quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MENSAGEM DIÁRIA



As flores refletem bem o que é o amor. Quem deseja possuir uma flor, irá vê-la murchar. Mas quem olhar uma flor no campo terá esta beleza para sempre
Autor: Paulo Coelho

MOMENTO DE REFLEXÃO


“SOMBRAS DO PASSADO”
                                           HAROLDO FREITAS

O Colégio e os alunos são iguais ao anterior. Não adianta trocar de Colégio, professores e colegas, o meu ideal não muda. Preciso, literalmente, de liberdade para ter condições de escolher o que é melhor para mim. Não uma liberdade vigiada, ou melhor, policiada, como no tempo da Ditadura.
Caroline tinha quinze anos. Filha de Ronaldo e Maria Aparecida, que tinham mais um filho, o Rodrigo, atualmente, com vinte anos e no quarto ano de Medicina.
Rodrigo nunca dera trabalho aos pais, tanto nos estudos como na sua vida particular, inclusive na adolescência.
Carol, ao contrário, estava deixando os pais de cabelos brancos. Estava na sexta série há dois anos e andando com uma turma do Colégio, nada recomendável. Para tentar mudar a situação, sua mãe, D. Cida, a transferiu para um Colégio mais rígido e administrado por Freiras. Todavia, quanto às  amizades parece não ter dado resultado positivo. Carol continua saindo com os colegas do antigo Colégio.
O relacionamento entre mãe e filha era o pior possível. Não conseguiam conversar sem discutir. A cada dia o diálogo ficava mais difícil.
Ronaldo, executivo de uma Empresa Multinacional, devido a reuniões e viagens, passava pouco tempo em casa. A responsabilidade da casa e educação dos filhos, praticamente, ficava a cargo exclusivo da Cida.
Ronaldo e Cida formavam um casal feliz e amavam-se muito. Porém, há dois anos, a vida do casal estava tornando-se insuportável. Ronaldo fora promovido a gerente da filial do Brasil, cargo que lhe trouxe mais prestigio, privilégios, aumento de salário e poder.
Trouxe, também, mais trabalho e responsabilidade. Quando não estava viajando, para as filiais na América do Sul ou para a Matriz, em Miami, ficava em reuniões até altas horas da noite. Nos finais de semana, quando não recebia em casa amigos e clientes, estava visitando-os em suas casas. No princípio, Cida adorava receber e visitar pessoas diferentes, fazer novas amizades, mas, com o passar do tempo, aquilo foi tornando-se uma rotina cansativa e maçante. Já não tinha tempo de ficar às sós com o marido. Quando voltavam dessas visitas e festas, estavam exaustos.
Ronaldo absorvido com os problemas da Empesa e a expansão dos negócios, não tinha tempo para dar atenção à Carol e, quando Cida, nos poucos momentos de intimidades, falava dos problemas com a filha, era motivo para discussões e brigas. Ele alegava que tinha muitos problemas da Empresa para resolver e os domésticos ela é que deveria resolvê-los.
Cida amava o marido e sabia que era amada, mas, estava vendo, que aos poucos, o seu casamento estava acabando. Tudo por causa do comportamento de Carol, o que a fazia não ter paciência para conversar com a filha,  de maneira ponderada e compreensiva.
Sabia que ela estava errada e tinha a obrigação de consertá-la de qualquer maneira, como se fosse um objeto ou uma máquina.
Por seu lado, Carol que fora criada, desde o seu nascimento, com suas vontades, desejos e caprichos atendidos sem a menor contestação, achava-se com direito, principalmente agora que já se considerava adulta, de escolher o que era melhor para si. Da sua turma, a única que tinha uma mãe chata e careta era ela. As outras meninas da turma, algumas mais novas, tinham total liberdade de suas mães, que eram modernas e tinham consciência que estava vivendo nos anos noventa e não como a sua mãe, que parecia estar nos anos cinquenta. O relacionamento entre as duas nem parecia de mãe e filha e sim de duas pessoas estranhas e inimigas.
D. Beatriz, avó de Carol por parte de pai, tivera somente um filho, o Ronaldo. Ficara viúva a pouco mais de dez anos e não aceitava ir morar com o filho, preferindo morar sozinha, embora tendo um ótimo relacionamento com a nora. Gostava muito da neta e era a sua confidente, principalmente nos conflitos com a mãe.
Cida tinha dois irmãos, ambos, casados e era a caçula.
Continua amanhã

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - SILENCIA E ESPERA

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PENSAMENTO DO DIA



A fofoca é o mais desprezível dos vícios, pois, por não poder influenciar o espírito e o caráter dos sábios, rasteja como uma serpente venenosa e refugia-se na alma dos fracos, tolos e ociosos.
 Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA



Aproveita todas as oportunidades da tua vida, pois, quando elas passam, demoram muito tempo para voltar. 
Autor: Paulo Coelho

MOMENTO DE REFLEXÃO



LIVRO “SOMBRAS DO PASSADO”
                                            HAROLDO FREITAS

Pagina 04

ESPIRITISMO, como ensina André Luiz, é a revivescência do Evangelho de Nosso Senhor JESUS CRISTO, e a mediunidade constitui um dos fundamentos vivos.
A mediunidade, porém, não é exclusiva dos chamados “médiuns”. Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepção espiritual, que deve ser incentivada em nós mesmos.
Não bastará, entretanto, perceber. É imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério do bem.
Para certificarmo-nos desta verdade e alcançarmos esta realidade, procuremos conhecer o Atos dos Apóstolos e as Epístolas desses primeiros seguidores de JESUS, bem assim, estudar o Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, quando então, verificamos que, efetivamente, a Doutrina Espírita ou Espiritismo é o Evangelho de Nosso Senhor JESUS CRISTO, vivido e sentido, como viveram e sentiram os primeiros discípulos do Mestre Inesquecível.
Aliás, quando nos adverte Emmanuel, nesta síntese admirável: “Espiritismo, revivendo o Cristianismo, eis a nossa responsabilidade”.
Neste passo, lembremo-nos de que, chegados os tempos, fez-se a LUZ, com a vinda do Cristo de DEUS JESUS.
Se continuarmos na sombra, a culpa é nossa.
Despertemo-nos, portanto, para a LUZ e assim, dissipemos a sombra que ainda envolve a nossa caminhada. Sigamos à frente, servindo e confiando em DEUS.

Pagina 05

- Vovó não aguento mais a minha mãe. Parece que ela não gosta de mim. Proibi-me de tudo, até de sair com meus colegas. Chegou ao cúmulo de querer ir à casa de uma amiga minha para conversar com os pais dela, só por que disse que íamos para um aniversário e dormiria na casa dela.
- Calma minha filha, ela só quer o seu bem.
- Como o bem vovó? Ela não tem confiança em mim e quer levar-me ao ridículo. Já fiz quinze anos e tenho colegas de treze e quatorze que vão para onde querem e sabe por quê? Os seus pais têm confiança nelas. A mamãe quer criar-me como foi criada.
- E você acha que ela não foi bem criada?
- Não é isso Vovó, os tempos mudaram. Não estamos mais nos anos setenta. Falta um pouco mais de um ano para entrarmos no terceiro milênio.
- Minha neta, os anos passam, as modas mudam, mas o bom caráter e a boa moral, não.
- Vovó é ridículo, toda vez que peço para sair à noite, com meus colegas, ela diz só deixa se for junto. Já pensou eu chegar a um Barzinho com a minha mãe a tiracolo? Ia ser gozada pelo resto da vida.
- Você precisa entender a sua mãe. Converse com ela, uma conversa franca, sem pré julgamento e preconceito. Garanto que, depois dela expor as suas razões, você a entenderá.
- Acho muito difícil haver um diálogo entre nós. Ela não aceito o meu conceito de vida e eu não aceito o seu modo repreensivo de criação.
- Carol prometo que irei falar com ela a seu respeito. Agora, conte-me como vai no novo Colégio? Os colegas são bons? E nas matérias, você está tendo dificuldades?
- Não vai adiantar alguma coisa a senhora falar com a mamãe. Acho que ela tem algum trauma de infância. Provavelmente, foi muito reprimida pela minha avó e, agora, está indo à forra comigo.
CONTINUA AMANHÃ

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - NOVELA "ALÉM DO TEM´PO"