quinta-feira, 22 de março de 2012

PENSAMENTO DO DIA


Não se culpe pelos seus erros, mas sim se corrija com eles .
 

MENSAGEM DIÁRIA


Temos coisas na vida que esquecemos muito rapidamente, outras, que duram uma vida para esquecer..

Autor: Desconhecido

A CAMINHO DA LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 02

CONTINUAÇÃO

A GÊNESE PLANETÁRIA

A COMUNIDADE DOS ESPÍRITOS PUROS

Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.
Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.
A primeira verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.

A CIÊNCIA DE TODOS OS TEMPOS

Não é nosso propósito trazer à consideração dos estudiosos uma nova teoria da formação do mundo. A Ciência de todos os séculos está cheia de apóstolos e missionários. Todos eles foram inspirados ao seu tempo, refletindo a claridade das Alturas, que as experiências do Infinito lhes imprimiram na memória espiritual, e exteriorizando os defeitos e concepções da época em que viveram, na feição humana de sua personalidade.
Na sua condição de operários do progresso universal, foram portadores de revelações gradativas, no domínio dos conhecimentos superiores da Humanidade. Inspirados de Deus nos penosos esforços da verdadeira civilização, as suas idéias e trabalhos merecem o respeito de todas as gerações da Terra, ainda que as novas expressões evolutivas do plano cultural das sociedades mundanas tenham sido obrigadas a proscrever as suas teorias e antigas fórmulas.
Lembrando-nos, porém, mais detidamente, de quantos souberam receber a intuição da realidade nas perquirições do Infinito, busquemos recordar o globo terráqueo nos seus primeiros dias.

OS PRIMEIROS TEMPOS DO ORBE TERRESTRE

Que força sobre-humana pôde manter o equilíbrio da nebulosa terrestre, destacada do núcleo central do sistema, conferindo-lhe um conjunto de leis matemáticas, dentro das quais se iam manifestar todos os fenômenos inteligentes e harmônicos de sua vida, por milênios de milênios? Distando do Sol cerca de 149.600.000 quilômetros e deslocando-se no espaço com a velocidade diária de 2.500.000 quilômetros, em torno do grande astro do dia, imaginemos a sua composição nos primeiros tempos de existência, como planeta.
Laboratório de matérias ignescentes, o conflito das forças telúricas e das energias físico-químicas opera as grandiosas construções do teatro da vida, no imenso cadinho onde a temperatura se eleva, por vezes, a 2.000 graus de calor, como se a matéria colocada num forno, incandescente, estivesse sendo submetida aos mais diversos ensaios, para examinar-se a sua qualidade e possibilidades na edificação da nova escola dos seres. As descargas elétricas, em proporções jamais vistas da Humanidade, despertam estranhas comoções no grande organismo planetário, cuja formação se processa nas oficinas do Infinito.

A CRIAÇÃO DA LUA

Nessa computação de valores cósmicos em que laboram os operários da espiritualidade sob a orientação misericordiosa do Cristo, delibera-se a formação do satélite terrestre.
O programa de trabalhos a realizar-se no mundo requeria o concurso da Lua, nos seus mais íntimos detalhes. Ela seria a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de translação que o globo efetuaria em torno da sede do sistema; o manancial de forças ordenadoras da estabilidade planetária e, sobretudo, o orbe nascente necessitaria da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atuaria decisivamente no drama infinito da criação e da reprodução de todas as espécies, nos variados remos da Natureza.

A SOLIDIFICAÇÃO DA MATÉRIA

Na grande oficina surge, então, a diferenciação da matéria ponderável, dando origem ao hidrogênio.
As vastidões atmosféricas são amplo repositório de energias elétricas e de vapores que trabalham as substâncias torturadas no orbe terrestre. O frio dos espaços atua, porém, sobre esse laboratório de energias incandescentes e a condensação dos metais verifica-se com a leve formação da crosta solidificada.
É o primeiro descanso das tumultuosas comoções geológicas do globo. Formam-se os primitivos oceanos, onde a água tépida sofre pressão difícil de descrever-se. A atmosfera está carregada de vapores aquosos e as grandes tempestades varrem, em todas as direções, a superfície do planeta, mas sobre a Terra o caos fica dominado como por encanto. As paisagens aclaram-se, fixando a luz solar que se projeta nesse novo teatro de evolução e vida.
As mãos de Jesus haviam descansado, após o longo período de confusão dos elementos físicos da organização planetária.

O DIVINO ESCULTOR

Sim, Ele havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas; com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a Sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou a escultura geológica do orbe terreno, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se em amor, claridade e justiça. Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda a parte no universo galáxico. Organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir. Fez a pressão atmosférica adequada ao homem, antecipando-se ao seu nascimento no mundo, no curso dos milênios; estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera,
onde se harmonizam os fenômenos elétricos da existência planetária, e edificou as usinas de ozone a 40 e 60 quilômetros de altitude, para que filtrassem convenientemente os raios solares, manipulando lhes a composição precisa à manutenção da vida organizada no orbe. Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.

O VERBO NA CRIAÇÃO TERRESTRE

A ciência do mundo não lhe viu as mãos augustas e sábias na intimidade das energias que vitalizam o organismo do Globo. Substituíram-lhe a providência com a palavra "natureza", em todos os seus estudos e análises da existência, mas o seu amor foi o Verbo da criação do princípio, como é e será a coroa gloriosa dos seres terrestres na imortalidade sem fim.
E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento. Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso.
Daí a algum tempo, na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra.
Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.
Com essa massa ge latinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.

CONTINUA AMANHÃ

DIÁRIO DE UMA CRIANÇA QUE NÃO NASCEU

quarta-feira, 21 de março de 2012

MOMENTO DE REFLEXÃO

MANDATO PESSOAL

Tudo no universo possui uma função, com vistas ao bem geral.

Basta analisar a natureza para perceber que absolutamente nada é destituído de utilidade.

O animal mais insignificante e a menor planta inserem-se no ciclo da vida, de forma útil.

Assim também o homem é chamado a colaborar com o progresso.

Ciente dessa realidade importa considerar o valor da tarefa que está em suas mãos.

O que lhe compete fazer no mundo corresponde a um mandato do alto, um desígnio divino para a sua pessoa.

Todos devem estar convictos de que ninguém realiza nada sem Deus.

Isso, porém, não autoriza que a criatura se considere desonerada das obrigações que lhe competem no contexto geral da vida.

Cada qual tem sua responsabilidade, concedida pelo alto a título de tarefa e de auxílio.

Esse raciocínio não se destina a supervalorizar as personalidades humanas, por si sós já muito necessitadas de humildade.

Cuida-se apenas de chamar a atenção para os créditos individuais com que a providência divina enriqueceu cada um de seus filhos.

Como ocorre com as impressões digitais que o identificam, a sua voz é diferente de todas as demais.

As suas mãos guardam peculiaridades únicas.

Você enxerga e ouve com recursos mentais de interpretação absolutamente diversos daqueles que povoam os cérebros alheios.

Do mesmo modo, você possui peculiaridades em sua vocação que os outros não dispõem.

Considerando tudo isso é necessário reconhecer que a cada qual foi atribuído um serviço em determinada área de ação.

Esse serviço possui importante significado para quem o desempenha, mas também é dotado de relevância para os semelhantes.

A distinção que a todos marca sinaliza a posição de servidor que deve caracterizar o homem em face de seu próximo.

Jesus afirmou que toda a lei divina ou natural resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Amar o próximo como a si mesmo significa desejar-lhe todo o bem que se almeja para si próprio.

Implica conceder-lhe, em qualquer circunstância, o tratamento que dele gostaria de receber, se estivesse em seu lugar.

Percebe-se que nossa posição é a de irmãos, fraternalmente unidos na caminhada para Deus.

Em face da vida não somos competidores ou adversários, mas companheiros.

Os talentos distintos que ornam cada um revelam a necessidade de auxílio mútuo, para que o progresso ocorra a contento.

No imenso concerto da vida, verifique qual posição lhe cabe e a execute com alegria.

Não inveje a tarefa dos outros e nem menospreze a sua.

Saiba que foi a sabedoria divina, em sua infalibilidade, que identificou a posição que melhor lhe cabe.

Em sua condição atual, você pode colaborar com o próximo e consigo mesmo.

Caso seja modesta, não o exporá a grandes tentações, ao tempo em que o ajudará a se tornar simples e humilde, contentando-se com pouco.

Se sua tarefa for importante, possui o condão de auxiliá-lo a fazer o bem a inúmeras pessoas.

O relevante é a certeza de que Deus sempre sabe o que faz e providencia o melhor para todos.

Ao ser humano compete guardar fidelidade ao pai, desempenhando sua tarefa com humildade, amor e pureza.

Sirva, pois, com alegria, movimentando seus talentos na construção de um mundo melhor.

PENSAMENTO DO DIA

Tudo o que você pensa você atrai.

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Nossa vida é um sonho, mas um sonho realista, às vezes nossos sonhos nos dá o que a realidade nos nega, e às vezes nossos sonhos nos move o necessário para os caminhos e decisões que devemos tomar.

Autor: Desconhecido

A CAMINHO DA LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 01

A CAMINHO DA LUZ
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

História da Civilização à Luz
do Espiritismo

Ditada pelo Espírito
EMMANUEL

(De 17 de agosto a 21 de setembro de 1938)
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
DEPARTAMENTO EDITORIAL
Rua Souza Valente, 17
20941-040 - Rio - RJ – Brasil

Antelóquio
Meus amigos, que Deus vos conceda paz.
É-me grata a vossa palestra a respeito dos nossos trabalhos.
Esperemos e supliquemos a bênção do Alto para o nosso esforço. Dando seguimento aos nossos estudos, procuremos esforçar-nos por mostrar a verdadeira posição do Evangelho do Cristo, tanta vez incompreendido aí no mundo, em face das religiões e das filosofias terrenas.
Não deverá ser este um trabalho histórico. A história do mundo está compilada e feita. Nossa contribuição será à tese religiosa, elucidando a influência sagrada da fé e o ascendente espiritual, no curso de todas as civilizações terrestres. O livro do irmão Humberto (1)


Foi a revelação da missão coletiva de um país; nosso esforço consistirá, tão somente, em apontamentos à margem da tarefa de grandes missionários do mundo e de povos que já desapareceram, esclarecendo a grandeza e a misericórdia do Divino Mestre. Vamos esperar os dias próximos, quando tentaremos realizar nossos planos humildes de trabalho. Que Deus vos conceda a todos tranquilidade e saúde, e a nós as
possibilidades necessárias. Muito vos agradeço o concurso de cada um no esforço geral. Trabalhemos na grande colmeia da evolução, sem outra preocupação que não seja a de bem servir Àquele que, das Alturas, sabe de todas as nossas lutas e lágrimas. Confiemos nEle. Do seu coração augusto e misericordioso parte a fonte da luz e da vida, da harmonia e da paz para todos os corações. Que Ele vos abençoe.
EMMANUEL
(Mensagem recebida em 17- 8 -1938.)

Introdução
Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do porvir.
Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.
Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria.
Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um "écran" maravilhoso. As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenário da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições. Passam as primeiras organizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos. O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho das experiências humanas. Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões. Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso.
Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que reúnem a sua grande família.
Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.
As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento; as línguas são formas de expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor, e os povos são os membros dispersos de uma grande família trabalhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.
Seus filhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrenas.
Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das civilizações, e, mais acima, ofuscando o "écran" das nossas observações e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.
Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está em suas mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os horizontes terrestres.
Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensanguentaram o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior.
Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra, para o morticínio e para a destruição.
O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.
Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal.
Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a
Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia.
Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.
Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões, cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.

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CARTA DE UM BEBE PARA A SUA MÃE COM MÚSICA QUE EU COLOQUEI

terça-feira, 20 de março de 2012

PENSAMENTO DO DIA

Alguns filósofos querem dar explicações prescindindo da alma e de Deus, tanto vale querer dar explicações sobre a cor, suprimindo a vista e a luz.

Autor: Fabre

MENSAGEM DIÁRIA

Admita alguns erros, para evitar a perniciosa sensação de superioridade.

Autor: Paulo Coelho

ALMA E LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 05

CONTINUAÇÃO

18 - Tolerância Divina

"E dizia Jesus: - Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." - Lucas, 23:34

Ouvem-se as opiniões mais disparatadas no que concerne ao perdão e à tolerância de Deus.
Aprendizes levianos, a todo instante, referem-se ao problema, com mais infantilidade que espírito de observação e obediência.
São raros os que se compenetram da magnitude do assunto.
O perdão divino jamais será entendido no quadro da preguiça, do egoísmo pessoal ou da inconstância da criatura.
As palavras do Mestre, na cruz, oferecem um roteiro de pensamentos profundos, nesse sentido: -
"Perdoa-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem", representa uma sentença básica da responsabilidade que o assunto envolve em si mesmo.
Num momento, qual o do Calvário, em que a dor se lhe impunha ao Espírito Divino, Jesus roga o perdão de Deus para as criaturas, mas não esquece de assinalar o porquê de Sua solicitação.
Seu motivo profundo era o da ignorância em que os homens se mergulhavam.
O Mestre compreendia que não se deve invocar a tolerância de Deus sem razão justa, como nunca se abusa de um Pai abnegado e carinhoso.
Tornava-se preciso explicar que o drama do Gólgota era forma de animalidade de quantos o rodeavam.
E a expressão do Cristo foi guardada no Evangelho, a fim de que todos os aprendizes venham a compreender que tolerância e perdão de Deus não são forças que se reclamam a esmo.

19 - A Torre

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos para ver se tem com que a acabar?” - Jesus- Lucas, 14:28.
Constitui objeto de observação singular as circunstâncias do Mestre se referir, à essa altura dos ensinamentos evangélicos, à uma torre, quando deseja simbolizar o esforço de elevação espiritual por parte da criatura.
A torre e a casa são construções muito diversas entre si.
A primeira é fortaleza, a segunda é habitação.
A casa proporciona aconchego, a torre dilata a visão.
Um homem de bem, integrado no conhecimento espiritual e praticando-lhe os princípios sagrados está em sua casa, edificando a torre divina da iluminação, ao mesmo tempo.
Em regra vulgar, porém, o que se observa no mundo é o número espontâneo de pessoas que nem cuidaram ainda da construção da casa interior e já falam calorosamente sobre a torre, de que se acham tão distantes.
Não é fácil o serviço profundo da elevação espiritual, nem é justo apenas pintar projetos sem intenção séria de edificação própria.
É indispensável refletir nas contas, nos dias ásperos de trabalho, de autodisciplina.
Para atingir o sublime desiderato, o homem precisará gastar o patrimônio das velhas arbitrariedades e só realizará esses gastos com um desprendimento sincero da vaidade humana e com excelente disposição para o trabalho da elevação de si mesmo, a fim de chegar ao término, dignamente.
Queres construir uma torre de luz divina?
É justo. Mas não comeces o esforço, antes de haver edificado a própria casa íntima.


20 - Trabalhando

Quando estudamos a lição dos trabalhadores da última hora, nas páginas divinas do Evangelho, recordamos que, realmente, trabalhando, é possível alcançar todas as realizações que nos propomos atingir.
Trabalhando, o coração empolgado pelo desânimo, pode converter, de imediato, as trevas da amargura em claridades imperecíveis de alegria e esperança.
Trabalhando a criatura frágil, se fortifica, pouco a pouco, dominando o campo em que respira, vive e cresce.
Trabalhando, a mente atacada pelo veneno do ódio ou da desesperação, encontra recursos para compreender as próprias lutas, com mais clareza, aprendendo a transformar revolta e fel em paciência e perdão.
Trabalhando, a alma isolada pela discórdia, pode surpreender a abençoada luz da harmonia e da paz, depois de longas noites de conflito e agonia.
Trabalhando, o mau se faz bom, o adversário se transforma em amigo, o infeliz atinge a casa invisível e brilhante do eterno júbilo.
Guardemos a palavra de Jesus e trabalhemos sempre na extensão do bem.
O livro ou o tribunal, a enxada ou a semente aguardam nossos braços, tanto quanto os sábios e os ignorantes esperam por nossa cooperação cada dia.
Fujamos às sombras densas e guerras escuras do nosso próprio “eu”, devotando-nos ao serviço de Deus, na pessoa e nos círculos dos nossos semelhantes.
Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.
Um anjo que se ponha a dormir num vale, tentado pelo perfume das flores efêmeras, pode repousar indefinidamente nas trevas, enquanto que o aleijado que se disponha a arrastar-se, sangrando o corpo e cobrindo-se de suor, na subida do monte, pode alcançar a glória do cimo e banhar-se de sublimes clarões, antes dos que dormem, com a graça divina da gloriosa alvorada...
Os últimos serão os primeiros- disse o Senhor!
Em verdade, será difícil a compreensão de semelhante ensino para a nossa lógica habitual, entretanto, se vives servindo, compreenderás que o trabalho realmente pode operar o divino milagre

Alma e Luz
Francisco Cândido Xavier - Emmanuel

FIM

CARTA DE UM FILHO QUE NÃO NASCEU

segunda-feira, 19 de março de 2012

PENSAMENTO DO DIA

Existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante. Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

As flores refletem bem o que é o amor. Quem deseja possuir uma flor, irá vê-la murchar. Mas quem olhar uma flor no campo terá esta beleza para sempre

Autor: Paulo Coelho

ALMA E LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 04

CONTINUAÇÃO

14 - Política

“E quem governa seja como quem serve”- Jesus- Lucas, 22:26.
O Evangelho apresenta, igualmente, a mais elevada fórmula de vida político-administrativa aos povos da Terra.
Quem afirma que semelhantes serviços não se compadecem com os labores do Mestre não penetrou ainda toda a verdade de suas Lições Divinas.
A magna questão é encontrar o elemento humano disposto à execução do sublime princípio.
Os ideais democráticos do mundo não derivam senão do próprio ensinamento do Salvador.
Poderá encontrar algum sociólogo do planeta, plataforma superior além da gloriosa síntese que reclama o governante as legítimas qualidades do servidor fiel?
As revoluções, que custaram tanto sangue, não foram senão uma ânsia de obtenção da fórmula sagrada na realidade política das nações.
Nem, por isso, entretanto, deixaram de ser movimentos criminosos e desleais, como infiéis e perversos têm sido os falsos políticos na atuação do governo comum.
O ensinamento de Jesus, nesse particular, ainda está acima da compreensão vulgar das criaturas.
Quase todos os homens se atiram à conquista dos postos de autoridade e evidência, mas geralmente se encontram excessivamente interessados com as suas próprias vantagens no
imediatismo do mundo.
Ignoram que o Cristo aí conta com eles, não como quem governa tirânica ou arbitrariamente,
mas como quem serve com alegria, não como quem administra a golpes de força, mas como quem obedece ao Esquema Divino, junto dos seres e cousas da vida.
Jesus é o Supremo Governador da Terra e, ao mesmo tempo, o Supremo Servidor das criaturas
humanas.

15 - Respostas Do Alto

Reconhecida a verdade de que Nosso Pai Celestial responde aos bons corações, através dos corações que se fazem melhores, não olvidemos a nossa possibilidade de servir na condição de valiosos instrumentos da Divina Bondade.
Nós que sempre somos tão apressados e tão pródigos no "pedir", lembremo-nos de que podemos também dar.
Auxiliemos a Divina Providência no abençoado serviço do intercâmbio.
Ninguém pode contar com uma fortuna, em valores amoedados, para encontrar a felicidade perfeita, mas toda vez que derramarmos o coração, em favor dos nossos semelhantes, semearemos a verdadeira alegria.
Todos podemos, em nome do Senhor, responder às rogativas dos que lutam e sofrem mais que nós mesmos.
Uma visita ao doente é sagrado recurso da fraternidade ao que suplica a assistência do Céu, em desespero.
A desculpa sincera é uma benção de alívio para quem sofre sob o peso da culpa.
Um gesto de carinho é uma plantação de simpatia na terra escura da alma que se arrojou aos precipícios da revolta ou da incompreensão.
Um sorriso amigo é uma resposta do bom ânimo e da amizade, refundindo as forças daquele que está prestes a cair.
Recorda que o Senhor espera por tua boa vontade e por teus braços, para responder com a paz e com a esperança aos que te cercam.
Ainda que tudo seja secura e aspereza em torno de teus pés, ama sempre.
Através da corrente viva do amor em teu coração, interpretarás a cooperação do Céu aos que te acompanham e receberás, constantemente, as respostas do Alto às tuas aflições e aos teus problemas.

16 - Se Soubesses...

Se soubesses quão venenoso é o conteúdo de fel a tisnar o cálice da aversão, decerto compreenderias que todo golpe de crueldade não é senão desafio à tua capacidade de entendimento.
Se soubesses a trama de sombra que freme, perturbadora em torno da palavra infeliz que proferes, na crítica à luta alheia, preferirias amargar no silêncio as feridas de tua mágoa, esperando que o tempo lhes ofereça a necessária medicação.
Se soubesses a quantidade dos crimes, oriundos da revolta e da queixa, escolherias padecer toda
sorte de sofrimento antes que reclamar consideração e justiça em teu próprio favor.
Se soubesses a multidão de males que a vingança provoca, esquecerias sem custo os braseiros de cor que a calúnia te arremessa à existência.
Lembra-te de que o ódio é o grande fornecedor das prisões e de que a cólera é responsável pela
maior parte das moléstias que infelicitam a vida e guarda o coração na grande serenidade, se te propões conservar em ti mesmo o tesouro da paz e a bênção da segurança.
Ainda mesmo que alguém te ameace com o gláudio da morte, desculpa e segue adiante, porque as vítimas ajustadas aos marcos do Bem Eterno elevam-se de nível, enquanto que os ofensores, ainda mesmo os aparentemente mais dignos, descem aos princípios do tempo para o acerto reparador.
De qualquer modo, se a aflição te procura, cala e perdoa sempre, porque se o Mestre nos exortou ao amor pelos inimigos, também nos advertiu que a mão erguida à delinqüência da espada, agora, hoje ou amanhã, na espada fenecerá.

17 - Sustentemos O Bem

Não lances o fel da censura na taça do companheiro que, pouco a pouco, desperta na caridade sublime.
Recorda que o próprio dia não acorda de vez.
Primeiro ,tons rubros no céu anunciam as promessas da aurora.
Em seguida, tênues riscos de claridade aparecem no campo do firmamento e, apenas muito depois, surge o carro solar na glória do alvorecer.
Desencorajar leve impulso do bem é o mesmo que sufocar a semente que, divina e multiplicada, será, no caminho, a base de nosso pão.
Se descobres vaidade na barulhenta virtude dos semelhantes, ensina-lhes com o próprio exemplo de tolerância e serenidade que o socorro fraterno pede silêncio da discrição.
Se alguém dá pouco aos teus olhos do muito que te parece reter, nas possibilidades do mundo, auxilia-o com a força da tua simpatia e de tua prece, para que se afeiçoe à mais ampla largueza do coração.
Lembra-te de que a exibição inconveniente de hoje poderá transforma-se, mais tarde, em trabalho seguro do bem, se souberes amparar as vítimas da propaganda, ruidosa e desnecessária, e não te esqueças que a migalha de agora poderá ressurgir, depois, na forma de um tesouro de bênçãos se lhe apoiares o movimento nos alicerdes da própria compreensão.
Ante o bem que se faça, faze o bem quanto possas, para que o bem pequeno se faça, junto de todos, o bem maior.
Não admitas caridade no ato de reprovar a caridade que alguém se decida a fazer, porque, à frente do Cristo, somos todos depositários das riquezas da Vida Eterna e só pelo entendimento do amor, com o trabalho do amor, funcionando no auxílio a ricos e pobres, cultos e ignorantes, justos e injustos, é que chegaremos a acender a luz da mente purificada para o exaltação da Terra Melhor.

CONTINUA AMANHÃ

O ARREPENDIMENTO DE UM PAI

domingo, 18 de março de 2012

MENSAGEM DOMINICAL

CONVITE A PALAVRA

Com fúria e raiva acuso o demagogo e o seu capitalismo das palavras.

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada que de longe muito longe um povo a trouxe e nela pôs sua alma confiada.

De longe muito longe desde o início o homem soube de si pela palavra e nomeou a pedra, a flor, a água e tudo emergiu porque ele disse.

Com fúria e raiva acuso o demagogo que se promove à sombra da palavra e da palavra faz poder e jogo e transforma as palavras em moeda como se fez com o trigo e com a terra.

* * *

Instrumento valioso é a palavra, doação Divina para o elevado ministério do intercâmbio entre os homens.

Resultado de notáveis experiências, o homem nem sempre a utiliza devidamente, dominado pela leviandade.

Embora o ser humano, com raras exceções expiatórias, seja dotado do recurso vocálico, somente poucos dele se servem com a necessária sabedoria, de modo a construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas de segurança.

Fala-se muito por falar, matar-se o tempo.

A palavra, não poucas vezes, se converte em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência, em bisturi da revolta e golpeia às cegas ao império das torpes paixões.

No entanto, pode modificar estruturas morais, partindo dos ensaios da tolerância às materializações do amor.

Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras diluem conflitos, equacionam incógnitas, resolvem dificuldades.

Falando e lutando insistentemente, Demóstenes tornou-se o insigne orador e construtor de conceitos lapidares dos tempos antigos, vencendo a gagueira, qual Webster ante a timidez, nos tempos hodiernos, na América do Norte...

Falando, heróis e santos reformularam os alicerces da idiossincrasia ancestral, colocando alicerces para a era melhor.

Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões enceguecidas que se atiraram sobre as nações inermes, transformando-as em ruínas, por onde passeavam as sombras dos sofrimentos humanos...

Guerras e planos de paz sofrem a poderosa força da palavra.

De tal forma é importante, que os modernos governantes do mundo, envidando esforços titânicos, modificaram as bases da diplomacia universal, visitando-se reciprocamente para conversar.

A palavra, todavia, deve partir das fontes do pensamento luarizado pelo Evangelho.

Há quem pronuncie palavras doces, com lábios tisnados de fel. Há quem sorria, embora chorando. Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio...

Mas esses são enfermos em demorado processo de reajuste.

* * *

Desculpa a fragilidade alheia, lembrando-te das próprias fraquezas.

Evita censura. A maledicência começa na palavra do reproche inoportuno.

Se desejas educar, reparar erros, não os abordes estando o responsável ausente.

Toda palavra rude, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.

Enriquece o coração de amor e banha o cérebro com as luzes da misericórdia Divina e da sabedoria, a fim de que fales, e fales muito, o de que está cheio o coração.

PENSAMENTO DO DIA

Quando passares por alguém e esse alguém te olhar dos pés a cabeça e rir, não ligues, pois o maior elogio para um sábio é o sorriso de um idiota.

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Se você deseja ver um arco-íris, precisa antes aprender a gostar da chuva

Autor: Paulo Coelho

ALMA E LUZ - Livro de CHICO XAVIER - Parte 03

CONTINUAÇÃO

10 - O Maior Mandamento

"Ama a Deus, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento! - eis o maior mandamento", proclamou o Senhor. Entretanto, perguntarás, como amarei a Deus que se encontra longe de mim?
Cala, porém, as tuas indagações e recorda que, se os pais e as mães do mundo vibram na experiência dos filhos, se o artista está invisível em suas obras, também Deus permanece em suas criaturas.
Lembra que, se deves esperar por Deus onde te encontras, Deus igualmente espera por ti em todos os ângulos do caminho.
Ele é o Todo em que nos movemos e existimos.
Escuta a Lei Sublime do Bem e vê-Lo-ás sofrendo no irmão enfermo, esperando por tuas mãos; necessitado, no coração ignorante que te pede um raio de luz; aflito, na criancinha sem lar que te estende os braços súplices, rogando abrigo e consolação; ansioso, no companheiro agonizante que te implora a bênção de uma prece que o acalente para a viagem enorme; inquieto, no coração das mães que te pedem proteção para os filhinhos infelizes e expectante, nas páginas vivas da Natureza, aguardando a tua piedade para as árvores despejadas, para as fontes poluídas, para as aves sem ninho ou para os animais desamparados e doentes.
Amemos ao próximo com toda a alma e com todo o coração e estaremos amando ao Senhor com as forças mais nobres de nossa vida.
Compreende e auxilia sempre...
Serve e passa...
Quem se faz útil, auxilia a construção do Reino Divino na Terra e quem realmente ama a Deus, sacrifica-se pelo próximo, fazendo a vida aperfeiçoar-se e brilhar.

11 - Nos Grandes Momentos

“E todos os seus conhecidos e as mulheres estavam de longe, vendo estas cousas.”
Que juntamente O haviam seguido desde a Galiléia,  -Lucas, 23: 49.
A solidão de Jesus no Calvário é uma lição viva aos discípulos do Evangelho, em todos os tempos. Quase sempre os aprendizes procuram impor ao próximo o seu modo de sentir.
Às vezes, quando menos avisados, raiam pela imprudência, ansiosos pela renovação imediata de amigos, de conhecidos, de familiares.
Suas atividades se convertem num conjunto de inquietações indevidas.
Andam esquecidos de que cada um será compelido ao testemunho nos grandes momentos.
E, quando chegado o ensejo, devem contar, acima de tudo, com Deus e consigo próprios.
Jesus, no Apostolado da Luz e do Bem, junto ao espírito popular, formara compacta legião de amigos.
Todos os beneficiários de Sua Obra seguiam-No em admiração constante.
Volteavam-Lhe em torno dos passos, não só os admiradores, os aprendizes, os curiosos, mas também os doentes da véspera, reintegrados no tesouro da saúde, à força de Sua Dedicação Divina.
Mas no grande momento, quando as sombras do martírio Lhe amortalhavam o coração, todos os participantes de Suas caminhadas se recolheram à distância da Cruz, contemplando de longe.
Não se ouviu a voz de nenhum beneficiado, ao pé do Calvário. Ninguém Lhe recordou, no extremo instante, as Obras Generosas, perante os algozes que O acompanhavam.
E o ensinamento ficou para que cada aprendiz, no decurso do tempo, não esquecesse a necessidade do próprio valor.

12 - Mortos

Há sempre numerosos mortos em nossa luta de cada dia, convocando-nos às preces da diligência e da bondade em favor de cada um.
Mortos que sofrem muito mais que os outros- aqueles que julgais sentenciados à cinza e à separação.
Há usurários que se sustentam, inermes, em túmulos de ouro.
Há dominadores do mundo que se mostram distraídos em seus imponentes sarcófagos de orgulho falaz.
Há juízes inumados em covas de lama.
Há legisladores mumificados em terríveis enganos da alma.
Há sacerdotes enterrados sob o catafalco adornado da simonia e administradores encerrados em urnas infernais de inconfessáveis compromissos.
Há jovens mortos no vício e velhos amortalhados no frio da negação.
Há sábios enrijecidos no gelo da indiferença e heróis paralíticos sobre a essa de fantasias e ilusões.
Há impulsos em sepulturas de espinhos e preguiçosos em sepulcros de miséria.
Se proclamardes a verdade perante todos eles, almas cadaverizadas no esquecimento da Divina
Lei, decerto, responder-vos-ão com a inércia, com a ironia e com a imobilidade.
Para eles, pronunciou o Senhor as antigas palavras:- “Que os mortos enterrem os seus mortos”.
Procuremos a vida, descerrando nosso coração ao trabalho incessante do Bem Infinito...
Porque, na realidade, só aquele que aprende e ama, renovando-se incessantemente, consegue superar os níveis inferiores da treva, subindo, vitorioso, ao encontro da Vida Verdadeira com a
eterna libertação.

13 - Pilatos

“Mas entregou Jesus à vontade deles.” - Lucas, 23:25.
Pilatos hesitava. Seu coração era um pêndulo entre duas forças poderosas...
De um lado, era a consciência transmitindo-lhe a vontade superior dos Planos Divinos, de outro,
era a imposição da turba ameaçadora, encaminhando-lhe a vontade inferior das esferas baixas do mundo.
O infortúnio do juiz romano foi entregar o Senhor aos desígnios da multidão mesquinha.
Na qualidade de homem, Pôncio Pilatos era portador de defeitos naturais que nos caracterizam a quase todos na experiência em que o nobre patrício se encontrava, mas como juiz naquele instante, seu imenso desejo era de acertar.
Queria ser justo e ser bom no processo do Messias Nazareno, entretanto, fraquejou pela vontade enfermiça, cedendo à zona contrária ao bem.
Examinando o fenômeno, todavia, não nos move outro desejo senão de analisar nossa própria fragilidade.
Quantas vezes agimos até ontem, ao modo de Pilatos, nas estradas da vida? Imaginemos o tribunal de Jerusalém transportado ao nosso foro íntimo.
Jesus não se punha contra o nosso exame, mas, esperando pela nossa decisão, aí permanece conosco a Sua idéia Divina e Salvadora.
Qual aconteceu ao juiz, nosso coração transforma-se em pêndulo, entre as exortações da consciência eterna e as requisições dos desejos inferiores.

CONTINUA AMANHÃ

UMA RAZÃO PARA VIVER