Rir é bom, mas rir de tudo
é desespero...
A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
sábado, 22 de setembro de 2012
SEXO E DESTINO - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
– Jorge e Ernesto,
hipnotizados pela riqueza material, para mim fizeram-se inabordáveis. Mentalmente,
não me registra a lembrança. Intentando raptar-lhes cooperação e simpatia, o
padrasto chegou a insinuar que não seriam meus filhos e sim dele próprio, através
de união com minha esposa. ao tempo de minha experiência terrestre, o que
Enedina, infelizmente, não desmentiu...
O companheiro esboçou
um sorriso amarelo e considerou:
– Imagine! Na carne,
o medo é comum, à frente dos desencarnados e, em meu caso, fui eu quem se
afastou do ambiente doméstico, sob sensações de insopitável horror... Ainda
assim, a bondade de Deus não me arrojou à solidão, em se tratando da ternura
familiar. Tenho uma filha de quem jamais me separei pelos laços do espírito...
Beatriz, que deixei na flor da meninice, suportou pacientemente as afrontas e
conservou-se fiel ao meu nome. Somos, assim, duas almas, na mesma faixa de
entendimento...
Pedro enxugou os
olhos e acrescentou:
– Agora, com quase
meio século de existência entre os homens, presa embora ao carinho que consagra
ao esposo e ao filho único, prepara-se Beatriz para o regresso... Minha filha
vem atravessando os derradeiros dias terrenos, com o corpo torturado pelo câncer...
– Mas, atormenta-se
você por isso?
A ideia do reencontro
pacífico não será, antes, motivo para alegrar-se?
– E os problemas, meu
amigo?
Os problemas do grupo
consanguíneo?
Por muitos anos,
estive à margem de todas as tricas do navio familiar... Fizera-me ao oceano
largo da vida... Agora, por amor à filha inesquecível, sou compelido a topar,
com espírito de caridade, a irreflexão e o descaramento. Estou inapto,
desambientado...
Desde que me postei à
cabeceira da doente querida, vejo-me na condição do aluno debilitado pela
expectativa de erros constantes..
Dispunha-se Neves a
prosseguir, mas urgente chamado de serviço nos impeliu à separação e, conquanto
diligenciando acalmá-lo, despedi-me, sob o compromisso de irmanar-me a ele, nas
tarefas de assistência à enferma, de modo mais intenso, a partir do dia
seguinte.
CONTINUA AMANHÃ
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Ó Deus invisível, Criador do mundo, quão maravilhosamente nos
favoreceis, quão suaves e ternamente tratais com vossos escolhidos,
oferecendo-vos a vós mesmo como alimento, neste Sacramento!
Isto
transcende todo entendimento, isto atrai os corações dos devotos e
acende o seu amor.
Porque esses teus verdadeiros fiéis, que empregam
toda a sua vida na própria emenda, recebem muitas vezes deste augusto
Sacramento copiosa graça de devolução e amor à virtude. ( Com quanta
reverência cumpre receber a Cristo)
Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.
Mas isso só você saberá entender.
PENSAMENTO DO DIA
A melhor maneira de mudar
o padrão de vida é melhorar o padrão de pensamento. É lutando que se consegue o
que se quer. Lute pelos bens que deseja.
Autor: Desconhecido.
MENSAGEM DIÁRIA
Nunca diga a Deus que você
tem um grande problema. Diga a seu problema que você tem um grande Deus, que
tudo fará por você.
SEXO E DESTINO - LIVRO DE CHICO XAVIER
CONTINUAÇÃO
Essas ponderações afogueavam-me o pensamento, reparando a tristeza e o cansaço do meu amigo Pedro Neves, devotado servidor do Ministério do Auxílio.
Partilhando expedições arrojadas e valorosas em atividade benemérita, ainda não lhe víramos hesitações quaisquer. Veterano de empreendimentos socorristas, jamais entremostrara desânimo ou fraqueza, por mais opressivo se lhe evidenciasse o peso de compromissos e obrigações.
Advogado que fora, na existência última, caracterizava-se por extrema lucidez, no exame dos problemas que as eventualidades do caminho apresentassem.
Sempre denodado e humilde; agora, porém, enunciava sensíveis alterações de comportamento.
Soubera-o com breves encargos, na esfera física, para atender, de modo mais direto, a necessidades de ordem familiar, cuja extensão e natureza não me houvera sido possível perceber.
Desde então, mostrava-se arredio e desencantado, copiando o feitio de companheiros recém-chegados da Terra. Isolava-se em funda reflexão. Fugia à conversação fraterna. Queixava-se disso ou daquilo. E vez por outra, em serviço, denotava lágrimas que não chegavam a cair.
Ninguém ousava sondar-lhe o sofrimento, tal a fibra moral em que se lhe exprimiam as atitudes.
Provocando, porém, algumas horas de desafogo, num banco de jardim, busquei habilmente lançá-lo à extroversão, alegando dificuldades que me preocupavam. Referi-me aos descendentes que deixara no mundo e às inquietações que me causavam.
Partilhando expedições arrojadas e valorosas em atividade benemérita, ainda não lhe víramos hesitações quaisquer. Veterano de empreendimentos socorristas, jamais entremostrara desânimo ou fraqueza, por mais opressivo se lhe evidenciasse o peso de compromissos e obrigações.
Advogado que fora, na existência última, caracterizava-se por extrema lucidez, no exame dos problemas que as eventualidades do caminho apresentassem.
Sempre denodado e humilde; agora, porém, enunciava sensíveis alterações de comportamento.
Soubera-o com breves encargos, na esfera física, para atender, de modo mais direto, a necessidades de ordem familiar, cuja extensão e natureza não me houvera sido possível perceber.
Desde então, mostrava-se arredio e desencantado, copiando o feitio de companheiros recém-chegados da Terra. Isolava-se em funda reflexão. Fugia à conversação fraterna. Queixava-se disso ou daquilo. E vez por outra, em serviço, denotava lágrimas que não chegavam a cair.
Ninguém ousava sondar-lhe o sofrimento, tal a fibra moral em que se lhe exprimiam as atitudes.
Provocando, porém, algumas horas de desafogo, num banco de jardim, busquei habilmente lançá-lo à extroversão, alegando dificuldades que me preocupavam. Referi-me aos descendentes que deixara no mundo e às inquietações que me causavam.
Pressentia-lhe na tristeza a presença de lutas domésticas a lhe torturarem a alma, quais ulcerações em recidiva, e não me enganei.
O amigo absorveu a isca afetiva e desenovelou os sentimentos.
A principio, falou vagamente das apreensões que lhe assomavam ao espírito agoniado. Aspirava a esquecer, alhear-se; no entanto... a retaguarda familiar no mundo lhe infligia dolorosas reminiscências difíceis de extirpar.
– É a esposa quem o aflige, assim tanto? – aventurei, procurando localizar o carnicão da mágoa que lhe abria as comportas do pranto silencioso.
Pedro fitou-me com a postura dolorida de um cão batido e respondeu:
– Há momentos, André, nos quais será preciso biografar-nos, ainda que superficialmente, para vascolejar o pretérito e extrair dele a verdade, somente a verdade...
Meditou, algo sufocado por instantes, e prosseguiu:
– Não sou homem que me deixe governar por sentimentalismos, embora aprecie as emoções pelo justo valor. Além disso, a experiência, desde muito, me ensinou a raciocinar. Há quarenta anos moro aqui e, há quase quarenta anos, a esposa compeliu-me a absoluto desinteresse do coração. Deixei-a quando a mocidade das energias físicas lhe estuava no sangue e Enedina, compreensivelmente, não pôde sustentar-se a distância das exigências femininas.
E prosseguiu esclarecendo que ela se associara a outro homem, num segundo casamento, entregando-lhe seus três filhos por enteados. Esse novo marido, entretanto, arredou-a completamente de sua convivência espiritual. Homem ambicioso, senhoreou os cabedais que ele ajuntara, logrando multiplicá-los imensamente, à força de astúcia em arrojadas empresas comerciais. E agiu com tanta leviandade que a esposa, dantes simples, se apaixonou pelas comodidades demasiadas, gastando o tempo terrestre em prodigalidades e tafulices, até que se rojou às derradeiras viciações nos desvarios do sexo. Observando o esposo em aventuras galantes, de modo permanente, na posição de cavalheiro rico e desocupado, quis desforrar-se, estabelecendo para si mesma desordenado culto ao prazer, mal sabendo que apenas se transviava, em lamentáveis desequilíbrios.
– E meus dois filhos, Jorge e Ernesto, ludibriados pelo fascínio do ouro com que o padrasto lhes comprava a subserviência, enlouqueceram no mesmo delírio do dinheiro fácil e se animalizaram a tal ponto que nem de leve guardam qualquer traço de minha memória, não obstante serem atualmente negociantes abastados, em idade madura...
– A esposa, no entanto, ainda se encontra no mundo físico? – arrisquei, cortando a pausa longa, para que a explicação não esmorecesse.
– Minha pobre Enedina voltou, há dez anos, abandonando o corpo pela imposição da icterícia, que lhe apareceu por verdugo invisível, evocado pelas bebidas alcoólicas. Fitando-a, edemaciada, vencida, ensaiei alarmado todos os processos de socorro à minha disposição... Atemorizava-me a perspectiva de vê-la escravizada às forças aviltantes a que se jungira sem perceber; ansiava retê-la no corpo de carne, como quem resguarda uma criança inconsciente em disfarçado refúgio. Entretanto, ai de mim! Colhida por entidades infelizes, às quais se consorciou levianamente, em vão procurei estender-lhe algum consolo, porquanto ela mesma, depois de desencarnada, se compraz na viciação, tentando a fuga impossível de si própria. Não há outro recurso senão esperar, esperar...
– E os filhos?
O amigo absorveu a isca afetiva e desenovelou os sentimentos.
A principio, falou vagamente das apreensões que lhe assomavam ao espírito agoniado. Aspirava a esquecer, alhear-se; no entanto... a retaguarda familiar no mundo lhe infligia dolorosas reminiscências difíceis de extirpar.
– É a esposa quem o aflige, assim tanto? – aventurei, procurando localizar o carnicão da mágoa que lhe abria as comportas do pranto silencioso.
Pedro fitou-me com a postura dolorida de um cão batido e respondeu:
– Há momentos, André, nos quais será preciso biografar-nos, ainda que superficialmente, para vascolejar o pretérito e extrair dele a verdade, somente a verdade...
Meditou, algo sufocado por instantes, e prosseguiu:
– Não sou homem que me deixe governar por sentimentalismos, embora aprecie as emoções pelo justo valor. Além disso, a experiência, desde muito, me ensinou a raciocinar. Há quarenta anos moro aqui e, há quase quarenta anos, a esposa compeliu-me a absoluto desinteresse do coração. Deixei-a quando a mocidade das energias físicas lhe estuava no sangue e Enedina, compreensivelmente, não pôde sustentar-se a distância das exigências femininas.
E prosseguiu esclarecendo que ela se associara a outro homem, num segundo casamento, entregando-lhe seus três filhos por enteados. Esse novo marido, entretanto, arredou-a completamente de sua convivência espiritual. Homem ambicioso, senhoreou os cabedais que ele ajuntara, logrando multiplicá-los imensamente, à força de astúcia em arrojadas empresas comerciais. E agiu com tanta leviandade que a esposa, dantes simples, se apaixonou pelas comodidades demasiadas, gastando o tempo terrestre em prodigalidades e tafulices, até que se rojou às derradeiras viciações nos desvarios do sexo. Observando o esposo em aventuras galantes, de modo permanente, na posição de cavalheiro rico e desocupado, quis desforrar-se, estabelecendo para si mesma desordenado culto ao prazer, mal sabendo que apenas se transviava, em lamentáveis desequilíbrios.
– E meus dois filhos, Jorge e Ernesto, ludibriados pelo fascínio do ouro com que o padrasto lhes comprava a subserviência, enlouqueceram no mesmo delírio do dinheiro fácil e se animalizaram a tal ponto que nem de leve guardam qualquer traço de minha memória, não obstante serem atualmente negociantes abastados, em idade madura...
– A esposa, no entanto, ainda se encontra no mundo físico? – arrisquei, cortando a pausa longa, para que a explicação não esmorecesse.
– Minha pobre Enedina voltou, há dez anos, abandonando o corpo pela imposição da icterícia, que lhe apareceu por verdugo invisível, evocado pelas bebidas alcoólicas. Fitando-a, edemaciada, vencida, ensaiei alarmado todos os processos de socorro à minha disposição... Atemorizava-me a perspectiva de vê-la escravizada às forças aviltantes a que se jungira sem perceber; ansiava retê-la no corpo de carne, como quem resguarda uma criança inconsciente em disfarçado refúgio. Entretanto, ai de mim! Colhida por entidades infelizes, às quais se consorciou levianamente, em vão procurei estender-lhe algum consolo, porquanto ela mesma, depois de desencarnada, se compraz na viciação, tentando a fuga impossível de si própria. Não há outro recurso senão esperar, esperar...
– E os filhos?
CONTINUA AMANHÃ
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Louvem-vos todos os povos, tribos e línguas; com suma alegria e
ardente devoção glorifiquem o vosso santo e dulcíssimo nome.
E todos
aqueles que com devoção e reverência consagram vosso augusto Sacramento e
com viva fé o recebem, mereçam achar graça e misericórdia diante de vós
e peçam a Deus humildemente por mim, pecador.
E quando tiverem
conseguido e desejada devoção e o gozo da união convosco e voltarem da
mesa sagrada, consolados e maravilhosamente recreados, dignem-se
lembrar-se também deste pobre. ( Do ardente amor e veemente desejo de
receber a Cristo)
Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.
Mas isso só você saberá entender.
PENSAMENTO DO DIA
Aprenda com os erros
alheios. Você não conseguiria viver tempo suficiente para cometê-los todos
sozinho. Aproveite bem o tempo. Já é bem mais tarde do que pensas.
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