É preciso VIVER além de simplesmente existir.
A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
SOMBRAS DO PASSADO - Livro de Haroldo Freitas
CONTINUAÇÃO
Dois meses depois, em uma manhã ensolarada
de verão, Carol dava entrada no mesmo Hospital que, um pouco antes, quase
perdera a sua vida e a do filho. Hoje, acompanhada de seus pais e avó, estava
de volta, para dar luz ao seu filho. Luz que já estava brilhando na Família de
D. Beatriz.
Ronaldo e Cida estavam frequentando a Associação
Espírita Nossa Casa. Ela fazendo o Curso de Desenvolvimento Mediúnico e ele de
Doutrinador, além, é claro, de ajudarem nos trabalhos da Casa, como simples
colaboradores.
Carol, devido a gravidez ter sido de
risco, não frequentava assiduamente, mas pelo menos uma vez por semana,
comparecia ao Centro.
O Médico Obstetra de Carol era o Dr. Adilson,
que acompanhou desde o dia que foi internada no Hospital, pela primeira vez.
Por motivos óbvios e a sua gravidez ser de
risco, deu muita dor de cabeça para D. Beatriz, que apesar da reconciliação de
Ronaldo e Cida, Carol passou a morar com a avó. Todo o dia Cida a visitava e
Ronaldo aproveitava os finais de semana para ver a filha, quando não iam todos
para a casa da praia.
Rodrigo formou-se em Medicina e a entrega
do Diploma e Festa de Formatura estavam programados para o dia 24 de janeiro de
2.000.
As dez e quinze daquele dia, dezoito de Dezembro
de 1.999 nascia um lindo menino, filho de Carol.
Ela, D. Beatriz e Cida escolheram o nome do
menino: ADILSON MANOEL, em justa homenagem à duas pessoas, que entre outras,
contribuíram, ativamente, para o nascimento de mais um filho de DEUS, o nosso
Pai Celestial.
Dois dias após o nascimento do pequeno
Pimpolho, descia a escada do Hospital, uma família feliz, composta de D.
Beatriz, Ronaldo, Cida, Rodrigo, Carol e o pequeno Adilson Manoel. Todos unidos
e abraçados. D. Beatriz levantou os olhos para o alto e falou baixinho.
- Obrigada Pai por permitires o desenho
deste quadro. Reconheço que pouco plantei, mas a minha colheita está sendo
farta e maravilhosa. Oh PAI! Não tenho palavras para de agradecer.
- Vó com quem a senhora estava falando?
- Com DEUS, meu neto.
ISBN -
BN – 439.589
1ª Edição
Capa: Bruno
Campestrini e Silva
Todos os
direitos reservados. Proibida a reprodução, o armazenamento ou a transmissão,
no todo ou em parte, através de quaisquer meios.
Todos os
personagens desta obra são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é
mera coincidência.
FIM
domingo, 29 de julho de 2012
CONSELHO DO DIA
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
Voz do Amado
Foge do desejo curioso e inútil de investigar este
profundíssimo mistério, se não te queres afogar num abismo de dúvidas.
Quem quer perscrutar a majestade será oprimido por sua glória (Prov
25,27).
Mais pode Deus fazer, que o homem compreender.
Contudo é
permitida uma piedosa e humilde investigação da verdade, que sempre está
inclinada a ser instruída e segue a sã doutrina dos Santos Padres.
Certamente estas palavras se referem a alguma necessidade sua.
Mas isso só você saberá entender.
Mas isso só você saberá entender.
MENSAGEM DIÁRIA
Os obstáculos não são problemas na nossa vida,
pois são eles que fazem com que sintamos a emoção de viver.
SOMBRAS DO PASSADO - Livro de Haroldo Freitas
CONTINUAÇÃO
o desejo de
vê-la morta e terminou contando que D. Beatriz recebera uma denuncia dizendo
que a Cida iria ao Hospital, naquela manhã, para envenená-la, depois mataria o
marido e se suicidava. O Dr. Adilson pediu que ele desse o nome do denunciante,
para que pudesse ter base para chamar a Policia. Manoel não poderia contar que
a denuncia fora feita em uma sessão Espírita, além de não ter valor jurídico,
provavelmente, o Dr. Adilson não aceitaria e, ainda, poderia desacreditar de
toda a realidade. Resolveu assumir a responsabilidade, dizendo que o
denunciante era ele e que escutara uma conversa da Cida com uma amiga, na qual,
dizia o que ia fazer com a vagabunda da filha e com o marido infiel.
O Dr. Adilson estava em dúvida. Achava
anormal o comportamento de Cida, porém, as acusações de Manoel não tinham
provas concretas. Manoel, vendo o dilema do médico e com receio que ele agisse
pela lógica, ou seja, dá razão à mãe, jogou a última cartada.
- Doutor, vamos fazer o seguinte: o senhor
manda revistar a bolsa da Cida e se não for encontrado algo que comprove a
minha acusação, eu assumo toda responsabilidade. Assino uma declaração dizendo
que tudo foi invenção minha e que queria que a D. Beatriz se afastasse da
família, para que eu pudesse ficar com os bens dela.
Ainda indeciso, o Dr. Adilson perguntou:
- No caso de D. Cida ser inocente,
resolver processar o Hospital e você se negar a assumir a culpa, o que posso
fazer, a não ser me demitir e responder inquérito Judicial e do Conselho
Médico, podendo ser preso e ter o Diploma cassado.
- Doutor, tome os meus documentos e me dê
uma folha de papel em branco, para eu assinar.
Vendo tanta convicção em Manoel, deu uma
folha em branco para ser assinada, conferiu a assinatura, acertou como iria
agir e disse:
- Vamos lá Manoel e seja feita a Vontade e
a Justiça de DEUS.
Manoel agradeceu a confiança dizendo que
ele não se arrependeria.
Chegando à sala onde as duas estavam a sua
decisão, falou:
- Minhas senhoras, já tomei uma decisão,
espero que seja aceita sem tumulto, porque, em caso contrário, a segurança do
Hospital tomará as providências cabíveis. Ouvi o Sr. Manoel, que embora fosse
muito detalhista em narrar os fatos, não me convenceu e resolvi, dentro da
lógica, dá razão à mãe, que é soberana sobre os filhos, até prova em contrário
e, como neste caso não foram apresentadas provas visuais e concretas, a D. Cida
está autorizada a visitar à filha e conforme solicitação da mesma, A D. Beatriz
está proibida de visitar a neta, em quanto aqui ela estiver internada.
- Isso é um absurdo. A Cida vai matar a
filha. Manoel não deixe que este crime, anunciado, seja cometido. Você, mais
que qualquer um, sabe a verdade. Ontem a noite...
Manoel tampou a boca de D. Beatriz com a
mão e falou baixinho:
- Calma D. Beatriz, acredite na Justiça de
DEUS. Eu e o Dr. Adilson combinamos tudo, aguarde o final. A sua nora terá uma
grande surpresa.
- Que emocionante, os dois pombinhos
abraçados. A velha descarada e o jovem gigolô. Doutor retire daqui esses dois
vigaristas, como o senhor bem disse, eles não têm motivos para permanecerem no
Hospital.
- Calma D. Cida, eles já vão se retirar. A
senhora está autorizada a subir até o apartamento da sua filha, que já deve ter
sido transferida da UTI.
- Muito obrigada Doutor e para vocês tchauzinho.
Os fortes sempre vencem.
- Um momento D. Cida. Como é norma do
Hospital, os visitantes precisam ter os seus pertences verificados antes de
adentrarem à ala dos enfermos. A senhora sabe como é, as vezes, até comida e
tóxicos são encontrados nas revistas. Por gentileza entregue a sua bolsa à
segurança.
- Era só o que faltava. Eu uma mulher honesta,
de bem e da Alta Sociedade Paulistana, ser revistada em uma espelunca. Jamais
consentirei essa barbaridade. Estou subindo e não ouse me impedir. Processo
vocês por danos morais.
O Dr. Adilson mandou o Segurança segurá-la
e revistar a sua bolsa.
Cida tentou correr, mas foi dominada e
quando a sua bolsa foi aberta, encontraram uma Pistola e um frasco cheio de pó
branco, que depois de analisado, foi constatado ser estricnina.
A Policia foi chamada e Cida foi conduzida
à Delegacia. O Dr. Adilson, D. Cida e o Manoel, também, foram à Delegacia, em
carro particular, para prestarem depoimento.
Lá encontraram o Ronaldo, que foi avisado
por sua mãe.
Depois de tudo esclarecido e com os pedidos
de D. Beatriz e do Manoel e a retirada da queixa pelo Dr. Adilson, o Delegado,
que era Espírita e entendia do assunto de obsessão, resolveu depois das partes
assinarem um Termo de Ajustamento e Conduta, não registrar a ocorrência como
tentativa de homicídios e, sim, como desentendimento familiar.
Particularmente, aconselhou o Ronaldo a
frequentar um Centro Espírita, juntamente com a sua esposa, pois, lá era o
único lugar que poderia solucionar aquele problema, que quase se tornara uma
tragédia.
CONTINUA AMANHÃ
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