segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PÃO NOSSO - LIVRO DE CHICO XAVIER

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20 
A marcha

“Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte.” – Jesus. (Lucas, 13:33.)
Importa seguir sempre, em busca da edificação espiritual definitiva. Indispensável caminhar, vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e dificuldades em degraus de ascensão.
Traçando o seu programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o esperava a derradeira glorificação pelo martírio. Podemos aplicar, porém, o ensinamento às nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos testemunhos redentores.
É imprescindível, todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição dos bens eternos.
Acreditam muitos que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo, conquistando posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões financeiras ao círculo pessoal.
Entretanto, não é isso.
Nesse particular, os chamados “homens de rotina” talvez detenham maiores probabilidades a seu favor.
A personalidade dominante, em situações efêmeras, tem a marcha içada de perigos, de responsabilidades complexas, de ameaças atrozes. A sensação de altura aumenta a sensação de queda.
É preciso caminhar sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno das conquistas interiores.
Muitas vezes, certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem, para a Sabedoria Divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de fogos fátuo.
Que ninguém se engane nas estações de falso repouso.
Importa trabalhar, conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo, diariamente. Para fixarmos semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas, gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer.

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MENSAGEM DE CHICO XAVIER - TUDO PASSA

domingo, 15 de setembro de 2013

MENSAGEM DOMINICAL



Vestígio bárbaro
"Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra."-Jesus.

Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar "ponto de honra" produzem essa necessidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra.
Essa sede de vingança é tida como justiça, aos olhos daqueles cujo senso moral ainda não se desenvolveu o bastante para se elevar acima das paixões terrenas.
Por isso é que a lei Moisaica prescrevia: "Olho por olho, dente por dente," de acordo com a época em que Moisés vivia.
Depois veio o Cristo e disse: "Retribuí o mal com o bem."
Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, pois ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que vingar-se.
E não compreende porque sua visão não ultrapassa o momento presente.
É evidente que Jesus, ao dar esses conselhos, não condena a repressão legal dos agressores que deve ser considerada, pois ainda é necessária.
Nem prescreveu que se deixasse o campo livre aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se não houver um freio aos agressores, bem depressa todos os bons serão suas vítimas.
Jesus ao enunciar aquela máxima, não pretendeu interdizer toda defesa, mas condenar a vingança.
Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal.
Que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho.
Que maior ventura lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que praticar alguma.
Que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros.
Aquele que deseja a vingança, geralmente se deixa enredar nas malhas da falsidade e da baixeza, porque quase nunca se vinga a céu aberto.
Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento oportuno para, sem perigo, feri-lo.
Esconde-se do outro espreitando-o, prepara-lhe odiosas armadilhas e, em sendo propícia a ocasião, derrama-lhe no copo o veneno.
É esse tipo de comportamento que Jesus condena.
Somente uma sociedade civilizada compreenderá e aceitará essas verdades. E isso acontecerá com o progresso intelecto-moral dos povos.
A vingança, portanto, é um dos últimos vestígios dos costumes bárbaros, que tende a desaparecer dentre os homens.
Assim, deixemos a justiça por conta das leis dos homens, com a certeza de que os crimes impunes, fatalmente serão colhidos nas malhas das Leis Divinas, que dão a cada um segundo suas obras.
* * *
A Justiça Divina jamais falta. Mesmo que não seja percebida, ela realiza o seu ministério superior, alcançando todos quantos desrespeitem os estatutos que regem a vida.


PENSAMENTO DO DIA



A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. 
Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.
 

MENSAGEM DIÁRIA



Eu nunca ofendi alguém. Apenas disse verdades que incomodavam os outros.
 

PÃO NOSSO - LIVRO DE CHICO XAVIER

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19 
Falsas alegações

“Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.” – (Lucas, 8:28.)
O caso do Espírito perturbado que sentiu a aproximação de Jesus, recebendo-lhe a presença com furiosas indagações, apresenta muitos aspectos dignos de estudo.
A circunstância de suplicar ao Divino Mestre que não o atormentasse requer muita atenção por parte dos discípulos sinceros.
Quem poderá supor o Cristo capaz de infligir tormentos a quem quer que seja? E, no caso, trata-se de uma entidade ignorante e perversa que, nos íntimos desvarios, muito já padecia por si mesma. A vizinhança do Mestre, contudo, trazia-lhe claridade suficiente para contemplar o martírio da própria consciência, atolada num pântano de crimes e defecções tenebrosas. A luz castigava-lhe as trevas interiores e revelava-lhe a nudez dolorosa e digna de comiseração.
O quadro é muito significativo para quantos fogem das verdades religiosas da vida, categorizando-lhe o conteúdo à conta de amargo elixir de angústia e sofrimento. Esses espíritos indiferentes e gozadores costumam afirmar que os serviços da fé alagam o caminho de lágrimas, enevoando o coração.
Tais afirmativas, no entanto, denunciam-nos. Em maior ou menor escala, são companheiros do irmão infeliz que acusava Jesus por ministro de tormentos.

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MENSAGEM DE CHICO XAVIER - QUANDO PUDERES