A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
sábado, 9 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
PRIMEIRO DIALOGO - O C RÍTICO
Sétima Parte
Antes de concluir pela fraude é preciso primeiro se perguntar qual interesse se pode ter em enganar; ora, concordareis que há posições que excluem toda suspeita de fraude; pessoas das quais só o caráter é uma garantia de probidade.
Outra coisa se se seria tratasse de uma especulação, porque a atração do lucro é uma péssima conselheira. Mas, admitindo-se mesmo que, neste último caso, um fato de manobra fraudulenta seja positivamente constatado, isso não provaria nada contra a realidade do principio, já que se pode abusar de tudo. Do fato de que há pessoas que vendem vinhos adulterados, não se segue daí que não haveria vinho puro. O Espiritismo não é mais responsável pelos que abusam desse nome e o exploram, do que a ciência médica não o é pelos charlatões que vendem suas drogas, nem a religião pelos sacerdotes que abusam do seu ministério.
O Espiritismo, pela sua novidade e pela sua própria natureza, devia prestar-se a abuso; mas ele dá os meios de os reconhecer, definindo claramente seu verdadeiro caráter e recusando qualquer solidariedade com aqueles que o exploram ou o desviam de seu objetivo exclusivamente moral para fazer dele um oficio, um instrumento de adivinhação ou de procura fúteis.
Desde que o próprio Espiritismo traça os limites nos quais ele se contem, precisa o que ele diz e o que não diz, o que ele pode e o que não pode, o que está ou não está em suas atribuições o que ele aceita e o que repudia, o erro está naquele que , não se dando ao trabalho de o estudar, julgam-no sobre as aparências; que porque encontram saltimbancos usando o nome de Espíritas, para atrair os que passam, dirão gravemente: Eis o que é o Espiritismo. Sobre o que, em definitivo, recai o ridículo? Não sobre o saltimbanco que fez o seu trabalho, nem sobre o Espiritismo cuja doutrina escrita desmente semelhantes assertivas, mas sobre os críticos convictos de falarem daquilo que não sabem, ou de alterarem conscientemente a verdade. Aqueles que atribuem ao Espiritismo o que está contra sua própria essência, o fazem, ou por ignorância ou deliberadamente. No primeiro caso é por leviandade, no segundo é por má fé. Neste último caso, eles se assemelham a certos historiadores que alteraram os fatos históricos no interesse de um partido ou de uma opinião. Um partido se desacredita sempre pelo emprego de semelhantes meios, e falta ao seu objetivo.
(continua amanhã)
sexta-feira, 8 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
PRIMEIRO DIALOGO – O CRÍTICO
Sexta Parte
Visitante:- Falais do exame dos livros em geral. Credes que seja materialmente possível a um jornalista, ler e estudar todos os que lhe passam pelas mãos, sobretudo quando se trata de teorias novas que lhe seria preciso aprofundar e verificar? Igualmente exigirias de um impressor que lesse todas as obras que saem das suas impressoras.
A.K. A um raciocínio tão judicioso eu não tenho nada a responder, senão que, quando não se tem tempo de fazer conscientemente uma coisa, não se deve envolver-se com ela, e que é melhor não fazer senão uma coisa bem, do que fazer dez mal.
Visitante; - Não creais, senhor, que minha opinião esteja formada levianamente. Eu vi mesas girarem e baterem; pessoas que estavam supostamente escrevendo sob a influência de Espíritos; mas eu estou convencido de que havia charlatanismo.
A.K. – Quanto pagastes para ver isso?
Visitante – Nada, seguramente.
A.K. – então eis charlatães de uma espécie singular, e que vão reabilitar a palavra. Até o presente não se viu ainda charlatães desinteressados. Se algum brincalhão maldoso quis se divertir uma vez por acaso, segue-se que as outras pessoas sejam cúmplices de fraude? Aliás, com que objetivo se tornariam cúmplices de uma mistificação? Para divertir a sociedade, direis. Eu aceito que uma vez alguém se preste a um gracejo; mas quando um gracejo dura meses e anos, é, eu creio, o mistificador que está mistificado. È provável que, pelo único prazer de fazer crer em uma coisa que se sabe ser falsa, espera-se oborrecidamente horas inteiras sobre uma mesa? O prazer não valeria o trabalho.
(continua amanhã)
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
Primeiro Dialogo – O Crítico
Quinta Parte
Visitante – É precisamente para evitar esse escolho que vim vos pedir permissão para assistir algumas experiências.
A.K. – E pensais que isso vos bastaria para falar do espiritismo ex-professo? Mas como poderíeis compreender essas experiências, e com mais forte razão julgá-las, se não haveis estudado os princípios que lhes servem de base? Como poderíeis apreciar o resultado, satisfatório ou não, de experiências metalúrgicas, por exemplo, se não conheceis a fundo a metalurgia? Permiti-me dizer-vos, senhor, que vosso projeto é absolutamente como se, não sabendo nem matemática, nem astronomia, fosseis dizer a um desses senhores do Observatório: Senhor, eu quero escrever um livro sobre astronomia, e alem disso provar que vosso sistema é falso; mas como disso eu não sei nem a primeira palavra, deixai-me olhar uma ou duas vezes através de vossas lunetas. Isso me bastará para conhecê-la tanto quanto vós.
Não é senão por extensão que a palavra criticar é sinônimo de censurar. Em seu significado próprio, e segundo sua etmologia, ela significa julgar, apreciar. A critica pode, pois, ser aproveitada ou desaproveitada. Fazer critica de um livro não é necessariamente condená-lo. Aquele que empreende essa tarefa deve fazê-la sem idéias preconcebidas. Mas, se antes de abrir o livro já o condenou em seu pensamento, seu exame não pode ser imparcial.
Tal é o caso da maioria daqueles que tem falado do Espiritismo. Apenas sobre o nome formaram uma opinião e fizeram como um juiz que pronunciou uma sentença sem se dar ao trabalho de examinar o processo. Disso resultou que seu julgamento ficou sem razão e, ao invés de persuadir, provocou riso. Quanto àqueles que estudaram seriamente a questão, a maioria mudou de opinião e mais de um adversário dela tornou-se partidário, quando viu que se tratava de coisa diversa daquela em que ele acreditava.
(Continua manhã)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
Capítulo Primeiro
PEQUENA CONFERENCIA ESPÍRITA
Primeiro Dialogo – O CRÍTICO
Quarta Parte
Mas esqueci que vós deveis tratar a questão ex-professo, o quer dizer que a haveis estudado sob todas as faces, que haveis visto tudo o que se pode ver, tudo o que se escreveu sobre a matéria, analisado e comparado as diversas opiniões; que vos encontrastes nas melhores condições para observar por vós mesmo; que vós lhe consagrastes vossas vigílias, durante anos; em uma palavra, que não negligenciastes em nada para atingir a constatação da verdade. Eu devo crer que assim o é, se sois um homem sério, porque só aquele que fez tudo isso, tem o direito de dizer que fala com conhecimento de causa.
Que pensaríeis de um homem que se erigisse em censor de uma obra literária sem conhecer literatura? De um quadro sem ter estudado pintura? É de uma lógica elementar que o crítico deva conhecer, não superficialmente, mas a fundo, aquilo de que fala, sem o que sua opinião não tem valor. Para combater um cálculo, é preciso opor-lhe outro cálculo mas, para isso, é preciso saber calcular. O crítico não deve se limitar a dizer que tal coisa é boa ou má; é preciso que ele justifique sua opinião por uma demonstração clara e categórica, baseada sobre os próprios princípios da arte ou da ciência. Como poderá fazê-lo se ignora esses princípios? Poderíeis apreciar as qualidades ou defeitos de uma máquina se vós não conheceis a mecânica? Não, pois bem! Vosso julgamento sobre o Espiritismo, que não conheceis, não teria mais valor do que o que faríeis sobre essa máquina. Seríeis a cada instante preso em flagrante delito de ignorância, porque aqueles que o estudaram, verão, conseqüentemente, que estais fora da questão; de onde se concluirá ou que não sois um homem sério ou que não sois de boa fé; em um e outro caso vos exporeis a receber desmentidos pouco lisonjeiros para vosso amor próprio.
(Continua amanhã)
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
Capitulo Primeiro
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
Primeiro diálogo – O CRÍTICO
Terceira Parte
VISITANTE – Eu tenho minhas idéias sobre esse assunto, é verdade. Elas, porém, não são tão absolutas que eu não consinta sacrificá-las à evidência. Eu vos disse, pois, senhor, que tendes um certo interesse em me convencer. Eu vos confessarei que devo publicar um livro onde me proponho demonstrar ex-professo (sic) o que vejo como um erro, e como esse livro deve ter um grande alcance e atacar vivamente os Espíritos, se eu chegar a ser convencido, na o publicarei.
A.K. – Eu ficaria desolado, senhor, por vos privar do beneficio de um livro que deve ter um grande alcance. Eu não tenho, de resto, nenhum interesse em vos impedir de fazê-lo, mas lhe desejo, ao contrário, uma grande popularidade, já que isso nos servirá de prospectos e de anúncios. Quando uma coisa é atacada, isso desperta a atenção; há muitas pessoas que querem ver os prós e os contras, e a crítica a faz conhecida daqueles mesmos que dela não sonhavam. É assim que a publicidade, freqüentemente, sem o querer, aproveita àqueles aos quais se quer prejudicar. A questão dos Espíritos, aliás, é tão palpitante de interesses e ela espicaça a curiosidade a um tal ponto, que basta mencioná-la à atenção para dar o desejo de aprofundá-la. (1)
VISITANTE – então, segundo vós, a crítica não serve para nada, a opinião pública não conta para nada?
A.K. – Eu não considero a crítica como a expressão da opinião pública, mas como uma opinião individual que pode se enganar. Lede a História e vereis quantas obras-primas foram criticadas quando apareceram, o que não as impediu de permanecerem obras-primas. Quando uma coisa é má, todos os elogios possíveis não a tornarão boa. Se o Espiritismo é um erro, ele cairá por si mesmo; se é uma verdade, todas as diatribes não farão dele uma mentira. Vosso livro será uma apreciação pessoal sob o vosso ponto de vista; a verdadeira opinião pública julgará se é correta. Por isso, quererão ver e se, mais tarde, for reconhecido que vos enganastes, vosso livro será ridículo como aquele que se publicou recentemente contra a teoria da circulação do sangue, da vacina, etc.
(1) depois deste diálogo, escrito em 1859, a experiência veio demonstrar largamente a justeza desta proposição.
(continua amanhã)
domingo, 3 de maio de 2009
QUANTAS vezes queremos ser bons e amáveis, e vemos destruídos nossos propósitos de virtude.
Mas ser bom com quem é bom não é vantagem.
O heroísmo consiste, justamente, em ser bom com quem é mau.
Em permanecer calmo diante das pessoas irritantes.
Em ser generoso com as pessoas egoístas.
Procure chegar a esse ponto e demonstre, com o exemplo, que você sabe ser bom.
O QUE É O ESPIRITISMO
Capitulo Primeiro
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
Primeiro diálogo – O CRÍTICO
Segunda Parte
VISITANTE – Haveria, entretanto, no meu convencimento mais interesse do que vós o credes. Quereis me permitir explicar-me com franqueza e me prometer não vos ofender com minhas palavras? São minhas idéias sobre o assunto e não sobre a pessoa à qual me dirijo; posso respeitar a pessoa sem partilhar sua opinião.
A.K. – O Espiritismo me ensinou a dar pouco valor às mesquinhas suscetibilidades do amor próprio, e a não me ofender com palavras. Se vossas palavras saírem dos limites da urbanidade e das conveniências, concluirei, com isso, que sois um homem mal educado, eis tudo. Quanto a mim, prefiro deixar aos outros os erros, ao invés de partilhá-los. Vedes, só por isso, que o Espiritismo serve para alguma coisa.
Eu vos disse, senhor, não me empenho de nenhum modo em vos fazer partilhar minha opinião; respeito a vossa, se ela é sincera, como desejo que se respeite a minha. Uma vez que tratais o Espiritismo como um sonho quimérico, vindo para mim, dizíeis a vós mesmo: eu vou ver um louco. Confessai-o, francamente, isso não me melindrará. Todos os espíritas são loucos, é coisa convencionada. Pois bem, senhor, uma vez que olhais isso como uma doença mental, sentiria escrúpulo em vo-la comunicar, e eu me espanto que com tal pensamento vós procureis uma convicção que vos colocará entre os loucos. Se estais antecipadamente persuadido de não poder ser convencido, vossa tentativa é útil, porque não tem por objetivo senão a curiosidade. Abreviemos, pois, eu vos rogo, porque eu não teria tempo a perder em conversas sem objetivo.
VISITANTE – Podemos nos enganar, iludir-mos, sem por isso ser louco.
A.K. – Falai claramente; dizeis, como tantos outros, que é um capricho que tem o seu tempo; mas convireis que um capricho que em alguns anos ganhou milhões de partidários em todos os países, que conta com sábios, de todas as ordens, que se propaga de preferência nas classes esclarecidas,é uma singular mania que merece algum exame.
(continua amanhã)
sábado, 2 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
Capitulo Primeiro
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
Primeiro diálogo – O CRÍTICO
Primeira Parte
VISITANTE - Eu vos direi, senhor, que minha razão se recusa a admitir a realidade dos fenômenos estranhos atribuídos aos Espíritos e que, disso estou persuadido, não existem senão na imaginação. Todavia, diante da evidência, seria preciso se inclinar, e é o que farei se eu puder ter provas incontestáveis. Venho, pois, solicitar de vossa bondade e permissão para assistir somente a uma ou duas experiências, para não ser indiscreto, a fim de me convencer, se for possível.
ALLAN KARDEC – Desde o instante, senhor, que vossa razão se recusa a admitir o que nós consideramos fatos comprovados, é que vós a credes superior à de todas as pessoas que não compartilham de vossa opinião. Eu não duvido do vosso mérito e não teria a pretensão de colocar a minha inteligência acima da vossa. Admiti, pois, que eu me engano, uma vez que é a razão que vos fala, e que esteja dito tudo.
VISITANTE – Todavia, se vós chegásseis a me convencer, eu que sou conhecido como antagonista das vossas idéias, isso seria um milagre eminentemente favorável à vossa causa.
A.K. – Eu o lamento, senhor, mas não tenho o dom dos milagres. Pensais que uma ou duas sessões bastarão para vos convencer? Isso seria, com efeito, um verdadeiro prodígio. Foi-me necessário mais de um ano de trabalho para eu mesmo estar convencido, o que vos prova que, se o sou, não foi por leviandade. Aliás, senhor, eu não dou sessões e parece que vos enganastes sobre o objetivo de nossas reuniões, já que nós não fazemos experiências para satisfazer à curiosidade de quem quer que seja.
VISITANTE – Não desejais, pois, fazer prosélitos?
A.K. – Por que eu desejaria fazer de vós um prosélito se vós mesmo isso não desejais? Eu não forço nenhuma convicção. Quando encontro pessoas sinceramente desejosas de se instruírem e que me dão a honra de solicitar-me esclarecimentos, é para mim um prazer e um dever, responder-lhes no limite dos meus conhecimentos. Quanto aos antagonistas que, como vós, têm convicções firmadas, eu não faço uma tentativa para desviá-los, já que encontro bastantes pessoas bem dispostas, sem perder o meu tempo com as que não o são. A convicção virá, cedo ou tarde, pela força das coisas, e os mais incrédulos serão arrastados pela torrente. Alguns partidários a mai, ou a menos, no momento, não pesam na balança. Por isso, não vereis jamais zangar-me para conduzir às nossas idéias aqueles que têm tão boas razões como vós para delas se distanciarem.
(continua amanhã)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
INTRODUÇÃO
Para melhor ler estas páginas:
Estas preces foram vividas e rezadas antes de serem escritas. São a vida das pessoas, moças e rapazes, crianças e anciões, oferecidas a Deus dia após dia. Essa oferenda vestimo-la de palavras, para apresentá-la aos outros. Nosso escopo (intento): ajudá-los para que sua vida se passe em oração e se transfigure pela oração. Todos os fatos citados são de certa forma autênticos no que tange à psicografias/crônicas/preces/mensagens etc.
É sempre Deus que trava conversa com o ser humano. Eis, porque nas primeiras mensagens deste site tentamos colocar como Deus falando. Bem depressa, porém, deve o visitante não se limitar a imaginar, o que Deus lhe diz, mas ouvi-lo falar muito realmente em sua vida e na vida do mundo, Deus se dirige a nos através de todos os acontecimentos, até do mais insignificante. É o sentido das preces mais curtas de que demos alguns exemplos para ajudar a reencontrar o Senhor a cada passo de nossas jornadas.
Entretanto não é na caminhada que é preciso elevar-se a Deus. É necessário saber parar diante dele, para falar-lhe mais longamente de nossa vida como o filho que se ausentou narra longamente ao seu pai os pormenores de suas viagens. Tentamos traduzir aqui esses gestos de amizade em orações mais longas. Partindo de um objeto/pessoa/acontecimento, cada um desses textos deve projetar uma iluminação de fé sobre um setor de vida corrente. Quem se der ao trabalho de refletir seriamente perante Deus, perceberá que existe nessas orações um apelo constante ao Dom de nós mesmos pêlos homens, nossos irmãos. Onde o Pai nos colocou, aí devemos lutar para que se realize seu Reino de Justiça e Amor. Não é talvez uma conduta facultativa, mas sim o próprio rumo de nossas vidas.
Alguns textos deixarão constrangidos, talvez, certos internautas: a estes suplicamos que se mostrem bastante corajosos para não passarem para outros textos, como quem não quer mais ouvir as questões, que pôr elas, Deus lhe apresenta. Mais vale, escutar Deus quando nos convida ainda encarnados, do que ouvi-lo julgar-nos, (condenar-nos/absolver-nos) além - morte.
A oração revela às vezes o desenvolvimento de nosso Dom aos outros e de nossa amizade com Cristo. Tentamos agrupar os texto e mensagens que indicam essa evolução. Elas hão de iluminar os navegantes em sua marcha, pôr vezes obscuras, rumo ao Dom total.
Seguir o cristo na Estrada de sua Paixão é uma atitude essencial para quem quer que ame o Deus que pôr ele se entregou. Todavia, sofremos demais com expressões batida, saturadas, das Vias - Sacras de nossos antepassados, sorrimos as vezes ao ouvi-las, tentamos teclar aqui, uma Via - Sacra simplificada (na escrita), com o auxilio das palavras do dia - a - dia, bem o sabemos, essas palavras também passarão muito depressa. Que importa! A flor colhida murcha, mas outras flores germinam. Outros a colherão.
O conjunto desses textos não deve ser lido naturalmente como se leria um romance. Propositadamente muito diversas, elas desejariam responder às várias situações vividas pêlos internautas, ajudando-os a rezar partindo de sua própria vida. Poder-se-á, igualmente, vez pôr outra, fazerem uso deste ou daquele texto para ilustrar palestras, encerrar reuniões, o uso é ilimitado de acordo com a consciência pessoal, não utilizá-lo em situações errôneas nos trará grande satisfação, o arbítrio é livre.
Enfim, dispusemos antes de cada orações, um ou mais textos das Escrituras para dar aos visitantes, se é que ainda não o têm, o gosto de se debruçar sobre o Evangelho e nele achar o alimento para a vida espiritual cotidiana. Assim, se encontram reunidos, apoiando-se um ao outro, o Evangelho e a vida, os dois lugares onde Deus nos fala.
Possam aqueles que lêem estas páginas, ouvir Deus e responder-lhe. Só uma coisa esperávamos ao escrevê-las: TRAVAR O DIÁLOGO EXTRAORDINÁRIO DO HOMEM COM DEUS.
Terça-feira, 9 de Maio de 2000 - *Biba* por:Espíritos diversos - 15:30
L.E.M.A. Legião Espiritual e Material de Ajuda.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Na realidade, ninguém pode ser inimigo nosso, pois, DEUS habita dentro de cada um de nós.
PERTURBAÇÃO E OBSESSÃO
Na experiência terrestre, surge sempre um instante em que indagamos de nós mesmos em que ponto nos achamos, quanto ao desajuste espiritual; e, se não estamos afundados em plena desarmonia, muitas vezes identificamo-nos em perturbação evidente. Isso porque, observado o princípio de que ninguém existe absolutamente impassível, temos a vida sentimental permanentemente ameaçada por desafios exteriores, em forma de episódios ou informes desagradáveis que se nos erigem por medida de equilíbrio e resistência, na luta moral que somos chamados a travar, na área de nossas atividades, em favor do próprio burilamento. Se à frente desse ou daquele sucesso menos feliz, costumamos esquecer, sistematicamente, paciência e conformação, entendimento e serenidade, então é preciso estabelecer o intervalo para reflexão, nos mecanismos da mente, a fim de que venhamos a fazes em nós mesmos as retificações necessárias. Em tais lances do cotidiano, quase sempre somos impelidos a pensar em obsessão, supondo-nos vítimas de entidades vampirizantes. O problema, porém, não se limita à influenciarão espiritual dos adversários que se nos encrava na onda psíquica, mas, principalmente, diz respeito à nós mesmos. Em muitas situações e circunstâncias das existências passadas, caímos em fundos precipícios de ódio e vingança, desespero e criminalidade, operando em largas faixas de tempo contra nós próprios, comprometendo-nos o destino; daí nasce o imperativo das experiências regenerativas e amargas que se nos fazem indispensáveis, qual ocorre ao aluno que se atrasou na escola, necessitado de novo exame, nas provas da repetência.
À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento se nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme do barco de nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silêncio da prece. Através do autocontrole, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para entender o que há conosco, de maneira a impedir a própria queda em alienação e tumulto. Atendamos constantemente a esse trabalho de auto-imunização mental, porque, junto ao imenso número de companheiros perturbados e obsidiados que enxameiam a Terra de hoje, em toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase às portas da obsessão. Compilações de: "Alma e Coração" Francisco Cândido Xavier - pelo espírito de Emmanuel
(Artigo copilado do Portal Espírita L.E.M.A.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
FORÇA RENOVADORA
Há sempre uma força renovadora em certas verdades escritas por quem, sobretudo poeta, diz em poucas palavras, tantas coisas... São frases que ajudam a viver, que empurram pra frente quem as entendem e assimilam. Assim, nesta noite calma ou intranqüila, serena ou agitada, porém, noite em que você faz silêncio de ouvinte, deixe ressoar dentro de você, bem no dentro de si, isso que diz:"Conhecer-se a si mesmo é reconhecer o próprio respirar!""Conhecer-se a si mesmo e conhecer o próprio respirar!”O relaxamento de um sono restaurador faz o homem transpirar a própria serenidade no dormir. Toda agitação interior transparece na tensão de rosto dormindo, de uma respiração ofegante de uma agitação constante no dormir.Tempo é já de viver-mos toda nossa dimensão sabendo ouvir nosso corpo respirar. Conhecer o próprio respirar, a própria pulsação é conhecer-se a si mesmo. Ouvir seu corpo. Perceber seus sentidos sentirem. Compreender a mudança e a reação física do próprio existir. Tudo isso é se conhecer. O próprio respirar é o próprio viver. Ouvir o próprio viver, conhecer o próprio pulsar é conhecer-se a si mesmo.Você se conhece? Dê-se esta chance!Senhor envie-nos a sua sabedoria para a gente entender que ela penetra em nós, mas dando vida a todo um corpo, ensine-nos a perceber a presença de todo seu eu de vida na pulsação de nosso coração, na percepção de nosso sentir, na emoção da nossa afetividade. Ensine-nos a conhecermos a nos mesmos conhecendo o nosso respirar, que é o respiro da vida, que é sua obra prima, de primazia, passível de todo nosso respeito.
Julho 31, 2000 - Biba pelo espírito de R.R.
L.E.M.A. Legião Espiritual e Material de Ajuda.
terça-feira, 28 de abril de 2009
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPIRITAS
IV – DAS REUNIÕES ESPÍRITAS
- Os Espíritos são atraídos pela simpatia, a semelhança dos gostos e de caracteres, a intenção que faz desejar a sua presença. Os Espíritos superiores não vão às reuniões fúteis, do mesmo modo que um sábio da Terra não iria numa assembléia de jovens estouvados. O simples bom senso diz que não pode ser de outra forma; ou, se ai vão algumas vezes, é para dar um conselho salutar, combater os vícios, procurar conduzir para o bom caminho; se não são escutados, retiram-se. Seria ter uma idéia completamente falsa, crer que os Espíritos sérios possam se comprazer em responder a futilidades, a perguntas ociosas que não provam nem afeição, nem respeito por eles, nem desejo real, nem instrução, e ainda menos que possam vir dar espetáculos para divertimentos dos curiosos. O que não faziam quando vivos, não podem fazê-lo depois de sua morte.
- A frivolidade das reuniões tem por resultado atrair os Espíritos levianos que não procuram senão ocasiões de enganarem e de mistificarem. Pela mesma razão que os homens graves e sérios não vão às assembléias levianas, Os Espíritos sérios vão apenas às reuniões sérias, cujo objetivo é a instrução e não a curiosidade; é nas reuniões desse gênero que os Espíritos superiores gostam de dar seus ensinamentos.
- Do que precede resulta que, toda reunião espírita, para ser proveitosa, deve, como primeira condição, ser séria e recolhida; que tudo deve se passar nela respeitosamente, religiosamente e com dignidade, se quiser obter o concurso dos bons Espíritos. É preciso não esquecer que, se esses mesmos Espíritos ai se fizessem presentes quando vivos ter-se-ia por eles considerações às quais têm ainda mais direito depois da sua morte.
- Em vão se alega a utilidade de certas experiências curiosas, frívolas e divertidas, para convencer os incrédulos, é a um resultado muito oposto que se chega. O incrédulo, já levado a zombar das mais sagradas crenças, não pode ver uma coisa séria naquilo do qual se faz um divertimento; não pode ser levado a respeitar o que não lhe é apresentado de maneira respeitável; também das reuniões fúteis e levianas, nas quais não há nem ordem, nem gravidade, nem recolhimento, ele leva sempre má impressão. O que pode, sobretudo, convencê-lo, é a prova da presença de seres cuja memória lhe é cara; diante de suas palavras graves e solenes, diante das revelações íntimas, é que se o vê emocionar-se e fraquejar. Mas, pelo fato de que há mais respeito, veneração, afeição pela pessoa cuja alma se lhe apresenta, ele fica chocado, escandalizado, de vê-la chegar a uma assembléia sem respeito, no meio de mesas que dançam e da pantomima dos Espíritos levianos; por incrédulo que seja, sua consciência repele essa mistura do sério e do frívolo, do religioso e do profano, por isso taxa tudo isso de charlatanice, e, freqüentemente, sai menos convencido do que quando entrou.
As reuniões dessa natureza fazem sempre mais mal do que bem, porque afastam da Doutrina mais pessoas do que a ela conduzem, sem contar que se prestam a motivar a crítica dos detratores, que nela encontram motivos fundados de zombaria.
FIM
(trecho copilado do livro “O QUE É O ESPIRITISMO” de Allan Kardec.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
SAIBA viver eternamente, buscando estudar e aprender coisas úteis e proveitosas a você e ao próximo.
Quando paramos de aprender e de progredir, começamos a morrer realmente.
Aprenda o mais que puder, em todos os ramos do saber, para iluminar ao máximo o seu Espírito.
Aproveite todos os seus minutos, para aprender, para aumentar seus conhecimentos.
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
III – DOS MÉDIUNS
Segunda Parte
- A mediunidade é uma faculdade essencialmente móvel e fugidia, pela razão de estar subordinada à vontade dos Espíritos; por isso é que está sujeita a intermitências. Esse motivo, e o principio mesmo segundo o qual se estabelece a comunicação, são os obstáculos a que se torne uma profissão lucrativa, uma vez que não poderia ser nem permanente, nem aplicável a todos os Espíritos, e porque poderia faltar no momento em que dela se tivesse necessidade. Aliás, não é racional admitir que os Espíritos sérios se coloquem à disposição da primeira pessoa que os queira explorar.
- A propensão dos incrédulos, geralmente, é suspeitar da boa fé dos médiuns, e supor o emprego de meios fraudulentos. Além de que, no entendimento de certas pessoas essa suposição é injuriosa, é preciso, antes de tudo, perguntar qual interesse poderiam eles ter para enganarem e divertirem ou representarem a comédia. A melhor garantia de sinceridade está no desinteresse absoluto, porque ai onde nada tem a ganhar, o charlatanismo não tem razão de ser.
Quanto à realidade dos fenômenos, cada um pode constatá-la, se se coloca nas condições favoráveis, e se aplica a paciência na observação dos fatos, a perseverança e a imparcialidade necessária.
(continua amanhã)
domingo, 26 de abril de 2009
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
III – DOS MÉDIUNS
Primeira Parte
- O médium não possui senão a faculdade de se comunicar; a comunicação efetiva depende da vontade dos Espíritos. Se os Espíritos não querem se manifestar, o médium nada obtém; é como um instrumento sem músico.
- A facilidade das comunicações depende do grau de afinidade que existe entre os fluidos do médium e do Espírito. Cada médium está, assim, mais ou menos apto para receber a impressão ou impulso do pensamento de tal ou tal Espírito; ele pode ser um bom instrumento para um e mau para outro. Disso resulta que, dois médiuns igualmente bem dotados, estando um ao lado do outro, um Espírito poderá se manifestar por um e não pelo outro.
É, pois, um erro crer que basta ser médium para receber com igual facilidade as comunicações de todo Espírito. Não existem médiuns universais. Os Espíritos procuram, de preferência. Os instrumentos que vibrem em uníssono com eles.
Sem a harmonia, que só a assimilação fluídica pode proporcionar, as comunicações são impossíveis, incompletas ou falsas. Podem ser falsas porque, à falta do Espírito desejado, não faltam outros, prontos para aproveitarem a ocasião de se manifestarem, e que pouco se importam em dizer a verdade.
- Um dos maiores escolhos da mediunidade, é a obsessão, quer dizer, o império que certos Espíritos podem exercer sobre os médiuns, impondo-se a eles sob nomes apócrifos e impedindo-os de se comunicarem com outros Espíritos.
- O que constitui o médium, propriamente dito, é a faculdade, sob esse aspecto, ele pode estar mais ou menos formado, mais ou menos desenvolvido. O que constitui o médium seguro, o que se pode verdadeiramente qualificar de bom médium, é a aplicação da faculdade, a aptidão de servir de intérprete dos bons Espíritos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXIII.)
(Continua amanhã)
sábado, 25 de abril de 2009
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
II – MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS
Sétima Parte
- As manifestações não estão, pois, destinadas a servirem aos interesses materiais, cujo cuidado está entregue à Inteligência, ao discernimento e à atividade do homem. Seria em vão que se tentaria empregá-las para conhecer o futuro. Descobrir tesouros ocultos, recuperar heranças, ou encontrar meios de se enriquecer. Sua utilidade está nas conseqüências morais que dela decorrem; mas se não tivessem por resultado senão fazer conhecer uma nova lei da Natureza, de demonstrar, materialmente, a existência da alma e sua imortalidade, isso já seria muito, porque seria um novo e largo caminho aberto à filosofia.
- Pode-se ver, por essas poucas palavras, que as manifestações espíritas, de qualquer natureza que sejam, nada têm de sobrenatural nem de maravilhoso. São fenômenos que se produzem em virtude da lei que rege as relações do mundo corporal e do mundo espiritual, lei também tão natural como a da eletricidade, da gravidade, etc. O Espiritismo é a ciência que nos faz conhecer essa lei, como a mecânica nos faz conhecer a lei do movimento, a ótica a da luz. As manifestações espíritas, estando na Natureza, produziram-se em todas as épocas; a lei que as rege, sendo conhecida, nos explica uma série de problemas considerados insolúveis; é a chave de uma multidão de fenômenos explorados e aumentados pela superstição.
- Estando o maravilhoso completamente descartado, esses fenômenos nada mais têm que repugne à razão, porque vem tomar lugar ao lado dos outros fenômenos naturais. Nos tempos da ignorância, todos os efeitos dos quais não se conheciam a causa eram reputados sobrenaturais; as descobertas da ciência restringiram sucessivamente o círculo do maravilhoso; o conhecimento dessa nova lei veio reduzi-lo a nada. Aqueles, pois, que acusam o Espiritismo de ressuscitar o maravilhoso, provam por isso mesmo, que falam de uma coisa que não conhecem.
FIM
(trecho estraído do Livro "O Que É O Espiritismo" de Allan Kardec
sexta-feira, 24 de abril de 2009
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
II MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS
Sexta Parte
- Reconhece-se a qualidade dos Espíritos por sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores são sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; anuncia a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a mais pura moral; é concisa e sem palavras inúteis. Entre os Espíritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos, o vazio das idéias, quase sempre, é compensado pela abundância das palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda a máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade de um Espírito.
- O objetivo providencial das manifestações, é convencer os incrédulos de que tudo não termina, para o homem, com a vida terrestre. E dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro. Os bons Espíritos vêm nos instruir tendo em vista o nosso melhoramento e o nosso adiantamento, .e não para nos revelar o que não devemos ainda saber, ou o que não devemos aprender senão pelo nosso trabalho. Se bastasse interrogar os Espíritos, para se obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer descobertas e invenções lucrativas, todo ignorante poderia tornar-se sábio facilmente, e todo preguiçoso poderia se enriquecer sem esforço; é o que DEUS não quer. Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o isentam nem do trabalho das pesquisas, a fim de deixar-lhe o mérito.
- Seria fazer uma idéia bem falsa dos Espíritos vendo neles apenas os auxiliares dos ledores de sorte; Os Espíritos sérios se recusam ocupar de coisas fúteis; os Espíritos levianos e zombeteiros se ocupam de tudo, respondem a tudo, predizem tudo o que se quer, sem se inquietarem com a verdade, e sem um prazer maligno ao mistificarem as pessoas muito crédulas; é por isso que é essencial estar perfeitamente fixado sobre a natureza das perguntas que se podem dirigir aos Espíritos. (O Livro dos Médiuns, nº 286: Perguntas que se podem dirigir aos Espíritos)
(continua amanhã)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
II MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS
Quinta Parte
- A crítica malevolente procura representar as comunicações espíritas como cercadas de práticas ridículas e supersticiosas da magia e da necromancia. Diremos simplesmente que não há, para se comunicar com os Espíritos, nem dias, nem horas, nem lugares mais propícios uns do que os outros; que não é preciso para evocá-los, nem fórmulas, nem palavras sacramentais ou cabalísticas; e não há necessidade de nenhuma preparação, de nenhuma iniciação; que o emprego de qualquer sinal ou objeto material, seja para atraí-los, seja para afastá-los, não tem efeito e o pensamento basta; enfim, que os médiuns recebem suas comunicações tão simplesmente e tão naturalmente como se fossem ditadas por uma pessoa viva, sem sair do estado normal. Só o charlatanismo poderia formar maneiras excêntricas e adicionar acessórios ridículos.
A evocação dos Espíritos se faz em nome de DEUS, com respeito e recolhimento; é a única coisa recomendada às pessoas sérias que querem ter relações com Espíritos sérios.
- As comunicações inteligentes, que se recebem dos Espíritos, podem ser boas ou más, justas ou falsas, profundas ou levianas, segundo a natureza dos Espíritos que se manifestam. Os que provam a sabedoria e o saber são Espíritos avançados que progrediram; os que provam a ignorância e as más qualidades são Espíritos ainda atrasados, mas progredirão com o tempo.
Os Espíritos não podem responder senão sobre o que sabem, segundo o seu adiantamento, e ademais, sobre o que lhes é permitido dizerem, porque há coisas que não devem revelar, uma vez que ainda não é dado ao homem tudo conhecer.
- Da diversidade nas qualidades e nas aptidões dos Espíritos, resulta que não basta se dirigir a um Espírito qualquer para obter uma resposta justa a toda pergunta, porque, sobre muitas coisas, não podem dar senão a sua opinião, que pode ser justa ou falsa. Se ele for sábio, confessará a sua ignorância sobre o que não sabe; se for leviano ou mentiroso, responderá sobre tudo sem se importar com a verdade; se for orgulhoso, dará a sua idéia como verdade absoluta. Haveria, pois, imprudência e leviandade sem aceitar, sem controle, tudo o que vem dos Espíritos. Por isso, é essencial estar esclarecido quanto à natureza daqueles com os quais se ocupe. (O Livro dos Médiuns, nº 257)
(continua amanhã)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
II MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS
Quarta Parte
- Certas manifestações espíritas se prestam, bem facilmente, a uma imitação mais ou menos grosseira; mas do fato de que puderam ser explorados, como tantos outros fenômenos, pela charlatanice e pela prestidigitação, seria absurdo disso concluir que elas não existam. Para aquele que estudou e conhece as condições normais nas quais elas podem se produzir, é fácil distinguir a imitação da realidade; a imitação, de resto, não poderia jamais ser completa e não pode enganar senão o ignorante incapaz de aprender as nuanças características do fenômeno verdadeiro.
- As manifestações mais fáceis de serem imitadas, são certos efeitos físicos, e os efeitos inteligentes vulgares, tais como os movimentos, as pancadas, os transportes, a escrita direta, as respostas banais, etc.; não ocorre o mesmo com as comunicações inteligentes de uma alta importância, ou na revelação de coisas notoriamente desconhecidas do médium; para imitar os primeiros não é preciso senão a destreza; para simular os outros é preciso, quase sempre, uma instrução pouco comum, uma superioridade intelectual fora de série e uma faculdade de improvisação, por assim dizer, universal, ou o dom da adivinhação.
- As produções de espectros nos teatros foram apresentadas, injustamente, como tendo relações com a aparição de Espíritos, das quais é apenas uma grosseira e imperfeita imitação. É preciso ignorar os primeiros elementos do Espiritismo para ver nisso a menor analogia, e crer que é disso que se ocupa nas reuniões espíritas. Os Espíritos não se tornam visíveis ao comando de alguém, mas por sua própria vontade, nas condições especiais que não estão no poder de quem quer que seja provocar.
- As evocações espíritas não consistem, como alguns imaginam, em fazer voltar os mortos com um aspecto lúgubre da tumba. Não é senão nos romances, nos contos fantásticos de fantasmas e no teatro que se vêem os mortos descarnados saírem de seus sepulcros vestidos de lençóis e fazendo estalar os ossos. O Espiritismo, que jamais faz milagres, tanto esse como outros, jamais fez reviver um corpo morto; quando o está na cova, ai está definitivamente; mas o ser espiritual, fluídico, inteligente, aí não está metido com seu envoltório grosseiro; dele se separou no momento da morte, e uma vez operada a separação não tem mais nada de comum com ele.
(continua amanhã)
terça-feira, 21 de abril de 2009
NÃO perca seu equilíbrio interno.
Por maior que seja a tempestade que o envolve, não perca seu equilíbrio.
Todas as tempestades passam.
E se soubermos recebê-las com serenidade, nenhum mal nos causará.
JESUS dormia no fundo da barca...
Quando os discípulos o chamaram, nervosos, ele acalmou tudo.
Faça o mesmo.
Recorra ao MESTRE DIVINO, para que as tempestades de acalmem a seu lado.
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
II – MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS
Terceira Parte
- A obscuridade necessária à produção de certos efeitos físicos, sem dúvida, se presta à suspeição e à fraude, mas nada prova contra a possibilidade do fato.
Sabe-se que, na química, há combinações que não se podem operar sob a luz; que composições ocorrem sob a ação do fluido lum9inoso; ora, sendo todos os fenômenos espíritas o resultado da combinação dos fluidos próprios do Espírito e do médium, e esses fluidos sendo da matéria, nada há de espantoso de que, em certos casos, o fluido luminoso seja contrário a essa combinação.
- Os Espíritos superiores não se ocupam das comunicações inteligentes senão tendo em vista a nossa instrução; as manifestações físicas ou puramente materiais, estão mais especialmente nas atribuições dos Espíritos inferiores, vulgarmente designados sob o nome de Espíritos batedores, como, entre nós, as habilidades dizem respeito aos saltimbancos e não aos sábios.
- Os Espíritos são livres, se manifestam quando querem, a quem lhes convém, e também quando podem, porque não tem sempre a possibilidade. Eles não estão às ordens e ao capricho de quem quer que seja, e não é dado a ninguém fazer com que venham contra sua vontade, nem fazê-los dizer o que querem calar; de sorte que ninguém pode afirmar que um Espírito qualquer virá ao seu chamado em um momento determinado ou responderá a tal pergunta. Dizer o contrário é provar ignorância absoluta dos princípios mais elementares do Espiritismo; só o charlatanismo tem fontes infalíveis.
- Há pessoas que obtêm regularmente, e de alguma forma à vontade, a produção de certos fenômenos; mas, há que se anotar que esses são sempre efeitos puramente físicos, mais curiosos do que instrutivos, e que se produzem constantemente em condições análogas. As circunstâncias nas quais são obtidos são de natureza a inspirarem dúvidas, tanto mais legitimas sobre sua realidade quando são geralmente objetos de uma exploração, e, freqüentemente, quando é difícil distinguir a mediunidade real da prestidigitação. Os fenômenos desse gênero, entretanto, podem ser o produto de uma mediunidade verdadeira, porque pode ocorrer que Espíritos de baixo estágio, que talvez tivessem tido esse ofício, se comprazam nessas espécies de exibições, mas seria absurdo pensar que os Espíritos, por pouca que seja sua elevação, se alegrem em se exibirem.
Isso não infirma em nada o principio da liberdade dos Espíritos, aqueles que vêm, o fazem porque isso lhes agrada, mas não porque sejam constrangidos, e do momento que não lhes convenha mais vir, se o individuo for verdadeiro médium, nenhum efeito se produzirá. Os mais poderosos médiuns de efeitos físicos ou outros têm tempos de interrupção, independentemente de sua vontade; os charlatães não os têm jamais.
De resto, esses fenômenos, supondo-os reais, são apenas uma aplicação muito parcial da lei que rege as relações do mundo corporal com o mundo espiritual, mas não constituem o Espiritismo; de sorte que sua negação não infirmaria em nada os princípios gerais da Doutrina.
(continua amanhã)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
“SE alguém diz que ama a DEUS, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso”.
Isto foi escrito pelo Apóstolo São João, e expressa uma grande verdade.
DEUS está dentro de todas as criaturas.
Então, se temos raiva de alguém, isto atinge o próprio DEUS que nele habita.
Demonstraremos nosso amor a DEUS, que não vemos, sabendo amar as criaturas que vemos e que vivem em torno de nós.
RESUMO DA LEI DOS
FENÔMENOS ESPÍRITAS
II – MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS
Segunda Parte
- No fenômeno designado sob o nome de Mesas Girantes ou Falantes, é pelo mesmo meio que o Espírito atua sobre a mesa, seja para fazê-la mover sem significação determinada, seja para fazê-la dar golpes inteligentes indicando as letras do alfabeto, para formar palavras e frases, fenômeno designado sob o nome de Tiptologia. A mesa não é aqui senão um instrumento do qual ele se serve, como faz com o lápis para escrever; lhe dá uma vitalidade momentânea pelo fluido com o qual a penetra, mas ele não se identifica com ela. As pessoas que, em sua emoção, vendo se manifestar um ser que lhes é caro abraçam a mesa, praticam um ato ridículo, porque é absolutamente como se elas abraçassem o bastão do qual um amigo se serve para dar pancadas. Ocorre o mesmo com aqueles que dirigem a palavra à mesa, como se o Espírito estivesse encerrado na madeira, e como se a madeira tivesse tornado espírito.
Quando as comunicações ocorrem por esse meio, é preciso imaginar o Espírito não na mesa, mas ao lado, tal como estaria se estivesse vivo, e tal como se o veria se, nesse momento, pudesse se tornar visível. A mesma coisa ocorre nas comunicações pela escrita; ver-se-ia o Espírito ao lado do médium, dirigindo sua mão, ou lhe transmitindo o seu pensamento por uma corrente fluídica.
- Quando a mesa se destaca do solo e flutua no espaço sem ponto de apoio, o Espírito não a ergue com a força do braço, mas a envolve e a penetra com uma espécie de atmosfera fluídica que neutraliza o efeito da gravitação, como o ar o faz para os balões e os papagaios de papel. O Fluido do qual está penetrada lhe dá, momentaneamente, uma leveza específica maior. Quando ela está pregada ao solo, está num caso análogo ao da campana pneumática sob a qual se faz o vácuo.
Estas não são senão comparações para mostrar a analogia dos efeitos, e não a similitude absoluta das causas.
Compreende-se, depois disso, que não é mais difícil ao Espírito erguer uma pessoa do que ergue uma mesa, de transportar um objeto de um lugar para outro ou de lançá-lo em qualquer parte, esses fenômenos se produzem pela mesma lei.
Quando a mesa persegue alguém, não é o Espírito que passeia, porque ele pode permanecer tranqüilamente no mesmo lugar, mas é que lhe dá impulso por uma corrente fluídica com a ajuda da qual a faz mover-se à sua vontade.
Quando os golpes se fazem ouvir na mesa ou fora dela, o Espírito não bate com a sua mão, nem com um objeto qualquer; dirige sobre o ponto de onde parte o ruído, um jato de fluido que produz o efeito de um choque elétrico. Ele modifica o ruído, como se podem modificar os sons produzidos pelo ar.
(continua amanhã)