domingo, 11 de dezembro de 2011

VIDA E CAMINHO - LIVRO DE CHICO XAVIER - PARTE 02

CONTINUAÇÃO

ANTE O CELESTE CONVITE
Emmanuel


Recorda que os Arautos da Boa Nova convidam todas as criaturas para a construção do Reino de Deus na Terra.
*
Vale-te do tempo e não deprecies a oportunidade de auxiliar que o Senhor te conferiu.
*
Não digas "sou criminoso".
Não perguntes "quem sou eu?".
Não afirmes "sou miserável".
Não clames "sou inútil".
*
Fixa apenas o sublime ensejo que te enriquece as horas.
*
Na claridade do bem, o delinqüente pode recuperar-se e o servo aparentemente anônimo pode coroar-se de bênçãos.
*
No campo da lavoura comum, o cultivador mais precioso é aquele que não menospreza o contato com a lama na proteção da semente...
*

No edifício incendiado, o amigo mais precioso é aquele que aceita o imperativo da própria renúncia para salvar a existência do companheiro que a morte ameaça...
*
Ante o corpo que sangra, o enfermeiro mais valioso é aquele que olvida a si mesmo e socorre a úlcera aberta...
*
No trabalho de qualquer natureza, o cooperador mais exato é aquele que oferece o próprio suor, na obra a realizar-se em benéfico de todos.
*
Não te detenhas, pois, nas amargas recordações que te guardam o pensamento nos trilhos escuros de ontem, de vez que, chamado às tarefas do bem, podes atender ao bem de mil modos, marchando das sombras de agora para a redentora luz do amanhã.
*
Muitos santos de braços imóveis permanecem à distancia do Divino Mestre, mergulhados no êxtase improdutivo, desnecessários ao Cristo operante, porque o Senhor reclama colaboradores seguros e diligentes, capazes de atender-Lhe as determinações, sem condição de tempo e lugar.
*
Desse modo, se nos demoramos caídos na estrada, ouçamos o chamado divino e ergamo-nos, enquanto o dia nos favorece.
*
Toda hora é sagrado momento de começar e recomeçar com Jesus.
*
Levantemos, assim, o próprio coração e sigamos o terno Benfeitor, no abençoado serviço a que nos convoca, em favor dos semelhantes, na certeza de que pela benção do trabalho, o pecador pode entrar, de imediato, na comunhão com os anjos, enquanto sábios e apóstolos distraídos se perdem no nevoeiro da retaguarda, entre meditações brilhantes, mas vazias e inúteis.


CONTINUA AMANHÃ

A INFLUENCIA DOS ESPIRITOS EM NOSSA VIDA - PARTE 2

sábado, 10 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA


Sonhamos todas as noites e acordamos em função destes sonhos, porém vivemos na mesmice por medo de fazer uma escolha

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA


Feliz é quem for capaz de mudar a si mesmo, porque o mundo melhora a partir de cada um

Autor: Desconhecido

VIDA E CAMINHO - Livro de CHICO XAVIER - Parte 1


A  DIVINA  TRILOGIA
Emmanuel

A ciência é luz.
A filosofia é trabalho.
A religião é amor.

A luz esclarece.
O trabalho aperfeiçoa.
O amor santifica.

Com a ciência experimentamos.
Com a filosofia concluímos.
Com a religião edificamos.

A luz sem trabalho e sem amor pode reduzir-se à beleza inútil.
O trabalho sem amor e sem luz pode ser mera perturbação.
O amor sem luz e sem trabalho pode converter-se em egoísmo fanático.

A ciência, por isso, é senda do progresso.
A filosofia, por essa razão, é estrada para o conhecimento.
E a religião, por esse motivo, é caminho para a sublimação espiritual.

A luz exalta a inteligência.
O trabalho enriquece a razão.
O amor diviniza o sentimento.
*
     Com a ciência o homem descobre a casa em que nasceu para a imortalidade, com a filosofia, aprende a viver e com a religião desenvolve as próprias asas que o transportarão à excelsitude imperecível a que se destina.
*
     Façamos, assim de nosso roteiro espírita, com Jesus, o templo vivo, em que a ciência seja cultivada, em que a filosofia se erga em altar de nosso respeito e em que a religião seja alimento de cada dia em nossos pensamentos, palavras e ações.
*
     E, alicerçada nessa trilogia de valores universais, estejamos convictos de que faremos de nossa fé o santuário sublime que nos conduzirá do mundo renovado aos Eternos braços de Deus.

ACONTECEU  COM  ELE
Emmanuel

    
Aquele que realmente conhecia a si mesmo, passando entre os homens, nunca perdeu de vista o esquecimento incondicional, diante da injúria e da violência.
*
     Repelido – desculpava.
*
     Ironizado – compreendia.
*
     Desprezado – auxiliava sempre.
*
    Aprisionado  – não recorreu à justiça.
*
    Espancado – abençoava os próprios verdugos.
*
    Escarnecido – orava em silencio pedindo ao Céu a paz dos perseguidores.
*
    Condenado à morte sem culpa – esqueceu a suprema afronta.
*
     E içado à cruz entre salteadores – estendeu o perdão puro e simples, rogando ao Pai Celeste amparasse aos que se Lhe erigiam no monte da crucificação em frios carrascos.
*
     Tudo isso aconteceu com Ele, o Cristo de Deus e Governador Espiritual do Mundo, coroado de espinhos.
*
     Entretanto, por Sua serenidade, ensinou aos aprendizes do Seu Evangelho de Redenção, a viverem no mundo com a bênção do amor, a fim de que todos nós, aprendamos, por fim, a ressurgir da morte, não possuídos pela estreiteza de existência nos planos inferiores da carne, mas, sim, possuindo, além túmulo, a alegria triunfante da vida vitoriosa.

CONTINUA AMANHÃ

A INFLUENCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSA VIDA - PARTE 1

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Quanto mais vazio está um coração, mais ele pesa

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

O verdadeiro heroísmo consiste em persistir por mais um momento, quando tudo parece perdido

Autor: Desconhecido

VIDA ALEM DA VIDA - Livro de CHICO XAVIER - Parte 09


CONTINUAÇÃO

NONA MENSAGEM

Querido papai Lineu
e querida mãezinha Elza:

Jesus nos fortaleça e abençoe.
Tenho estado com ambos, sempre que isso me faz possível e folgo de vê-los em pequeno período de refazimento, porque o suposto descanso destes dias constituirá oportunidade para realizarmos observações e experiências que de muito nos servirão para o trabalho que o Senhor nos concedeu.
Anotar e aprender representam tarefas de importância e espero que, de quando a quando, possam efetuar excursões, mesmo limitadas e rápidas, com o que me regozijarei, porquanto estaremos sempre juntos e de tudo o que assimilarem de bom, por onde passarem, também eu retirei o proveito preciso.
Meu pai estou satisfeito com os resultados favoráveis de nosso intercâmbio, de vez que, apresentado por seu amor e sinceridade, tenho conseguido a aquisição de novos amigos que personificam novos esteios para a nossa construção espiritual.
A terra está repleta de gente boa e de corações dedicados ao Bem e, por vezes, somente algumas palavras dispõem do poder de acordá-los para a imortalidade e para a compreensão das provas construtivas do mundo.
Tenho tido a minha atenção voltada para semelhantes realidades e para as notícias que lhes chegam às mãos, referentes aos comunicados deste seu filho (ainda pobre de conhecimentos, mas sempre rico do afeto com que me encorajam os pais queridos) na continuidade dos meus limitados empreendimentos na sementeira da verdade e do bem.
Graças a Deus, tenho mantido os nossos princípios de respeito e entendimento do próximo. Com isso, experimento novas facilidades para agir, disseminando as possíveis informações que evidenciem a responsabilidade de viver e a ilusão da morte (que só existe por desencarnação) qual acontece ao frio e à escuridão, que vivem unicamente nas apreciações humanas, de vez que um punhado de brasas desfaz o gelo e um simples vela acesa dissipa as trevas, ainda mesmo quando dominem vasta extensão.
Meus contatos com vovô Aristides de Paula Leão, (4) habitualmente acompanhados de lições ao vivo, como que me preparam ante a jornada de semeador das verdades excelsas.
Quando Luciana (11) e eu compulsávamos o Evangelho, longe estava de pressentir o serviço que se me desdobrava diante dos olhos.
Vemos tanta gente a sofrer nos caminhos do mundo, tantos corações apunhalados pela saudade, tantas lágrimas naqueles companheiros que se distanciaram da fé em Deus, tantas criaturas abandonadas suplicando uma diretriz que lhes conversa a existência em estágio de paz e renovação que, hoje suponho que seria uma atitude impensada cogitar unicamente da própria elevação, esquecendo os que se demoram no desequilíbrio, na expectativa de alguma página ou de algum diálogo que lhes descortinem os panoramas da vida – vida que não se circunscreve aos dias ligeiros de uma existência terrestre, mesmo longa – já que o amparo religioso se faz atualmente no mundo demasiadamente escasso e quase sempre mais difícil.
O avô Aristides mostra-se essas necessidades do homem atual e estimula-me a agir e servir, sempre mais, nesse campo das obrigações de uns para com os outros.
Gradativamente reconheço que a nossa família não se reduz ao círculo doméstico, mas sim à Terra inteira, que espera pela paz, ignorando de que modo alcançá-la.
Observo que isso me faz caminhar na direção de novos ideais e novos testes de serviço, a fim de que eu seja, além do filho que procura honrar a dedicação dos pais, também um companheiro da humanidade. Isso não me desvincula do carinho por nossa família e nossa casa e, sim encontro novas perspectivas de ação para ser mais útil quando possível, aos amados, aos quais me prendo com os sentimentos mais puros.
A propósito do vovô Aristides, suponho que o papai e a mãezinha já se lembraram que ele celebra o centenário de nascimento da última existência de seus dias terrestres, neste ano de 1988.
A vovó Alayde (20) me pediu recordar este evento e estamos preparando uma reunião de preces em que possamos agradecer a Deus a vida preciosa do vovô Aristides, que rende tantos ensinamentos e tantas bênçãos em nosso favor. Perguntei a ele o dia exato desse aniversário tão expressivo; no entanto, procurando esquecer quaisquer homenagens pessoais, ele me respondeu:
“— Lineuzinho, celebraremos juntos o aniversário que você deseja enfeitar. Escolhamos a data de doze de julho, porque assim nos reuniremos todos sem preocupações pessoais”.
Achei graça na determinação do vovô Aristides e conversei com a nossa querida vovó Telva, (6) com o querido avô João Ferreira Telles, (28) com os amigos Nery, (5) de Igarapava e prestaremos ao vovô o testemunho de nosso afeto e gratidão.
Rogo à mãezinha Elza dizer tudo isso à nossa Sandra Maria (7) e ao nosso Saturnino, (13) em Campo Grande, pois, na data indicada, todos poderemos fundir os pensamentos numa só oração de reconhecimento a Deus pela presença do vovô Aristides entre nós.
Meu pai, sou muito grato ao apoio que recebo de sua abnegação e ao carinho da mãezinha Elza nas estradas novas que me compete palmilhar.
Sinto-me agora ligado às atividades para as quais me designaram e receber as ondas mentais de ambos, abençoando-me e pedindo a Jesus proteção e socorro em meu benefício, muito me encorajam e reconfortam para seguir adiante sem fracassos ou deserções.
Não posso esquecer as orações da vovó Joana (17 – 29) e da nossa querida Luciana que me recordam, em nossa Ituverava, rogando a paz de Jesus para mim; paz que preciso a fim de marchar em busca das realizações espirituais que demando.
Agradeço aos nossos entes queridos em Campo Grande que me fortalecerem para o desempenho de meus novos deveres.
Queridos pais, creio que não preciso dizer-lhes de minhas saudades imensas; no entanto, sabendo que as saudades se nos fazem patrimônio, peço aos Mensageiros do Bem nos auxiliem a transformar saudades em ardentes esperanças, através das quais estejamos certos de que nos reencontraremos um dia para o abençoado prosseguimento de nossa união e de nosso amor sempre maior.
Peço entregarem as minhas lembranças à vovó Joana e à Luciana e, no desejo de voltar em breve ao nosso diálogo entre os dois mundos – o mundo físico e o mundo espiritual – sou, como sempre, o filho que lhes pertence pelo coração; sempre o filho e companheiro reconhecido.

Lineu de Paula Leão Junior
22 de fevereiro e 1985


Psicografia Chico Xavier – Espírito Lineu de Paula Leão Junior – Livro “Vida Além da Vida”.
Digitado por Denize Muriano Ronda

FIM

DIVALDO FRANCO - Explica os sonhos e os significados destes - Parte 3/3

PENSAMENTO DO DIA

Quem pisa em pétalas e planta espinhos corre o risco de escorregar nas pétalas que amassou e cair sentado nos espinhos que plantou

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas deixar de ser vítima dos problemas e se tornar o autor da própria história

Autor: Desconhecido

VIDA ALÉM DA VIDA - Livro de CHICO XAVIER - Parte 08

CONTINUAÇÃO

OITAVA MENSAGEM

Meus queridos pais:

Peço a Deus nos faça seguir para diante.
Dois anos são passados. Não me esqueço: os carros engarrafados e eu tentando aproveitar os minutos para pensar. Na retaguarda, surgiu o mastodonte que me colheu desprevenido. Foi um momento trágico, em que queria e não queria descer para acompanhar aquela batida estranha. De repente a minha visão estava toldada por uma névoa forte, surgida logo após a minha incapacidade de pensar.
Ouvi uma voz amiga que soube depois ser de nosso prezado amigo Aristides Nery: (5)
“Retire-se para fora, meu filho”, dizia ele com insistência. Eu, que não me dispunha a sair, num impulso instintivo, que não sei explicar, retirei-me inesperadamente. Entretanto, vi de imediato que não era mais o Lineu condutor do carro; era eu mesmo, de corpo modificado, ouvindo as palavras do amigo Nery, que se incumbiu de trazer enfermeiros que se concentravam junto de mim.
“Ah! Então eu morrera!”, pensei com tristeza.
Aristides Nery explicou-me que me libertara e que era preciso facear as ocorrências com cara e coragem.
Não se passaram dois minutos depois do nosso diálogo e o fogo irrompeu na grande máquina da retaguarda, transmitindo-se ao meu carro, que vi despedaçar-se.
Oh! Papai, quanto segredo da vida por desvendar!
Enxergava meu corpo inerte e insensível alcançado pelas labaredas, via-me fora dele, com os amigos, seguindo a ocorrência inesperada.
Pensei em meu aniversário, em sua ausência temporária, refleti nas aflições da mamãe e não pude deixar de chorar copiosamente. Então os livros que Luciana e eu estivemos lendo exprimiam a verdade! (11).
Sabia que o senhor estava a caminho de Campo Grande e a ideia de que a sua presença seria nosso consolo, especialmente para a querida mana e para o cunhado Saturnino, me instilaram forças novas. (3)
“Seu pai virá em poucas horas”, disse Aristides Nery.
Lúcido, conquanto de ânimo alterado pela fogueira, vi quando os bombeiros retiravam meu corpo hirto para algum lugar.
Aristides Nery, porém, convidou-me para ir ao encontro do Saturnino e me declarou que o meu caso não me privava de reconfortar a família.
Nessa hora, mãezinha Elza e minha irmã já se haviam entregue à emoção do pranto inestancável e o telefone já se fizera sentir, chamando o senhor para nós. Isso me aliviou, sem trazer-me a paz que perdera com o incêndio destruidor.
Uma certa sensação de sono ou fadiga mental me tomou de todo quando o amigo Aristides Nery me avisou que não resistisse ao torpor de que me havia acometido. Conquanto a minha cabeça me desse a ideia de um vulcão interno, consegui dormir para despertar muito depois.
O nosso amigo de Igarapava (5) me fez sentir que a minha comoção agravaria a sua, papai, quando chegasse e acentuaria os sofrimentos da mãezinha Elza e que o sono me facultaria o ensejo de repouso, o qual livraria o senhor de receber, na condição de pai, as cargas de minhas emoções condensadas.
Foi assim que não mais procurei vê-los até que pudesse vir em Campo Grande rever a querida família.
Muito obrigado, meu pai, por todas as medidas que já iniciara para demonstrar que não perdi o meu corpo nas chamas que se levantaram e sim que o traumatismo craniano me arrancou da forma física antes que aquele quadro de guerra me extinguisse as forças.
Tivemos muitas lágrimas. O ambiente de Ituverava, entretanto, nos reconfortou. As observações da vovó Joana e as confidências da Luciana, contando-lhes que líamos livros que nos davam excelentes informações de outras vidas, foram consolo e bênção em seu coração e no coração da mamãe.
Depois, é o que sabemos: da luta para minha adaptação à espiritualidade, o encontro com meus avós e as excursões de estudo, que ainda pesistem e eis-me aqui, mais otimista e mais forte do que antes do acontecimento, considerado tragédia.
Se formos fazer a listagem dos benefícios que recebemos nesses dois anos, todas as nossas dores ficarão para trás.
Agradeço à mãezinha as flores que me ofertou junto com as suas lembranças e quem sabe? – talvez choremos de novo, refletindo nos fenômenos da saudade. Mas creiam, meus pais, seu filho está refeito e com lucidez em seus pensamentos.
Estamos na expectativa de tomar Ituverava para nossa residência e não estou contra; apenas lhe peço o tempo destinado à nossa preparação mental.
Sabemos que a terra pertence a Deus, que confiou o espaço aos homens. Tentar ampliar o nosso espaço em Ituverava é idéia feliz mas precisamos agir com vagar. Querido papai Lineu e querida mãezinha Elza, vamos pensar.
Muito grato pelas alegrias com que vieram participar comigo da felicidade de minha libertação. Estamos juntos e estou contente.
Recebem nossos fluídos de amor; beijo as mãos queridas com o mesmo carinho e com a imensa saudade do filho agradecido de todos os dias.

Lineu de Paula Leão Junior
12 de julho de 1987

DIVALDO FRANCO explica os sonhos e os significados destes - Parte 2/3

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego... de tanto rir... de surpresa...de êxtase... de felicidade

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Ninguém morre tão pobre que não deixe algo

Autor: Desconhecido

VIDA ALÉM DA VIDA - LIVRO DE CHICO XAVIER - PARTE 07


CONTINUAÇÃO

SÉTIMA MENSAGEM

Querido papai Lineu
E querida mãezinha Elza:

Estou aqui, no ponto de espera, para nossas conversações.
O avô Aristides me acompanha e tanto eu quanto ele tomamos a liberdade de pedir ao papai para se desligar dos pensamentos enfermiços com respeito às safenas que recebeu.
Papai amigo, não precisa impressionar-se negativamente com o acontecimento. O corpo humano é um conjunto maravilhoso de peças interligadas e esperamos que a sua resistência rechace os pensamentos de tristeza e preocupação que lhe mortificam a alma.
A cirurgia foi muito bem feita e basta que se mantenha no regime prescrito, evitando aquilo que o seu discernimento já compreende ser mau para os agentes de seu tratamento, para que o corpo lhe agradeça.
O vovô Aristides e eu não estamos procedendo como quem se compraz com o alarme, mas, sim, tentando consolidar as suas forças. Vovô chega a dizer que o senhor tem energias para transmitir até mesmo a mim, já desencarnado e, para que seja mantida sua atividade, é preciso que o senhor se liberte de um apego doentio às funções físicas, impróprias ao homem que alcançou a meia idade. Queremos que o senhor viva muitos e muitos anos, para o que deve prescrever-se normas de trabalho e resolver as situações com o pensamento positivo. Ficamos satisfeitos por haverem encontrado a pessoa que mencionamos, cujo nome devia ser solicitado aos arquivos de Ituverava. (32) Mamãe estranhou o fato, mas é que aqui na vida espiritual, em que nos achamos, o desenvolvimento das crianças avança na direção da pessoa adulta. A pesquisa valeu ainda mais porque a irmã Hilda Rocha foi por mim encontrada já moça feita, na vida espiritual, contrariando os assentamentos do cartório.
Estou desejando à mãezinha Elza e à vovó Joana um Dia das Mães, no domingo próximo, iluminado pelas bênçãos de Deus. Estarei presente às comemorações encomendadas à mamãe e à vovó, almejando-lhes toda a felicidade que a terra possa proporcionar às duas criaturas que são nossas devotadas guardiãs de cada dia.
Peço ao papai Lineu recordar a nossa soja, ao Saturnino. Houve nos últimos dias uma safra extra do verão, com um sol que me fez pensar no êxito de nossas plantas queridas.(30)
Esperando ser mais extenso em outra carta, que será também um cântico de saudades do filho que não os esquece, reúne o papai e a mamãe num grande abraço, o filho que já deu o coração. Perdão, mas não posso esquecer a nossa Luciana(11), a quem tanto devo. Peço-lhes transmitir as minhas afetuosas saudades de todos os dias. Sempre o filho grato.

Lineu de Paula Leão Junior
03 de maio de 1987.

CONTINUA AMANHÃ

DIVALDO FRANCO Explica os somhos e os significados destes - Parte 2/3

domingo, 4 de dezembro de 2011

MENSAGEM SEMANAL

CONVITE À DISCIPLINA

“Somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer.” (Lucas: 17-10.)

Os néscios não conseguem entendê-la. Os preguiçosos supõem marginalizá-la. Os ingratos desconsideram-na. Os frívolos transferem-na no tempo e na oportunidade. Os atormentados teimam por evitá-la. Os vândalos corrompem-na. Os pervertidos pensam mudar-lhe a estrutura, confundindo o teor em que se apresenta. Mas, incorruptível, a disciplina traça linhas diretivas e vigorosas, trabalhando o diamante bruto do espírito, a fim de expungí-lo de toda jaça e torná-lo de real valor. Enxameiam em todo lugar os homens que a conspurcam, enlouquecidos pela tirania do “eu” ou amesquinhado sob o peso da irresponsabilidade. Nos dias modernos, muitas pessoas acreditam que manter disciplina em relação a si mesmas, como ao próximo e à comunidade, – bases que são da Humanidade –, é esforço vão, tendo em vista a vitória dos usurpadores, das facções poderosas que se utilizam da força e da astúcia dos donos dos monopólios, como da impiedade... No entanto o mentiroso a si mesmo se engana; o tirano a si próprio se prejudica; o avaro constrói o presídio dourado da loucura pessoal; o criminoso jugula-se à hediondez; o explorador condiciona-se insaciabilidade. Ninguém engana, realmente, ninguém. É da Lei Divina que o homem somente sofre o que deve. Desde que se apresente em condição de vítima expunge, enquanto o algoz adquire débito para ulterior aflição. Face a isso, disciplina-te no exercício dos pequenos labores para fruíres as alegrias que te conduzirão aos eloqüentes deveres que libertam e acalmam. Disciplina é impositivo de alevantamento moral fomentador do progresso, base da paz, de que ninguém pode prescindir. Se as tuas disciplinas morais por enquanto se apresentam como pesada canga, persevera e insiste nelas até que te chegue o instante liberativo em que se transformarão em prazer de plenitude e gozo de harmonia pessoal decorrentes do júbilo de todos pelo que hajas produzido e conseguido.

Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis / Livro: Convites da Vida / 02/12/2011

PENSAMENTO DO DIA

Envelhecer é inevitável. Crescer é opcional

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Tentar não significa conseguir. Mas, certamente, todos os que conseguiram tentaram..

Autor: Desconhecido

VIDA ALÉM DA VIDA - LIVRO DE CHICO XAVIER - PARTE 06


CONTINUAÇÃO

SEXTA MENSAGEM


Querido papai Lineu
E querida mãezinha Elza
E querida vovó Joana:

Hoje há festa em meu coração e nos olhos do vovô Aristides, que se admirou da disposição da vovó para se afastar de casa, mesmo por algumas horas, para sentir de perto a presença do neto que sempre encontra em vó Joana um anjo tutelar.
Querida vovó: não se impressione com a reunião de que participa. Isso não lhe fere os princípios (29). Em Jesus estamos todos unidos, dentro da ligação espiritual em que conseguimos viver. A organização cristã primitiva inclui o intercâmbio em seu culto. Os mártires voltavam do Mais Além, encorajando os companheiros para os testemunhos da fé. A comunhão entre os vivos do além e os vivos da terra era constante. Por isso mesmo, não se sinta em falta com os seus compromissos de fé, porque, enquanto o lápis desliza no papel, recordo as epopeias daqueles que nos deram a confiança no Deus de misericórdia e de paz, que nos rege os destinos. Sei que a nossa Luciana, a senhora e a mãezinha Elza permuta idéias quanto à sobrevivência e graças a Deus, sinto-a transfigurada, qual se a fé encontrasse um novo nascimento em seu coração .Muito grato, vovó Joana, por ter vindo verificar que amamos os preceitos de Deus e que, por isso, não seria lícito afastar-nos dos outros.
Querida mamãe: venho animando meu pai em todos os serviços que ele empreende e estou agradecido. Apesar disso, peço-lhe incluir o cultivo da soja(30) no ânimo do papai, a fim de que o vejamos sempre inclinado às melhores realizações no que diz respeito ao assunto.
Papai: compreendo que as suas atividades são múltiplas; entretanto, como nosso Saturnino, concretizemos os nossos projetos de estender essa bênção, quanto possível, a benefício dos nossos irmãos. Tenho apreciado os valores da soja em todos os sentidos e não vejo porque não auxiliar a nossa gente com semelhante plantação, que reúne qualidades admiráveis na sustentação de nossos contemporâneos. Sei que a mãezinha Elza ficaria satisfeita em vê-lo descansar, refazendo forças; entretanto, sinto que o trabalho é parte importante no seu pão de cada dia e contaremos consigo para vermos o progresso dessa preciosidade vegetal nos agrupamentos de nosso pessoal.
Querido pai, formulo votos para seu sucesso a fim de que seu trabalho específico sobre a reencarnação tome a forma necessária, em nosso benefício (31). Algumas páginas sobre o assunto, sem qualquer nota de misticismo religioso e sem os vínculos da ciência materialista, farão grande bem aos estudiosos de nosso país. Creio que as novas gerações precisariam dessa chave de luz, que abrirá novas portas ao discernimento geral. Estudemos. Não nos faltarão livros que nos facultem valiosas contribuições à consecução do projeto.
Com respeito a sobrevivência, fui com meu avô Aristides à nossa Ituverava, com o propósito de acentuarmos pesquisas que servissem da vida espiritual para a vida física. Ouvi alguém dizer que no caso de minha citação aos nossos pioneiros, (25 e 26) o médium poderia ter ido a Ituverava e lido os nomes que citei. Trocando impressões com o vovô Aristides, ele me disse que semelhantes críticas não se revestem de importância alguma. Noite alta, convidou-me a encontrar alguém na cidade que pudesse contribuir conosco em nossas pesquisas. Não se passou muito tempo e encontramos simpática senhora a quem expusemos o nosso caso e ela se prontificou a se identificar, no intuito de cooperar conosco. Disse-nos que na terra se chamou Hilda Rocha, (32) acrescentando que conhecia vovó Joana, a quem consagrava respeitosa admiração. Informou-nos que partira para a vida espiritual em 29 de novembro de 1939. Registrei a ocorrência porque assim o papai conseguirá pesquisar o que nos foi transmitido. Falo nisso unicamente para enriquecer o acervo de nossos conhecimentos nesse terreno.
Já escrevi muito e preciso terminar.
Deixo à vovó Joana, dois beijos; um para ela e outro para a nossa Luciana, que eu não poderia esquecer e, com as lembranças do avô Aristides, entrego ao papai e à mãezinha Elza um monte de saudades, juntamente com o carinho e o reconhecimento do filho sempre grato.

Lineu de Paula Leão Junior
14 de fevereiro de 1987

DIVALDO FRANCO - EM BUSCA DA FELICIDADE - PARTE 05

sábado, 3 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA

A sinceridade é a corda que puxa a confiança

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Faça aos outros o que gosta que os outros façam a você

Autor: Jesus Cristo

VIDA ALÉM DA VIDA - LIVRO DE CHICO XAVIER - PARTE 05

CONTINUAÇÃO

QUINTA MENSAGEM

Meu pai Lineu e querida
Mãezinha Elza:

Estou presente com os meus votos de paz e saúde, luz e amor.
A saudade é um ímã a que raras criaturas conseguem resistir. Quero dizer que a mãezinha Elza pensou no dia dos supostos Finados me recordou a figura, mentalizando-se com tamanha perfeição de estrutura e me falou de saudades com sentimentos tão altos que não pude sofrear o propósito de reencontrá-los, através do papel e do lápis, qual se estivéssemos grafando notícias aos queridos destinatários no próprio correio.
É importante tudo isso para mim que, aos poucos, vou me habituando a esse tipo de relacionamento.
Sentir-me-ia feliz se pudesse transmitir a todos a certeza de que os finados não existem.
Somos os mortos-vivos das histórias domésticas, tentando varar as barreiras vibratórias que nos separam um dos outros.
A força básica que nos compele a crer na morte é justamente a saudade que nos fere a todos, em cada paisagem social e em todos os grupos de atividades humanas. Dói de tal modo no coração essa presença do vazio imaginário que, na retaguarda, nos impele a procurar, por todos os meios ao nosso alcance, o fio de comunicação com os que ficaram na vida física a comungar conosco as mesmas lembranças e, por vezes, as mesmas lágrimas.
Este, mamãe, é o motivo pelo qual me vejo aqui em companhia do vovô Aristides (4), a fim de informar ao seu carinho e ao carinho de meu pai que estamos bem, desejando aos nossos entes amados tudo aquilo que a vida nos possa oferecer de bom e belo.
Vejo aqui, além de nós, outros corações sensíveis que se recordam dos seus entes queridos e podemos dizer a cada um que a morte é um fenômeno sem substância ou acontecimento que apenas reconduz a mente humana a recordar as suas fontes de origem.
A todos os companheiros e companheiras que se agrupam aqui, desejo entregar a mensagem de vida previsível que nos é trazida por nossa própria fé. Regozijem-se todos com esta realidade porque a verdade é semelhante ao espelho que não aclara retoques ou enfeites desnecessários.
A esse respeito, meu pai, tenho mantido vários diálogos com vovô Aristides, que é incisivo em suas respostas:
“Cada existência, meu filho, é um ato do drama evolutivo em que vivemos; cada existência que se segue à outra é um traço de continuidade da peça em que nos integramos para a conquista de nós mesmos. Muitas vezes temos vindo à Atena do mundo na condição de guerreiros, na suposição de que as aquisições exteriores nos conduziriam às finalidades desejadas mas apenas no instante em que nos conhecemos é que encontramos o verdadeiro caminho. Pense nisso e escrevendo aos nossos irmãos, sobre o dia de Finados, vocês talvez se reencontrem quanto às necessidades essenciais da vida”.
Estou nesta fase, buscando descobrir-me.
Veja, mãezinha, que o caminho das saudades é o mais acessível para os nossos reencontros até agora e agradeço-lhe o chamamento de mãe que me fala tão alto ao campo do coração.
Se eu pudesse, rogaria a cada um dos nossos irmãos presentes destacar um pequeno farnel para uma família em dificuldades maiores que as nossas, na certeza de que esse expediente nos fortificaria muito mais que as palavras quentes de lamentações e sofrimento.
Uma rosa para a terra que nos conserva as lembranças e um pão para os lares que sofrem privações e obstáculos numerosos, em nossa memória. Se a rosa for artificial, mais gratos nos tornamos porque a flor não terá custado qualquer desgosto à planta maternal em cujos braços desabrochou.
Mãezinha, procure difundir essa prática, desse modo. Qual acontece no Natal de Jesus, estaremos dividindo nosso próprio conforto com aqueles que carecem dos elementos mais simples da terra para sobreviverem. Isso não é impossível e a alegria repartida ser-nos-á força e estímulo para colaborar com mais carinho nos setores do bem.
Como vê o papai, as ideias me explodem na cabeça: entretanto a paciência deve ser a guardiã dessas instruções, porque só através de muita paciência convenceremos os nossos irmãos da terra quanto à realidade que pertence a todos nós. Acima, minha resposta.
Mãezinha Elza no íntimo perguntou o que teria o seu filho a dizer numa data expressiva quanto esta, o tradicional Dois de Novembro, que desejo desperte luminoso e belo para todos os nossos irmãos em humanidade.
Mãezinha, já que nos referimos a supostos falecidos, quero dizer-lhes que eu vi suas indagações carinhosas, juntamente com as da vovô Joana, quanto ao paradeiro do meu avô João Ferreira Telles (28). Outra vez a saudade, filha do amor, funcionando no coração da querida vovó, que até hoje registra a ausência do companheiro.
Sei que ele a visita frequentemente em Ituverava e, sem desejar antecipação nos projetos do meu avô, posso informá-lo de que ele aceitou determinados serviços sacrificiais, em plano espiritual diferente daquele em que hoje tenho a minha provisória habitação, a fim de conquistar o direito de possuir uma residência própria, na qual esperará a vovó com a ternura do homem que aguarda a noiva querida. Com isso não me refiro a qualquer possibilidade de morte para a vovó, a quem desejo muitos e muitos anos de vida e bondade no plano físico a fim de prosseguir o seu apostolado de mãe espiritual para tanta gente.
Desejo simplesmente salientar que o vovô João traz o coração renascido em primavera de sonhos e tudo fará de modo que um dia poderá mostrar com santo orgulho, haurido no trabalho, o novo ninho em que os dois se reencontrem para servirem aos desígnios de Deus em outras dimensões.
Às vezes vovó Joana indaga se o vovô não lhe recebe as orações. Recebe sim e se sente feliz em ser lembrado por ela na espiritualidade maior não há desencontro nem velhice e a alma retorna o seu jardim interior de ideais sublimados em novo nível de vivência.
Reporto-me a essas notícias para que se veja que os “finados” estão vivos e quantos partiram amando as próprias responsabilidades são trabalhadores ativos, agindo na vanguarda com o objetivo de oferecerem o melhor de suas vidas aos que ficam temporariamente na terra, com a obrigação de voltarem ao plano das realidades imperecíveis.
Pai, perdoa-me semelhantes registros mas desejo infundir em mãezinha Elza e em vovó Joana a certeza de que todos aqueles que se lembram dos que os antecederam na grande mudança são também por estes lembrados na mesma tônica de amor que lhes prendem as recordações.
Agradeço as atenções que o Saturnino (13) tem dado aos meus pedidos, tanto quanto sou grato à querida irmã Sandra Maria (7) por estar sempre recordando aos meus sobrinhos a imagem do tio que continua a amá-los no mesmo grau de carinho com que os beijava na existência do corpo pesado.
A todos as minhas lembranças, sem me recorda com silencioso afeto, muitas vezes a renovar-me as energias, fortalecendo-me para o trabalho. Muito carinho à vovó Joana, a quem dedico esta mensagem, na qual me dirijo a todos os irmãos presentes sobre o dia de amanhã, dia dos supostos finados.
Querido papai, estou muito grato pelo prosseguimento de seus estudos sobre a reencarnação e creia que a nossa ligação é inalterável.
Mais tarde escreverei sobre a alegria de reencontrar o meu trisavô, em cuja pessoa julgava estar abraçando um amigo, sem maiores raízes com a nossa vida familiar.
A reunião deve continuar no esquema dos nossos mentores espirituais e reúno papai e mamãe no respeitoso beijo do filho que lhes pertence pelo coração.

Lineu de Paula Leão Junior
01 de novembro de 1986

CONTINUA AMANHÃ

DIVALDO FRANCO - EM BUSCA DA FELICIDADE - PARTE 4

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Nunca esqueça que recordar um momento feliz é guardar no fundo do coração uma lágrima de saudade

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DIÁRIA

Os ventos que às vezes levam algo que amamos são os mesmos ventos que nos trazem algo que aprendemos a amar. Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo que é realmente nosso o vento nunca irá levar

Autor: Desconhecido

VIDA ALEM DA VIDA - LIVRO DE CHICO XAVIER - PARTE 04

CONTINUAÇÃO

QUARTA MENSAGEM


Querido papai Lineu
E querida mãezinha Elza:

Estou presente com o meu avô Aristides, (4) como quem assina o livro de ponto da saudade.
Estamos sempre juntos, no entanto as palavras escritas guardam a função de materializar-nos na união de sempre.
O tempo corre mas os nossos sentimentos se assemelham às pirâmides, que não se transfiguram com o vento forte.
Tenho estado sempre que possível na fazenda, onde os benfeitores da vida maior me consentem agora permanências mais longas, já que o meu restabecimento geral caminha para o final em passos rápidos. Ali posso rejubilar-me com os espetáculos da natureza sempre mais linda, onde a aflição urbana ainda não chegou com as inquietações que lhes são características. O céu na fazenda é mais azul, o campo é mais rico e meu pedaço, dedicado especialmente à soja, me faz pensar no devotamento de nosso prezado Saturnino(13) que tudo faz, com o papai Lineu, para que os meus desejos, expressos há muito tempo, sejam cumpridos.
Pai, tenho motivos para imaginar que a soja alcançara posição especial em nosso país e no mundo. Posso conscientemente registrar uma experiência pessoal que realizei, procurando fatores nutrientes na soja, através do olfato, havendo encontrado, em mim próprio, sensações de reconforto e saciedade que me fizeram grande bem. Imagine, para logo, o que não fará a ciência de amanhã dessa planta preciosa, que se fará uma central de alimentos diversos para o homem do futuro..Do que tenho visto na terra, mesmo com a minha inexperiência em botânica, vejo a soja com o sendo uma preciosidade, que o nosso século apenas começou a descobrir.
Tenho ido a Ituverava, sempre que as circunstâncias me favorecem e desejo contar-lhes que em companhia do meu avô Aristides, num passeio a dois, para sentirmos de perto a grandeza do Salto Belo, (24) fomos ambos até lá, encontrando dois amigos que a avô Aristides me apresentou com alegria. Amigos de tempos passados, mas presentemente vivos; no presente que consubstancia a vida em si mesma, nos seus movimentos próprios. Estavam ali, qual ocorria a meu avô e a mim, contemplando a queda límpida e brilhante. O vovô mencionou-lhes os nomes, depois de abraçá-los: coronel Augusto Sempliciano Barbosa (25) e Capitão Antônio Jacinto de Freitas(26).
O Coronel fixou-me com bondade e explicou:
“— Meu filho, não se atenha aos títulos, que não mais nos pertencem. Isso já passou. Somos apenas seus irmãos.”
Meu avô sorriu mas declinou-lhes a posição de fundadores de nossa cidade, em visita de crinho e admiração pelo progresso que a cidade hoje ostenta.
A nossa conversação foi amena e longa e, ao retirar-me, muito grande foi o meu anseio de comentar o encontro com a vovó Joana e com a nossa estimada Luciana, mas isso foi obviamente impossível, porque não seria eu quem poderia quebrar as dimensões vibratórias em que vivemos atualmente.
Tenho porém a satisfação de dar-lhes ciência do acontecido porque o papai Lineu poderá arrancar dos arquivos os nomes dos cavalheiros a que me referi.
Mãezinhas Elza, pedem-lhe dizer a vovó Joana e à Luciana, tanto quanto aos amigos de Ituverava, quanta saudade experimento em relação a eles todos.
Falando em lembranças aos corações queridos, peço-lhes permissão para encerrar estas minhas notícias, atentos que devemos estar à festividade que esta casa amiga realiza, em homenagem a um jovem, o jovem augusto Cezar(27), que se fez um herói de compreensão e bondade humana, depois de sua volta da vida física para a vida espiritual. Admiro a plêiade entusiasta de jovens que temos pela frente e, ao sentir-lhes os ideais de evangelismo e renovação, creio no Brasil melhor que se encontra em abençoada gestação.
Queridos pais: com muito carinho aos nossos de Ituverava e Campo Grande, peço-lhes receber as saudades do filho reconhecido,

Lineu de Paula Leão Junior
28 de setembro de 1986

CONTINUA AMANHÃ

DIVALDO FRANCO - EM BUSCA DA FELICIDADE - PARTE 3

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO DIA

Não sei se a vida é curta ou longa demais, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.

Autor: Desconhecido

MENSAGEM DO DIA

Desarme o coração para a diferença de ideias e deixe que a compreensão encontre naturalmente o lado da razão

Autor: Desconhecido