Não existem pessoas
perfeitas, o que existem são Intenções perfeitas.
A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
SEXO E DESTINO - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CONTINUA AMANHÃ
Alucinado de lascívia, envolveu-a em longo olhar, inferindo que, não fossem o temor de vê-la fugir em definitivo e o receio de verificar-se por ela própria desonrado, tomar-lhe-ia o colo entre os braços, qual guri destemeroso, buscando desentranhar-lhe a ternura.
Entanto, os derradeiros arrazoados esmaeciam. Esbarrondarase, dentro dele, a última trincheira que lhe cerceava os impulsos.
Sujeitou-se de todo à direção do vampirizador que o comandava.
Colaram-se, fundiram-se, enfim.
Marita ergueu para ele os olhos súplices, imitando as atitudes da ave perseguida, para quem não resta outra alternativa que não seja esperar pela piedade do atirador.
Jungido ao companheiro infeliz, Cláudio adiantou-se, acomodando-se, assumindo ares de protetor, resolvido a ultrapassar os limites da afeição pura e simples.
– Pelo que vejo, esse pilantra do Gilberto vem abusando... – sussurrou, adocicando a voz.
Em seguida, tomou-lhe a destra pequena entre as suas mãos nervosas, mal disfarçando a lubricidade duplicada que o possuía.
A jovem registrou o impacto das forças aviltadas a lhe requisitarem adesão, calando a repulsa. Escutara o apontamento, num misto de estranheza e revolta, mas, reprimindo-se, passou a responder, esforçando-se por desculpar o rapaz e atribuindo a si o desmantelo emotivo; entretanto, à medida que o pai adotivo dilatava a liberdade das atitudes, apagava-se-lhe a energia para a conversação, até que silenciou, como se o interesse, ao redor do problema, houvesse desaparecido de chofre. E, num átimo, realinhou
na mente as impressões amargas dos tempos últimos... Assinalara, havia meses, a reservada mudança do trato paterno. Desconcertava-se ao perceber que Cláudio demorava sobre ela o olhar insistente. Amedrontara-se. Reagira, porém, energicamente, con tra si mesma. Consagrava-lhe o respeitoso amor de filha reconhecida e não lhe cabia conspurcar sentimentos sempre mantidos
imáculos, desde a intimidade da infância. Opusera-se à suspeita. Lutara, não queria aceitar-se visada por ele, sob a inspiração de qualquer propósito menos digno.
Ainda assim, por mais brandisse argumentos contra si própria, inexplicável sensação advertia-lhe o espírito, exortando-a a policiar as maneiras com que Cláudio agora a cercava. Pelos motivos mais fúteis, exagerava cuidados, multiplicando frases de dúbio sentido.
Torturada pela dúvida, afirmava a sua desconfiança e desdizia-se, intimamente.
Naquele instante, porém, o instinto de defesa sentenciava prudência, segredava-lhe vigilância. Pressentindo, em espírito, a presença do “outro”, arregimentou, sem querer, todas as suas forças na posição de alarma.
O contacto de Cláudio comunicava-lhe insegurança.
Batia-lhe o coração desritmado, ao senti-lo ensaiando meios de enlaçar-se a ela, ávido de carinho.
– Não negue, filha – entaramelou-se o pai, um tanto trêmulo –, não desejo contrariá-la, mas venho analisando, analisando...
Você não nasceu para esse meninão caprichoso. Compreendo você... Não sou apenas seu pai pelo coração, sou também seu amigo... Esse rapaz...
Marita cobrou ânimo e, antecipando-se-lhe às ilações reticenciosas, explicou ingenuamente que amava a Gilberto, que lhe hipotecava confiança, que o pai estivesse tranqüilo, e acentuou, sorrindo quase, que as lágrimas daqueles minutos não se reportavam a qualquer desgosto e sim a indisposição orgânica indefinível.
Deduziu, de relance, que seria justo desvelar-lhe mais ampla zona da alma, anulando mal-entendidos no nascedouro, e, intencionalmente, prosseguiu confidenciando, a expor-lhe, com lealdade, a expectativa com que aguardava o anel esponsalício, determinada a medir as reações de Cláudio, a fim de orientar, sem
tergiversações, a própria conduta.
Atrapalhava-se, todavia, ao consignar-lhe a indignação pintada no rosto. Na meia-luz do quarto, podia ver-lhe a face congesta, nos esgares da ira.
Compreendeu que a borrasca naquele espírito voluntarioso se mostrava prestes a estalar; no entanto, continuou apresentando razões para colher reações.
E a explosão do interlocutor não se fez demorar.
Cerrando os punhos, Cláudio cortou-lhe a conversa, exclamando, irritado:
– Percebo, percebo, mas não precisa maçar-me... Estimo, porém, que você me conheça melhor o devotamento.
Avançando na intimidade, qual se aspirasse a enredá-la no próprio hálito, continuou – agindo por si e pelo “outro” – na queixa primorosamente lavrada:
– Filha, é necessário que você me ouça, que me entenda...
E, assaltando-lhe a emotividade para esbater-lhe a resistência:
– Você não desconhece o que sofro. Imagine a tragédia de um homem que morre, a pouco e pouco, desolado, sozinho... de um homem que dá tudo, sem nada receber... Você cresceu, vendo isso... Infelicidade, solidão. É impossível que não se condoa. Esta casa é meu deserto. Chego esfalfado, diariamente, sem achar mão amiga. Márcia, embora quarentona, vive de jogatinas e festas...
Você está moça, inexperiente, mas deve saber. Desculpe-me o desabafo, mas os próprios amigos me lastimam o drama... Estará você em condições de avaliar os conflitos de um pobre diabo algemado a companheira de vida irregular? Ela, porém, não me
Entanto, os derradeiros arrazoados esmaeciam. Esbarrondarase, dentro dele, a última trincheira que lhe cerceava os impulsos.
Sujeitou-se de todo à direção do vampirizador que o comandava.
Colaram-se, fundiram-se, enfim.
Marita ergueu para ele os olhos súplices, imitando as atitudes da ave perseguida, para quem não resta outra alternativa que não seja esperar pela piedade do atirador.
Jungido ao companheiro infeliz, Cláudio adiantou-se, acomodando-se, assumindo ares de protetor, resolvido a ultrapassar os limites da afeição pura e simples.
– Pelo que vejo, esse pilantra do Gilberto vem abusando... – sussurrou, adocicando a voz.
Em seguida, tomou-lhe a destra pequena entre as suas mãos nervosas, mal disfarçando a lubricidade duplicada que o possuía.
A jovem registrou o impacto das forças aviltadas a lhe requisitarem adesão, calando a repulsa. Escutara o apontamento, num misto de estranheza e revolta, mas, reprimindo-se, passou a responder, esforçando-se por desculpar o rapaz e atribuindo a si o desmantelo emotivo; entretanto, à medida que o pai adotivo dilatava a liberdade das atitudes, apagava-se-lhe a energia para a conversação, até que silenciou, como se o interesse, ao redor do problema, houvesse desaparecido de chofre. E, num átimo, realinhou
na mente as impressões amargas dos tempos últimos... Assinalara, havia meses, a reservada mudança do trato paterno. Desconcertava-se ao perceber que Cláudio demorava sobre ela o olhar insistente. Amedrontara-se. Reagira, porém, energicamente, con tra si mesma. Consagrava-lhe o respeitoso amor de filha reconhecida e não lhe cabia conspurcar sentimentos sempre mantidos
imáculos, desde a intimidade da infância. Opusera-se à suspeita. Lutara, não queria aceitar-se visada por ele, sob a inspiração de qualquer propósito menos digno.
Ainda assim, por mais brandisse argumentos contra si própria, inexplicável sensação advertia-lhe o espírito, exortando-a a policiar as maneiras com que Cláudio agora a cercava. Pelos motivos mais fúteis, exagerava cuidados, multiplicando frases de dúbio sentido.
Torturada pela dúvida, afirmava a sua desconfiança e desdizia-se, intimamente.
Naquele instante, porém, o instinto de defesa sentenciava prudência, segredava-lhe vigilância. Pressentindo, em espírito, a presença do “outro”, arregimentou, sem querer, todas as suas forças na posição de alarma.
O contacto de Cláudio comunicava-lhe insegurança.
Batia-lhe o coração desritmado, ao senti-lo ensaiando meios de enlaçar-se a ela, ávido de carinho.
– Não negue, filha – entaramelou-se o pai, um tanto trêmulo –, não desejo contrariá-la, mas venho analisando, analisando...
Você não nasceu para esse meninão caprichoso. Compreendo você... Não sou apenas seu pai pelo coração, sou também seu amigo... Esse rapaz...
Marita cobrou ânimo e, antecipando-se-lhe às ilações reticenciosas, explicou ingenuamente que amava a Gilberto, que lhe hipotecava confiança, que o pai estivesse tranqüilo, e acentuou, sorrindo quase, que as lágrimas daqueles minutos não se reportavam a qualquer desgosto e sim a indisposição orgânica indefinível.
Deduziu, de relance, que seria justo desvelar-lhe mais ampla zona da alma, anulando mal-entendidos no nascedouro, e, intencionalmente, prosseguiu confidenciando, a expor-lhe, com lealdade, a expectativa com que aguardava o anel esponsalício, determinada a medir as reações de Cláudio, a fim de orientar, sem
tergiversações, a própria conduta.
Atrapalhava-se, todavia, ao consignar-lhe a indignação pintada no rosto. Na meia-luz do quarto, podia ver-lhe a face congesta, nos esgares da ira.
Compreendeu que a borrasca naquele espírito voluntarioso se mostrava prestes a estalar; no entanto, continuou apresentando razões para colher reações.
E a explosão do interlocutor não se fez demorar.
Cerrando os punhos, Cláudio cortou-lhe a conversa, exclamando, irritado:
– Percebo, percebo, mas não precisa maçar-me... Estimo, porém, que você me conheça melhor o devotamento.
Avançando na intimidade, qual se aspirasse a enredá-la no próprio hálito, continuou – agindo por si e pelo “outro” – na queixa primorosamente lavrada:
– Filha, é necessário que você me ouça, que me entenda...
E, assaltando-lhe a emotividade para esbater-lhe a resistência:
– Você não desconhece o que sofro. Imagine a tragédia de um homem que morre, a pouco e pouco, desolado, sozinho... de um homem que dá tudo, sem nada receber... Você cresceu, vendo isso... Infelicidade, solidão. É impossível que não se condoa. Esta casa é meu deserto. Chego esfalfado, diariamente, sem achar mão amiga. Márcia, embora quarentona, vive de jogatinas e festas...
Você está moça, inexperiente, mas deve saber. Desculpe-me o desabafo, mas os próprios amigos me lastimam o drama... Estará você em condições de avaliar os conflitos de um pobre diabo algemado a companheira de vida irregular? Ela, porém, não me
CONTINUA AMANHÃ
terça-feira, 16 de outubro de 2012
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Facilmente serás enganado, se só olhares para as aparências dos
homens.
Se procuras alívio e proveito nos outros, quase sempre terás
prejuízo.
Procura a Jesus em todas as coisas, e Jesus acharás.
Se te
buscas a ti mesmo, também te acharás, mas para a tua ruína. Pois o homem
que não busca a Jesus é mais nocivo a si mesmo que todo o mundo e seus
inimigos todos. ( Do amor de Jesus sobre todas as coisas)
Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.
Mas isso só você saberá entender.
MENSAGEM DO DIA
Entre os homens, são
poucos os que chegam à outra margem, a maioria fica correndo para cima e para
baixo sempre do mesmo lado do rio.
SEXO E DESTINO - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
CONTINUA AMANHÃ
Queria-a para ele, com a ternura de um pombo e com a brutalidade de um lobo.
Não concordava lhe dessem a beber afronta ou sarcasmo.
Tais atitudes acabaram revestindo-a de liberdade mais ampla, que Marita utilizava no culto afetivo a Gilberto, de vez que, por vocação, se distanciava de festas.
Márcia e Marina, sempre mais absorvidas nas extravagâncias em que se inculcavam por duas irmãs doidivanas, nem deram por isso.
A ausência dela como que as aliviava de um peso.
Certificando-se de que não lhe dobrariam o caráter, acusavam-se felizes por não serem induzidas a suportar-lhe a fiscalização.
Embrenhado nos raciocínios que lhe derivavam, rápidos, do ligeiro auto-exame, sob o controle do vampirizador que o influenciava, recordava-se Cláudio de que há muitos dias concluíra que Gilberto não hesitava embair as duas moças e, depois de refletir maduramente, resolvera silenciar.
Não seria conveniente sopesar as próprias vantagens?
Embrenhado nos raciocínios que lhe derivavam, rápidos, do ligeiro auto-exame, sob o controle do vampirizador que o influenciava, recordava-se Cláudio de que há muitos dias concluíra que Gilberto não hesitava embair as duas moças e, depois de refletir maduramente, resolvera silenciar.
Não seria conveniente sopesar as próprias vantagens?
Denunciar Marita por jovem ultrajada redundaria em arredar-lhe a confiança.
Apontar Marina no páreo significava insultar a filha adotiva, aplicando-lhe temíveis lesões de ordem moral. Ardiloso, deixava o tempo correr, achando preferível, a seu ver, fosse Marita machucada pelas circunstâncias.
Apontar Marina no páreo significava insultar a filha adotiva, aplicando-lhe temíveis lesões de ordem moral. Ardiloso, deixava o tempo correr, achando preferível, a seu ver, fosse Marita machucada pelas circunstâncias.
Quando se voltasse para ele, fatigada e desiludida, convertê-la-ia, talvez sem dificuldade, na amante a que aspirava.
Engodado pelo interlocutor que lhe era invisível, enfileirou as reflexões apressadas que lhe vinham à mente; no entanto, assoprado agora por ele, deixava-se iludir por imaginosa expectativa, formulando-se outra espécie de inquirições.
Engodado pelo interlocutor que lhe era invisível, enfileirou as reflexões apressadas que lhe vinham à mente; no entanto, assoprado agora por ele, deixava-se iludir por imaginosa expectativa, formulando-se outra espécie de inquirições.
Envolvido nas sutilezas do obsessor, esmerilhava o próprio íntimo, tentando saber se estava sendo inspirado com segurança naquela hora.
Andaria enganado? Acaso, Marita entregar-se-ia a Gilberto, pensando nele, Cláudio, de quem se afastava por escrúpulos de consciência?
Semanas havia, fizera-se a jovem mais esquiva.
Semanas havia, fizera-se a jovem mais esquiva.
Estranhara.
Dar-se-ia o fato de recolher-lhe telepaticamente as apreensões ou deliberara fugir-lhe, de propósito, a fim de ocultar a simpatia amorosa que, possivelmente, lhe impelia o coração de mulher a querê-lo?
Ele mesmo fornecia ao perseguidor a argumentação com que se lhe arruinava a resistência.
Até ali, trancara, bem ou mal, diante da jovem, os sentimentos que lhe transbordavam do peito.
Ele mesmo fornecia ao perseguidor a argumentação com que se lhe arruinava a resistência.
Até ali, trancara, bem ou mal, diante da jovem, os sentimentos que lhe transbordavam do peito.
Não chegara, porém, aos limites do enigma? Caber-lhe-ia sofrear-se até à loucura?
O hipnotizador, em cujo semblante se podia ler a desmesurada sede de volúpia, sorriu, satisfeito, e sussurrou, mentalmente, ganhando preponderância: – Cláudio, compreenda. Iniciativa, em assunto de amor, não é passo feminino.
O hipnotizador, em cujo semblante se podia ler a desmesurada sede de volúpia, sorriu, satisfeito, e sussurrou, mentalmente, ganhando preponderância: – Cláudio, compreenda. Iniciativa, em assunto de amor, não é passo feminino.
Velho rifão: “laranja à beira de estrada não tem preço”. Disse um filósofo: “prazer sem conquista é bife sem sal”.
Adiante, adiante!
Esquadrinhando o imo do companheiro, à caça de recursos com que o próprio Cláudio lhe pudesse fortificar a posse magnética, o obsessor, por segundos, cravou nele o olhar penetrante.
Adiante, adiante!
Esquadrinhando o imo do companheiro, à caça de recursos com que o próprio Cláudio lhe pudesse fortificar a posse magnética, o obsessor, por segundos, cravou nele o olhar penetrante.
E, decerto, exumando-lhe as desrespeitosas ilusões em matéria de ligação afetiva, que ele, Cláudio, embutira na cabeça, desde menino, começou a martelar: – Cigarro! Lembre-se do cigarro e da boca! Marita é mulher igual às outras... Cigarro, cigarro na vitrina... Cigarro, cigarreira, piteira e charuto não escolhem comprador...
A carne é flor desabrochada na terra do espírito, só isso.
O cultivador não sabe o que seja a formação essencial do canteiro, tanto quanto desconhece o que está no fundo da planta.
Proclamava Salomão que “tudo é vaidade”; acrescentamos que tudo é ignorância.
Entretanto, na superfície das situações e das coisas, é possível enxergar claramente.
Flor que ninguém colhe é perfume que se perde.
Flor que ninguém colhe é perfume que se perde.
Hora de amor desaproveitada vem a ser pétala no estrume.
Rosa murcha, adorno para o chão.
Carne sem viço, adubo para a erva.
Aproveite, aproveite...
Percebíamos que o desencarnado não era simples dipsomaníaco, que o álcool apenas lhe constituía porta de escape, de vez que as palavras que selecionava para aliciar influência e o jeito astucioso de sensibilizar o parceiro, antes de empalmar-lhe o raciocínio, demonstravam técnicas de exploradores consumados das paixões humanas.
Aquele perseguidor não era vagabundo acidental.
O anseio incontido com que impelia Cláudio para a jovem e a expressão com que a fitava, apaixonadamente, pareciam chegar de muito longe.
Percebíamos que o desencarnado não era simples dipsomaníaco, que o álcool apenas lhe constituía porta de escape, de vez que as palavras que selecionava para aliciar influência e o jeito astucioso de sensibilizar o parceiro, antes de empalmar-lhe o raciocínio, demonstravam técnicas de exploradores consumados das paixões humanas.
Aquele perseguidor não era vagabundo acidental.
O anseio incontido com que impelia Cláudio para a jovem e a expressão com que a fitava, apaixonadamente, pareciam chegar de muito longe.
Mas a ocasião não comportava investigações de retaguarda.
O momento reclamava atenção.
Necessário contornar obstáculos, improvisar medidas socorristas que protegessem a triste menina desarmada.
O excêntrico dueto prosseguiu entre os dois amigos que se entendiam, sem o concurso da boca.
O magnetizador pressionava, o magnetizado resistia.
Por fim, Cláudio avançou dois passos, quase vencido.
Idéias, contradições, estímulos e arrebatamentos abalroavamse-lhe, violentamente, no espaço estreito do crânio.
O excêntrico dueto prosseguiu entre os dois amigos que se entendiam, sem o concurso da boca.
O magnetizador pressionava, o magnetizado resistia.
Por fim, Cláudio avançou dois passos, quase vencido.
Idéias, contradições, estímulos e arrebatamentos abalroavamse-lhe, violentamente, no espaço estreito do crânio.
A terrível batalha interior de alguns instantes esmorecia.
A natureza animal ampliara domínio.
O sedutor desencarnado rematava a obra.
Não mais a gritaria de Espírito.
Não mais a gritaria de Espírito.
Não mais o entrechoque das mudas ponderações entrecortadas a esmo.
Sim – deduzia, transtornado –, ele era homem, homem...
Sim – deduzia, transtornado –, ele era homem, homem...
Marita, incontestavelmente mais jovem, não passava de mulher.
Não lhe cabia, portanto, diminuir-se.
Ela chorava, ele podia acalentála, aquecer-lhe o coração.
CONTINUA AMANHÃ
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Pois tudo que parece próprio para alcançar a paz e a felicidade nada é
sem vós, nem pode trazer-nos a verdadeira felicidade.
Vós sois, pois, o
remate de todos os bens, a plenitude da vida, o abismo da ciência;
esperar em vós acima de tudo é a maior das consolações dos vossos
servos.
A ti, Senhor, levanto os meus olhos, em vós confio, Deus meu,
Pai de misericórdia!
Abençoai e santificai minha alma com a bênção
celestial para que seja vossa santa morada, o trono de vossa eterna
glória, e nada se encontre nesse tempo da vossa divindade que possa
ofender os olhos de vossa majestade.
Olhai para mim segundo a grandeza
de vossa bondade e a multidão de vossas misericórdias e ouvi a oração do
vosso pobre servo desterrado tão longe, na sombria região da morte.
Protegei e conservai a alma do vosso mísero servo entre os muitos
perigos desta vida corruptível, e com a assistência de vossa graça
guiai-o pelo caminho da paz à pátria da perpétua claridade.
Amém. ( Que
só e Deus devemos firmar toda esperança e confiança)
Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.
Mas isso só você saberá entender.
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