezes as aparências da loucura propriamente dita. Essa doença, que é muito freqüente e independente de qualquer crença no Espiritismo, existiu em todos os tempos. Nesse caso, a medicação ordinária é ineficaz e mesmo nociva. O Espiritismo, fazendo conhecer esta nova causa de perturbação da saúde, dá ao mesmo tempo o único meio de triunfar sobre ela, agindo não sobre a doença, mas sobre o Espírito obsessor. Ele é o remédio e não a causa do mal.
(continua amanhã)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
"A estrada da perfeição é tão longa quanto a vida de cada um."
Pio de Pietrelcina
MINUTO DE SABEDORIA
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO
LOUCURA, SUICÍDIO, OBSESSÃO
Segunda Parte
Nesse aspecto, os Estados Unidos têm centenas de milhares deles, e todos os outros países do mundo, um número bem maior. Esse mau gracejo começou a ser usado depois que se viu esta loucura ganhar as classes mais elevada da sociedade. Fez-se grande alarde de um exemplo conhecido, de Victor Hennequin, esquecendo-se que, antes de se ocupar com o Espiritismo, ele já tinha dado provas de excentricidade das idéias. Se as mesas girantes não tivessem acontecido, o que, segundo um jogo de palavras bem espirituoso de nossos adversários, fizeram lhe girar a cabeça, sua loucura teria tomado outro curso.
Eu digo, pois, que o Espiritismo não tem nenhum privilégio a esse respeito; e vou mais longe: digo que, bem compreendido, é um preservativo contra a loucura e o suicídio.
Entre as causas mais freqüentes de superexcitação cerebral, é preciso contas as decepções, os desgostos, as afeições contrariadas, que são ao mesmo tempo, as causas mais freqüentes do suicídio. Ora, o verdadeiro espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista tão elevado, que as tribulações não são para ele senão os incidentes desagradáveis de uma viagem. O que, em outro, produziria uma emoção violenta, o afeta levemente. Ele sabe, aliás, que os sofrimentos da vida são provas que servem para o seu adiantamento, se as suporta sem reclamar, porque será recompensado de acordo com a coragem com a qual as tiver suportado. Suas convicções lhe dão, pois, uma resignação que o preserva do desespero, e, por conseguinte, de uma causa permanente de loucura e de suicídio. Por outro lado, ele sabe, pelo que vê nas comunicações com os Espíritos, da sorte deplorável daqueles que abreviam voluntariamente seus dias, e esse quadro basta para fazê-lo refletir; por isso é considerável o numero daqueles que se detiveram sobre essa inclinação funesta. Eis aí um dos resultados do Espiritismo.
(continua amanhã)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
"Somente uma coisa é necessária: elevar o espírito e amar a Deus."
Pio de Pietrelcina
MINUTO DE SABEDORIA
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
LOUCURA, SUICÍDIO, OBSESSÃO
Primeira Parte
VISITANTE - Certas pessoas consideram as idéias espíritas como de natureza a perturbarem as faculdades mentais e, por esse motivo, acham prudente deter-lhes a divulgação.
A.K. –Conheceis o provérbio: quando se quer matar um cão, diz-se que ele está raivoso. Não é, pois, de espantar, que os inimigos do Espiritismo procurem se apoiar sobre todos os pretextos; este lhes pareceu apropriado para despertar os temores e as suscetibilidades, tornando-o zelosamente, embora ele caia diante do mais superficial exame. Ouvi, pois, sobre esta loucura, o raciocínio de um louco.
Todas as grandes preocupações do espírito podem ocasionar a loucura; as ciências, as artes, e a própria religião fornecem seus continentes. A loucura tem por principio um estado patológico do cérebro, instrumento do pensamento: estando o instrumento danificado, o pensamento é alterado. A loucura, pois, é um efeito consecutivo, cuja causa primeira é uma predisposição orgânica que torna o cérebro mais, ou menos, acessível a certas impressões; isso é tão verdadeiro que tendes as pessoas que pensam demais e não se tornam loucas, enquanto que outras se tornam sob o domínio da menor superexcitação. Havendo uma predisposição à loucura, esta toma o caráter da preocupação principal, que se torna, então, uma idéia fixa. Essa idéia fixa poderá ser a dos Espíritos, naqueles que deles se ocupam, como poderá ser de DEUS, dos anjos, do diabo, da fortuna do poder, de uma arte, de uma ciência, da maternidade, de um sistema político ou social. É provável que o louco religioso se tornasse um louco espírita, se o Espiritismo tivesse sido sua preocupação dominante. Um jornal disse, é verdade, que em uma única localidade da América, cujo nome não me recordo, contaram-se quatro mil casos de loucura espírita, mas sabe-se que, entre nossos adversários, é uma idéia fixa crerem-se os únicos dotados de razão, e isso é uma mania como as outras. Aos seus olhos nós somos todos dignos de um manicômio e, por conseguinte, os quatro mil espíritas da localidade em questão, deviam ser igualmente loucos.
(continua amanhã)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
"Não se preocupe com o amanhã. Faça o bem hoje."
Pio de Pietrelcina
MINUTO DE SABEDORIA
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
UTILIDADE PRÁTICA DAS MANIFESTAÇÕES
Segunda Parte
Ora, o mundo dos Espíritos existe em virtude de uma dessas leis da Natureza e o Espiritismo nos faz conhecê-la. Ele nos ensina a influência que o mundo invisível exerce sobre o mundo visível, e as relações que existem entre eles, da mesma forma que a Astronomia nos ensina as relações dos astros com a Terra; ele no-la mostra como uma das formas que regem o Universo e contribuem para a manutenção da harmonia geral. Suponhamos que a isso se limite sua utilidade; já não seria muito útil a revelação de semelhante força, abstração feita de toda doutrina moral? Não é nada, pois, que todo um mundo novo se nos revela se, sobretudo, o conhecimento desse mundo nos coloca na trilha de uma multidão de problemas, até então, insolúveis? Se nos inicia nos mistérios de além-túmulo, que nos interessa um pouco, uma vez que todos, pelo que somos, devemos cedo ou tarde transpor o passo fatal? Mas há uma outra utilidade mais positiva do Espiritismo, que é a influência moral que ele exerce pela própria força das coisas. O Espiritismo é a prova patente da existência da alma, da sua individualidade depois da morte, da sua imortalidade e do seu futuro. É, pois, a destruição do materialismo, não pelo raciocínio, mas pelos fatos.
Não é preciso perguntar ao Espiritismo o que ele pode dar, e nem nele procurar além do seu objetivo providencial. Antes dos progressos sérios da Astronomia, acreditava-se na Astrologia. Seria razoável pretender que a Astronomia de nada serve porque não se pode mais encontrar na influência dos astros o prognósticos do futuro? Da mesma forma que a Astronomia destronou os astrólogos, o Espiritismo destronou os adivinhos,,os feiticeiros e os ledores de sorte. Ele é para a magia o que a Astronomia é para a Astrologia, a Química para a Alquimia.
(Continua amanhã)
terça-feira, 30 de junho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
MINUTO DE SABEDORIA
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
UTILIDADE PRÁTICA DAS MANIFESTAÇÕES
Primeira Parte
VISITANTE – Partindo da suposição de que a coisa seja constatada e o Espiritismo reconhecido como realidade, que utilidade prática isso pode ter? Se, até o presente, se passou sem ele, parece-me que se poderia, ainda, passar sem ele e viver mais tranqüilamente.
A.K. – O mesmo se poderia dizer das estradas de ferro e do vapor, sem as quais se viveu muito bem.
Se entendeis por utilidade prática, os meios de viver bem, de fazer fortuna, de conhecer o futuro, de descobrir minas de carvão ou tesouros ocultos, de recuperar heranças, de se poupar do trabalho das pesquisas, ele não serve para nada; ele não pode subir nem abaixar a cotação da Bolsa, nem ser transformado em ações, nem mesmo fornecer invenções prontas, aptas a serem exploradas. Sob esse ponto de vista, quantas ciências seriam inúteis! Quantas há que não trazem vantagem, comercialmente falando! Os homens se portavam muito bem antes da descoberta de todos os novos planetas, antes que se soubesse que é a Terra que gira e não o Sol, antes que fossem calculados os eclipses, antes que se conhecesse o mundo microscópico e uma centena de outras coisas. O Camponês, para viver e produzir seu trigo, não tinha necessidade de saber o que é um cometa. Por que, pois, os sábios se entregam a essas pesquisas, e quem ousaria dizer que perdem seu tempo? Tudo que serve para erguer um canto do véu, ajuda o desenvolvimento da inteligência, alarga o círculo das idéias, fazendo-nos penetrar mais além das leis da Natureza. Ora, o mundo dos Espíritos existe em virtude de uma dessas leis da Natureza e o Espiritismo nos faz conhecê-la.
(continua amanhã)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
PENSAMENTO DO DIA
MINUTO DE SABEDORIA
SEJA sempre nobre em sua expressão de trabalho, se quiser atrair para si a nobreza dos companheiros de luta.
O QUE É O ESPIRIITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
DIVERSIDADE NOS ESPÍRITOS
Quarta Parte
VISITANTE – Minha observação subsiste sempre no ponto de vista das questões científicas e outras a que se pode submeter os Espíritos. A divergência de suas opiniões sobre as teorias que dividem os sábios, nos deixam na incerteza. Eu compreendo que, tendo todos o mesmo grau de instrução, na podem tudo saber. Então, qual o peso que pode ter para nós a opinião daqueles que sabem, se não podemos verificar se tem, ou não tem, razão? Tem igual valor dirigir-se aos homens ou aos Espíritos.
A.K. – essa reflexão é ainda uma conseqüência da ignorância do verdadeiro caráter do Espiritismo. Aquele que crê nele encontrar um meio fácil de tudo saber, de tudo descobrir, incorre em um grande erro. Os Espíritos não estão encarregados de nos trazerem a ciência pronta. Seria, com efeito, muito cômodo se nos bastasse perguntar para sermos esclarecidos, poupando-nos assim o trabalho de pesquisa. DEUS quer que trabalhemos, que nosso pensamento se exercite, e será a esse preço que adquiriremos a ciência. Os Espíritos não vêm nos livrar dessa necessidade; eles são o que são e o Espiritismo tem por objeto estudá-los, a fim de saber, por analogia, o que seremos um dia e não de nos fazer conhecer o que nos deve estar oculto, ou nos revelar as coisas antes do tempo.
Os Espíritos já não podem ser tidos como ledores de sorte, e quem quer que se iluda de obter deles certos segredos, que se prepare para estranhas decepções por parte dos Espíritos zombeteiros. Em uma palavra, o Espiritismo é uma ciência de observação e não uma ciência de adivinhação ou de especulação. Estudamo-lo para conhecer o estado das individualidades do mundo invisível, as relações que existem entre elas e nós, sua ação oculta sobre o mundo visível, e não pela utilidade material que dele possamos tirar. Sob esse ponto de vista, não há nenhum Espírito cujo estudo nos seja útil, pois aprendemos alguma coisa com todos eles; suas imperfeições, seus defeitos, sua incapacidade, e mesmo sua ignorância, são igualmente objetos de observação que nos iniciam no estudo da natureza íntima desse mundo. Quando não são eles que nos instruem pelos seus ensinamentos, somos nós que nos instruímos estudando-os, como o fazemos quando estudamos os costumes de um povo que desconhecemos.
Quanto aos Espíritos esclarecidos, eles nos ensinam muito, mas no limite das coisas possíveis, não precisamos perguntar-lhes o que eles não podem, ou não devem, nos revelar. É preciso contentar-se com aquilo que nos dizem, pois, ir além é expor-se às mistificações dos Espíritos levianos, sempre prontos para responderem a tudo. A experiência nos ensina a discernir o grau de confiança que lhes podemos dar.
(continua amanhã)