A principal finalidade deste blog é a divulgação da Doutrina Espírita, codificada por ALLAN KARDEC, através de trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo, preces, orações, crônicas e comentários.Queremos, também, transformar esse blog em uma CASA ESPÍRITA VIRTUAL.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Décima Terceira Parte
OPOSIÇÃO DA CIÊNCIA
As corporações cientificas não tem, e não terão jamais, que se pronunciar sobre a questão; ela não é mais da sua alçada que a decretar se DEUS existe, ou não. Portanto, é um erro fazer delas juízes. O Espiritismo é uma questão de crença pessoal que não pode depender do voto de uma assembléia, porque esse voto, mesmo favorável, não pode forçar as convicções. Quando a opinião pública estiver formada a esse respeito, os sábios, como indivíduos, a aceitarão, e suportarão a força das coisas. Deixai passar uma geração e, com ela, os preconceitos do amor próprio em que se obstina, e vereis que ocorrerá com o Espiritismo como ocorreu com tantas outras verdades antes combatidas, e que agora seria ridículo pô-la em dúvidas. Hoje são os crentes que se chama de loucos, amanhã serão todos os que não creiam; da mesma forma como se chamou de loucos outrora, aqueles que criam que a Terra girava.
Mas todos os sábios não julgaram da mesma forma, e por sábios eu entendo os homens de estudo e de ciência, com o seu título oficial. Muitos fizeram o seguinte raciocínio:
“Não há efeito sem causa, e os mais vulgares efeitos podem conduzir ao caminho dos maiores problemas. Se Newton tivesse desprezado a queda de uma maçã; Se Galvani tivesse menosprezado sua criada, tratando-a de louca e visionária quando ela lhe falou das rãs que dançavam no prato, talvez estivessem ainda por serem descobertas a admirável lei da gravitação universal e as fecundas propriedades da pilha. O fenômeno que se designa sob o nome burlesco de dança das mesas, não é mais ridículo que o da dança das rãs, e talvez encerre, também, um desses segredos que revolucionam a Humanidade quando se tem sua chave”.
(continua amanhã)
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Décima Segunda Parte
VISITANTE – Eu admito perfeitamente que eles não são infalíveis, mas não é menos verdadeiro que, em razão do seu saber, sua opinião tem algum valor, e se os tivésseis convosco isso daria um grande peso ao vosso sistema.
A.K. – Vós admitis também que cada um não é bom juiz senão naquilo que é da sua competência. Se quereis construir uma casa, procurais um músico? Se estivésseis doente, vos faríeis cuidar por um arquiteto? Se tivésseis um processo, procuraríeis a opinião de um dançarino? Enfim, se trata-se de uma questão de teologia, a fareis resolver por um químico ou um astrônomo? Não; cada um em seu trabalho. As ciências vulgares repousam sobre as propriedades da matéria que se pode manipular a vontade, e os fenômenos que ela produz têm por agentes as forças materiais. Os do Espiritismo têm por agentes inteligências independentes, que têm seu livre arbítrio e não estão submetidas aos nossos caprichos. Eles escapam, assim, aos nossos procedimentos de laboratório e aos nossos cálculos e, desde então, não são mais da alçada da Ciência propriamente dita.
A ciência, pois, enganou-se quando quis experimentar os Espíritos como uma pilha voltaica; ela fracassou, e assim deveria sê-lo porque usou uma analogia que não existe. Depois, sem ir mais longe, ela concluiu pela negativa. Julgamento temerário que o tempo se encarrega, todos os dias, de reformar, como reformou muitos outros, e aqueles que o tiveram pronunciado, passarão pela vergonha de se inscreverem, muito levianamente, por falsearem contra o poder infinito do Criador.
(continua amanhã)
terça-feira, 26 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
DÉCIMA PRIMEIRA PARTE
OPOSIÇÃO DA CIÊNCIA
VISITANTE – Vós dizeis que vos apoiais sobre fatos; mas se vos opõe a opinião dos sábios que os contestam ou que os explicam de maneira diversa da vossa. Por que eles não encamparam o fenômeno das mesas girantes? Se eles tivessem visto nelas alguma coisa de sério, não teriam, me parece, negligenciado de fatos tão extraordinários, e ainda menos de os repelir com desdém, ao passo que eles estão todos contra vós. Os sábios não são o farol das nações e seu dever não é de espalhar a luz? Por que quereríeis que eles a tivessem abafado, quando se lhes apresentava uma tão bela ocasião de revelar ao mundo uma força nova?
A.K. – Acabais de traçar o dever dos sábios de um modo admirável; pena que o tenham olvidado em mais de uma circunstancia. Mas antes de responder a esta judiciosa observação, eu devo revelar um erro grave que vós haveis cometido, dizendo que todos os sábios estão contra nós. Como já disse, é precisamente na classe esclarecida que o Espiritismo faz mais prosélitos, e isso em todos os países do mundo. Eles se contam, em grande número, entre os médicos de todas as nações, e são homens da Ciência. Os magistrados, os professores, os artistas, os homens de letras, os oficiais, os altos funcionários, os grandes dignitários, os eclesiásticos, etc. que se alinham sob sua bandeira, todos são pessoas às quais não se pode recusar uma certa dose de luz. Não há sábios senão na ciência oficial e nos corpos constituídos?
Do fato de o Espiritismo não ter ainda direito de cidadania na ciência oficial é motivo para condená-lo? Se a Ciência não tivesse jamais se enganado, aqui sua opinião poderia pesar na balança; infelizmente, a experiência prova o contrário. Não foram rejeitadas como quimeras de uma multidão de descobertas que, mais tarde, ilustraram a memória de seus autores? Não foi a um relatório de nosso primeiro corpo de sábios que deve a França ter sido privada da iniciativa do Vapor? Quando Fulton veio ao campo de Bolonha apresentar seu sistema a Napoleão I, que recomendou ao exame imediato do Instituto, este não concluiu que esse sistema era um sonho impraticável e não tinham tempo para com ele se ocupar? É preciso concluir que os membros do Instituto são ignorantes? Isso justifica os epítetos triviais, e de mau gosto, que certas pessoas se comprazem em lhes prodigalizar? Seguramente que não; não há pessoa sensata que não renda justiça ao seu iminente saber embora reconhecendo que eles não são infalíveis e que assim, seu julgamento não é o de última instância, sobretudo em fatos de idéias novas.
(continua amanhã)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO SEGUNDO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Décima Parte
O sobrenatural é o que está fora das leis da Natureza. O positivismo não admite nada fora dessas leis; mas as conhecem todas? Em todos os tempos, os fenômenos cuja causa era desconhecida foram reputados sobrenaturais; cada nova lei descoberta pela ciência recuou os limites do sobrenatural. Pois bem! O Espiritismo vem revelar uma lei segundo a qual a conversação com o Espírito de um morto repousa sobre uma lei tão natural como aquela que permite à eletricidade estabelecer contacto entre dois indivíduos a quinhentas léguas de distância; e assim todos os outros fenômenos espíritas. O Espiritismo repudia, no que lhe concerne, todo efeito maravilhoso, quer dizer, fora das leis da Natureza. Ele não faz nem milagres, nem prodígios, mas explica, em virtude de uma lei, certos efeitos reputados até hoje como milagres e prodígios, e por isso mesmo demonstra sua possibilidade. Amplia assim o domínio da Ciência, e é nisso que ele próprio é uma ciência. Mas a descoberta dessa nova lei, ocasionando conseqüências morais, a codificação dessas conseqüências fez dele uma doutrina filosófica.
Neste último ponto de vista ele responde às aspirações do homem, no que diz respeito ao futuro, sobre bases positivas e racionais e é por isso que ele convém ao Espírito positivista do século. É o que vós compreendeis quando vos dendês ao trabalho de estudá-lo ( O Livro dos Médiuns, cap. II – Revista Espírita, dezembro de 1861, pagina 393 e janeiro de 1862, pagina 21 – Veja-se também, adiante, o AP. II)
(continua amanhã)
domingo, 24 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
NONA PARTE
O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL
VISITANTE – O Espiritismo, evidentemente, tende a reviver as crenças fundadas sobre o maravilhoso e o sobrenatural. Ora, no nosso século de positivismo, isso me parece difícil, porque é recomendar superstições e erros populares julgados pela razão.
A.K. – Uma idéia não é supersticiosa senão porque ela é falsa; ela cessa de sê-lo desde o momento em que é reconhecida verdadeira. A questão, pois, é saber se há, ou não, manifestações de Espíritos. Ora, vós não podeis taxar a coisa de supersticiosa visto que não haveis provado que ela não existe. Direis: minha razão as recusa; mas todos aqueles que nela crêem, e que não são tolos, invocam também sua razão, e mais, invocam os fatos. Qual das duas razões deve prevalecer? O grande juiz, aqui, é o futuro, como o foi em todas as questões cientificas e industriais taxadas de absurdas e impossíveis em sua origem. Vós julgais a priori segundo vossa opinião. Nós não julgamos senão depois de ter visto e observado durante muito tempo. Acrescentamos que o Espiritismo esclarecido, como o é hoje, tende, ao contrário, a destruir as idéias supersticiosas porque ele mostra àquilo que há de verdadeiro e de falso nas crenças populares, e tudo aquilo que a ignorância e os preconceitos nela introduziram de absurdos.
Eu vou mais longe e digo que é precisamente o positivismo do século que faz aceitar o Espiritismo e a ele é que deve sua rápida propagação, e não, como alguns o pretendem, a uma recrudescência do amor ao maravilhoso e ao sobrenatural. O sobrenatural desaparece diante da luz da ciência, da filosofia e da razão, como os deuses do paganismo desapareceram diante da luz do Cristianismo.
(continua amanhã)
sábado, 23 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO - OCÉPTICO
Oitava Parte
Essa impotência dos adversários do Espiritismo prova, primeiro, como eu o disse, a ausência de boas razões, uma vez que aqueles que se lhe opõem não convencem; ela, porém, se prende a uma outra causa que frustra todas as suas combinações. Espantam-se com o seu progresso, malgrado tudo o que fazem para detê-lo; ninguém lhe encontra a causa, porque a procuram onde ela não está. Uns a vêem na força do diabo, que se mostraria assim mais forte que eles, e mesmo que DEUS, outros, no desenvolvimento da loucura humana. O erro de todos é crer que a fonte do Espiritismo é única, e que repousa sobre a opinião de um homem; daí a idéia de que arruinando a opinião desse homem, arruinarão o Espiritismo. Eles procuram essa fonte sobre a Terra, enquanto ela está no espaço; ela não está num lugar determinado, está por toda parte, porque os Espíritos se manifestam por toda parte, em todos os países, no palácio como na choupana. A verdadeira causa está, pois, na própria natureza do Espiritismo que não recebe seu impulso de uma pessoa só, mas que permite a cada um receber diretamente comunicações dos Espíritos e se assegurar assim da realidade dos fatos. Como persuadir a milhões de indivíduos que tudo isso não é senão malabarismo, destreza, quando são eles mesmo que obtêm esses resultados sem o concurso de ninguém? Se lhes fará crer que são seus próprios companheiros que fazem charlatanismo e escamoteação só para eles?
Essa universalidade das manifestações dos Espíritos que vêm a todos os pontos do globo, vem dar um desmentido aos detratores e confirmar os princípios da Doutrina; é uma força que não pode ser compreendida por aqueles que não conhecem o mundo invisível, da mesma forma que aqueles que não conhecem a lei da eletricidade não podem compreender a rapidez da transmissão de um telegrama. É contra essa força que vêm se quebrar todas as negações, porque é como se dissesses às pessoas que recebem os raios do sol, que o sol não existe.
Abstração feita das qualidades da Doutrina, que satisfaz mais do que aquelas que se lhe opõem, ai está a causa dos fracassos daqueles que tentam deter-lhe a marcha. Para terem sucesso seria preciso que encontrassem um meio de impedir os Espíritos de se manifestarem. Eis porque os espíritas tomam tão pouco cuidado com as suas manobras; eles têm a experiência e a autoridade dos fatos.
(continua amanhã)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPIRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Sétima Parte
IMPOTÊNCIA DOS DETRATORES
VISITANTE - Eu concordo que entre os detratores do Espiritismo há pessoas inconseqüentes, como esta de que acabeis de falar, mas, ao lado destas, não há homens de um valor real e cuja opinião é de um certo peso?
A.K. – Eu não o contesto de modo algum. A isso respondo que o Espiritismo conta também em suas fileiras com um bom número de homens de um valor não menos real. Eu digo mais: que a imensa maioria dos espíritas se compõe de homens inteligentes e estudiosos. Só a má fé pode dizer que eles são recrutados entre os incautos e os ignorantes.
Um fato peremptório, aliás, a esta objeção: é que malgrado seu saber ou sua posição oficial, ninguém conseguiu deter a marcha do Espiritismo. Todavia, não há entre eles um só, desde o mais medíocre folhetinista, que não esteja se vangloriando de lhe vibrar o golpe mortal. Todos sem exceção ajudaram, sem o querer, vulgarizá-lo Uma idéia que resiste a tantos esforços, que avança sem tropeço através da fúria dos golpes que lhe dão não prova sua força e a profundidade de suas raízes? Esse fenômeno não merece atenção dos pensadores sérios? Outros também se dizem hoje que ele deve ser alguma coisa, que pode ser um desses grandes e irresistíveis movimentos, que, de tempos em tempos, comovem as sociedades para transformá-las.
Assim o foi sempre com todas as idéias novas chamadas a revolucionarem o mundo. Elas encontram obstáculos, porque tem que lutar contra os interesses, os preconceitos, os abusos que elas vêm derrubar. Mas como estão nos desígnios de DEUS, para cumprir a lei do progresso da Humanidade, quando a hora é chegada, nada saberia detê-las. É a prova de que elas são a expressão da verdade.
(continua amanhã)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Sexta Parte
Só a malevolência e uma notável má fé puderam assemelhar o Espiritismo à magia e à feitiçaria, uma vez que ela repudia o objetivo, as práticas, fórmulas e as palavras místicas. Há mesmo os que não temem comparar as reuniões espíritas às assembléias do sabbat, onde se espera a hora fatal de meia-noite para fazer aparecerem os fantasmas.
Um espírita, meu amigo, encontrava-se um dia em uma representação de Macbeth, ao lado de um jornalista que não conhecia. Quando chegou a cena das feiticeiras, ele ouviu este último dizer ao seu vizinho: Olha! Vamos assistir a uma sessão de Espiritismo. É justamente isso o que preciso para meu próximo artigo. Eu vou saber como as coisas se passam. Se houvesse aqui um desses loucos eu lhe perguntaria se ele se reconhece nesse quadro. – “Eu sou um desses loucos, disse-lhe o espírita, e posso vos certificar que não me reconheço inteiramente, porque embora já tenha assistido a centenas de reuniões espíritas, jamais vi nelas algo semelhante. Se é aqui aonde vindes haurir informações para vosso artigo, ele não se distinguirá pela verdade.”
Muitos críticos não têm base mais séria. Sobre quem cai o ridículo senão sobre aqueles que se adiantam estouvadamente? Quanto ao Espiritismo, seu crédito, longe de sofrer com isso, tem aumentado pela ressonância que todas essas manobras lhe deram, chamando a atenção de uma multidão de pessoas que dele não haviam ouvido falar, provocando seu exame e aumentando o número de adeptos, porque se reconheceu que ao invés de uma brincadeira, ele era uma coisa séria.
(continua amanhã)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Quinta Parte
FENÔMENOS ESPÍRITAS SIMULADOS
VISITANTE – Não se provou que fora do Espiritismo poder-se-ia produzir esses mesmos fenômenos? Pode-se concluir daí, que eles não têm a origem que lhe atribuem os espíritos.
A.K. – Do fato de se poder imitar uma coisa, não se segue que ela não existe. Que diríeis da lógica daquele que pretendesse que, porque se faz vinho da Champagne com água de Seltz, todo vinho de Champagne não é senão de água de Seltz? É privilégio de todas as coisas que têm ressonância, produzir falsificações. Os prestidigitadores pensaram que o nome do Espiritismo, devido à sua popularidade e as controvérsias das quais era objeto, poderia ser bom para explorar, e, para atrair a multidão, simularam mais ou menos grosseiramente, alguns fenômenos mediúnicos, como recentemente simularam a clarividência sonambúlica, e todos os escarnecedores aplaudindo, exclamaram: eis o que é o Espiritismo! Quando a engenhosa produção dos espectros apareceu em cena, não proclamaram por toda parte que era seu golpe de misericórdia? Antes de pronunciarem uma sentença tão positiva, deveriam refletir que as assertivas de um escamoteador não são palavras do Evangelho, e se assegurarem de que haveria identidade real entre a imitação e a coisa imitada. Ninguém compra um brilhante sem antes se assegurar de que não é uma imitação. Um estudo não muito sério os teria convencido de que os fenômenos espíritas se apresentam em outras condições e teriam sabido, além disso, que os espíritas não se ocupam nem em fazer aparecer espectros, nem em adivinhações.
(continua amanhã)
terça-feira, 19 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Quarta Parte
DISSIDÊNCIAS
Visitante – Essa diversidade na crença do que chamais uma ciência, me parece será sua condenação. Se essa ciência repousasse sobre fatos positivos, não deveria ser a mesma na América como na Europa?
A.K – A isso eu responderei primeiro que essa diferença está mais na forma que no fundo. Ela não consiste na realidade, senão na maneira de encarar alguns pontos da doutrina, mas não constitui um antagonismo radical nos princípios, como afetam em dizer nossos adversários, sem haverem estudo a questão.
Mas, dizei-me qual é a diferença que, em seu inicio, não suscitou dissidências até que seus princípios estivessem claramente estabelecidos? Não existem dissidências, ainda hoje, nas ciências melhor constituídas? Todos os sábios estão de acordo sobre o mesmo princípio? Não têm eles seus sistemas particulares? As sessões do Instituto apresentam sempre o quadro de um entendimento perfeito e cordial? Em medicina não há a Escola de Paris e a de Montpellier? Cada descoberta, em uma ciência, não é ocasião de uma cisma entre os que querem avançar e os que querem manter-se atrás?
No que concerne ao Espiritismo, não é natural que, na aparição dos primeiros fenômenos, quando se ignoravam as leis que os regiam, cada um tenha dado seu sistema particular e os examinados à sua maneira? Em que se tornaram todos esses sistemas primitivos isolados? Eles ruíram diante de uma observação mais completa dos fatos. Alguns anos bastaram para estabelecer a unidade grandiosa que prevalece hoje na doutrina e que reúne a imensa maioria dos adeptos, salvo algumas individualidades que aqui como em todas as coisas, se agarram às idéias primitivas e morrem com elas. Qual a ciência, qual a doutrina filosófica ou religiosa que oferece semelhante exemplo? O Espiritismo jamais apresentou a centésima parte das divisões que afligiram a Igreja durante vários séculos, e que a dividem ainda hoje.
É verdadeiramente curioso ver as puerilidades às quais se fixam os adversários do Espiritismo; isso não indica a falta de razões sérias? Se as tivessem, eles não deixariam de apresentá-las. Que lhe opõem? Zombarias, negações, calúnias, mas, argumentos peremptórios, nenhum. A prova de que não encontraram um lado vulnerável é que nada detém sua marcha ascendente, e que depois de dez anos ele conta mais adeptos do que jamais o contou alguma seita depois de um século. Esse é um fato tirado da experiência e reconhecido pelos próprios adversários. Para arruiná-lo, não basta dizer: Isto não existe, isto é um absurdo. Precisar-se-ia provar categoricamente que os fenômenos não existem e não podem existir. E é isso que ninguém fez.
(Continua amanhã)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPÍTULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Terceira Parte
Essas palavras não são, aliás, mais bárbaras que todas aquelas que as ciências, as artes e a indústria criam cada dia. Elas não o são, seguramente, mais que as que Gail imaginou para sua nomenclatura das faculdades, tais como: secrétivité, amativité, combativité, alimentivité, affectionivité, etc. Há pessoas que, por espírito de contradição, criticam tudo que não provém delas e desejam aparentar oposição; aqueles que levantam tão miseráveis contestações capciosas, não provam senão uma coisa: a pequenez de suas idéias. Prender-se a semelhantes bagatelas é provar que se tem pouco de suas razões.
Espiritualismo, espiritualista, são as palavras inglesas empregadas nos Estados Unidos desde o inicio das manifestações: delas se serviu, primeiro, por algum tempo, na França. Mas, desde que apareceram as palavras espíritas e Espiritismo, compreendeu-se tão bem a sua utilidade, que foram imediatamente aceitas pelo público. Hoje o uso delas é de tal modo consagrado, que os próprios adversários, os que primeiro as apregoaram de barbarismo, não empregam outras. Os sermões e as pastorais que fulminam contra o Espiritismo e os espíritas, na poderiam, sem confundir as idéias, lançar anátema sobre o Espiritualismo e os espiritualistas.
Bárbaras ou não, essas palavras doravante passaram para a linguagem popular e em todas as línguas da Europa. Só elas são empregadas em todas as publicações, pró ou contra, feitas em todos os países. Elas formaram o sustentáculo da nomenclatura da nova ciência; para exprimir os fenômenos especiais dessa ciência, foram precisos termos especiais. O Espiritismo tem, de hoje em diante, sua nomenclatura, como a química tem a sua.
As palavras Espiritualismo e espiritualista, aplicadas às manifestações dos Espíritos, não são mais empregadas hoje, senão pelos adeptos da escola dita americana.
(continua amanhã)
domingo, 17 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Segunda Parte
ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO
Eu vos perguntaria, primeiro, que necessidade haveria de criar as palavras novas de espírita, Espiritismo para substituir as de Espiritualismo, espiritualista, que estão na linguagem popular e compreendidas por todo o mundo? Já ouvi alguém tratar essas palavras de barbarismos.
A.K. – A palavra espiritualista, desde muito tempo, em uma significação bem definida; é a Academia que no-la dá: ESPIRITUALISTA é aquele ou aquela cuja doutrina é oposta ao materialismo. Todas as religiões, necessariamente, estão baseadas no Espiritualismo. Quem crê haver em nós outra coisa além da matéria, é espiritualista, o que não implica na crença nos Espíritos e nas suas manifestações. Como vós o distinguiríeis daquele que o crê? Precisar-se-ia, pois, empregar uma perífrase e dizer: é um espiritualista que crê, ou não crê, nos Espíritos. Para as coisas novas, é preciso palavras novas, se se quer evitar equívocos. Se eu tivesse dado à minha REVISTA a qualificação de Espiritualista, não lhe teria de modo algum, especificado o objeto, porque, sem faltar ao meu título, poderia não dizer uma palavra sobre os Espíritos e mesmo combatê-los. Eu li, há algum tempo em um Jornal, a propósito de uma obra filosófica, um artigo onde se dizia que o autor o havia escrito sob o ponto de vista espiritualista. Ora, os partidários dos Espíritos ficariam singularmente desapontados se, na confiança dessa indicação, tivessem acreditado nela encontrar a menor concordância com suas idéias. Portanto, se adotei as palavras Espíritas e Espiritualismo, é porque elas exprimem, sem equivoco, as idéias relativas aos Espíritos. Todo espírita é, necessariamente, espiritualista, sem que todos os espiritualistas sejam espíritas. Fossem os Espíritos uma quimera e seria ainda útil existirem termos especiais para aquilo que lhes concerne, porque são necessárias palavras para as idéias falsas como pra as idéias verdadeiras.
(continua amanhã)
sábado, 16 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
SEGUNDO DIÁLOGO – O CÉPTICO
Primeira Parte
Visitante – Eu compreendo, senhor, a utilidade do estudo prévio do qual acabeis de falar. Como predisposição pessoal, não sou nem pró nem contra o Espiritismo, mas o assunto, por si mesmo, excita ao mais alto grau do meu interesse. No circulo dos meus conhecimentos se encontram partidários, mas, também, adversários; ouvi a esse respeito argumentos muito contraditórios. Eu me proporia submeter-vos algumas das objeções que foram feitas em minha presença, e que me parecem ter um certo valor, pelo menos para mim, que confesso minha ignorância.
A.K. – Ser-me-á um prazer, senhor, responder às questões que se queira me endereçar, quando elas são feitas com sinceridade e sem prevenção, sem me iludir, entretanto, de poder resolvê-las todas. O Espiritismo é uma ciência que acaba de nascer e na qual há, ainda, muito a aprender. Seria, pois, presunçoso pretendendo tirar todas as dificuldades: eu não posso dizer senão daquilo que sei.
O Espiritismo toca em todos os ramos da filosofia. Da metafísica, da psicologia e da moral. É um campo imenso que não se pode percorrer em algumas horas. Ora, compreendeis, senhor, que me seria materialmente impossível repetir de viva voz, e a cada um em particular, tudo o que escrevi sobre esse assunto para uso geral. Em uma séria leitura prévia, encontrar-se-á, aliás, a resposta à maioria das perguntas que vêm, naturalmente, ao pensamento. Ela tem a dupla vantagem de evitar as repetições inúteis, e de provar um desejo sério de se instruir. Se depois disso, ainda restarem dúvidas ou pontos obscuros, a sua explicação torna-se mais fácil, porque se apóia sobre alguma coisa e não se perde tempo em retornar sobre os princípios mais elementares. Se o permitirdes, nós nos limitaremos, pois, até nova ordem a algumas questões gerais.
Visitante – Seja. Eu vos peço me chamar à ordem se delas me afastar.
(continua amanhã)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
Capitulo primeiro
PEQUENACONFERÊNCIA ESPÍRITA
Primeiro diálogo – O CRÍTICO
Décima Segunda Parte
Visitante – Mas, enfim, é preciso um começo para tudo. O iniciante, que é uma tabula rasa, que não viu nada, mas que quer se esclarecer, como pode fazê-lo se vós, para isso, não lhe dais os meios?
A.K. – Eu faço uma grande diferença entre o incrédulo por ignorância e o incrédulo sistemático. Quando vejo em alguém disposições favoráveis, nada me custa esclarecê-lo. Mas há pessoas em que o desejo de se instruir não é senão uma aparência: com estes perde-se tempo, porque se eles não encontram imediatamente o que tem o ar de procurar, e que talvez os descontentariam encontrar, o pouco que vêem é insuficiente para destruir suas prevenções.è inútil lhes fornecer oportunidade porque elas a julgam mal e a fazem objeto de zombaria.
Àquele que deseja se instruir, direi: “Não se pode fazer um curso de Espiritismo experimental como se faz um curso de física ou de química, já que não se é jamais senhor para produzir os fenômenos à vontade, e que as inteligências que lhes são agentes, frustram freqüentemente todas as nossas previsões. O que vós poderíeis ver acidentalmente, não apresentando nenhuma continuidade, nenhuma ligação necessária, seria pouco inteligível para vós. Instruí-vos, primeiro, pela teoria; lede e meditai os livros que tratam dessa ciência, ali aprendereis seus princípios, encontrareis a descrição de todos os fenômenos, compreendereis sua possibilidade pela explicação que é dada, e pela narração de uma multidão de fatos espontâneos, dos quais podeis ter sido testemunhas sem o saber e que vos tornarão à memória. Vós vos edificareis sobre todas as dificuldades que podem se apresentar e formareis, assim, uma primeira convicção moral. Então, quando se apresentarem as circunstâncias de ver e de operar por vós mesmo, compreendereis, qualquer que seja a ordem pela qual os fatos se apresentem, porque não vos será estranho.
Eis, senhor, o que aconselho a quem diz querer se instruir, e, pela sua resposta, é fácil de se ver se tem outra coisa além da curiosidade.
(Fim do Primeiro Diálogo – Copilado do livro “O Que é o Espiritismo”).
quinta-feira, 14 de maio de 2009
MANTENHA seu bom humor em todas as circunstâncias.
E procure manter vivo o bom humor de todos os que o cercam na vida.
A alegria é um medicamento divino.
A tristeza, ao contrário, nos mergulha num oceano de lama, que salpica e suja aos que de nós se aproximam.
Mesmo em sofrimentos e dores, busque ser alegre, porque a alegria é o melhor remédio para nos dar felicidade.
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
PRIMEIRO DIÁLOGO – O CRÍTICO
Décima Primeira Parte
Visitante – Não há, todavia, senão a experiência para convencer, mesmo não tendo, no início, senão um objetivo de curiosidade. Se vós não operais senão em presença de pessoas convencidas, permiti-me dizer-vos que pregais aos convertidos.
A.K. – Uma coisa é estar convencido, outra é estar disposto a se convencer. É a estes últimos que eu me dirijo, e não àqueles que crêem humilhar sua razão vindo escutar aquilo que chamam de fantasia. Com estes eu me preocupo o menos possível. Quanto àqueles que dizem ter desejo sincero de se esclarecer, a melhor maneira de prová-lo é mostrando perseverança. Se os conhece por outros sinais além do desejo de ver uma ou duas experiências, estes querem trabalhar seriamente.
A convicção não se torna senão com o tempo, por uma contínua observação feita com um cuidado particular. Os fenômenos espíritas diferem essencialmente daqueles que se apresentam nas ciências exatas: eles não se produzem à vontade. É preciso compreendê-los quando ocorrem. É vendo-os muito e por longo tempo, que se descobre uma multidão de provas que escapam ao primeiro olhar, sobretudo, quando não se está familiarizado com as condições nas quais eles podem se produzir, e ainda mais quando se leva um espírito de prevenção. Para o observador assíduo e refletido, as provas são bastante: para ele uma palavra, um fato aparentemente insignificante, pode ser um sinal de luz, uma confirmação. Para o observador superficial e de passagem, para o simples curioso, elas não são. Eis porque eu não me presto para experiências sem resultado provável.
(continua amanhã)
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊRENCIA ESPÍRITA
PRIMEIRO DIALOGO – O CRÍTICO
Décima Parte
O célebre cirurgião do qual falastes, estudou o fenômeno da tiptologia naqueles que o produzem? Não; ele constatou um efeito fisiológico anormal entre alguns indivíduos que jamais se ocuparam com as mesas batedoras, tendo uma certa analogia com aquele que se produz nas mesas, e, sem um exame mais amplo, concluiu, com toda a autoridade da sua ciência, que todos aqueles que fazem as mesas falarem devem ter a propriedade de fazer estalar seu músculo curto peroneiro,e que não são se não enganadores, sejam eles príncipes ou operários, façam-se pagar ou não. A menos estudou o fenômeno da tiptologia em todas as suas fases? Verificou se, com a ajuda desse estalido muscular, poder-se-ia produzir todos os efeitos tiptológicos? Nada mais, sem isso estaria convencido da insuficiência do seu processo; o que não impediu de proclamar sua descoberta em pleno instituto. Não há aqui, para um sábio, um julgamento bem sério? O que restou dele hoje? Eu vos confesso que, se tivesse que sofrer uma intervenção cirúrgica, hesitaria em me confiar a esse profissional, porque temeria que ele não julgasse meu mal com mais perspicácia.
Uma vez que esse julgamento é de umas das autoridades sobre as quais pareceis dever vos apoiar para abrir uma brecha no Espiritismo, isso me tranqüiliza completamente sobre a força dos outros argumentos que apresentareis, se vós não os tomardes de fontes mais autenticas.
Visitante – Todavia, vedes que a moda das mesas girantes já passou; durante um tempo foi um furor, hoje, dela não se ocupam mais. Por que isso, se é uma coisa séria?
A.K. – Porque das mesas girantes saiu uma coisa mais séria ainda; delas saiu toda uma ciência, toda uma doutrina filosófica, muito mais interessante para os homens que refletem. Quando estes não tinham mais nada para aprender vendo rodar uma mesa, dela não se ocuparam mais. Para as pessoas fúteis que não se aprofundam em nada, era um passatempo, um brinquedo e o tiveram bastante; essas pessoas não são consideradas em ciência. O período da curiosidade teve seu tempo; o da observação lhe sucedeu. O Espiritismo então entrou para o domínio das pessoas sérias, que não se divertem com ele, mas que se instruem. Também as pessoas que fazem dele uma coisa séria não se prestam para nenhuma experiência de curiosidade, e menos ainda para aqueles que nela viriam com pensamentos hostis. Como elas próprias não se divertem, não procuram divertir os outros; e eu sou desse número.
(continua amanhã)
terça-feira, 12 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
PRIMEIRO DIÁLOGO – O CRÍTICO
NONA PARTE
VISITANTE – Eis o que vos engana. Um célebre cirurgião reconheceu que certas pessoas podem, pela contração de um músculo da perna, produz um ruído parecido com o que vós atribuís à mesa, de onde ele concluiu que vossos médiuns se divertem às custas da credulidade.
A.K. – Então, se é um estalido do músculo, não é a mesa que esta preparada. Uma vez que casa um explica essa pretendida fraude à sua maneira, isso é prova a mais evidente, de que nem uns nem outros conhecem a verdadeira causa.
Eu respeito a ciência desse sábio cirurgião, somente que surgem algumas dificuldades na aplicação dos fatos que ele assinala às mesas girantes. A primeira que é singular que essa faculdade, até o presente excepcional, e olhada como uma caso patológico, tenha de repente se tornado tão comum. A segunda, que é preciso ter uma bem robusta vontade de mistificar para fazer estalar seu músculo durante duas ou três horas seguidas, quando isso não produz nada além da fadiga e a dor. A terceira é que não entendo como esse músculo se corresponde com as portas e paredes nas quais as pancadas se fazem ouvir. A quarta, enfim, que é preciso a esse músculo estalante uma propriedade bem maravilhosa, para fazer mover uma pesada mesa, levantá-la, abri-la, fechá-la, mantê-la suspensa sem ponto de apoio e, finalmente, quebrá-la na queda. Não se desconfiava que esse músculo tivesse tanta virtude. (Revista Espírita, junho de 1859, página 141: O músculo estalador).
(continua amanha).
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O QUE É O ESPIRITISMO
CAPITULO PRIMEIRO
PEQUENA CONFERÊNCIA ESPÍRITA
Oitava Parte
Notai bem, senhor, que eu não pretendo que a crítica deva necessariamente aprovar nossas idéias, mesmo depois de tê-las estudado; não censuramos de modo algum aqueles que não pensam como nós. O Que é evidente para nós, pode não o ser para todo mundo. Cada um julga as coisas pelo seu ponto de vista, e do fato mais positivo todo mundo não tira as mesmas conseqüências. Se um pinto, por exemplo, coloca em seu quadro um cavalo branco, qualquer um poderá dizer que esse cavalo faz um mau efeito e que um preto conviria melhor; mas seu erro será dizer que o cavalo é branco se ele é preto. É o que faz a maioria dos nossos adversários.
Em resumo, senhor, cada um é perfeitamente livre para aprovar ou criticar os princípios do Espiritismo, para deduzir deles tais conseqüências boas ou más, como lhe agrade, mas a conseqüência impõe um dever a todo crítico sério de não dizer ao contrário do que é; ora, por isso, a primeira condição é de não falar daquilo que não se sabe.
Visitante – Retornemos, eu vos peço, às mesas moventes e falantes. Não poderia ocorrer que elas estivessem preparadas?
A.K – É sempre a questão da boa fé à qual já respondi. Quando a fraude estiver provada eu vo-la entrego; se vós assinalardes fatos confirmados de fraude, de charlatanismo, de exploração, ou abuso de confiança, eu os entrego à vossa fustigação, vos declarando de antemão que não lhes tomarei a defesa, porque, o Espiritismo sério é o primeiro a repudiá-lo, e mencionar os abusos é ajudar a preveni-los e prestar-lhe serviço. Mas generalizar essas acusações, derramar sobre uma massa de pessoas honradas a reprovação que merecem alguns indivíduos isolados, é um abuso de outro gênero: o da calúnia.
Admitindo, como vós o dizeis, que as mesas estivessem preparadas, seria preciso um mecanismo bem engenhoso para fazer executar movimentos e ruídos tão variados. Como não se conhece, ainda, o nome do hábil fabricante que as confecciona? No entanto, ele deveria ter uma enorme celebridade, uma vez que seus aparelhos estão espalhados nas cinco partes do mundo. É preciso convir, também, que seu procedimento é bel sutil, uma vez que se pode adaptar à primeira mesa encontrada, sem nenhum sinal exterior. Por que desde Tertuliano que, ele também, falou das mesas girantes e falantes, até o presente ninguém pôde ver o mecanismo, nem descrevê-lo?
(continua amanhã)
domingo, 10 de maio de 2009
DESPERTE para as verdades superiores.
Não se iluda com as conquistas fáceis, com os prazeres transitórios, com as sensações efêmeras.
Busque intensamente as coisas sólidas e duradouras, e para isso espalhe em redor de você alegria e otimismo, bondade e amor, que são as bases firmes e eternas da felicidade que jamais termina.
Só o amor constrói para a eternidade.
PARA SEMPRE
Porque DEUS permite
Que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite.
É tempo sem hora
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba.
Veludo escondido
Na pele enrugada.
Água pura, ar puro
Puro pensamento
Morrer acontece.
Com o que é breve e passa,
Sem deixar vestígio.
Porque DEUS se lembra
-mistério profundo-
De tirá-la um dia?
Fosse eu rei do Mundo.
Baixaria uma Lei:
MÃE NÃO MORRE NUNCA.
Mãe ficará sempre
Junto de seu filho
E ele, velho embora,
Será pequenino,
Feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade