quarta-feira, 30 de maio de 2012

OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO 

CAPÍTULO 40 
RUMO AO CAMPO 

Quase todos os servidores espirituais puseram-se a caminho de tarefas variadas. Somente alguns amigos permaneceriam na residência de Dona Isabel, em missão de auxílio e vigilância. 
Notei que Aniceto continuava distribuindo instruções diversas, dirigindo-se, em caráter confidencial, a determinados companheiros, a respeito da missão que lhe confiara Telésforo. 
Antes do meio-dia, porém, convidou-nos a acompanhá-lo. – Na oficina – disse-nos, bondoso – encontramos revigoramento imprescindível ao trabalho. 
Recebemos reforços de energia, alimentamo-nos convenientemente para prosseguir no esforço, mas convenhamos que, para muitos de nós, a noite representou uma série de atividades longas e exaustivas. Necessitamos de algum descanso. 
Voltaremos ao crepúsculo. 
Aonde iríamos? 
Ignorava. 
Recordei que, de fato, se alguns haviam repousado no santuário doméstico, durante a noite, a maioria havia trabalhado intensamente, e conclui que, se muitos pela manhã haviam tomado rumo às obrigações, outros teriam buscado o repouso indispensável. – Aonde vão? – perguntou um companheiro da vigilância, que se fizera nosso amigo. 
Antes que respondêssemos, Aniceto esclareceu: – Vamos ao campo. 
E, dirigindo-se especialmente a Vicente e a mim, considerou: – Utilizemos a volitação, mesmo porque não temos objetivos imediatos no centro urbano.  
Notei que movimentava agora minhas faculdades volitantes com facilidade crescente. 
A excursão educativa, com escala pelo Posto de Socorro de Campo da Paz, fizera-me grande bem. 
Melhorara em adestramento, sentia-me fortalecido ante as vibrações de ordem inferior, mobilizava os recursos próprios sem dificuldade. 
Reparei, igualmente, que minhas possibilidades visuais cresciam sensivelmente. 
Volitando, não observara, até então, o que agora verificava, extremamente surpreendido. Dantes, via somente os homens, os animais, veículos e edifícios chumbados ao solo. 
Agora, a visão dilatava-se. 
Reconhecia, de longe, o peso considerável do ar que se agarrava à superfície. 
Tive a impressão de que nadávamos em alta zona do mar de oxigênio, vendo em baixo, em águas turvas, enorme quantidade de irmãos nossos a se arrastarem pesadamente, metidos em escafandros muito densos, no fundo lodoso do oceano. – Estão vendo aquelas manchas escuras na via pública? – indagava nosso orientador, percebendo-nos a estranheza e o desejo de aprender cada vez mais. 
Como não soubéssemos definir com exatidão, prosseguia explicando: – São nuvens de bactérias variadas. 
Flutuam quase sempre também, em grupos compactos, obedecendo ao princípio das afinidades. Reparem aqueles arabescos de sombra... E indicava-nos certos edifícios e certas regiões citadinas. – Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros!... 
São zonas de matéria mental inferior, matéria que é expelida incessantemente por certa classe de pessoas. 
Se demorarmos em nossas investigações, veremos igualmente os monstros que se arrastam nos passos das criaturas, atraídos por elas mesmas... Imprimindo grave inflexão às palavras, considerou:  – Tanto assalta o homem a nuvem de bactérias destruidoras da vida física, quanto as formas caprichosas das sombras que ameaçam o equilíbrio mental. 
Como vêem, o “orai e vigiai” do Evangelho tem profunda importância em qualquer situação e a qualquer tempo. 
Somente os homens de mentalidade positiva, na esfera da espiritualidade superior, conseguem sobrepor-se às influências múltiplas de natureza menos digna. 
Interessado, contudo, em maior esclarecimento, perguntei: – Mas a matéria mental emitida pelo homem inferior tem vida própria como o núcleo de corpúsculos microscópicos de que se originam as enfermidades corporais? 
O mentor generoso sorriu singularmente e acentuou: – Como não? Vocês, presentemente, não desconhecem que o homem terreno vive num aparelho psicofísico. 
Não podemos considerar somente, no capítulo das moléstias, a situação fisiológica propriamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. 
Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. 
Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medicina da alma absorverá a medicina do corpo. 
Poderemos, na atualidade da Terra, fornecer tratamento ao organismo de carne. 
Semelhante tarefa dignifica a missão do consolo, da instrução e do alívio. 
Mas, no que concerne à cura real, somos forçados a reconhecer que esta pertence exclusivamente ao homem- espírito. – Deus meu! – exclamou Vicente, espantado – a que perigos está submetido o homem comum! – Por isso – tornou Aniceto, cuidadoso –, a existência terrestre é uma gloriosa oportunidade para os que se interessam pelo conhecimento e elevação de si mesmos. 
E, por esta mesma razão, ensinamos a necessidade da fé religiosa entre as criaturas humanas. 
Desenvolvendo essa campanha, não pretendemos intensificar as paixões nefastas do sectarismo, mas criar um estado positivo de confiança, otimismo e ânimo sadio na mente de cada companheiro encarnado. 
Até agora, apenas a fé pode proporcionar essa realização. 
As ciências e as filosofias preparam o campo; entretanto, a fé que vence a morte, é a semente vital. 
Possuindo-lhe o valor eterno, encontra o homem bastante dinamismo espiritual para combater até à vitória plena em si mesmo. Compreendendo que precisaria completar o esclarecimento, exclamou, depois de pausa mais longa: – Todos precisamos saber emitir e saber receber. 
Para alcançarem a posição de equilíbrio, nesse mister, empenham-se os homens encarnados e nós outros, em luta incessante. 
E já que conhecemos alguma coisa da eternidade, é preciso não esquecer que toda queda prejudica a realização, e todo esforço nobre ajuda sempre. 
As explicações recebidas não poderiam ser mais claras. 
Aquela visão, porém, de ruas repletas de pontos sombrios a se deslocarem vagarosos, atingindo homens e máquinas, nas vias públicas, assombrava-me. 
Sequioso de ensinamentos, tornei ao assunto: – A lição para mim tem valores incalculáveis. 
E quando penso no alto poder reprodutivo da flora microbiana... Aniceto, contudo, não me deixou terminar. 
Conhecendo, de antemão, minha pergunta natural, cortou-me a frase, exclamando: – Sim, André, se não fosse o poder muito maior da luz solar, casada ao magnetismo terrestre, poder esse que destrói intensivamente para selecionar as manifestações da vida, na esfera da Crosta, a flora microbiana de ordem inferior não teria permitido a  existência dum só homem na superfície do globo. 
Por esta razão, o solo e as plantas estão cheios de princípios curativos e transformadores. 
E, abanando significativamente a cabeça, concluiu: – Nada obstante esse poder imenso, recurso divino, enquanto os homens, herdeiros de Deus, cultivarem o campo inferior da vida, haverá também criações inferiores, em número bastante para a batalha sem tréguas em que devem ganhar os valores legítimos da evolução. 

CONTINUA AMANHÃ

A BIBLIA E O ESPIRITISMO - PARTE 3

terça-feira, 29 de maio de 2012

PEDIDO DE CARIDADE

PEDIDO DE CARIDADE 

Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados. 
São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas.
 Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados. 

O Lar necessita de:

ALIMENTOS – MATERIAL DE LIMPEZA – FRALDAS GERIÁTRICAS (TAMANHO M E G) – ROUPAS (FEMININA E MASCULINA) – LENÇÓIS – INGREDIENTE PARA MINGAU. 

CONTATO:- FREI FLORISVALDO 

TEL. 71 – 3207-7033 E-MAIL – 
contato@larfreilucas.org.br SITE –
 www.larfreilucas.org.br

CONSELHO DO DIA

CONSELHO DO DIA 

Filho, quem procura subtrair-te à obediência aparta-se também da graça; e quem procura favores particulares perde os comuns. 
Aquele que não se sujeita pronta e de boa mente a seu superior, mostra que sua carne não lhe obedece ainda prontamente, mas muitas vezes se revolta e resmunga. 
Aprende, pois, a sujeitar-te prontamente a teu superior, se queres subjugar a própria carne, porque facilmente se vence o inimigo exterior quando o homem interior não está assolado. 
Pior inimigo e mais perigoso não tem a alma, que tu mesmo, quando não obedeces ao espírito. 
Se quiseres vencer a carne e o sangue, deves compenetrar-te do sincero e absoluto desprezo de ti mesmo. Mas porque ainda te amas desordenadamente, por isso te repugna sujeitar-te de todo à vontade dos outros.

PENSAMENTO DO DIA


Se não houver frutos, valeu a beleza das flores, se não houver flores, valeu a sombra das folhas. 

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA


O que se leva dessa vida é a vida que se leva. 

Autor: Desconhecido

OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO 

CAPÍTULO 39 
TRABALHO INCESSANTE 

Ao alvorecer, observei que Aniceto recebia numerosos amigos, com os quais se entendeu em particular. Informou-nos o estimado orientador, por espírito de delicadeza, que trazia consigo incumbências várias, de acordo com as instruções de Telésforo, das quais era forçado a tratar em caráter privado, não nos ocultando, todavia, o objetivo essencial, que era, ao que disse, o combate ativo a uma grande cooperativa de desencarnados ignorantes, congregados para o mal. Enquanto ele se mantinha em conversação íntima, ouvíamos, por nossa vez, outros amigos da faina espiritual. 
O dia raiava, agora, com soberano esplendor. 
Tínhamos a impressão de que a chuva da noite varrera as sombras do firmamento. Pelo número de trabalhadores espirituais que pernoitaram na casinha humilde, reconheci a importância daquele núcleo de serviço, tão apagado aos olhos do mundo. 
Uma senhora, que se aproximara de nós, exclamava, comovida: – Que o Senhor recompense a nossa irmã Isabel, concedendolhe forças para resistir às tentações do caminho. Por haver descansado neste pouso de amor, pude encontrar minha pobre filha, desviando-a do suicídio cruel. 
Graças à Providência Divina! Incapaz de sofrear o desejo de aprender, perguntei, curioso: – Mas como a encontrou, minha irmã? – Em sonho – respondeu a velhinha bondosa.  
Minha Dalva ficou viúva há três anos e, faz onze meses, deixei-a só, por haver também desencarnado. 
A pobrezinha não tem resistido ao sofrimento quanto devera e deixou-se empolgar por entidades maléficas, que lhe tramam a ruína. 
Embalde me aproximo dela, durante o dia, mas, com a mente engolfada em negócios e complicações materiais, não me pôde sentir a influenciação. 
Precisava encontrar-me com ela à noite e isso não era fácil, porque não tenho bastante elevação espiritual para operar sozinha e o grupo em que sirvo não poderia demorar na Crosta uma noite inteira por minha causa. 
Foi então que uma amiga me trouxe a este posto de serviço de “Nosso Lar”. 
Aqui descansei e pude agir com os grupos de tarefa permanente, ajudada por infatigáveis operários do bem. – E conseguiu seus fins com facilidade? – indagou Vicente, interessado. – Graças a Jesus! – respondeu a senhora, evidenciando enorme satisfação – agora sei que minha filha recebeu meus alvitres carinhosos de mãe e estou certa de que me atenderá as rogativas. – Escute, minha amiga – interroguei –, há muitos postos de “Nosso Lar”, como este? – Ao que me informaram, há regular número deles, não somente aqui, mas também noutras cidades do país, além de numerosas oficinas que representam outras colônias espirituais, entre as criaturas corporificadas na Terra. 
Nesses núcleos, há sempre possibilidades avançadas, imprescindíveis ao nosso abastecimento para a luta. 
Nesse instante, dois camaradas que nos haviam dirigido a palavra durante a noite, despertando-nos sincera simpatia, apresentaram- nos saudações. – Mas, como? – perguntei – retiram-se tão cedo?  
Vamos ao trabalho – respondeu-me um deles –; hoje, à noite, realizar-se-á o estudo evangélico e devemos auxiliar os irmãos ignorantes e sofredores que estejam em condições de vir até aqui. – Há também semelhante tarefa? – indaguei, espantado. – Como não, meu caro? 
O próprio Jesus já dizia, há muitos séculos, que a seara é grande. 
Há trabalho para todos. 
E cumprenos reconhecer que esta oficina de assistência cristã funciona, há quase vinte anos, de maneira incessante. – Vocês, no entanto – interroguei –, permanecem aqui desde os primórdios da fundação? 
O interlocutor esclareceu prontamente: – Não. Muitos, como nós, fazem aqui estágios de serviço. Somente alguns cooperadores de Isidoro e Isabel aqui estacionam desde o início da instituição. 
Nós outros, contudo, não nos demoramos em trabalho por mais de dois anos consecutivos. Um posto, como este, é sempre uma escola ativa e santa, e os que se encontrem no clima da boa vontade não devem perder ensejo de aprender. – 
Desculpem-me tantas interrogativas – tornei –, mas estimaria saber se vocês são os únicos com as atribuições de recrutar os que ignoram e sofrem, para a instrução e o consolo. – 
Não. Hildegardo e eu somos auxiliares apenas de alguns quarteirões no centro urbano. 
Nesse ramo de socorro, os colaboradores são numerosos. 
A essa altura, um dos irmãos, que me parecia integrar o corpo de orientação da casa, aproximou-se e falou ao nosso interlocutor, de maneira especial: – Vieira, recomendo a você e ao Hildegardo a melhor observância do nosso critério doutrinário. 
Será inútil trazerem até aqui entidades vagabundas ou de má fé, obedecendo aos alvitres da  simpatia pessoal. 
Não podemos perder tempo com Espíritos escarninhos e ociosos, nem com aqueles que se aproximam de nossa tenda alimentando certas intenções de natureza inferior. 
Não faltarão providências de Jesus para essa gente, em outra parte. 
Lembrem-se disso. 
Não é falta de caridade, é compreensão do dever. 
Temos um programa de trabalho muito sério, no capitulo da evangelização e do socorro, não podemos abusar da concessão de nossos maiores da Espiritualidade Superior. 
Quem aceita um compromisso não vive sem contas. Por muito que vocês amem a alguma entidade ociosa ou irônica, não facilitem os abusos dela. 
Ajudem-na de maneira individual, quando disponham de tempo e possibilidades para isso. 
Não arrastem o grupo a dificuldades. 
Não se esqueçam de que existem determinados núcleos de tarefa para os surdos e cegos voluntários. 
Vieira e o colega fizeram-se palidíssimos, não respondendo palavra. 
Quando o orientador se afastou, sereno e ativo, Vieira explicou, desapontado: – Recebemos uma admoestação justa. E porque visse nosso desejo de aprender, prosseguiu, atencioso: – Infelizmente, Hildegardo e eu temos alguns parentes desencarnados em dolorosas condições espirituais. 
Na reunião passada, trouxemos meu tio Hilário e o primo Carlos, embora soubéssemos que ambos não se encontram preparados para reflexões sérias, pelo desrespeito às leis divinas em que se movimentam, nos ambientes inferiores. Manifestaram-se ambos, porém, tão desejosos de renovação, que ouvimos, acima de tudo, a simpatia pessoal, esquecendo a necessidade de preparação conveniente. 
Vieram conosco, sentaram-se entre os ouvintes numerosos. 
Mas, em meio dos estudos evangélicos, tentaram assaltar as faculdades mediúnicas da irmã Isabel, para transmissão de uma mensagem de teor menos edificante. 
Sentindo-nos a vigilância e surpreendidos pelos cooperadores desta santificada oficina, revoltaram-se, estabelecendo grande distúrbio. 
Não fossem as barreiras magnéticas do serviço de guarda, teriam causado males muito sérios. 
Assim, a reunião foi menos frutuosa, pela grande perda de tempo. 
Ora, naturalmente, fomos responsabilizados... – Meu Deus! – exclamou Vicente, admirado – quanta lição nova! – Ah! sim, meu amigo – tornou Vieira, resignado –, aqui não devemos abusar tanto do amor, como no circulo carnal! 
Ninguém está impedido de ajudar, querer bem, interceder; todos podemos auxiliar os que amamos, com os recursos que nos sejam próprios, mas a palavra “dever” tem aqui uma significação positiva para quem deseje caminhar sinceramente para Deus. 

CONTINUA AMANHÃ

A BIBLIA E O ESPIRITISMO - PARTE 2

segunda-feira, 28 de maio de 2012

PEDIDO DE CARIDADE

Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados. 

São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas. 

Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados.

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CONSELHO DO DIA

Oh! Quanto foi o fervor de todos os religiosos, nos primeiros tempos de seus santos institutos! 

Quanta piedade na oração! 

Que emulação nas virtudes! 

Que austera disciplina vigorava então! 

Que respeito e obediência aos preceitos do superior reluzia em todos! 

Os vestígios que deixaram ainda atestam que foram verdadeiramente varões santos e perfeitos os que em tão renhidos combates venceram o mundo. 

Hoje já se considera grande quem não é transgressor da regra e com paciência suporta o jugo que se impôs.

PENSAMENTO DO DIA


Nunca despreze os pequenos quando está a subir, pois poderá encontrá-los quando estiver a descer. 

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA


Cada um recebe de acordo com o que dá. Se você der ódios e indiferenças, há de recebê-los de volta. Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e amor. 

Autor: Desconhecido

OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO 

CAPÍTULO 38 
ATIVIDADE PLENA 

   No salão acolhedor de Dona Isabel, permanecíamos em plena atividade. 
   Lá fora, começara o aguaceiro forte, mas tínhamos a nítida impressão de grande distância da chuva torrencial. 
   Logo às primeiras horas da madrugada, o movimento intensificou- se. Muita gente ia e vinha. – Numerosos irmãos – explicou o orientador – encontram-se neste pouso de trabalho espiritual, na esfera a que os encarnados chamariam sonho. 
   Não é fácil transmitir mensagens de teor instrutivo, nessa tarefa, utilizando lugares comuns, contaminados de matéria mental menos digna. Nas oficinas edificantes, porém, onde conseguimos acumular maiores quantidades de forças positivas da espiritualidade superior, é possível prestar grandes benefícios aos que se encontram encarnados no planeta. 
   Acentuei minhas observações, verificando que muitas das pessoas recém-chegadas pareciam convalescentes, titubeantes... 
   Algumas se mantinham de pé, sob o amparo de braços carinhosos. 
   Eram os amigos encarnados a se valerem do desprendimento parcial, pelo sono físico, que se reuniam a nós, aproveitando o auxílio de entidades generosas e dedicadas. Reconhecia, entretanto, que a maior parte não entendia, com precisão, o que se lhes desejava dizer. 
   Muitos pareciam doentes, incompreensivos. 
   Sorriam infantilmente, revelando boa vontade na recepção dos conselhos, mas grande incapacidade de retenção. 
   Eu estudava os quadros ambientes, com justa estranheza. 
   Sempre cuidadoso, Aniceto veio ao encontro de nossa perplexidade. – Os Espíritos encarnados – disse –, tão logo se realize a consolidação dos laços físicos, ficam submetidos a imperiosas leis dominantes na Crosta. 
   Entre eles e nós existe um espesso véu. É a  -  muralha das vibrações. 
   Sem a obliteração temporária da memória, não se renovaria a oportunidade. Se o nosso campo lhes fora francamente aberto, olvidariam as obrigações imediatas, estimariam o parasitismo, prejudicando a própria evolução. Eis porque raramente estão lúcidos ao nosso lado. 
   Na maioria dos casos, junto de nós, permanecem vacilantes, enfraquecidos... Vejam aquela jovem senhora encarnada, em conversa com a vovozinha que trabalha conosco, em “Nosso Lar”. Assim dizendo, Aniceto indicou um grupo mais próximo. 
   A anciã, de olhos brilhantes e gestos decididos, abraçava-se à neta, lânguida e palidíssima. – Nieta – exclamava a velhinha, em tom firme –, não dês tamanha importância aos obstáculos. 
   Esquece os que te perseguem, a ninguém odeies. Conserva tua paz espiritual, acima de tudo. 
   Tua mãe não te pode valer agora, mas crê na continuidade de nossa vida. 
   A vovó não te esquecerá. 
   A calúnia, Nieta, é uma serpente que ameaça o coração; entretanto, se a encararmos de frente, fortes e tranqüilas, veremos, a breve tempo, que a serpente não tem vida própria. 
  É víbora de brinquedo a se quebrar como vidro, pelo impulso de nossas mãos. 
   E, vencido o espantalho, em lugar da serpente, teremos conosco a flor da virtude. 
  Não temas, querida! Não percas a sagrada oportunidade de testemunhar a compreensão de Jesus!... 
  A jovem senhora não respondia, mas seus olhos semilúcidos estavam cheios de pranto. Demonstrava no gesto vago uma consolação divina, recostada ao seio carinhoso da devotada velhinha. – Esta irmã se lembrará de tudo, ao despertar no corpo físico? – perguntei, intrigado, ao nosso orientador. 
  Aniceto sorriu e esclareceu: – Sendo a avó superior e ela inferior, e, examinando ainda a condição dos planos de vida em que ambas se encontram, a jovem   encarnada está sob o domínio espiritual da benfeitora. 
  Entre ambas, portanto, há uma corrente magnética recíproca, salientandose, porém, que a vovó amiga detém uma ascendência positiva. 
  A neta não vê o ambiente com precisão, nem ouve as palavras integralmente. 
  Não esqueçamos que o desprendimento no sono físico vulgar é fragmentário e que a visão e a audição, peculiares ao encarnado, se encontram nele também restritas, O fenômeno, pois, é mais de união espiritual que de percepções sensoriais, propriamente ditas. 
  A jovem está recebendo consolações positivas, de Espírito a Espírito. Não se recordará, despertando nos véus materiais mais grosseiros, de todas as minúcias deste venturoso encontro que acabamos de presenciar. 
   Acordará, porém, encorajada e bem disposta, sem poder identificar a causa da restauração do bom ânimo. 
   Dirá que sonhou com a avó num lugar onde havia muita gente, sem recordar as minudências do fato, acrescentando que viu, no sonho, uma cobra ameaçadora, que logo se transformou em serpente de vidro, quebrando-se ao impulso de suas mãos, para transformar-se em perfumosa flor, da qual ainda conserva a lembrança agradável do aroma. 
   Afirmará que soberano conforto lhe invadiu a alma e, no fundo, compreenderá a mensagem consoladora que lhe foi concedida. – Não se lembrará, contudo, das palavras ouvidas? – indagou Vicente, curioso. – Precisaria ter adquirido profunda lucidez no campo da existência física – prosseguiu Aniceto, explicando – e devo esclarecer que recordará as imagens simbólicas da víbora e da flor, porque está em relação magnética com a veneranda avozinha, recebendolhe a emissão de pensamentos positivos. 
   A benfeitora não fala apenas. 
  Está pensando fortemente também. A neta, todavia, não está ouvindo ou vendo pelo processo comum, mas está percebendo claramente a criação mental da anciã amiga e dará notícia exata dos símbolos entrevistos e arquivados na memória real e  profunda. 
  Desse modo, não terá dificuldade para informar-se quanto à essência do que a bondosa avó deseja transmitir-lhe ao coração sofredor, compreendendo que a calúnia, quando fere uma consciência tranqüila não passa de serpente mentirosa, a transformar- se em flor de virtude nova, quando enfrentada com o valor duma coragem serena e cristã. 
  A lição fora profundamente significativa para mim. 
  Começava a adquirir amplas noções do intercâmbio entre as duas esferas. 
  Pensei no longo esforço dos que indagam o mundo dos sonhos. 
  Quanta riqueza psíquica, suscetível de conquista, se os pesquisadores conseguissem deslocar o centro de estudo, das ocorrências fisiológicas para o campo das verdades espirituais! 
  Lembrei a psicanálise, a tese freudiana, as manifestações instintivas, inferiores. 
  Percebendo-me as elucubrações, o devotado mentor dirigiume a palavra de maneira especial: – Freud – asseverou Aniceto – foi um grande missionário da Ciência; no entanto, manteve-se, como qualquer Espírito encarnado, sob certas limitações. 
  Fez muito, mas não tudo, na esfera da indagação psíquica. Pela pausa do nosso instrutor, percebi que ele não desejava entrar em minucioso exame da teoria famosa. 
  Lembrando, porém, a extraordinária importância atribuída pelo grande cientista às tendências inferiores, indaguei, um tanto tímido: – Haverá, porém, centros de reunião para os espíritos desequilibrados no mal, como acontece, aqui, aos amigos interessados no bem? O generoso mentor sorriu, benévolo, e falou: – Não haja dúvidas quanto a isto. 
   Através das correntes magnéticas suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições  permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo destruidor, tentações diversas. 
  Ainda são poucos, relativamente, os irmãos encarnados que sabem dormir para o bem... 
  E, fazendo um gesto por demais expressivo, concluiu: – Livre-nos o Senhor de cair novamente... 

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A BIBLIA E O ESPIRITISMO - PARTE 1

domingo, 27 de maio de 2012

CARIDADE

PEDIDO DE CARIDADE 

Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados. 

São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas. 

Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados.

 O Lar necessita de:

ALIMENTOS – MATERIAL DE LIMPEZA – FRALDAS GERIÁTRICAS (TAMANHO M E G) – ROUPAS (FEMININA E MASCULINA) – LENÇÓIS – INGREDIENTE PARA MINGAU. 

CONTATO:- FREI FLORISVALDO 
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CONSELHO DO DIA

Senhor, meu Deus!

 Preveni vosso servo com as bênçãos de vossa doçura, para que mereça digna e devotamente chegar-me a vosso augusto Sacramento. 

Despertai meu coração para vós e tirai-me deste profundo entorpecimento. 

 "Visitai-me com vossa graça salutar" (Sl 105,4), para que goze em espírito vossa doçura, que com abundância está oculta neste Sacramento, como em sua fonte.

Iluminai também meus olhos para contemplar tão alto mistério, e fortalecei-me para crer nele com fé inabalável. 

Porque é obra vossa e não de poder humano, sagrada instituição vossa, não invenção dos homens. 

 Ninguém, com efeito, se si mesmo é capaz de conceber e compreender este mistério, que transcende à própria inteligência dos anjos. 

Que, pois, poderei eu, pecador indigno, pó e cinza, investigar e compreender de tão alto e sagrado mistério?

PENSAMENTO DO DIA


Aquele que é simples não tenta esconder o que é feio ou desperdício, porque em sua pureza esses traços inexistem. Há realeza nas maneiras e graciosidade no comportamento, mas isto não rouba sua originalidade nem o compele à artificialidade. 

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA


Se todos que falassem mal de mim soubessem o que eu penso sobre eles, falariam bem melhor... Enquanto eles perdem tempo com isso, eu alcanço meus objetivos. 

Autor: Desconhecido

OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO 

CAPÍTULO 37 
NO SANTUÁRIO DOMÉSTICO 

Terminado o culto familiar, um dos companheiros também rendeu graças. – Esperemos que esses celeiros de sentimentos se multipliquem – disse Aniceto, sensibilizado. – O mundo pode fabricar novas indústrias, novos arranha-céus, erguer estátuas e cidades, mas, sem a bênção do lar, nunca haverá felicidade verdadeira. – Bem-aventurados os que cultivam a paz doméstica – exclamou uma senhora simpática, que estivera presente ao nosso lado, durante a reunião. 
Dois cooperadores de “Nosso Lar” serviram-nos alimentação leve e simples, que não me cabe especificar aqui, por falta de termos analógicos. – Em oficinas como esta – explicou o instrutor amigo – é possível preservar a pureza de nossas substâncias alimentícias, Os elementos mais baixos não encontram, neste santuário, o campo imprescindível à proliferação. 
Temos bastante luz para neutralizar qualquer manifestação da treva. 
E, enquanto a família humana de Isidoro fazia frugal refeição de chá com torradas, numa saleta próxima, fazíamos nós ligeiro repasto, entremeado de palestra elevada e proveitosa. 
O ambiente continuou animado, em teor de franca alegria. 
Depois das vinte e três horas, a viúva recolheu-se com os filhos, em modesto aposento. 
Intraduzível a nossa sensação de paz. Aniceto, Vicente e eu, em companhia doutros amigos, fomos ao pequeno jardinzinho que rodeava a habitação. 
As flores veludosas recendiam. 
A claridade espiritual ambiente, como que espancava as sombras da noite. 
Respirando as brisas cariciosas que sopravam da Guanabara, reparei, pela primeira vez, no delicado fenômeno, que não havia observado até então. 
Uma pequena carinhosa, enquanto a mãezinha palestrava com um amigo, despreocupadamente, colheu um cravo perfumoso, num grito de alegria. 
Vi a menina colher a flor, retirá-la da haste, ao mesmo tempo que a parte material do cravo emurchecia, quase de súbito. 
A senhora repreendeu-a, com calor: – Que é isso, Regina? Não temos o direito de perturbar a ordem das coisas. 
Não repitas, minha filha! Desgostaste a mamãe! 
Aniceto, sorrindo bondoso, explicou discretamente: – Esta é a nossa Irmã Emilia, servidora em “Nosso Lar”, que vem ao encontro do esposo ainda encarnado. – E ele virá até aqui? – interrogou Vicente, curioso. – Virá pelas portas do sono físico – acrescentou nosso orientador, sorridente. – Estas ocorrências, no círculo da Crosta, dão-se aos milhares, todas as noites. 
Com a maioria de irmãos encarnados, o sono apenas reflete as perturbações fisiológicas ou sentimentais a que se entregam; entretanto, existe grande número de pessoas que, com mais ou menos precisão, estão aptas a desenvolver este intercâmbio espiritual. 
Estava surpreendido. 
Aquele trabalho interessante, a que nos trazia Aniceto, com tão vasto campo de serviços gerais, fazia-me intensamente feliz. 
Em cada canto pressentia atividades novas. 
Embora as luzes que nos rodeavam, notei que os céus prometiam aguaceiros próximos. 
As brisas leves transformavam-se, repentinamente, em ventania forte. 
Não obstante, as sensações de sossego eram agradabilíssimas.   
O vento, na Crosta, é sempre uma bênção celeste – exclamou Aniceto, sentencioso. 
– Podemos avaliar-lhe o caráter divino, em virtude da nossa condição atual. 
A pressão atmosférica sobre os Espíritos encarnados é, aproximadamente, de quinze mil quilos. 
– Todavia, é interessante notar – aduziu Vicente – que não sentimos tamanho peso sobre os ombros. 
– É a diferença dos veículos de manifestação – esclareceu Aniceto, atencioso. – Nossos corpos e os de nossos companheiros encarnados apresentam diversidade essencial. Imaginemos o círculo da Crosta como um oceano de oxigênio. 
As criaturas terrestres são elementos pesados que se movimentam no fundo, enquanto nós somos as gotas de óleo, que podem voltar à tona, sem maiores dificuldades, pela qualidade do material de que se constituem. 
A essa altura do esclarecimento, notei que formas sombrias, algumas monstruosas, se arrastavam na rua, à procura de abrigo conveniente. 
Reparei, com espanto, que muitas tomavam a nossa direção, para, depois de alguns passos, recuarem amedrontadas. 
Provocavam assombro. 
Muitas, pareciam verdadeiros animais perambulando na via pública. 
Confesso que insopitável receio me invadira o coração. 
Calmo, como sempre, Aniceto nos tranqüilizou: – Não temam – disse. 
Sempre que ameaça tempestade, os seres vagabundos da sombra se movimentam procurando asilo. 
São os ignorantes que vagueiam nas ruas, escravizados às sensações mais fortes dos sentidos físicos. 
Encontram-se ainda colados às expressões mais baixas da experiência terrestre e os aguaceiros os incomodam tanto quanto ao homem comum, distante do lar. 
Buscam, de preferência, as casas de diversão noturna, onde a ociosidade encontra válvula nas dissipações. 
Quando isto não se lhes torna acessível, penetram as residências abertas, considerando  que, para eles, a matéria do plano ainda apresenta a mesma densidade característica. 
E, demonstrando interesse em valorizar a lição do minuto, acrescentou: – Observem como se inclinam para cá, fugindo, em seguida, espantados e inquietos. 
Estamos colhendo mais um ensinamento sobre os efeitos da prece. 
Nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração. 
Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. 
Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. 
Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. 
O homem que ora traz consigo inalienável couraça. 
O lar que cultiva a prece transformase em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contacto com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos... Daí a momentos, penetrávamos, de novo, no salão abençoado da modesta residência. 
Como quem estivesse atravessando um país de surpresas, outro fato me despertava profunda admiração. 
Isidoro e Isabel vieram a nós, de braços entrelaçados, irradiando ventura. 
Aquela viúva pobre do bairro humilde vestia-se agora lindamente, não obstante a adorável singeleza de sua presença. 
Sorria contente, ao lado do esposo, via-nos a todos, cumprimentava- nos, amável. – Meus amigos – disse ela, serena –, meu marido e eu temos uma excursão instrutiva para esta noite. 
Deixo-lhes as nossas crianças por algumas horas e, desde já, lhes agradeço o cuidado e o carinho. 
Vá, minha filha! – respondeu uma senhora idosa – aproveite o repouso corporal. 
Deixe os meninos conosco. 
Vá tranqüila! 
O casal afastou-se com a expressão dum sublime noivado. 
Nosso orientador inclinou-se para nós e falou: – Observam vocês como a felicidade divina se manifesta no sono dos justos? Poucas almas encarnadas conheço com a ventura desta mulher admirável, que tem sabido aprender a ciência do sacrifício individual. 

CONTINUA AMANHÃ

MENSAGEM ESPÍRITA O CEU - PARTE 3

sábado, 26 de maio de 2012

CARIDADE

PEDIDO DE CARIDADE 

Visitamos o LAR FREI LUCAS, localizado no Largo do Papagaio – Ribeira – e ficamos impressionados com o tratamento exemplar dado aos l5 idosos ali abrigados. 
São idosos, abandonados pelos seus familiares, na sua maioria acamados, que necessitam de tudo, inclusive de visitas.
Pedimos a vocês que, dentro de suas possibilidades, ajudem o frei Florisvaldo em sua missão caridosa para com esses idosos abandonados. 

O Lar necessita de: 

ALIMENTOS – MATERIAL DE LIMPEZA – FRALDAS GERIÁTRICAS (TAMANHO M E G) – ROUPAS (FEMININA E MASCULINA) – LENÇÓIS – INGREDIENTE PARA MINGAU. 

CONTATO:- FREI FLORISVALDO 

TEL. 71 – 3207-7033 
E-MAIL – contato@larfreilucas.org.br 
SITE – www.larfreilucas.org.br

CONSELHO DO DIA

Não me fale, pois, Moisés, mas vós, Senhor meu Deus, Verdade eterna, para que não morra sem ter alcançado fruto algum, se só for admoestado por fora e não abrasado interiormente; e não seja minha condenação a palavra ouvida e não praticada, conhecida e não amada, criada e não observada.  
Falai, pois, Senhor, que o vosso servo escuta; porque possuís palavras de vida eterna (1 Rs 3,10; Jo 6,69). 
Falai-me para consolação de minha alma e emenda de minha vida, também para louvor, glória e perpétua honra vossa. 

( Que a verdade fala dentro de nós, sem estrépito de palavras)

PENSAMENTO DO DIA


O sábio não é o homem que fornece as respostas verdadeiras, é o que formula as perguntas verdadeiras. 

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA


A inveja é a arma dos incapazes. 

 Autor: Desconhecido

OS MENSAGEIROS - LIVRO DE CHICO XAVIER

CONTINUAÇÃO 

CAPÍTULO 36 
MÃE E FILHOS 

No comentário evangélico, eu recolhia observações interessantes. 
Tal como no caso de Ismália, quando lhe ouvíamos a sublime melodia, a interpretação de Fábio estava cheia de maravilhas espirituais que transcendiam à capacidade receptiva de Dona Isabel. 
A viúva de Isidoro parecia deter tão somente uma parte. Desse modo, as crianças recebiam a lição de acordo com as possibilidades mediúnicas da palavra materna, enquanto que a nós outros se propiciava o ensinamento com maravilhoso conteúdo de beleza. 
Sempre solícito, o instrutor esclareceu: – Não se admirem do fenômeno! cada qual receberá a luz espiritual conforme a própria capacidade. Há muitos companheiros nossos, aqui reunidos, que registram o comentário de Fábio com mais dificuldade que as próprias crianças. Experimentam, ainda, grandes limitações. Havia grande respeito em todos os desencarnados presentes. 
Fábio Aleto sentou-se em plano superior, ao passo que Isidoro se acomodava junto da esposa, no impulso afetivo do pai que se aproxima, solícito, para a conversação carinhosa com os filhos bem-amados. 
Nesse instante, a pequenina Marieta, que parecia haver atingido os sete anos, aproveitando o momento de palavra livre, perguntou à mãezinha, em tom comovedor: – Mamãe, se Jesus é tão bom, porque estamos comendo só uma vez por dia, aqui em casa? Na casa de Dona Fausta, eles fazem duas refeições, almoçam e jantam. 
Neli me contou que no  tempo de papai também fazíamos assim, mas agora... Porque será? 
A viúva esboçou um sorriso algo triste e falou: – Ora, Marieta, você vive muito impressionada com essa questão. Não devemos, filhinha, subordinar todos os pensamentos às necessidades do estômago. Há quanto tempo estamos tomando nossa refeição diária e gozando boa saúde? 
Quanto benefício estaremos colhendo com esta frugalidade de alimentação? Joaninha interveio, acrescentando: – Mamãe tem toda a razão. Tenho visto muita gente adoecer por abuso da mesa. – Além disso – acentuou Dona Isabel, confortada –, vocês devem estar certos de que Jesus abençoa o pão e a água de todas as criaturas que sabem agradecer as dádivas divinas. É verdade que Isidoro partiu antes de nós, mas nunca nos faltou o necessário. 
Temos nossa casinha, nossa união espiritual, nossos bons amigos. 
Convençam-se de que o papai está trabalhando ainda por nós. 
Nessa altura da palestra, dada a nossa comoção, Isidoro enxugou os olhos úmidos. 
Noemi, a caçula pequenina, falou em voz infantil: – É mesmo, é verdade! eu vi papai ajudando a segurar o bolo que Dona Cora nos trouxe domingo. – Também vi, Noemi – disse Dona Isabel, de olhos vivamente brilhantes –, papai continua auxiliando-nos. 
E voltando-se para todos, acentuou: – Quando sabemos amar e esperar, meus filhos, não nos separamos dos entes queridos que morrem para a vida física. Tenhamos certeza na proteção de Jesus!... Marieta, parecendo agora absolutamente tranqüila, assentiu: 
Quando a senhora fala, mamãe, eu sinto que tudo é verdade! Como Jesus é bom! E se nós não tivéssemos a senhora? 
Tenho visto os pequenos mendigos abandonados. 
Talvez não comam coisa alguma, talvez não tenham amigos como os nossos! Ah! como devemos ser agradecidos ao Céu!... 
A viúva, que se confortava visivelmente, ouvindo aquelas palavras, exclamou com profunda emoção: – Muito bem, minha filha! Nunca deveremos reclamar e sim louvar sempre. E possivelmente não saberia você compreender a situação, se estivéssemos em mesas lautas. 
Observei, porém, que o menino não compartilhava aquele dilúvio de bênçãos. 
Entre Dona Isabel e as quatro filhinhas havia permuta constante de vibrações luminosas, como se estivessem identificadas no mesmo ideal e unidas numa só posição; mas o rapazote permanecia espiritualmente distante, fechado num círculo de sombras. 
De quando em quando, sorria irônico, insensível à significação do momento. 
Valendo-se da pausa mais longa, ele perguntou à genitora, menos respeitosamente: – Mamãe, que entende a senhora por pobreza? 
Dona Isabel respondeu, muito serena: – Creio, meu filho, que a pobreza é uma das melhores oportunidades de elevação, ao nosso alcance. 
Estou convencida de que os homens afortunados têm uma grande tarefa a cumprir, na Terra, mas admito que os pobres, além da missão que lhes cabe no mundo, são mais livres e mais felizes. 
Na pobreza, é mais fácil encontrar a amizade sincera, a visão da assistência de Deus, os tesouros da natureza, a riqueza das alegrias simples e puras. 
É claro que não me refiro aos ociosos e ingratos dos caminhos terrenos. 
Refiro-me aos pobres que trabalham e guardam a fé. 
O homem de grandes possibilidades financeiras muito dificilmente saberá discernir entre a afeição e o interesse mesquinho; crente de que tudo pode, nem sempre consegue entender a divina proteção; pelo conforto viciado a que se entrega, as mais das vezes se afasta das bênçãos da Natureza; e em vista de muito satisfazer aos próprios caprichos, restringe a capacidade de alegrar-se e confiar no mundo. Apesar da beleza profunda daquela opinião, o rapazola permaneceu impassível, respondendo algo contrariado: – Infelizmente, não posso concordar com a senhora.
Até os garotos do jardim de infância pensam de modo contrário. Dona Isabel mudou a expressão fisionômica, assumiu a atitude de quem instrui com a noção de responsabilidade, e acentuou: – Não estamos aqui num jardim de infância, meu filho. 
Estamos no jardim do lar, competindo-nos saber que as flores são sempre belas, mas que a vida não pode prosseguir sem a bênção dos frutos. Por onde andarmos no mundo, receberemos muitos alvitres da mentira venenosa. 
É preciso vigiar o coração, Joãozinho, valorizando as bênçãos que Jesus nos envia. 
O rapazinho, entretanto, demonstrando enorme rebeldia íntima, tornou: – A senhora não considera razoável alugar este salão a fim de termos algum dinheiro a mais? 
Estive conversando, ontem, com o “seu” Maciel, quando vim da escola. 
Ele nos pagaria bem, para ter aqui um depósito de móveis. Dona Isabel, de ânimo decidido, respondeu com energia, sem irritação: – Você deve saber, meu filho, que enquanto respeitarmos a memória de seu pai, este salão será consagrado às nossas atividades evangélicas. 
Já lhes contei a história do nosso culto doméstico e não desejo que vocês sejam cegos às bênçãos do Cristo. 
Mais tarde, Joãozinho, quando você entrar diretamente na luta material, se for agradável ao seu temperamento, construa casas para alugar;  
Os  mas agora, meu filho, é indispensável que você considere este recanto como algo de sagrado para sua mamãe. – E se eu insistir? – perguntou, mal humorado, o pequeno orgulhoso. 
A viúva, muito calma, esclareceu firme: – Se você insistir, será punido, porque eu não sou mãe para criar ilusões perigosas ao coração dos filhinhos que Deus me confiou. 
Se muito amo a vocês, precisarei incliná-los ao caminho reto. 
O pequeno quis retrucar, mas a luz emitida pelo tórax de Dona Isabel, ao que me pareceu, confundiu-lhe o espírito rebelde e vi-o calar-se, a contragosto, amuado e enraivecido. 
Admirei, então, profundamente, aquela bondosa mulher, que se dirigia à filha mais velha como amiga, às filhinhas mais novas como mãe, e ao filho orgulhoso como instrutora sensata e ponderada. Aniceto, que também se mostrava satisfeito, disse-nos em tom significativo: – O Evangelho dá equilíbrio ao coração. 
A pequena Neli, amedrontada, pediu, humilde: – Mamãe, não deixe Joãozinho alugar a sala! 
A viúva sorriu, acariciou o rostinho da filha e asseverou: – Joãozinho não fará isso, saberá compreender a mamãe. 
Não falemos mais neste assunto, Neli. 
E fixando o relógio, dirigiu-se à primogênita: – Joaninha, minha filha, ore agradecendo, em nosso nome. Nosso horário está findo. 
A jovem, com expressão nobre e carinhosa, agradeceu ao Senhor, tocando-nos os corações. 

CONTINUA AMANHÃ

MENSAGEM ESPÍRITA -O CEU - PARTE 2

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CONSELHO DO DIA

Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje: 

Quando o homem começa a entibiar, logo teme o menor trabalho e anseia as consolações exteriores. 
Quando, porém, começa deveras a vencer-se e andar com ânimo no caminho de Deus, leves lhe parecem as coisas que antes achava onerosas. 

( Da mente pura e da intenção simples)

PENSAMENTO DO DIA


Pensamentos, palavras e ações são o que plantamos.

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA


Sucesso é saber aonde você quer ir, para isso você precisa saber onde estar e como chegar lá. 

Autor: Desconhecido