domingo, 8 de dezembro de 2013

MENSAGEM DOMINICAL



Morte inexistente
Afirmam que a morte não existe. Que não se trata senão de uma passagem de um estágio para outro.
Será que para um coração de mãe que vê seu filho demandar a aduana do túmulo, tais afirmativas valem como consolo?
Para um pai que acompanha, em lágrimas, o esquife que abriga o corpo do filho morto, isto será suficiente?
Como aplacar a saudade sem limites e a dor superlativa? Haverá algo que possa amenizar o sofrimento da ausência?
Aconteceu na vida de uma mãe que viu partir a sua pequena de sete anos.
Tudo transcorreu como muito rápido. À tarde, ela brincava no parque, travessa e afoita como sempre.
Ao entardecer, voltou ao lar mais cedo do que o habitual, queixando-se de dores de cabeça. Parecia um pouco febril.
Tudo foi levado à conta de um resfriado leve. A medicação suave se fez no próprio lar. A criança se recolheu ao leito.
A febre e a dor aumentaram de intensidade nas horas que se seguiram.
No dia seguinte, resolveu-se levar a criança ao médico. Internamento às pressas, exames, diagnóstico terrível.
Em poucas horas o quadro agravou-se.
Depois, foi a longa espera do lado de fora do centro de terapia intensiva, para as visitas com hora certa e rápidas.
Finalmente, a morte. O corpo gélido. A dor da separação. Os lábios que sorriam, cantavam, emudeceram. As mãos que faziam carícias enrijeceram. O corpo que realizava acrobacias nas árvores, no parque de diversões tornou-se imóvel.
Os dias que se seguiram foram de silêncio.
O tilintar do telefone, a conversa das pessoas, incomodavam.
Se sua filha morrera, tudo deveria vestir-se de luto, como seu coração de mãe.
O jardim em primavera de cores parecia ofendê-la porque seus olhos somente viam a escuridão, desde que o raio de sol de sua vida fora arrebatado.
Certa noite sonhou. Viu sua pequena filha vestida de azul, cor que lhe caía tão bem e realçava sua pele, seus cabelos, seu sorriso.
A pequena sorria, estendendo os braços: "mãe, por que tanta amargura e revolta?"
A voz era doce e terna, falando-lhe enquanto a acariciava com suas mãozinhas mimosas.
- Findou meu tempo na terra, mãezinha.
Foi tão bom. Mas era somente o tempo que me faltava para completar. Deus permitiu-me a volta ao mundo espiritual, desde que cumpri o que estava estabelecido.
- Por que chora, mãezinha, a liberdade de sua filha? Não vê como estou bem e feliz? Estou com você e desejo vê-la sorrir novamente.
- Permita-se o retorno à alegria.
Dedique-se a crianças sem lar, doe meus brinquedos, faça outros pequenos felizes em meu nome. E Deus, que tudo vê, nos abençoará a ambas."
Quando despertou, na manhã seguinte, a jovem mãe trazia a nítida lembrança das carícias e dos afagos da filha.
Ergueu-se, abriu a janela, aspirou o ar perfumado da manhã de luz, observou as tintas da madrugada que se despedia, sorriu e decidiu-se por voltar a viver com alegria e esperança.
Você sabia?
Você sabia que a morte pode ser comparada a uma breve despedida?
Os que nos deixam na terra, verdadeiramente não nos abandonam, já que para os verdadeiros amores jamais se apaga a chama do afeto.
Dessa forma, não existem adeus, mas sim um "até breve", pois logo mais tornaremos a nos ver, a nos reencontrar, no mundo dos espíritos ou no mundo corporal.
Nossos amores, se não estão conosco, ao nosso lado, permanecem em algum lugar, porque jamais se perde a ponte entre o céu e o coração.



CONSELHO DO DIA



Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
 
Mas ai! 
Muitas vezes é em vão e sem proveito, pois essa consolação exterior é muito prejudicial à consolação interior e divina. 
Cumpre, portanto, vigiar e orar, para que não passe o tempo ociosamente. 
Se for lícito e oportuno falar, seja de coisas edificantes. O mau costume e o descuido do nosso progresso espiritual concorrem muito para o desenfreamento de nossa língua. 
Ajudam muito, porém, ao aproveitamento espiritual os devotos colóquios sobre coisas espirituais, mormente quando se associam em Deus pessoas que pensam e sentem do mesmo modo. 
(Como se devem evitar as conversas supérfluas)

Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.


PENSAMENTO DO DIA



A superstição é a religião dos fracos.
 

MENSAGEM DIÁRIA



Faça do sofrimento um motivo a mais para sair caminhando. 
Faça das tristezas, das agruras do dia-a-dia, aquela alavanca que faltava para o impulso que leva à felicidade. 
Faça do desânimo um motivo a mais para encontrar a vontade escondida, deixada num canto, esquecida.
 

PÃO NOSSO - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO


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COM ARDENTE AMOR

“Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros.” – Pedro. (1ª Epístola de Pedro, 4:8.)
Não basta a virtude apregoada em favor do estabelecimento do Reino Divino entre as criaturas.
Problema excessivamente debatido – solução mais demorada...
Ouçamos, individualmente, o aviso apostólico e enchamo-nos de ardente caridade, uns para com os outros.
Bem falar, ensinar com acerto e crer sinceramente são fases primárias do serviço.
Imprescindível trabalhar, fazer e sentir com o Cristo.
Fraternidade simplesmente aconselhada a outrem constrói fachadas brilhantes que a experiência pode consumir num minuto.
Urge alcançarmos a substância, a essência...
Sejamos compreensivos para com os ignorantes, vigilantes para com os transviados na maldade e nas trevas, pacientes para com os enfermos, serenos para com os irritados e, sobretudo, manifestemos a bondade para com todos aqueles que o Mestre nos confiou para os ensinamentos de cada dia.
Raciocínio pronto, habilitado a agir com desenvoltura na Terra, pode constituir patrimônio valioso; entretanto, se lhe falta coração para sentir os problemas, conduzi-los e resolvê-los, no bem comum, é suscetível de converter-se facilmente em máquina de calcular.
Não nos detenhamos na piedade teórica.
Busquemos o amor fraterno, espontâneo, ardente e puro.
A caridade celeste não somente espalha benefícios. Irradia também a divina luz.

CONTINUA AMANHÃ

MENSAGEM DE CHICO XAVIER - AMOR ONIPOTENTE