segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

FONTE VIVA - LIVRO DE CHICO XAVIER - CAP. 84

CONTINUAÇÃO



NA INSTRUMENTALIDADE

“Como se conhecerá o que se toca com a flauta ou coma cítara?”

Paulo (I Coríntios, 14:7)

Cada companheiro de serviço cristão deveria considerar-se instrumento nas mãos do Divino Mestre, a fim de que a sublime harmonia do Evangelho se faça irrepreensível para a vitória completa do bem.
Todavia, se a Ilimitada sabedoria do Celeste Emissor se mantém soberana e perfeita, os receptores terrenos pecam por deficiências lamentáveis.
Esse tem fé, mas não sabe tolerar as lacunas do próximo.
Aquele suporta cristamente as fraquezas do vizinho, contudo, não possui energia nem mesmo para governar os próprios impulsos.
Aquele outro é bondoso e confiante, mas foge ao estudo e à meditação, favorecendo a ignorância.
Outro, ainda, é imaginoso e entusiasta, entretanto, escapa sutilmente ao esforço dos braços.
Um é conselheiro excelente, no entanto, não santifica os próprios atos.
Outro retém brilhante verbo na pregação doutrinária, todavia, é apaixonado cultor de anedotas menos dignas com que desfigura o respeito à revelação de que é portador.
Esse estima a castidade do corpo, mas desvaira-se pela aquisição de dinheiro fácil.
Outro, mais além, conseguiu desprender-se das posses de ouro e terra, casa e moinho, mas cultiva verdadeiro incêndio na carne.
É indiscutível a nossa imperfeição de seguidores da Boa Nova.
Por isso mesmo, guardamos o título de aprendizes.
O Planeta não é o paraíso terminado e achamo-nos, por nossa vez, muito distantes da angelitude.
Todavia, obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço pelo diapasão do Mestre, se não desejamos prejudicar lhe as obras.
Evitemos a execução insegura, indistinta ou perturbadora, oferecendo-lhe plena boa vontade na tarefa que nos cabe, e o Reino Divino se manifestará mais rapidamente onde estivermos.

CONTINUA AMANHÃ

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - TUDO PASSA

domingo, 30 de novembro de 2014

MOMENTO DE REFLEXÃO



Tirai a pedra
Naquele entardecer, em Betânia, o sol já buscava a linha do horizonte, quando Jesus, atendendo ao pedido das amigas Marta e Maria, irmãs de Lázaro, dirige-se até o túmulo onde fora sepultado o amigo.
Uma pequena multidão rodeava a sepultura. Amigos de Lázaro, curiosos, cépticos.
Muitos talvez para lá se dirigiram porque sabiam que o Mestre estaria presente.
Quiçá quisessem testar a capacidade do carpinteiro de Nazaré, pois falava-se que Ele realizava prodígios.
Restituía a visão a cegos, limpava leprosos, levantava paralíticos, reanimava desalentados e sofredores.
O meigo Rabi, de olhar sereno, caminha até a porta do túmulo onde estava Lázaro morto havia vários dias.
Entre Jesus e o morto havia uma pedra.
Entre a claridade e a sombra havia uma barreira, um obstáculo enorme e pesado.
No estreito cubículo onde Lázaro começava a apodrecer, e no amplo mundo exterior, onde o Cristo meditava, duas estranhas realidades se defrontavam.
Estranhas, diferentes, antagônicas... A vida e a morte.
Fora, a luz do sol, a natureza em festa...
Dentro, no estreito cubículo onde estava Lázaro, a escuridão e a inércia...
Lázaro, separado da vida, mergulhado na morte, não podia, evidentemente, ouvir de Jesus a palavra renovadora, suave e enérgica, ao mesmo tempo.
Não tinha olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, nem sentidos para perceber a realidade que o procurava.
Apelou então Jesus para a cooperação dos seus amigos: Tirai a pedra!
Em outras palavras: Tirai o entulho mental que impede a visão dos magníficos panoramas da vida imortal.
Os amigos do morto retiraram a pedra sob a inspiração de Jesus.
A claridade do sol que descambava penetrou, como uma réstia de esperança, no fundo da caverna onde tinham posto o irmão de Marta e Maria, o amigo do Senhor...
Lázaro sai!
E Lázaro saiu. Da morte para a vida, da sombra para a luz...
* * *
Quando estamos mortos para a verdade, insensíveis ante o esplendor da imortalidade gloriosa, a palavra do Mestre não consegue ressoar em nosso universo íntimo, tornando-se indispensável, à maneira de Lázaro, que outras mãos nos ajudem.
E tantos amigos espirituais retransmitem ao nosso coração a mensagem renovadora do Cristo, reeducam-nos para a vida melhor, afastando de nossa sepultura espiritual a pedra do egoísmo que há milênios nos ofusca a consciência, enregela-nos o coração e petrifica-nos o sentimento.
Ainda assim, é preciso que façamos a nossa parte: levantarmos e sairmos em busca da luz, permitindo que ela penetre a nossa intimidade e ilumine os mais profundos escaninhos da nossa alma.
* * *
Lázaro não estava realmente morto.
Quando os laços que prendem o Espírito ao corpo se rompem, não há mais possibilidade de reanimá-lo.
Lázaro, possivelmente, fora acometido por uma crise de letargia.
A letargia é uma enfermidade na qual há suspensão das forças vitais em geral, dando ao corpo todas as aparências da morte.
Jesus sabendo disso, chama-o de volta à vida.
Redação do Momento Espírita, com base no livro Estudando o Evangelho, de Martins Peralva, ed. Feb.

PENSAMENTO DO DIA



A verdadeira religião ensina, orienta, edifica, porém, não ameaça. A infinita bondade de Deus não pode ser clava mortal para os pecadores.
Autor: Austregésilo de Athayde

MENSAGEM DIÁRIA



Eu nunca ofendi alguém. Apenas disse verdades que incomodavam os outros.
Autor: Desconhecido

FONTE VIVA -LIVRO DE CHICO XAVIER - CAP. 83

CONTINUAÇÃO



AVANCEMOS  ALÉM

“Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina do Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas.”

Paulo (Hebreus, 6:1)

Aceitar o poder de Jesus, guardar certeza da própria ressurreição além da morte, reconfortar-se ante os benefícios da crença, constituem fase rudimentar no aprendizado do Evangelho.
Praticar as lições recebidas, afeiçoando a elas nossas experiências pessoais de cada dia, representa o curso vivo e santificante.
O aluno que não se retira dos exercícios no alfabeto nunca penetra o luminoso domínio mental dos grandes mestres.
Não basta situar nossa alma no pórtico do templo e aí dobrar os joelhos reverentemente; é imprescindível regressar aos caminhos vulgares e concretizar, em nós mesmos, os princípios da fé redentora, sublimando a vida comum.
Que dizer do operário que somente visitasse a porta de sua oficina, Louvando lhe a grandeza, sem, contudo, dedicar-se ao trabalho que ela reclama?
Que dizer do navio admiravelmente equipado, que vivesse indefinidamente na praia sem navegar?
Existem milhares de crentes da Boa Nova nessa lastimável posição de estacionamento. São quase sempre pessoas corretas em todos os rudimentos da doutrina do Cristo. Creem, adoram e consolam-se, irrepreensivelmente, todavia, não marcham para diante, no sentido de se tornarem mais sábias e mais nobres. Não sabem agir, nem lutar e nem sofrer, em se vendo sozinhas, sob o ponto de vista humano.
Precavendo-se contra semelhantes males, afirmou Paulo, com profundo acerto: — “Deixando os rudimentos da doutrina de Jesus, prossigamos até à perfeição, abstendo-nos de repetir muitos arrependimentos, porque então não passaremos de autores de obras mortas.”
Evitemos, assim, a posição do aluno que estuda... E jamais se harmoniza com a lição, recordando também que se o arrependimento é útil, de quando em quando, o arrepender-se a toda hora é sinal de teimosia e viciação.

CONTINUA AMANHÃ

MENSAGEM DE CHICO XAVIER -PSICOGRAFIA DO MÉDIUM WAGNER GOMES PAIXÃO