sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MOMENTO DE REFLEXÃO



“SOMBRAS DO PASSADO”
                     Haroldo Freitas
CONTINUAÇÃO
 
     - Isso é verdade. Esperava com o nascimento da Carol uma maior união de nossa família, mas aconteceu o contrário. Parece até que o nascimento de Carol foi castigo de DEUS.
     Cida não deixe que os acontecimentos a faça falar blasfêmias. Tudo acontece com a permissão de DEUS e, para o nosso bem, para o nosso aprimoramento moral e para a nossa elevação espiritual. DEUS não castiga ninguém. Nós é que erramos e pedimos para reparar os nossos erros e, Ele, com justiça e bondade, permite que possamos, na encarnação atual, reparar os erros cometidos em encarnações pretéritas.
     - D. Beatriz a senhora sabe que, como toda a nossa família, sou católica e estudei em Colégio de Freiras, portanto não acredito em reencarnações. O que fazemos de errado em nossa vida, quando não pagamos aqui mesmo, pagamos após a morte física. Para isso existem o purgatório e o inferno.
     - Antes de tornar-me Espírita pensava dessa maneira, hoje, conhecendo melhor o nosso Pai Celestial não posso acreditar que um Pai justo e bondoso, como Ele é, condene os seus filhos para sofrerem eternamente no fogo do inferno. Na Doutrina Espírita encontrei todas as respostas para as minhas dúvidas sobre a nossa passagem neste planeta.
     - Desde os tempos de Católica sabia da existência do nosso Espírito, mas na Doutrina Espírita encontrei justificativa para a sua existência e a sua imortalidade.
     - Minha querida sogra, a senhora está ficando fanática. Claro que a vida justifica a existência da alma. Quando nascemos, nasce a alma que nos acompanhará até a nossa morte, quando vai para o céu, prestar conta de seus pecados aqui na terra. Se seus pecados forem graves e não se arrependeu durante a vida, será condenado ao inferno, onde permanecerá eternamente. Se seus pecados foram leves e se arrependeu, será enviado ao purgatório, onde ficará até purgar os pecados, quando seguirá para o céu, junto à DEUS.
     - E quem é esse juiz que condena os Espíritos a prisão perpétua?
     - DEUS, o nosso Pai Celestial.
     - Você já ouviu falar que um pai condenou o seu filho a prisão perpétua ou a morte?
     - Não, nunca ouvi falar sobre isso.
     - E como posso acreditar que o nosso Pai Celestial, que sabemos que é justo, bondoso e sempre pregou o Amor, através do seu filho JESUS e seus apóstolos, pode julgar e condenar um filho a prisão perpétua, sem dar qualquer chance de defesa ou oportunidade de reparar os seus erros?
     - Como justificar a desigualdade entre ricos e pobres? Entre pessoas sadias e as que nascem com graves e incuráveis doenças? Entre as pessoas  que vivem até a terceira idade, com todas as possibilidades de pecarem com aquelas que morrem na mais tenra idade, sem pecados graves? Só encontrei na reencarnação as respostas para essas perguntas e muitas outras.
     - É. O seu ponto de vista tem alguma lógica, mas como posso esquecer tudo que a prendi até agora, na Religião Católica? Religião essa seguida  por toda a minha família? E, de uma hora para outra, seguir a Religião que a senhora está propondo?
     - Não minha filha. Não estou propondo que você mude de Religião e, sim, devido os meus estudos e conhecimento da Doutrina Espírita, sugerindo que você participe de uma reunião Espírita, para, através das Entidades Superiores, tentarmos encontrar os motivos dessa desunião em sua família, principalmente, após o nascimento da Carol.
    - Tudo indica tratar-se de conflitos em encarnações pretéritas.
     - O que está acontecendo com a Carol é, simplesmente, que o seu filho não quis participar  da educação dela e, confesso que, sozinha não consegui educa-la dentro dos padrões de uma família de bem. Veja o Rodrigo, um exemplo de filho.
     - O Ronaldo participou, efetivamente, de sua educação?
Continua amanhã

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - AGRADECEMOS

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

PENSAMENTO DO DIA



Quem sofre com serenidade, sofre metade, quem muito se desespera, duplica a dor.
Autor: Athayde Austregésilo

MENSAGEM DIÁRIA



Tentar não significa conseguir. Mas, certamente, todos os que conseguiram tentaram.
Autor: Desconhecido

MOMENTO DE REFLEXÃO



“SOMBRAS DO PASSADO”
                         Haroldo Freitas
           
        Ficara órfã aos quatros anos, quando um acidente de automóvel tirou a vida de seus pais. Ela e os irmãos foram criados por uma irmã de seu pai. Foram educados muito bem, inclusive, os dois irmãos, Edson e Abelardo formaram-se em advogado e  dentista, respectivamente.  A educação doméstica, desde o dia que passaram para a responsabilidade da tia, foi muito rígida. Tinham os direitos que toda criança e adolescente devem ter, também tinham obrigações e deveres, ou seja, os seus direitos tinham limites. Cida casou aos dezoito anos. Um casamento que tinha tudo para dar certo. Os noivos eram jovens, bonitos, com boa formação moral e intelectual e tinham total apoio de suas famílias, que eram conhecidas e amigas há muito tempo.
          No inicio, apesar das dificuldades naturais de todos recém-casados, foi um período maravilhoso. Ronaldo voltava do serviço antes das dezenove horas encontrando Cida a sua espera, arrumada e cada dia mais bonita e apaixonada. O jantar, preparado pela empregada, era com os pratos preferidos dele. Nada tinha a reclamar, somente a agradecer a DEUS por ter casado com uma mulher maravilhosa.
           Logo, Cida ficou grávida de Rodrigo, que nasceu antes de completarem dois anos de casados.
            A gravidez de Cida e o nascimento do filho uniram, ainda, mais o casal. Dificilmente passavam um final de semana em casa. Quando não iam para a casa de D. Beatriz ou para a casa dos irmãos de Cida, iam para a casa de praia, pertencente a D. Beatriz. Durante a semana, pelo menos uma noite, iam ao cinema ou teatro e aproveitavam para jantar fora. Sempre juntos, parecendo um casal de namorados.
      Com o passar dos anos e a ascensão de Ronaldo na Empresa, que o obrigava a ficar trabalhando até tarde da noite, bem como as frequentes viagens, inclusive para Miami, o relacionamento foi esfriando. Rodrigo estava com cinco anos e Cida achou que estava na hora de ter outro filho, até porque, antes de casarem, tinham planejado ter dois filhos e, também, pensava que um novo filho faria Ronaldo ser igual, como fora quando o Rodrigo nasceu. Porém, com o nascimento de Carol as coisas pioraram. Cida passou a exigir mais atenção para ela e os filhos, principalmente para o bebê.
     Ronaldo para evitar as cobranças de Cida e, por conseguinte as brigas diárias passou a viajar mais e prolongar as estadas fora da cidade, principalmente nos finais de semana. As viagens eram programadas, quase sempre, com partida às sextas feiras e com retorno às terças.
     Este clima desagradável se mantinha desde a gravidez de Carol até aos dias atuais. Conforme Carol crescia, o relacionamento do casal piorava, estando, atualmente, em níveis insuportáveis. Quase não se falavam e quando acontecia era para brigarem e o assunto era o comportamento de Carol.
     Ronaldo pensara até em separação, mas amava a esposa e era fiel. Nunca tivera uma aventura fora de casa, por mais simples que fosse. Oportunidades não faltavam, principalmente durante as viagens. Na solidão dos quartos de hotéis, ficava pensando o que e porque daquela situação. O seu casamento estava, praticamente, acabado. No princípio, com as dificuldades que passaram eram felizes. Agora, com sua vida profissional estabilizada, boa posição social, econômica e financeira, a felicidade acabara.
     Não conseguia mais passar um fim de semana em casa com a família, preferia ficar solitário, nos quartos de hotéis, para evitar ouvir cobranças e discutir com Cida e Carol. Já pedira conselhos à D. Beatriz, mas ao invés de conselhos, recebia convite para participar de uma sessão espírita, no Centro que sua mãe frequentava. Ela dizia que os problemas que estavam aparecendo em sua casa eram motivados por dívidas contraídas em encarnações passadas.
     D. Beatriz, assim como toda família, sempre fora católica de não perder a missa aos domingos. Após a morte do marido, a convite de uma amiga, passou a frequentar o Centro Espírita Nossa Casa, onde encontrou todas as respostas para as suas dúvidas sobre a vida antes e depois da morte do corpo físico. Depois de alguns anos de estudos e desenvolvimento da mediunidade, tornara-se uma das colaboradoras do Centro. Além dos trabalhos de organização e assistência social aos mais necessitados, fazia palestras e trabalhava como médium incorporadora, nas seções mediúnicas. Nunca forçara o filho e sua família a seguirem a Doutrina Espírita, pois, sabia que, como ela, um dia eles a descobririam.
     Infelizmente, na sua maioria, essa descoberta é feita na ocasião de dores e desesperos. Achava que a hora tinha chegado para seu filho. Se as coisas continuassem como estavam, o final, que estava próximo, seria a separação e o esfacelamento da família.
     Ronaldo continuava católico e sempre que podia ia à missa aos domingos. Não acreditava no Espiritismo, principalmente, em reencarnação.
     Era contra a atitude de sua mãe, ao trocar o Catolicismo pela Doutrina Espírita e, todas as vezes que conversavam sobre o assunto, procurava convencê-la a voltar para a Igreja Católica.
     D. Beatriz fora aconselhada, pelos mentores espirituais, a fazê-lo participar de uma reunião mediúnica, pois, a sua casa estava cheia de Espíritos Obsessores, cuja finalidade era fazer a separação do casal e destruição de toda a família.
     Vendo que era muito difícil, ou melhor, impossível fazê-lo mudar de ideia, resolveu falar abertamente com Cida e convidá-la a participar de uma sessão mediúnica. Talvez, com a participação de Cida nas sessões, pudesse levar o Ronaldo e Carol para o Centro.
     No sábado, pela manhã, D. Beatriz foi a casa do filho.
     - Bom dia Cida. O Ronaldo está em casa?
     - Bom dia D. Beatriz. Há muito tempo o seu filho não passa os finais de semana em casa. Arruma uma viagem na sexta feira e só volta na segunda ou terça feira, aliás, já falei com a senhora sobre isso.
     - Já falou sim. Porém, vim falar com você e, é bom que ele não esteja.
     - Aconteceu alguma coisa? Vamos para a sala.
     - Vamos. Os meninos estão dormindo?
     - O Rodrigo está, mas a Carol saiu cedo, dizendo que ia estudar na casa de uma amiga. Agora, conte-me o que tão importante a fez vir visitar-me em uma manhã de sábado?
- Você sabe que sou Espírita e há muito tempo venho tentando levar o Ronaldo para participar de uma reunião, porém, sem sucesso. Ultimamente, quando começo a falar ele se aborrece e chega ao ponto de dizer, caso eu voltasse ao assunto ele deixaria de ir em casa.
     - Isso prova como está difícil dialogar com o seu filho. Quando o assunto não é do seu interesse, ele encerra a conversa, ameaçando sair de casa.
     - Você não acha que está havendo alguma coisa estranha interferindo em suas atitudes? Ele sempre foi um bom filho, um bom esposo e um excelente pai. Não é possível que, de uma hora para outra, uma pessoa possa se transformar dessa maneira, a não ser ocasionado por uma força superior.
     - D. Beatriz acho que ele arrumou outra mulher e, para não ser o vilão da história, está fazendo tudo para eu abandonar a casa. Mas, isso ele não vai conseguir, até porque, ainda o amo muito e não abandonarei a minha casa e os meus filhos.
     - Não acho que o problema seja outra mulher. Quando ele vai lá em casa e fala sobre vocês, diz que não sabe o que está acontecendo, pois, apesar de amá-la muito, o relacionamento entre vocês, desde o nascimento de Carol, piora dia a dia. Diz, ainda, que esperava ver, com o crescimento da Carol, tudo voltasse ao normal, mas, quando mais ela cresce mais a vida de vocês torna-se um inferno.
Continua amanhã

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - TUDO PASSA

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PENSAMENTO DO DIA



Seja atencioso e compreensivo!
Quantas vezes a pessoa que vem falar com você traz problemas recônditos, escondidos, no âmago da alma.
Mantenha-se sereno, você que já vislumbrou a luz do entendimento fraterno.

Torres Pastorino