sábado, 29 de maio de 2010

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Nona Parte

ESCOLHA DAS PROVAS

258 – QUANDO O ESTADO ERRANTE E ANTES DE SE REENCARNAR, O ESPÍRITO TEM A CONSCIÊNCIA E A PREVISÃO DAS COISAS QUE LHE SUCEDERÃO DURANTE A VIDA?

- Ele próprio escolhe o gênero das provas que quer suportar e é nisso que consiste o seu livre-arbítrio.

- NÃO É DEUS QUE LHE IMPÕE, ENTÃO, AS TRIBULAÇÕES DA VIDA COMO CASTIGO?

- Nada ocorre sem a permissão de DEUS, pois é ELE quem estabelece todas as leis que regem o Universo. Perguntai, então, por que fez tal lei ao invés de outra. Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e suas conseqüências, de maneira que nada entrava o seu futuro; o caminho do bem, como o do mal, lhe está aberto. Se sucumbe, resta-lhe a consolação de que nem tudo se acabou para ele; DEUS na sua bondade, lhe dá a oportunidade de recomeçar o que foi mal feito. É necessário, aliás, distinguir o que é obra da vontade de DEUS do que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que criastes, mas DEUS, contudo, pela própria vontade, a ELE vos expondes porque vedes um meio de adiantar-vos e DEUS o permitiu.

259 – SE O ESPÍRITO PODE ESCOLHER O GÊNERO DAS PROVAS QUE DEVE SUPORTASR, SEGUE-SE DAÍ QUE TODAS AS TRIBULAÇÕES QUE EXPERIMENTAMOS NA VIDA FORAM PREVISTAS E ESCOLHIDAS POR NÓS?

- Todas, não é a palavra, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas; escolhestes o gêneros das provas, os detalhes são conseqüências da vossa posição e, freqüentemente, dos vossos próprios atos. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, ele sabia a que arrastamento se expunha, mas não cada um dos atos que viria a praticar, e que são resultados da sua vontade ou do seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que escolhendo tal caminho terá que suportar tal gênero de luta; sabe, também, a natureza das vicissitudes que enfrentará, mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunstâncias e da força das coisas. Somente são previstos os grandes acontecimentos que influem no seu destino.

Se tomares um caminho cheio de sulcos profundos, sabes que deves tomar grandes precauções para não caíres, e não sabes em qual deles cairás; pode ser, também, que não cais se fores bastante prudente. Se passando por uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, como vulgarmente se diz.

(CONTINUA AMANHÃ)

PROGRAMA TRANSIÇÃO - MEDO DA MORTE 2-3

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

28 de maio de 2010

Quando você encontrar trevas diante de si, não esbraveje contra elas.

Ao contrário, procure acender uma luz.

MINUTO DE SABEDORIA

UM corpo saudável reflete atitudes corretas e perfeitas da mente.

Alimente seu cérebro com pensamentos saudáveis, para que seu corpo possa refletir saúde.

Equilibre seus pensamentos num clima de bondade e compreensão, para que seus órgãos funcionem com regularidade.

Mantenha viva a sensação da presença de DEUS dentro de você, para que seu corpo irradie otimismo e amor.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA

Nonagésima Oitava Parte

ENSAIO TEÓRICO SOBRE A SENSAÇÃO NOS ESPÍRITOS

Toda esta teoria, dir-se-á, não é nada tranqüilizadora. Pensávamos que, uma vez desembaraçados do nosso envoltório grosseiro, instrumentos das nossas dores, não sofreríamos mais e nos informais que ainda sofreremos e, seja de uma maneira ou de outra, é sempre sofrer. Ah! Sim, podemos ainda sofrer muito e por muito tempo, mas, podemos também não mais sofrer, mesmo desde o instante em que deixamos a vida corpórea.

Os sofrimentos deste mundo, algumas vezes, independem de nós, mas muitos são conseqüências da nossa vontade. Remontando à origem, ver-se-á que, em sua maior parte, resultam de causas que poderíamos evitar. Quantos males e enfermidades devem o homem aos seus excessos, à sua ambição, às suas paixões? O homem que tivesse vivido sempre sobriamente, sem abusar de nada, com simplicidade de gostos, modesto em seus desejos, se pouparia de muitas tribulações. Ocorre o mesmo com o Espírito; os sofrimentos que enfrenta são conseqüência da maneira que viveu sobre a Terra. Sem dúvida, não terá mais a gota e o reumatismo, mas terá outros sofrimentos que não são menores. Vimos que esses sofrimentos resultam dos laços que ainda existem entre o Espírito e a matéria e que quanto mais se liberta da influência da matéria, quanto mais se desmaterializa, sofre menos as sensações penosas. Ora, depende dele libertar-se dessa influência desde a vida atual; tem o seu livre-arbítrio e, por conseguinte, a faculdade de escolher entre fazer e não fazer. Dome ele as suas paixões animais, não sinta ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo orgulho e purifique a sua alma pelos bons sentimentos, que faça o bem e dê às coisas deste mundo a importância que elas merecem, então, mesmo estando encarnado, já estará depurado, liberto da matéria, e quando deixar seu corpo não mais lhe suportará a influência. Nenhuma recordação dolorosa nenhuma impressão desagradável lhe restará dos sofrimentos físicos que experimentou, porque elas afetaram o corpo e não o Espírito. Sentir-se-á feliz de ter se libertado delas e a alma de sua consciência o isentará de todo o sofrimento moral. Interrogamos milhares de Espíritos, que pertenceram a todas as categorias da sociedade terrena, a todas as posições sociais; estudamo-los em todos os períodos da sua vida espírita, a partir do momento em que deixaram o corpo; seguimo-los, passo a passo, nessa vida além-túmulo, para observar as mudanças que neles se operaram, em idéias, em suas sensações e, sob esse aspecto, os homens mais vulgares não foram os que nos forneceram materiais de estudo menos preciosos. Ora, constatamos sempre que os sofrimentos tinham relação com a conduta, da qual suportavam as conseqüências, e que essa nova existência era a fonte de uma felicidade inefável para os que seguiram o bom caminho. Segue-se daí que os que sofrem, sofrem porque quiseram e só de sim mesmos podem queixar-se, tanto neste como no outro mundo.

(CONTINUA AMANHÃ)

MEDO DA MORTE 1/3

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

27 de Maio de 2010

"Em vosso interior contatareis civilizações avançadas. A vida de harmonia com elas terá início, mas no silêncio."

MINUTO DE SABEDORIA

POR que tem medo que a riqueza não chegue para você?

A riqueza permanece a todos, no universo.

Se existem pessoas mais próspera que outras, não pense que se trata de injustiça ou desequilíbrio da Lei.

Se eles conseguiram essa abundância, você também poderá obtê-la.

Não procure enriquecer tirando dos outros; busque-a na Energia Cósmica, no universo, que dá a todos oportunidades de acordo com as capacidades de cada um.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Sétima Parte

ENSAIO TEÓRICO SOBRE A SENSAÇÃO NOS ESPÍRITOS

Quanto à visão, ela independe da nossa luz. A faculdade de ver é um atributo essencial da nossa alma; para ela não há obscuridade, e apresenta-se mais extensa, mais penetrante para os que estão mais purificados. A alma, ou o Espírito, tem pois, em si mesmo, a faculdade de todas as percepções; na vida corpórea elas são limitadas pela grosseria de seus órgãos, contudo, na vida extracorpórea o são cada vez menos à medida que se torna menos compacto o envoltório semimaterial.

Esse envoltório, tirado do meio ambiente, v ária de acordo com a natureza dos mundos. Passando de um mundo a outro, os Espíritos trocam de envoltório como trocamos de roupa ao passarmos do inverno para o verão, ou do pólo pára o equador.

Os Espíritos mais elevados, quando nos vêm visitar, revestem-se do perispírito terrestre e, então, suas percepções operam como nos Espíritos vulgares, mas todos, inferiores como superiores, não ouvem e não sentem mais do que aquilo que querem ouvir ou sentir. Sem possuírem órgãos sensitivos, podem tornar, á vontade, ativas ou nulas suas percepções; só uma coisa são forçados a ouvir: os conselhos dos bons Espíritos. A visão é sempre ativa, mas eles podem, reciprocamente, tornarem-se invisíveis uns aos outros. Segundo a categoria que ocupem, podem ocultar-se dos que lhes são inferiores, mas não o podem dos que lhes são superiores. Nos primeiros momentos que se seguem à morte, a visão do Espírito é sempre perturbada e confusa e se aclara à medida que se desprende e pode adquirir a mesma clareza que durante a vida, independentemente da sua penetração através dos corpos que nos são opacos. Quanto à sua extensão pelo espaço infinito, no futuro e no passado, depende do grau da pureza e elevação do Espírito.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO -REENCARNAÇÃO 3/3

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

26 de Maio de 2010

"Na energia divina estão as leis que trabalham em harmonia. Despertai para vosso interior, para o centro do ser."

MINUTO DE SABEDORIA

NÃO permaneça preso ao passado nem a recordações tristes.

Não remexa uma ferida que está cicatrizada.

Não revolva dores e sofrimentos antigos.

O que passou, passou!

Deste momento em diante, procure construir uma vida nova, na direção do alto, caminhando para frente, sem olhar para trás.

Faça como o sol que se ergue a cada novo dia, sem lembrar-se da noite que passou.

O LIVRO DOS ESPIRITOS


LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Sexta Parte

ENSAIO TEÓRICO SOBRE A SENSAÇÃO NOS ESPÍRITOS

Mas, dir-se-á, as sensações agradáveis são transmitidas ao Espírito pelo perispírito, da mesma forma que as sensações desagradáveis; ora, se o Espírito puro é inacessível a umas, deve ser igualmente a outras. Sim, sem dúvida, para aquelas que provêm unicamente da influência da matéria que conhecemos: o som dos nossos instrumentos, o perfume de nossas flores, nenhuma impressão lhe causam. Entretanto, ele experimenta sensações íntimas, de um encanto indefinível que nem podemos imaginar; pois a esse respeito somos como cegos de nascença em relação à luz; sabemos que ela existe, mas por que meio? Ai se detém a nossa ciência.

Sabemos que existe percepção, sensação, audição, visão; que essas faculdades são atributos de todo o ser, e não, como no homem, de uma parte do ser; mas, ainda uma vez, por que intermediário? E o que não sabemos. Os próprios Espíritos não podem nos dar conta, visto que nossa linguagem não está em condições de exprimir as idéias que não temos, da mesma forma que a língua dos selvagens não tem termos para exprimir nossas artes, nossas ciências e nossas doutrinas filosóficas.

Dizendo que os Espíritos são inacessíveis às impressões da nossa matéria, queremos falar dos Espíritos muito elevados, cujo envoltório etéreo não encontra analogia em nosso mundo. O mesmo não ocorre com o perispírito mais denso, que percebem os nossos sons e os nossos odores, embora não o façam por uma parte da sua individualidade, como quando em vida. Poder-se-ia dizer que as vibrações moleculares se fazem sentir em todo o ser e chegam, assim, ao seu sensorium commune, que é o próprio Espírito, embora de um modo diferente, e por ser também com uma impressão diferente, o que produz uma modificação na percepção. Eles ouvem o som da nossa voz, entretanto, nos compreendem sem o auxilio da palavra, apenas pela transmissão do pensamento, isso vem em apoio ao que dissemos: essa penetração é tanto mais fácil quanto mais o Espírito está desmaterializado.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO -REENCARNAÇÃO 2/3

terça-feira, 25 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

25 de Maio de 2010

"Tendes hoje oportunidade de realizações que ultrapassam a vida terrena. Já podeis viver leis mais amplas."

MINUTO DE SABEDORIA

PROCURE viver mais a sua vida interior.

A agitação da vida não deve atingir nosso eu verdadeiro, nossa alma.

Não deve esquecer a coisa mais importante.

A Centelha Divina é que é nosso eu real, do qual nosso corpo é apenas um reflexo.

Portanto, procure viver mais intensamente sua vida interior, a vida de seu eu verdadeiro, de sua alma.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Quinta Parte

ENSAIO TEÓRICO SOBRE A SENSAÇÃO NOS ESPÍRITOS

Eis porque o Espírito não diz que sofre mais da cabeça do que dos pés. É preciso, de resto, não confundir as sensações do perispírito, que se tornou independente, com as do corpo, não podemos tomas estas últimas como análogas, mas apenas como termo de comparação. Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral como o remorso, uma vez que ele se queixa do frio e do calor. Ele não sofre mais no inverno que no verão e o temos visto passar através das chamas sem nada experimentar de penoso; a temperatura não lhes causa, pois, nenhuma impressão. A dor que ele sente não é propriamente uma dor física, mas um vago sentimento íntimo que o próprio Espírito nem sempre entende, precisamente porque a dor não está localizada e não produzida por agentes externos; é mais uma lembrança que uma realidade, porém, uma recordação também penosa. Há, algumas vezes, entretanto, mais que uma lembrança, como iremos ver.

A experiência nos ensina que no momento da morte o perispírito se liberta mais ou menos lentamente do corpo. Durante os primeiros instantes, o Espírito não entende sua situação; não se crê morto porque se sente vivo; vê seu corpo de um lado, sabe que é seu, mas não entende por que está separado dele. Este estado perdura enquanto existe alguma ligação entre o corpo e o perispírito. Um suicida nos disse: Não, não estou morto – e ajuntou – entretanto, sinto os vermes que me roem. Ora, seguramente, os vermes não roíam o perispírito, e muito menos o Espírito; roíam apenas o corpo.

Entretanto, como a separação do corpo e do perispírito não tinha se completado, resultava uma espécie de repercussão moral que lhe transmitia a sensação do que se passava no corpo. Repercussão pode não ser, talvez, a palavra certa, pois faria supor um efeito muito material; era, antes, a visão do que se passava no corpo, ligado ainda no seu perispírito, que produzia nele uma ilusão, na qual tomava por uma realidade. Assim, não era uma lembrança, pois que, durante sua vida não havia sido roído pelos vermes, era sentimento de um fato atual. Vêem-se, por ai, as deduções que se podem tirar dos fatos, quando são observados atentamente. Durante a vida, o corpo recebe as impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito que constitui, provavelmente, o que se chama de fluido nervoso. Morto o corpo, ele não sente mais nada, visto que não há mais nele Espírito, nem perispírito. O perispírito, desprendido do corpo, experimenta sensação, mas como esta não lhe chega mais por um canal limitado, é generalizada.

Ora, como na realidade ele não é mais que um agente de transmissão, pois é no Espírito que está a consciência, resulta disso que, se pudesse existir um perispírito sem Espírito, ele não sentiria mais do que um corpo morto. Da mesma forma, se o Espírito não tivesse o perispírito, seria inacessível a toda sensação penosa, como ocorre com os Espíritos completamente purificados. Sabemos que, quanto maias eles se purificam, mas a essência do perispírito se torna etérea, do que se segue que a influência material diminui à medida Espírito progride, quer dizer, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO -REENCARNAÇÃO 1/3

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

24 de Maio de 2010

"A nova raça já vive. Podeis perceber seus sinais em vosso interior?"

MINUTO DE SABEDORIA

SEJA o que você deseja ser.

Não dê importância o que os outros dizem.

Você é filho de DEUS, e como tal tem o direito à sua liberdade.

Não desanime diante dos impedimentos e das dores.

Fique certo de que você, unicamente você, terá de dar contas de seus atos.

Portanto, busque dentro de si mesmo a luz divina e seja exatamente o que você deseja ser: subindo sempre.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

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CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Quarta Parte

ENSAIO TEÓRICO SOBRE A SENSAÇÃO NOS ESPÍRITOS

257 – O CORPO É O INSTRUMENTO DA DOR E, SE NÃO É A SUA CAUSA PRIMEIRA, PELO MENOS É A CAUSA IMEDIATA. A ALOMA TEM A PERCEPÇÃO DA DOR, MAS ESTA PERCEPÇÃO É UM EFEITGO. A LEMBRANÇA QUE DELA CONSERVA PODE SER MUITO PENOSA, CONTUDO, NÃO PODE TER AÇÃO FÍSICA. COM EFEITO, NEM O FRIO, NEM O CALOR PODEM DESORGANIZAR OS TECIDOS DA ALMA E ESTA NÃO PODE GELAR-SE NEM QUEIMAR-SE. NÃO VEMOS, TODOS OS DIAS, A LEMBRANÇA OU A APREENSÃO DE UM MAL FÍSICO PRODUZIR EFEITOS TÃO REAIS E OCASIONAR MESMO A MORTE?

TODO O MUNDO SABE QUE AS PESSOAS AMPUTADAS SENTEM DOR NO MEMBRO QUE NÃO EXISTE MAIS. SEGURAMENTE, NÃO É NESSE MEMBRO QUE ESTÁ A SEDE OU O PONTO DE PARTIDA DA DOR; APENAS O CÉREBRO CONSERVOU A IMPRESSÃO DA DOR. PODE-SE, POIS, CRER QUE HÁ ALGUMA COISA DE ANALOGIA COM OS SOFRIMENTOS DO ESPÍRITO DEPOIS DA MORTE. UM ESTUDO MAIS APROFUNDADO DO PERISPÍRITO, QUE DESEMPENHA UM PAPEL MUITO IMPORTANTE EM TODOS OS FENÔMENOS ESPIRITAS, COMO AS APARIÇÕES VAPOROSAS OU TANGÍVEIS, O ESTADO DO ESPÍRITO NO MOMENTO DA MORTE, A IDÉIA TÃO FREQÜENTE DE QUE AINDA ESTÁ VIVO, O QUADRO TÃO COMOVENTE DOS SUÍCIDAS, DOS SUPLICIADOS, DOS QUE SE DEIXARAM ABSORVEREM NOS PRAZERES MATERIAIS, E TANTOS OUTROS FASTOS, VIERAM FAZER LUZ SOBRE ESSA QUESTÃO E DAR LUGAR ÀS EXPLICAÇÕES QUE DAMOS, AQUI, RESUMIDAS.

O PERISPÍRITO É O LAÇO QUE UNE O ESPÍRITO À MATÉRIA DO CORPO, SENDO TIRADO DO MEIO AMBIENTE, DO FLUIDO UNIVERSAL; CONTÉM, AO MESMO TEMPO, ELETRICIDADE, FLUIDO MAGNÉTICO E, ATÉ CERTO PONTO, A MATÉRIA INERTE. PODER-SE-IA DIZER QUE É A QUINTESSÊNCIA DA MATÉRIA, O PRINCÍPIO DA VIDA ORGÂNICA, MAS NÃO DA VIDA INTELECTUAL, PORQUE ESTA ESTÁ NO ESPÍRITO. É, ALÉM DISSO, O AGENTE DAS SENSAÇÕES EXTERNAS. NO CORPO, ESSAS SENSAÇÕES ESTÃO LOCALIZADAS PELOS ORGÃOS QUE LHES SERVEM DE CANAIS. DESTRUIDO O CORPO, AS SENSAÇÕES FICAM GENERALIZADAS.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P10

domingo, 23 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

23 de Maio de 2010

"Coordenai vossa ação com as leis do despertar interior."

MINUTO DE SABEDORIA

A vida é alegria, quando espalhamos apenas otimismo e amor em redor de nós.

Busque sempre ajudar e servir, derramando felicidade em torno de você, e a alegria voltará para você mesmo.

Procure viver integrado na energia cósmica , que se dá igualmente a todos, e você verá que sua vida se transformará num ato de puro amor e num paraíso de felicidades sem limites.

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LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Terceira Parte

PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

254 – OS ESPÍRITOS EXPERIMENTAM A FADIGA E A NECESSIDADE DE REPOUSO?

- Não podem sentir fadiga tal como a entendeis e, por conseguinte, não têm necessidade de vosso repouso corporal, pois eles não têm órgãos cujas forças devem ser reparadas. O Espírito repousa no sentido de que não tem uma atividade constante. Sua ação não é material, mas intelectual e, seu repouso, moral. Há momentos em que seu pensamento deixa de ser tão ativo e não se fixa sobre um objeto determinado; é um verdadeiro repouso, mas que na pode ser comparado ao repouso do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem experimentar está em razão da sua inferioridade; quando mais sejam elevados, menos necessitam de repouso.

255 – QUANDO UM ESPÍRITO DIZ QUE SOFRE, QUAL A NATUREZA DOS SOFRIMENTOS QUE EXPERIMENTA?

- Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente que os sofrimentos físicos.

256 – POR QUE, ENTÃO, ALGUNS ESPÍRITOS SE QUEIXAM DE SOFRER FRIO OU CALOR?

- Lembranças do que padeceram durante a vida, tão penosa, algumas vezes, como a realidade. Freqüentemente, é uma comparação que fazem para experimentar melhor a sua situação. Quando lembram o corpo, experimentam uma espécie de impressão como quando se tira um capote e se crê ainda vesti-lo algum tempo depois.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P09

sábado, 22 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

22 de Maio de 2010

"A maior glória da nova raça humana será conhecer a autonomia que o universo oferece e regular com harmonia a própria ação."

MINUTO DE SABEDORIA

EVITE acusar e criticar.

Procure, antes, colaborar, sobretudo, com seu exemplo digno e nobre.

Tudo tem sua razão de ser na vida, embora nem sempre saibamos compreender, porque não temos uma visão completa, já que só podemos ver a superfície das pessoas e coisas.

Deixe o julgamento Aquele que vê os corações e que está dentro de cada um de nós, lendo os mais secretos pensamentos e intenções.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Segunda Parte

PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

250 – SENDO AS PERCEPÇÕES ATRIBUTOS DO PRÓPRIO ESPÍRITO, É POSSIVEL QUE ELE DEIXE DE USÁ-LAS?

- O Espírito só vê e ouve o que ele quiser. Isto de uma maneira geral e, sobretudo, para os Espíritos elevados; os imperfeitos ouvem e vêem freqüentemente, queiram ou não, aquilo que pode ser útil ao seu adiantamento.

251 – OS ESPÍRITOS SÃO SENSÍVEIS À MÚSICA?

- Quereis falar de vossa música? O que é ela diante da música celeste? Desta harmonia que nada sobre a Terra pode vos dar uma idéia? Uma é para a outra o que o canto do selvagem é para a suave melodia. Entretanto, os Espíritos vulgares podem experimentar um certo prazer em ouvir a vossa música, porque não são ainda capazes de compreender outra mais sublime. A música tem para os Espíritos encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Refiro-me à música celeste, que é tudo que a imaginação espiritual pode conceber de mais belo e de mais suave.

252 – OS ESPÍRITOS SÃO SENSIVEIS ÀS BELEZAS DA NATUREZA?

- As belezas naturais dos diversos mundos são tão diferentes que se está longe de conhecê-las. Sim, são sensíveis de acordo com a sua aptidão em apreciá-las e compreendê-las. Para os Espíritos elevados há belezas de conjunto diante das quais desaparecem, por assim dizer, as belezas dos detalhes.

253 – OS ESPÍRITOS EXPERIMENTAM AS NOSSAS NECESSIDADES E OS NOSSOS SOFRIMENTOS FÍSICOS?

- Eles os conhecem, visto que os suportaram, mas não sentem materialmente como vós, porque são Espíritos.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P08

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

21 de Maio de 2010

"O pensamento deve tornar-se instrumento da alma. Assim, vossa existência responderá à harmonia dos ritmos cósmicos."

MINUTO DE SABEDORIA

MANTENHA-SE calmo e sereno.

Confie na Força Cósmica que enche todo o Universo, inclusive sua própria pessoa.

Focalize sua confiança em DEUS que habita dentro de você e dentro de todas as criaturas.

Liberte-se do medo, caminhe com segurança e procure ouvir as palavras de orientação, ditadas, no mais profundo de seu coração, por DEUS que habita dentro de você.

O LIVRO DOS ESPIRITOS


LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Nonagésima Primeira Parte

PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

245 – A VISÃO DOS ESPÍRITOS É CIRCUNSCRITA COMO NOS SERES CORPÓREOS?

- Não, ela reside nele.

246 – OS ESPÍRITOS TÊM NECESSIDADE DA LUZ PARA VER?

- Vêem por si mesmos, não tem necessidade da luz exterior; para eles não há trevas, a não ser aquelas em que se encontram por expiação.

247 – OS ESPÍRITOS TÊM NECESSIDADE DE SE TRANSPORTAREM PARA VER DOIS LUGARES DIFERENTES? PODEM, POR EXEMPLO, VER SIMULTANEAMENTE OS DOIS HEMISFÉRIOS DO GLOBO?

- Como o Espírito se transporta com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê tudo a uma só vez; seu pensamento pode irradiar e se dirigir, ao mesmo tempo, sobre vários pontos diferentes. Esta faculdade depende de sua pureza; quanto menos puro ele for, mais sua visão é limitada; somente os Espíritos superiores podem ter visão de conjunto.

(A faculdade de ver, nos Espíritos, é uma propriedade inerente à sua natureza e que reside em todo o seu ser, como a luz reside em todas as partes de um corpo luminoso; É uma espécie de lucidez universal que se estende a, envolve, a uma só vez, o espaço, o tempo e as coisas e para a qual não há trevas nem obstáculos materiais. Compreende-se que deve ser assim; no homem a visão se realiza através do funcionamento de um órgão impressionado pela luz, e sem a luz ele fica na obscuridade. No Espírito a faculdade de ver sendo um atributo próprio, abstração feita de todo agente exterior, a visão é independente da Luz (Veja-se: OBQÜIDADE, nº 92)

248 – O ESPÍRITO VÊ AS COISAS TÃO DISTINTAMENTE COMO NÓS?

- Mais distintamente, porque sua visão penetra aquilo que não podeis penetrar; nada a obscurece.

249 – O ESPÍRITO PERCEBE OS SONS?

- Sim, e percebe até mesmo o que os vossos sentidos obtusos não podem perceber.

- A FACULDADE DE OUVIR, COMO A DE VER, ESTÁ EM TODO O SEU SER?

- Todas as percepções são atributos do Espírito e fazem parte do seu ser. Quando está revestido de um corpo material, eles não lhe chegam senão por um canal de órgãos; mas no estado de liberdade, não estão mais localizados.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P07

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Não critique!

Procure antes colaborar com todos, sem fazer críticas.

A crítica fere, e ninguém gosta de ser ferido.

MINUTO DE SABEDORIA

ALGUNS são mais lentos, outros mais rápidos na caminhada.

Não queira exigir dos outros aquilo que nem sempre você mesmo consegue fazer.

Tenha compreensão pelos erros do próximo, e aguarde que possam escalar aos poucos a montanha íngreme da virtude.

Ninguém pode tornar-se santo da noite para o dia.

Tenha paciência com os companheiros de sua jornada na Terra.

O LIVRO DOS ESPIRITOS


LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA

Nonagésima Parte

PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

242 – COMO É QUE Os ESPÍRITOS TÊM CONHECIMENTO DO PASSADO? Esse conhecimento lhes é limitado?

- O passado, quando nos ocupamos dele, é presente; precisamente como te recordas de uma coisa que te impressionou durante o teu exílio. Entretanto, como não temos mais o véu material que obscurece a tua inteligência, lembramo-nos de coisas que se apagam para a tua memória, mas os Espíritos não conhecem tudo, a começar pela sua própria criação.

243 – OS ESPÍRITOS CONHECEM O FUTURO?

- Isso depende ainda de sua perfeição; freqüentemente, eles apenas o entrevêem, mas nem sempre têm a permissão de revelá-lo.

- Quando o vêem, parece-lhes presente. O Espírito vê o futuro mais claramente, à medida que se aproxima de DEUS. Depois da morte, a alma vê e abrange, de um golpe de vista, suas migrações passadas, mas não pode ver o que DEUS lhe reserva; para isso, é necessário que esteja integrada nele, depois de muitas existências.

- OS ESPÍRITOS QUE ALCANÇARAM A PERFEIÇÃO ABSOLUTA TÊM O CONHECIMENTO COMPLETO DO FUTURO?

- Completo não é a palavra, porque só DEUS é soberano senhor e ninguém o pode igualar.

244 – OS ESPÍRITOS VÊEM A DEUS?

- Só os Espíritos superiores o vêem e o compreendem; os Espíritos inferiores o sentem e o adivinham.

- QUANDO UM ESPÍRITO INFERIOR DIZ QUE DEUS LHE PROÍBE OU LHE PERMITE UMA COISA, COMO SABE QUE A ORDEM VEM DE DEUS?

- Ele não vê a DEUS, mas sente a sua presença e, quando uma coisa não deve ser feita ou uma palavra não deve ser dita, ele pressente como uma intuição, uma advertência invisível que o proíbe de fazê-lo. Vós mesmos não tendes pressentimentos, que são como uma advertência secreta, de fazer, ou não, alguma coisa? Ocorre o mesmo para nós, somente que num grau superior, porque como compreendes, sendo essência dos Espíritos mais sutil que a tua, eles podem melhor receber as advertências divinas.

- A ORDEM É TRANSMITIDFA DIRETAMENTE POR DEUS OU POR INTERMÉDIO DE OUTROS ESPÍRITOS?

- Ela não vem diretamente de DEUS; para comunicar-se com ele é preciso ser digno. DEUS lhes transmite suas ordens pelos Espíritos mais elevados em perfeição e em instrução.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P06

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

19 de Maio de 2010

"Há novo caminho para vós; para descobri-lo deveis aspirar à vida transcendental até consegui-la."

MINUTO DE SABEDORIA

PROCURE amar a tudo e a todos indistintamente.

O amor é uma doação perene de luz e de felicidade, sem buscar retribuições e compensações.

Em todas as criaturas está DEUS, que habita dentro de cada um de nós.

Ame a DEUS, amando a seu próximo tanto quanto a si mesmo.

Distribua compreensão e paz, para que a felicidade possa morar definitivamente em seu coração.

O LIVRO DOS ESPIRITOS


LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Octogésima Nona Parte

PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS

237 – UMA VEZ NO MUNDO DOS ESPÍRITOS, A ALMA CONSERVA AINDA AS PERCEPÇÕES QUE TINHA QUANDO DA SUA VIDA FÍSICA?

- Sim, e outras que ela não possuía porque seu corpo era como um véu que as obscureciam. A inteligência é um atributo do Espírito, mas que se manifesta mais livremente quando não há obstáculos.

238 – AS PERCEPÇÕES E OS CONHECIMENTOS DOS ESPÍRITOS SÃO INDEFINIDOS; EM UMA PALAVRA, SABEM ELES TODAS AS COISAS?

- Quando mais se aproximam da perfeição, mais sabem; se são superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes sobre todas as coisas.

239 – OS ESPÍRITOS CONHECEM O PRINCIPIO DAS COISAS?

- Conhecem segundo a sua elevação e a sua pureza; os Espíritos inferiores, a esse respeito, não sabem mais que os homens.

240 – OS ESPÍRITOS COMPREENDEM O TEMPO COMO NÓS?

- Não, e é por isto que não nos compreendeis sempre, quando se trata de fixar datas ou épocas.

( Os Espíritos vêem fora do tempo, tal como compreendemos; o tempo para eles se anula, por assim dizer, e os séculos, tão longos para nós, não são aos seus olhos senão instantes que se esvaecem na eternidade, da mesma forma que as desigualdades do solo se apagam e desaparecem para aqueles que se elevam no espaço.)

241 – OS ESPÍRITOS TÊM, DO PRESENTE, UMA IDÉIA MAIS PRECISA E MAIS JUSTA QUE NÓS?

- Do mesmo modo que aquele que vê claramente as coisas tem uma idéia mais justa que o cego. Os Espíritos vêem o que não verdes, eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas ainda uma vez, isto depende da sua elevação.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P05

terça-feira, 18 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

18 de Maio de 2010

"Não percais tempo. Estais diante da oportunidade de ultrapassar a realidade terrena tridimensional."

MINUTO DE SABEDORIA

TENHA firmeza em suas atitudes e persistências em seus ideais.

Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato.

Há tempo para tudo.

E tudo que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno.

Saiba esperar o momento exato em que receberá os benefícios que pleiteia.

Aguarde com paciência que os frutos amadurecem para que possa apreciar devidamente sua doçura.

O LIVRO DOS ESPIRITOS


LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA

Octogésima Oitava Parte

MUNDOS TRANSITÓRIOS

234 – COMO FICOU DITO, EXISTEM MUNDOS QUE SERVEM AOS ESPÍRITOS COMO ESTAÇÕES E LOCAIS DE REPOUSO?

- Sim. há mundos particularmente destinados aos seres errantes e nos quais podem habitar temporariamente; espécies de acampamentos, de campos para repousar de uma muito longa erraticidade, estado sempre um pouco penoso. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem alcançá-los, e nele gozam de um bem-estar maior ou menor.

- OS ESPÍRITOS QUE HABITAM ESSES MUNDOS PODEM DEIXÁ-LOS À VONTADE?

- Sim, os Espíritos que se acham nesses mundos podem deixá-los para irem aonde devem ir, imaginai-os como aves que, de passagem, pousam numa ilha para refazerem suas forças, a fim de alcançarem o seu destino.

235 – OS ESPÍRITOS PROGRIDEM DURANTE SUA ESTADA NOS MUNDOS TRANSITÓRIOS?

- Certamente, aqueles que se reúnem assim, o fazem com o objetivo de se instruírem e de poderem, mais facilmente, obter a permissão de alcançarem lugares melhores, e ascender à posição dos eleitos.

236 – OS MUNDOS TRANSITÓRIOS, POR SUA NATUREZA ESPECIAL, SÃO PERPETUAMENTE DESTINADOS AOS ESPÍRITOS ERRANTES?

- Não, sua posição é apenas temporária.

- SÃO ELES, AO MESMO TEMPO, HABITADOS POR SERES CORPORAIS?

- Não, sua superfície é estéril. Aqueles que os habitam não têm necessidade de nada.

- ESSA ESTERILIDADE É PERMANENTE OU RESULTA DA SUA NATUREZA ESPECIAL?

- Não, são estéreis transitoriamente.

- ESSES MUNDOS, ENTÃO, DEVEM SER DESPROVIDOS DE BELEZAS NATURAIS?

- A Natureza se traduz pelas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis das que chamais de belezas naturais.

- VISTO QUE O ESTADO DESSES MUNDOS É TRANSITÓRIO, A TERRA ESTARÁ UM DIA NO MESMO ESTADO?

- Já esteve.

- EM QUE ÉPOCA?

- Durante a sua formação.

(Nada é inútil na Natureza; cada coisa tem o seu objetivo, a sua destinação; nada é vazio, tudo é habitado, a vida está em toda a parte. Assim, durante a longa série de séculos que se escoaram antes da aparição do homem sobre a Terra, durante esses lentos períodos de transição atestados, pelas camadas geológicas, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos sobre esta massa informe, neste árido caos onde os elementos estavam confundidos, não havia ausência de vida. Os seres que não tinham as nossas necessidades, nem as nossas sensações físicas, ai procuravam refúgio. DEUS quis que mesmo neste estado imperfeito ele servisse para alguma coisa. Quem então ousaria dizer que entre esses bilhões de mundos que circulam na imensidade, um só, um dos menores, perdido na multidão, tivesse o privilégio exclusivo de ser povoado?)

(Qual seria, então, a utilidade dos outros? DEUS não os teria feito senão paras recrear os nossos olhos? Suposição absurda, incompatível com a sabedoria que emana de todas as suas obras, e inadmissível quando se imagina tudo aquilo que não podemos perceber. Ninguém contestará que nesta idéia de mundos impróprios à vida material e, portanto, povoado de seres viventes apropriados a este meio, há alguma coisa de grande e de sublime, onde se encontra, talvez, a solução de mais um problema.)

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P04

segunda-feira, 17 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

17 de Maio de 2010

"Não vos esquiveis de buscar a harmonia. Ela é regra inviolável da natureza cósmica."

MINUTO DE SABEDORIA


PROCURE ser humilde em todas as circunstâncias.

Humildade não é dizer “sim” a tudo e a todos.

Nem é apregoar que somos humildes.

Não é agachar-se mentalmente a tudo que os outros dizem.

Não!

Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos.

É conhecer-nos a nós mesmos, procurando corrigir sinceramente nossos defeitos, e não nos querendo impor aos outros.

Quem é humilde, em geral, não sabe que o é.

Mas quem não é humilde é que pensa que é!

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Octogésima Sétima Parte

1. Espíritos Errantes – 2. Mundos Transitórios – 3. Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos – 4. Ensaio Teórico Sobre a Sensação nos Espíritos – 5. Escolha das Provas – 6. Relações do Além-Túmulo – 7. Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos – 8. Lembranças da Existência Corpora – 9. Comemoração dos Mortos. Funerais.

ESPÍRITOS ERRANTES

228 – OS ESPÍRITOS CONSERVAM ALGUMAS DAS PAIXÕES HUMANAS?

- Os Espíritos elevados, perdendo o seu envoltório físico, deixam as más paixões e só guardam as do bem; quanto aos Espíritos inferiores, conservam-nas, pois, de outra forma, seriam de primeira ordem.

229 – POR QUE OS ESPÍRITOS, DEIXANDO A TERRA, NÃO DEIXAM NELA TODAS AS SUAS PAIXÕES, UMA VEZ QUE ELES VÊEM OS SEUS INCONVENIENTES?

- Tens neste mundo pessoas que são excessivamente invejosas; acreditas que, mal o deixam, perdem os seus defeitos? Depois de sua partida da Terra, sobretudo para aqueles que têm paixões bem acentuadas, resta uma espécie de atmosfera que os envolve e conserva todas as suas coisas más, porque o Espírito não está inteiramente desprendido; só por momentos vê a verdade, como para lhe mostrar o bom caminho.

230 - O ESPÍRITO PROGRIDE NO ESTADO ERRANTE?

- Pode melhorar-se muito, sempre segundo a sua vontade e o seu desejo; mas é na existência corporal que ele pôe em prática as novas idéias que adquiriu.

231 – OS ESPÍRITOS ERRANTES SÃO FELIZES OU INFELIZES?

- Mais ou menos de acordo com os seus méritos. Sofrem as paixões cuja essência conservaram, ou são felizes segundo eles sejam mais ou menos desmaterializados. No estado errante, o Espírito entrevê o que lhe falta para ser mais feliz e procura os meios para alcançar a felicidade; mais não lhe é sempre permitido reencarnar-se como seria do seu agrado, e isso, então, lhe é uma punição.

232 – NO ESTADO ERRANTE, PODEM OS ESPÍRITOS IR PARA TODOS OS MUNDOS?

- Conforme. Quando o Espírito deixa o corpo, ele não está, por isso, completamente liberto da matéria e pertence ainda ao mundo onde viveu ou a um mundo do mesmo grau, a menos que, durante a sua vida ele se tenha elevado; e deve ser esse seu objetivo, pois, caso contrário não se aperfeiçoará jamais. Ele pode, entretanto, ir a certos mundos superiores, mas nesse caso, aí é como um estranho; não faz, por assim dizer, mais do que os entrever, e é isso que lhe dá o desejo de se melhorar, para ser digno da felicidade que neles se desfruta e poder habitá-los mais tarde.

233 – OS ESPÍRITOS JÁ DEPURADOS VÃO AOS MUNDOS INFERIORES?

- Eles vão freqüentemente para ajudar o seu progresso; sem isso esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO P03

domingo, 16 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA


16 de Maio de 2010


"É necessário mudar o nível de consciência, e isso é feito pelo restabelecimento do equilíbrio perdido."

MINUTO DE SABEDORIA

MANTENHA aceso seu ideal de felicidade.

Trabalhe visando ao bem próprio e o bem da humanidade.

Mas não tenha apenas a preocupação de acumular riquezas, que os vermes destroem e a ferrugem consome.

Acumule riquezas duradouras, constituídas de benefícios que presta a seus irmãos, porque amanhã você receberá de todos a alegria da vitória, auxiliada por você.

A alegria do bem que se realiza é o maior tesouro que podemos obter.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA

Octogésima Sexta Parte

1. Espíritos Errantes – 2. Mundos Transitórios – 3. Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos – 4. Ensaio Teórico Sobre a Sensação nos Espíritos – 5. Escolha das Provas – 6. Relações do Além-Túmulo – 7. Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos – 8. Lembranças da Existência Corpora – 9. Comemoração dos Mortos. Funerais.

ESPÍRITOS ERRANTES

225 – A ERRACIDADE POR SI MESMA, É UM SINAL DE INFERIORIDADE NOS ESPÍRITOS?

- Não, pois, há Espíritos errantes de todos os graus. Já dissemos que a encarnação é um estado transitório; no seu estado normal o Espírito está liberto da matéria.

226 – PODE-SE DIZER QUE TODOS OS ESPÍRITOS, QUE NÃO ESTÃO ENCARNADOS, SÃO ERRANTES?

- Os que devem se reencarnar, sim, mas os Espíritos puros, que alcançaram a perfeição, não são errantes; seu estado é definitivo.

(Com relação as qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens ou graus, que percorrem sucessivamente, à medida que se depuram. Quanto ao estado, podem ser, encarnados, quer dizer, unidos a um corpo; errantes, isto é, livres do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, perfeitos, e não tendo mais necessidade de encarnação.)

227 – DE QUE MANEIRA OS ESPIRITOS ERRANTES SE INSTRUEM? SEM DÚVIDA, ELES NÃO OFAZEM DO MESMO MODO QUE NÓS?

- Estudam o seu passado e procuram os meios para se elevarem. Vêem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; ouvem as palavras dos homens mais esclarecidos e os avisos dos Espíritos mais elevados, e isso lhes dá idéias que não tinham.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO 2ª

sábado, 15 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

15 de Maio de 2010

"Para chegardes à unidade, ireis além das estruturas sociais que ainda vos escravizam."

MINUTO DE SABEDORIA

CULTIVE a alegria em dose máxima.

Alegria, porém, não é barulho: é um estado de alma de quem sente em si a plenitude da vida.

A alegria provém de dentro de nós mesmos, da consciência tranqüila, do cumprimento exato de nossos deveres, e vibra em nós apesar de todos os sofrimentos, calunias e injustiças.

Seja alegre sempre e, quando a tristeza quiser encobrir o sol de sua vida, entoe um cântico de louvor ao PAI, e a luz brilhará novamente em você.

O LIVRO DOS ESPIRITOS


LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO VI

VIDA ESPÍRITA


Octogésima Quinta Parte

1. Espíritos Errantes – 2. Mundos Transitórios – 3. Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos – 4. Ensaio Teórico Sobre a Sensação nos Espíritos – 5. Escolha das Provas – 6. Relações do Além-Túmulo – 7. Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos – 8. Lembranças da Existência Corpora – 9. Comemoração dos Mortos. Funerais.

ESPÍRITOS ERRANTES

223 – A ALMA SE ENCARNA IMEDIATAMENTE APÓS TER SE SEPARADO DO CORPO?

- Algumas vezes reencarna imediatamente; porém, com mais freqüência, depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é, quase sempre, imediata; a matéria corporal sendo menos grosseira, o Espírito encarnado goza aí de quase todas as suas faculdades de Espírito; seu estado normal é dos vossos sonâmbulos lúcidos.

224 – QUE SE TORNA A ALMA NOS INTERVALOS DAS ENCARNAÇÕES?

- Espírito errante que aspira a seu novo destino; ele espera.

- QUAL PODE SER A DURAÇÃO DESSES INTERVALOS?

- De algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não há, propriamente falando, limite extremo assinalado para o estado errante, que pode prolongar-se por mui9to tempo, mas que, entretanto, não é jamais perpétuo. O Espírito encontra sempre, cedo ou tarde, oportunidade de recomeçar uma existência que sirva à purificação das anteriores.

- ESSA DURAÇÃO ESTÁ SUBORDINADA À VONTADE DO ESPÍRITO OU PODE LHE SER IMPOSTA COMO EXPIAÇÃO?

- É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem, porém, para alguns é também uma punição imposta por DEUS. Outros pedem para que ela seja prolongada, a fim de continuarem estudos que não podem ser feitos com proveito, senão no estado de Espírito.

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO - A DÁDIVA DO PERDÃO

sexta-feira, 14 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

14 de Maio de 2010

"Uma vontade superior vos prepara. Essa é a grande obra da redenção verdadeira."

MINUTO DE SABEDORIA

TENHA dinamismo em sua vida!

Não fique ai parado, de braços cruzados;

Não são as idéias bonitas que valem.

São as ações práticas!

Os pés que não caminham criam raízes.

A vida é luta!

Não esperem que os necessitados o venham procurar: vá visitá-los em seus tugúrios.

Leve uma palavra de conforto, um sorriso de compreensão, um pensamento de ternura.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO V

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

Octogésima Quarta Parte

As próprias palavras de JESUS não podem deixar dúvidas a respeito.
Eis o que diz no Evangelho segundo São João, capitulo III:

3. “JESUS, respondendo a Nicodemos, disse: Em verdade, em verdade te digo, que se um homem não nascer de novo, não pode ver o reino de DEUS.”

4. “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer uma segunda vez?”

5. “JESUS respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se um homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de DEUS. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te espantes do que te disse. É preciso que nasçais de novo.”

(CONTINUA AMANHÃ)

CONFLITOS EXISTENCIAIS = DIVALDO FRANCO

quinta-feira, 13 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

13 de Maio de 2010

"Deveis estar prontos a emendar erros esquivos. Assim, o ego irá perdendo o reinado."

MINUTO DE SABEDORIA

DEUS está dentro de você!

Mas está também dentro de todas as demais criaturas que você encontra.

Mesmo naqueles que não agem com acerto, está habitando permanentemente a Divindade, que dos erros das criaturas humanas faz nascer o bem e o progresso.

Não julgue, pois, apressadamente, pois aquilo que lhe parece ser um erro pode ser o inicio de um resultado maravilhoso.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO V

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

Octogésima Terceira Parte

Uma vez que João Batista era Elias, há, pois, uma reencarnação do Espírito ou da alma de Elias no corpo de João Batista.

Qualquer que seja, de resto, a opinião que se tenha sobre a reencarnação, que se aceite ou não, se existe deve ser suportada, não obstante toda a crença em contrário. O ponto essencial é que o ensinamento dos Espíritos é eminentemente cristão; apóia-se na imortalidade da alma, nas penas e recompensas futuras, na justiça de DEUS, no livre-arbítrio do homem, na moral do CRISTO, não sendo, portanto, anti-religioso.

Raciocinamos, como dissemos, abstração feita de todo ensinamento espírita – que para certas pessoas não tem autoridade –m que, se nós, e tantos outros, adotamos a opinião da pluralidade das existências, não é só porque ela nos veio dos Espíritos, mas porque nos pareceu a mais lógica e a única que resolveu essas questões, até então insolúveis.

Viesse ela de um simples mortal e a teríamos adotado da mesma forma e não hesitaríamos mais tempo em renunciar às nossas próprias idéias. Do momento que um erro está demonstrado, o amor-próprio tem mais a perder, que a ganhar, se se obstina em uma idéia falsa. Do mesmo modo nós a teríamos repelido, embora vinda dos Espíritos, se nos parecesse contrária à razão, como repelimos tantas outras, porque sabemos por experiência que não é preciso aceitar cegamente tudo o que vem deles, como aquilo que vem da parte dos homens. Seu primeiro título, para nós, antes de tudo, é de ser lógico, mas existe outro que é de ser confirmado pelos fatos positivos, e, por assim dizer, materiais, que um estudo atento e racional pode revelar a qualquer um que se dê ao trabalho de observar com paciência e perseverança, na presença daqueles que não permitem mais a dúvida. Quando esses fatos se popularizarem como os da formação e do movimento da Terra, será necessário reconhecer a evidência, e os seus opositores terão gasto em vão os argumentos contrários. Reconheçamos, pois, em resumo, que a doutrina da pluralidade das existências é a única que explica isto que, sem ela é inexplicável; que ela é eminentemente consoladora, conforme a mais rigorosa justiça e é, para o homem, a âncora de salvação dada por DEUS em sua misericórdia.

(CONTINUA AMANHÃ)

ANJO GUARDIÃO - 3 RESPOSTAS DE DIVALDO FRANCO

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

12 de Maio de 2010

"A obra divina sobre o homem já teve início e é parte dela terdes sido convocados a contribuir."

MINUTO DE SABEDORIA

ENQUANTO dispuser de tempo, nesta Terra, dirija seus passos pela senda do bem.

Procure agir, fazer sempre alguma coisa em beneficio de alguém, embora seja apenas uma palavra de conforto, um gesto de carinho, um sorriso de incentivo.

Faça alguma coisa em favor do próximo, e terá o coração cheio de alegria e de felicidade.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO V

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

Octogésima Segunda Parte


Essas questões poderiam ser multiplicadas ao infinito, porque os problemas psicológicos e morais que não encontram solução, senão na pluralidade das existências, são inumeráveis, limitando-nos aos mais gerais. Qualquer que ele seja, dir-se-á que a doutrina da reencarnação não é admitida pela igreja, pois, a subversão da religião.

Nosso objetivo não é tratar esta questão neste momento; é-nos suficiente o termos demonstrado que ela é eminentemente moral e racional. Ora, o que é moral e racional, não pode ser contrário a uma religião que proclama DEUS a bondade e a razão por excelência. Que teria sido da religião se, contra a opinião universal e o testemunho da Ciência, ela se obstinasse contra a evidência, e rejeitasse do seu seio todos os que não acreditassem no movimento do Sol e nos seis dias da Criação? Que crédito houvera merecido, e que autoridade teria tido, entre povos esclarecidos, uma religião baseada em erros manifestos dados como artigos de fé? Quando a evidência se patenteou, a Igreja se colocou a seu lado. Se está provado que, sem a reencarnação, as coisas que existem são impossíveis , se certos pontos do dogma não podem ser explicados senão por este meio, é preciso admitir-se e reconhecer-se que o antagonismo desta doutrina e desses dogmas não é mais que aparente. Mais tarde mostraremos que a religião está menos distanciada do que se pensa, do movimento da Terra e dos períodos geológicos que, à primeira vista, parecem desmentir os textos sagrados. O princípio da reencarnação ressalta, aliás, de várias passagens das Escrituras e se encontra notavelmente formulado, de maneira explicita no Evangelho.

“Quando desciam do monte (após a transfiguração), JESUS lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis do que acabais de ver, até que o Filho do homem seja ressuscitado de entre os mortos. Os seus discípulos então a interrogaram dizendo: Por que, pois, dizem os escribas que é preciso que Elias venha primeiro? Mas JESUS lhes respondeu:

Em verdade, Elias virá primeiro, e restabelecerá todas as coisas. Mas declaro-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe sofrer tudo o que quiseram.

Assim farão eles também morrer o filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista” (São Mateus, cap. XVII).

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO E OS PRETOS VELHOS

terça-feira, 11 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA


11 de Maio de 2010

"Como Novo Ser, sabereis governar, mas também subordinar-vos. Ambas as condutas terão para vós igual sentido."

MINUTO DE SABEDORIA

PROCURE cultivar a verdade, em relação aos outros, e também em relação a você mesmo.

Só a verdade nos fará chegar à perfeição, porque ela nos faz conhecer o que real e verdadeiramente somos.

E só chegaremos a ser perfeitos quando nos conhecermos, a fim de podermos corrigir-nos de nossos defeitos e lançar-nos à conquista das virtudes que nos faltam.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO V

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

Octogésima Primeira Parte

Vimos a alma em seus passado e em seu presente; se a considerarmos quanto ao seu futuro, encontraremos as mesmas dificuldades:

1 – Se nossa existência atual, unicamente, deve decidir o nosso destino, qual é, na vida futura, a posição respectiva do selvagem e do homem civilizado? Estão eles no mesmo nível ou distanciados em relação à felicidade eterna?

2 – O homem que trabalhou toda a sua vida no seu aprimoramento está na mesma posição daquele que permaneceu inferior, na por sua culpa, mas porque não teve tempo, nem possibilidade de se aperfeiçoar?

3 – O homem que praticou o mal porque não pôde se esclarecer será culpado de um estado de coisas que não dependeu dele?

4 – Trabalha-se paras esclarecer, moralizar e civilizar os homens. Mas por um que se esclarece, há milhões que morrem, cada dia, antes que a luz chegue até eles. Qual o destino destes últimos? São tratados como réprobos? No caso contrário, que fizeram para merecerem estar na mesma categoria que os outros?

5 – Qual o destino das crianças que morrem em tenra idade, antes de poderem fazer o bem ou o mal? Se estão entre os eleitos, por que este favor, sem haverem nada feito para o merecer? Por qual privilégio estão isentas das tribulações da vida?

Existe uma doutrina que possa resolver todas essas questões?

Admiti as existências consecutivas e tudo se explicará conforme a justiça de DEUS. O que não se puder fazer numa existência, se fará em outra. È assim que ninguém escapa à lei do progresso, em que cada um será recompensado segundo o seu mérito real, e ninguém está excluído da felicidade suprema, a que todos podem pretender, quaisquer que sejam os obstáculos que tenham encontrado em seu caminho.

(CONTINUA AMANHÃ).

DIVALDO FRANCO - FALANDO FRANCAMENTE 3/3

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

10 de maio de 2010

Mantenha uma atitude vitoriosa!

Quando você olha para uma pessoa curvada e triste, perde a confiança.

Não deixe que alguém pense isso a seu respeito.

Seja e demonstre confiança e otimismo!

MINUTO DE SABEDORIA

JAMAIS desanime!

Embora sua dor pareça insuportável e sem remédio, ela há de terminar, e a alegria voltará a brilhar em seu coração.

Não há noite eterna à qual não suceda a luz de um dia radiante.
Dos sofrimentos passados, conservamos apenas uma lembrança quase apagada.

Assim acontecerá amanhã com os sofrimentos de hoje.

Entregue tudo ao Tempo. Que, com sua mão compassiva, balsamizará todas as suas dores.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO V

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

Octogésima Parte

Admitamos, ao contrário, uma sucessão de existências anteriores progressivas e tudo estará explicado, Os homens trazem, ao nascer, a intuição do que aprenderam antes. São mais ou menos avançados segundo o número de existências que viveram, segundo estejam mais ou menos distantes do ponto de partida; absolutamente como numa reunião de indivíduos de todas as idades , cada um terá um desenvolvimento proporcional ao número de anos que tenham vivido.

As existências sucessivas serão, para a vida da alma, o que os anos são para a vida do corpo. Reuni, um dia, mil indivíduos de um a oitenta anos; suponde que um véu caia sobre todos os dias que precederam e que na vossa ignorância os creiais nascidos no mesmo dia; perguntareis, naturalmente, por que uns são grandes e os outros pequenos, uns velhos e outros jovens, uns instruídos e outros ainda ignorantes; mas se a nuvem que oculta o passado vem a se dissipar, compreendereis que eles viveram um tempo mais ou menos longo, e tudo se explicará.

DEUS, em sua justiça, não pode ter criado almas mais, ou menos, perfeitas; mas, com a pluralidade das existências, a desigualdade que vemos não contraria a mais rigorosa eqüidade, pois apenas vemos o presente, não o passado. Repousa este raciocínio sobre um sistema ou uma suposição gratuita? Não, partimos de um fato patente, incontestável; a desigualdade das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral, que se encontra inexplicado em todas as teorias correntes, enquanto que a explicação é simples, natural, lógica, por uma outra teoria. É racional preferir aquela que não explica nada a esta que explica?

Em relação a sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o hotentote é de raça inferior; então perguntaremos se o hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que DEUS o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica?

Se não é um homem, por que procurar fazê-lo cristão? A Doutrina Espírita tem mais amplitude do que tudo isto. Segundo ela, não há várias espécies de homens, há apenas homens cujos espíritos estão mais ou menos atrasados, mas suscetíveis de progresso; isto não está mais conforme a justiça de DEUS?

(CONTINUA AMANHÃ)

CONVERSANDO COM DIVALDO FRANCO - 2/3

domingo, 9 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA

09 de Maio de 2010

"Há um só “eu” em todos os seres, “eu” que pode fundar novas raças pela ação da vida divina."

MINUTO DE SABEDORIA

ONDE quer que encontre uma criança, derrame sobre ela todo seu carinho, estenda-lhe a mão para ajudá-la a crescer.

Em cada criança, existe um dia novo que surgem para a felicidade do mundo.

Em casa, na escola, num jardim, num hospital, jamais olhe com indiferença para uma criança: facilite ao máximo a estrada que ela vai percorrer e semeie de flores o caminho que ela palmilhar.

O LIVRO DOS ESPIRITOS

LIVRO SEGUNDO

CAPÍTULO V

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS

Setuagésima Nona Parte.

Se não há reencarnação, não há senão uma existência corporal, isto é evidente. Se nossa atual existência corporal é a única, a alma de cada homem é criada no seu nascimento, a menos que se admita a anterioridade da alma, caso em que se perguntaria o que era a alma antes do seu nascimento e se esse estado não consistiria de alguma forma, uma existência. Não há meio termo: ou a alma existia ou não existia antes do corpo; se ela existia antes do corpo, qual era a sua situação?

Tinha, ou não, consciência de si mesma? Se não tinha consciência é como se não existisse. Se tinha sua individualidade, era ela progressiva ou estacionária? Num ou noutro caso, em que grau estava ao tomar o corpo? Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a alma nasce com o corpo, ou, o que a ser o mesmo, que antes da encarnação ela não tinha senão faculdades negativas colocamos as seguintes questões:

1 – Por que a alma mostra aptidões tão diversas e independentes das idéias adquiridas pela educação?

2 – De onde vem a aptidão extra normal, de certas crianças de tenra idade por tal arte ou tal ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres, por toda a vida?

3 – De onde provém, para alguns, as idéias inatas ou intuitivas que não existem em outros?

4 – De onde vêm, para certas crianças, os instintos precoces de vícios ou virtudes, os sentimentos inato de dignidade ou de baixeza, que contrastam com o meio em que nasceram?

5 – Por que certos homens, abstração feita da educação, são uns mais avançados que outros?

6 – Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomardes uma criança hotentote recém-nascida e a educardes nas melhores escolas, fareis dela, um dia, um Laplace ou um Newton?

Perguntamos qual é a filosofia ou a teosofia capaz de resolver estes problemas? Não resta dúvida que ou as almas são iguais ao nascerem ou são desiguais. Se são iguais, por que aptidões tão diversas? Dir-se-ia que isto depende do organismo? É, então, a doutrina mais monstruosa e mais imoral. O homem não é mais que uma máquina, joguete da matéria, sem responsabilidade dos seus atos, podendo tudo repelir em razão de suas imperfeições físicas. Se elas são desiguais é que DEUS as criou assim; mas, então, por que a superioridade inata concedida a algumas? Esta parcialidade está conforme a sua justiça e o amor igual que Ele tem a todas as suas criaturas?

(CONTINUA AMANHÃ)

DIVALDO FRANCO FALANDO FRANCAMENTE 1/3